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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Eu sou um pé no saco!


Eu sou pequeno, frágil, pecador, limitado, inconstante, chato, rabugento, sistemático, facilmente levado aos extremos das emoções... Mas gosto de mim. Gosto por saber de minhas limitações. Apesar de tudo, não tenho uma visão pessoal distorcida. Isso faz com que eu também saiba de meu valor.

Jogo limpo. Minhas intenções são boas. Nunca ferrei ninguém, pelo contrário, houve diversas ocasiões que coloquei o meu na reta para salvar pessoas que eram mais fracas que eu e não saberiam suportar a pressão de suas falhas.

Se aconteceu de alguma vez alguém ter sido prejudicado por alguma posição tomada por mim, certamente não foi por eu ter agido assim com a intenção de gerar o mal. Isso me faz bem. Procurar ser íntegro perante Deus e perante os homens tem sido minha bússola, meu estilo de vida.

Quantas vezes pelo caminho deixei pessoas tristes comigo? Foram várias, mas sempre pelo fato de decepcioná-las em relação ao que elas esperassem que eu fosse, e não por eu ser quem eu sou. Quem se aproxima de mim e passa a me conhecer não tem grandes surpresas. As que acontecem normalmente são boas. Agora, não esperem de mim um sorriso falso, palavras doces para encobrir minha posição real perante os fatos.

Inúmeras situações eu vivi às quais vieram me perguntar o que eu achava sobre um assunto qualquer ou de determinada atitude que eles tinham tomado. Aprendi a responder “quer saber mesmo ou você só está perguntando”?

Com isso queria dizer que poderia ser “genérico” em minha resposta ou então ir fundo e discutir o assunto com seriedade. Mas nem todos estão preparados para uma discussão neste nível. E eu odeio ser simplista, assim como odeio simplismos. Não tolero aqueles papos vagos do tipo “e ai meu brother, está tudo bem”?, esperando uma resposta positiva. Se estiver tudo bem está tudo bem, mas se não estiver não estará. Aí cabe minha resposta: “Quer saber mesmo”?

Por isso vejo que muita gente se afasta de mim. Chamo isso de seleção natural. Não quero ser super pop. Não quero ser aceito por aqueles que nada de proveitoso (no bom sentido) tem a me dar. Parece indelicado mas não é. Quero dizer com isso que não pago qualquer preço para manter uma relação alicerçada na areia. Gosto de cavar fundo. Gosto de saber onde vou pisar. Cansei de relacionamentos “areia movediça”. Quando você dá conta, está atolado até o fim, sem conseguir se safar.

Não, basta! Quero paz. Quero poder contar meus amigos nos dedos das mãos. Não preciso ter um milhão de amigos no Orkut por exemplo. Pessoas que me adicionam pelo fato de ter uma foto minha de costas com uma tatuagem animal. Pessoas que querem passar por populares. Não participarei de rodas de pessoas que se alimentam de pessoas. Nunca andarei na direção das multidões. Sou doce e amargo, macio e áspero, delicioso e intragável. Não há como me comer com ketchup e mostarda. Sou um prato sofisticado e não combino com qualquer vinho.

Por que estou escrevendo tudo isso? É que ontem a noite estava falando sobre auto-estima com um conhecido meu. E isso eu tenho de sobra. Eu me amo, por isso posso amar os outros. E meu amor é firme, duro e penetrante. Sou como uma espada de dois gumes. Vou no fundo, cortando, tirando fora o que não vale a pena ser mantido.

Na sociedade de hoje não considero fácil gostar de gente assim.

Na boa? Tomei Activia com Johnnie Walker para eles (tradução: tô cagando e andando...).

Base bíblica? Basta uma: "Daqui em diante ninguém me moleste; porque eu trago no meu corpo as marcas de Jesus". - Gálatas 6:17

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Basquete, torção, (...), artroscopia, 100%!!!


"E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" - Romanos 8-28

Na minha juventude gostava muito de jogar basquete no Parque do Ibirapuera. Um belo dia recebi a bola, girei em meu eixo apoiado na perna esquerda à procura de alguém a quem eu passaria a bola MASSSS... meu pé ficou fixo no chão. Só o joelho girou (torceu) para o lado.

Caí gritando e chorando de dor na quadra. Pararam o jogo e um dos companheiros de time falou: "$¨¨#@%@@*!!! Isso dói demais!!!"

Como não tinha convênio médico e não costumava usar o serviço público, deixei o joelho se "recuperar" sozinho, apesar da intensa dor. Vez ou outra acontecia alguma outra torção, e se passavam longos meses de convívio com a limitação gerada pela situação não resolvida na época.

Nos últimos anos voltei a malhar, correndo uma hora todo dia sem sequer um pingo de dor.

No início deste ano, após um mergulho no mar, estava saíndo da água quando uma onda me pegou nas costas bem próximo à margem. Para não cair fixei os pés na areia, que seguraram meus pés enquanto a onda me derrubava. Devido a este último incidente, passei o ano de 2010 lutando com a dor, enquanto fazia fisioterapia, me entupia de medicamentos e fazia uma série de musculação específica para fortalecimento e recuperação do joelho.

Como sou muito curioso, fucei muito sobre o melhor tratamento e influenciei diretamente meu ortopedista a fazer uma astroscopia. Consegui convencê-lo a menos de 20 dias.

Marquei a cirurgia, fiz os exames pré-operatórios e na última quarta feira, 3 de Novembro, me internei às 6 da manhã, operei o joelho e saí andando normalmente às 4 da tarde.

Ontem, fui à academia com minha mulher (apenas para acompanhá-la). Hoje, acabo de voltar do banco e do mercado.

Meu joelho está 100% recuperado. Nenhuma sensação de falseio, que te obriga a controlar o limite dos movimentos para não haver nova torção. Nenhuma dor, nenhum inchaço.

Escrevo isso para glorificar o Nome de Jesus. Em minha oração antes de me internar pedi à Ele que o RESULTADO da cirurgia fosse alcançado. E foi.

Amanhã retorno ao médico para tirar os 3 pontos (um em cada parte do joelho). Espero voltar ao trabalho já na segunda feira (não gosto de "viver de atestados"). Assim que possível, volto a malhar. Assim que possível 2 - A Missão - volto a correr minhas "uma horinhas" diárias.

Deus é maravilhoso!!!!!!!!!