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terça-feira, 4 de outubro de 2011

O cristianismo nos países comunistas e islâmicos


Em um ambiente extremamente politizado por pessoas que mal conseguem discernir a mão direita da esquerda, tenho que aproveitar as oportunidades que caem em meu colo para mandar pro gol.

Na aula de Teorias Psicológicas nos pediram para falar sobre algum grupo excluído ou perseguido. Na hora lembrei da Igreja Perseguida nos países comunistas (aqueles rascunhos de marxistas vão odiar!!!) e mulçumanos e decidi compartilhar com eles (nossa apresentação será na próxima quinta, 06/10).... e com vocês!!!


“O que é estranho no estrangeiro é o fato de ele não ser eu”Alain, filósofo, citando “Diário Íntimo” de Amiel

Poucas pessoas sabem exatamente o que acontece aos cristãos nos países muçulmanos e comunistas. Não sabemos ao certo a razão disso não ser divulgado na mídia pois, estranhamente, os países ocidentais são predominantemente cristãos e não conseguimos imaginar que nós, que recebemos todos os povos, culturas e religiões diferentes em nossa terra soframos tantas perseguições nestes países.

Para ilustrar o que estamos expondo, vamos citar a Coréia do Norte e o Irã, as duas nações mais opressoras dos direitos dos cristãos ao redor do mundo, baseados no ranking anual da Missões Portas Abertas:

1º: CORÉIA DO NORTE: O país líder no funesto ranking dos que mais perseguem os cristãos é a comunista Coréia do Norte. Desde a instalação do regime comunista, a perseguição tem assumido várias formas. Em um primeiro momento, os cristãos que lutavam por liberdade política foram reprimidos. Depois, o governo tentou obter o apoio cristão ao regime, mas como não teve êxito em sua tentativa, acabou por iniciar um esforço sistemático para exterminar o cristianismo do país. Edifícios onde funcionavam igrejas foram confiscados e líderes cristãos receberam voz de prisão. Ao serem derrotados na Guerra da Coréia, soldados norte-coreanos em retirada freqüentemente massacravam cristãos com a finalidade de impedir sua libertação. Muito mais pode ser visto sobre este assunto ao final deste breve resumo da situação local.

Isso vem de encontro ao que Caterina Koltai disse em entrevista à Revista Insight. Ela cita os escritos de Freud, “Reflexão Para Tempos de Guerra”, onde ele afirma que nem as civilizações desenvolvidas são capazes de resolverhttp://www.blogger.com/img/blank.gif disputas e conflitos sem guerrear. Conversando com Einstein às vésperas da II Grande Guerra, Freud afirma que a ambivalência do homem sempre o levará a novas guerras, pois, através destas, o homem tem como expulsar o ódio para o exterior da comunidade contra o inimigo, enfatizando o monopólio da violência exercido pelo Estado.

Esta violência legal exercida pelo Estado se exprime de modo privilegiado na guerra mas, neste caso, uma guerra civil contra estrangeiros cristãos e cidadãos que se convertem ao cristianismo. Só vínculos afetivos e processos civilizadores podem fazer frente ao verdadeiro massacre que estes sofrem dentro de seu próprio país.

2º: IRÃ:
– O Irã é uma teocracia islâmica. Embora os direitos de cristãos, judeus e zoroastras sejam assegurados pela Constituição, na prática, todos são vítimas de retaliação e perseguição. As restrições e a perseguição ao cristianismo têm se multiplicado rapidamente nos últimos anos. O governo do Irã está consciente do desdobramento da Igreja nas últimas décadas. Ele tem procurado impedir e tornar impossível o crescimento dos cristãos.

É permitido que igrejas ligadas às minorias étnicas ensinem a Bíblia ao seu próprio povo e em sua língua. No entanto, essas igrejas são proibidas de pregar em persa, a língua oficial do país. Muitas igrejas recebem visitantes durante seus cultos, alguns deles, entretanto, são da polícia secreta e monitoram as reuniões. Cristãos ativos sofrem pressão. São interrogados, detidos e, às vezes, presos e agredidos. Casos mais críticos envolvem até a execução.

Para se ter idéia da gravidade da situação, está em andamento em um tribunal iraniano o julgamento pastor Yousef Nadarkhani, iraniano, acusado de apostasia por ter se convertido do islamismo para o cristianismo, correndo o sério risco de ser executado a qualquer momento.

Entretanto, o que mais nos chamou a atenção no caso do Irã, além da perseguição e violência utilizada para conter a prática de culto cristão é este detalhe sutil ligado à proibição da pregação da mensagem cristã na língua oficial do Irã, o persa. Isso vem de encontro ao que lemos no texto “A Estranheza do Sujeito”, um debate entre Paul Ricceur e Jean Daniel sobre o que gera a rejeição, ódio e repulsa aos que nos são estranhos, onde eles citam o aprendizado de novas línguas, que infelizmente é para poucos, como uma maneira de socialização entre os povos de culturas diferentes.

Ao proibir a pregação na língua oficial iraniana, o governo faz com quê esta fique restrita às minorias étnicas do país, aumentando assim o ódio do restante da população contra aqueles que crêem nesta mensagem considerada perniciosa, vinda dos países ocidentais, notoriamente odiados pelo governo iraniano.

Assim, dentro do próprio Irã passam a existir guetos cristãos vivendo em liberdade apenas na Constituição, mas sem o direito de se comunicar na própria língua do país para que a mensagem e cultura crida por eles não contaminem o restante da população. O cristão iraniano passa então a se sentir um estrangeiro dentro de sua própria pátria, ameaçado e perseguido.

Para concluir, podemos parafrasear mais uma vez Caterine Koltai, quando ela diz que a xenofobia é de caráter natural e espontâneo no ser humano. Já que não se pode culpar nem Deus nem as instituições pelo mal que sofremos, o estrangeiro passa a ser o culpado, como um bode expiatório. Extirpando um único ser ou grupo, acha-se que é possível recuperar uma identidade individual, que é extremamente frágil. Ao abrandar a censura do assassinato neste contexto, resume-se tudo em uma frase: “Prefiro perder com meu adversário do que ganhar com ele”.

A base cristã do material foi retirado do site da Missão Portas Abertas; o restante de material do Curso de Serviço Social...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Carta aos tubarões e piranhas da Igreja Invisível


Aos amados irmãos da Igreja Invisível,

Saúdo a todo o cardume com a santa Graça, a doce Paz e pulinhos de alegria.

Amada bispa, direciono inicialmente esta à sua amada pessoa, pedindo licença de incluir o amado irmão sacerdote do Altíssimo (acabei de inventar seu novo cargo ministerial) para discutirmos os últimos assuntos concernentes aos caminhos que andam cruzando nosso Caminho.

A opinião de vocês será essencial para o direcionamento de nossos próximos passos (ou braçadas) nesse momento turbulento da blogosfera.

Confesso a todos que eu tenho uma visão mais "punk" do nosso ministério virtual...

Ela está ligada à defesa da fé, a apologética (é assim né?). Ao abrir o blog, não sabia onde ia dar (vide a minha primeira postagem). Comecei seguindo o Pavablog por indicação do Ricardo Gondim em um texto dele. Gostei, cara descolado, não deixa o rabo preso na mão de ninguém, tipo o menino lá do Cristão Confuso (esqueci o nome dele).

Durante o caminho também encontrei gente como o atirador de elite, o famoso metralhadora giratória, com seus zilhões de seguidores loucos para ver qual seria a próxima vítima de seu sarcasmo.

Confesso que na genese de meu blog me empolguei, passando a dar porrada pra todo lado, inspirado por sua atitude altamente bélica. A única coisa de boa que surgiu desta relação foi o aquário que passei a nadar por indicação dele, onde o tratador do aquário é uma pessoa altamente qualificada para tal. Acontece que com o tempo percebi que ele batia por bater e não era coerente. Para manter a coerência com MINHA CONSCIÊNCIA optei em não segui-lo mais. Estrelinha demais pro meu gosto.

Quem se lascou pra mim foi o nosso irmão Dom Quixote, que entrou em uma briga com ele por esta postura faca na caveira e acabou passando a imagem de querer pegar fama ao "matar seu John Lennon". Sei que não era esta sua intenção, mas foi esta a imagem que ele passou.

Ao ter que redirecionar minha caminhada "blogosferal" passei a falar das coisas do meu coração, de minha relação com Deus, de minhas cagadas e vitórias. Foi aí que eu encontrei a Bispa mais amada do Brasil e a Sacerdotisa-mor, que me deram muito, mas MUITO apoio e incentivo para escrever cada vez mais.

Veio e passou muita gente, mas nossa amizade se construiu sobre bases sólidas. Não concordamos com tudo (tivemos alguns desentendimentos mas fazem parte dos ajustes de qualquer relacionamento) mas temos os pés na mesma Rocha. A relação virtual virou amizade e com o tempo virou amor (amo vocês). Do fruto de nosso amor (uuuuuuuiiiiiiiii, parece música de corno!) nasceu o blog "Breakfast" (mistério profundo que somente poderá ser elucidado com muitas campanhas pelo vale do sal grosso, além das ofertas, sempre bem recebidas).

Passou mais tempo, mais blogueiros passaram a nos seguir, outros se escandalizaram com nossa postura e o atual momento é algo que não encontro palavras para descrever. Foi quando dois incaltos cristãos, o Sacerdote do Altíssimo, hábil manuseador da Santa Palavra, um verdadeiro espadaxim (é com xís mesmo?) e o não menos tudo o que disse do espadaxim irmão Ervilha entraram de gaiato em nossa praia, formando um abençoado Cardume.

Eles inicialmente apenas assistiram algumas de nossas loucas reuniões, mas passaram a achar graça (em todos os sentidos, inclusive com Gê maiúsculo) e foram astutamente levados por nossas redes. Afinal de contas - assim como Pedrão - somos todos pescadores de vidas. O problema é que na rede sempre vem peixe bom e peixe ruim.

Fora os dois trutas que falei antes,vieram outros simpáticos, mas uma fornada que passou do ponto também entrou: A irmã Super Pop Gimenez em busca de Ibope, o pastor Silvio Santos, o pastor Pé-no-Saco e o famigerado Tranca-Ruas. Estes por diversas vezes conseguiram tirar não só a minha paz, mas a tua e de vários outros blogueiros comprometidos com o Senhor, a pregação da Palavra e com o testemunho de vida.

Como te falei outras vezes e citei no início desta humilde carta (profetizaram que vai virar epístola!), tenho para mim que este espaço virtual que certamente é monitorado em todos os sentidos por anjos, demônios e seres humanos (tenho altas teorias da conspiração, se eu te contar você vai pedir para me internar!) é INSTRUMENTO DE DEUS PARA FAZERMOS A DIFERENÇA NA VIDA DAQUELES QUE PASSAM POR NOSSOS BLOGS. Eu creio tão firmemente nisso que até na hora de escolher uma imagem para ilustrar um texto procuro mudar o nome do arquivo de forma que aquela ilustração traga à mente um nome que leve ao meu blog, visando ser "um folhetinho de evangelismo" dado a uma pessoa desesperada.

(Estão entrando na viagem?)

Por esta mesma razão (pessoal), creio firmemente que:

1) Temos que deixar espaço para comentários. Com eles, vamos incentivar o debate, por mais desagradável que vez ou outra possa vir a ser;

2) Temos que deixar os loucos, possessos & estrelinhas comentarem a vontade, sem censura. Mal sabem eles que nestas águas profundas nadam muitos tubarões e piranhas (vocês entenderam) doidos para destroçar as heresias, distorções e qualquer outra aberração contra a fé cristã, a sã doutrina e nossos amados amigos;

3) Não perder o foco, manter a cabeça no lugar mas não deixar ninguém sem resposta, caso venham a falar ofensas pessoais ou coisas do gênero. Já teve vezes que fiquei com dores no corpo inteiro por dias por ranca rabos com gente do tipo o tranca ruas, a super-pop-gimenez, o Pastor Silvio Santos e Pastor Pé no Saco. Batalha espiritual pura!

Bem, é assim que eu creio. É assim que eu encaro este sacerdócio chamado blogosfera. Converso com minha amadíssima mulézinha sobre vocês (Bispa, Sacerdotisa mor, Espadachim (desisti do xís) e o Ervilha) como se fossem pessoas que sentam para tomar um bom vinho comigo na presença do Pai. Converso também sobre aqueles que querem tirar nossa paz. E ela gosta, se emociona comigo, me incentiva, até "mente pra caramba" dizendo que eu escrevo muito (só se for na quantidade de caracteres) e que devo seguir neste MINISTÉRIO!

Por esta razão eu deixo meu espaço aberto. Por esta razão a foto do meu blog é da Pedra do Pontal em frente a uma bandeira dizendo "PERIGO CORRENTEZA". Por esta razão escrevo muito sobre profundezas do mar e coisas do gênero. Em outras palavras: Se entrou aqui pode gostar, me achar ridículo ou se estrepar todo com meus textos, seus comentários e minhas réplicas aos comentários.

Notei que o Tranca Ruas parou de me seguir estes dias. Fiz minha parte, combati o bom combate e mantive a fé. Este sangue não será cobrado de minhas mãos, certamente.

Despeço-me de todos certo de que o Senhor nos dará sabedoria para agir nestes tempos de densas trevas, sendo sal fora do saleiro e luz colocada no lugar mais alto.

Em tempo: Escrevi na correria, o tempo urge e estou morrendo de sono. Portanto, nenhuma revisão foi feita no texto, o que possivelmente gerou erros gramaticais ridículos!

Amplexos e gavinhas para os manos, ósculos para as minas!

P.S: Mais uma sacudida na peneira, vamos ver se cairá mais coisa...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Você acha que sabe até onde pode ir?


“Então ela lhe disse: "Como você pode dizer que me ama, se não confia em mim? Esta é a terceira vez que você me fez de boba e não contou o segredo da sua grande força".Importunando-o o tempo todo, ela o cansava dia após dia, ficando ele a ponto de morrer. Por isso ele lhe contou o segredo: "Jamais se passou navalha em minha cabeça", disse ele, "pois sou nazireu, desde o ventre materno. Se fosse rapado o cabelo da minha cabeça, a minha força se afastaria de mim, e eu ficaria tão fraco quanto qualquer outro homem". Quando Dalila viu que Sansão lhe tinha contado todo o segredo, enviou esta mensagem aos líderes dos filisteus: "Subam mais esta vez, pois ele me contou todo o segredo". Os líderes dos filisteus voltaram a ela levando a prata. Fazendo-o dormir no seu colo, ela chamou um homem para cortar as sete tranças do cabelo dele, e assim começou a subjugá-lo E a sua força o deixou. Então ela chamou: "Sansão, os filisteus o estão atacando!" Ele acordou do sono e pensou: "Sairei como antes e me livrarei". Mas não sabia que o Senhor o tinha deixado.Juízes 16.15-20

Você normalmente sabe quando uma situação é arriscada, mas mesmo assim vai em frente no que está fazendo, minimizando as possíveis conseqüências. Atravessa a avenida movimentada fora da faixa de pedestres, mexe com eletricidade sem a devida proteção, trepa sobre um banquinho de plástico e se espicha todo para alcançar algo, desvia dinheiro de sua empresa e que foi confiado à você através de jogadas contábeis maquiavelicamente elaboradas, se mete em situações as quais você não tem nenhum controle sobre as conseqüências. Pode dar certo diversas vezes, mas uma hora ou outra você pode se dar mal.

Sansão era uma pessoa assim. Consagrado à Deus desde o ventre materno, ele nasceu e cresceu ciente de seu voto de nazireado, que consistia basicamente em não poder beber vinho nem outra bebida fermentada, não comer nada impuro; não se passar navalha na cabeça, pois ele estava destinado a iniciar a libertação de Israel das mãos dos filisteus (Jz 13.4b-5).

Certa feita, Sansão se apaixonou por uma filistéia da cidade de Timma e falou a seus pais que conseguissem que ela fosse sua esposa. Seus pais insistiram com ele para procurar uma jovem de seu próprio clã, mas prevaleceu sua vontade (que tinha sido influenciada pelo Espírito de Deus para deflagrar os atritos necessários com os filisteus) e partiram para esta cidade.

No caminho, um leão avançou contra Sansão e ele – cheio do Espírito do Senhor – matou o leão com suas próprias mãos, sem, contudo falar isso a seus pais. Na volta de Timma, Sansão foi à procura do cadáver do leão e o encontrou com um enxame de abelhas em sua boca. Intrigado com aquilo, Sansão tocou no cadáver para tirar o mel de sua boca. Comeu e deu aos seus pais, sem falar onde havia encontrado.

Nisso já dá para entender que Sansão vivia no limite de duas situações antagônicas, mas separadas por uma linha quase invisível: Era um homem cheio do Espírito Santo mas vivia no limite do pecado, brincando com situações perigosas. Mesmo sendo o líder escolhido por Deus para iniciar a libertação de Israel das mãos dos filisteus, Sansão não conhecia limites, confiando em sua força física, moral e espiritual para tomada de decisões. Ele sempre achava que na hora que o bicho estivesse pegando ele poderia dar seu habitual jeitinho para resolver tudo.

Seu ponto fraco era na área sexual. Deitava com prostitutas e se apaixonava facilmente por mulheres que notoriamente tinham a intenção de entregá-lo nas mãos dos filisteus, inimigos de seu povo. Só que ele não ligava para o perigo, se garantia na força do seu braço, sem reconhecer até então de maneira efetiva que esta vinha do Senhor.

Um dos maiores pontos de tensão na vida de Sansão foi seu famoso relacionamento com Dalila. Por várias vezes, ela questionou Sansão sobre o segredo de sua força. Sua intenção era entregá-lo aos filisteus por uma grande quantidade de prata. Sansão sabia disso, pois cada vez que ele inventava uma maneira de deixá-lo com a força de um homem comum, Dalila fazia exatamente o que ele dizia, chamando os filisteus contra ele. Ao ouvir o "alerta" de Dalila, ele se livrava de suas armadilhas e continuava em frente, cada vez mais seguro de si, mas cavando cada vez mais fundo o abismo onde ele cairia.

O incrível para mim era que ele não era enganado por Dalila. Ele sabia exatamente o que ela queria e mesmo assim insistia em brincar com ela. Zombava dela, inventando as mais esdrúxulas maneiras de ser subjugado. Só que não se brinca com mulher da maneira que ele brincava. Parafraseando o livro de Provérbios em vários versículos, Sansão agia como se não soubesse que aquela atitude zombeteira em relação a Dalila deflagraria uma reação incontrolável, pois ela o pentelharia até os limites de sua resistência.

E assim foi. Usando de chantagem emocional e muita persistência, Dalila enfim conseguiu arrancar o segredo de Sansão. Enfim subjugado, Sansão ainda achava que tudo estava sob controle, mas a atitude de Sansão fez com que o autor do livro de Juízes escrevesse uma das frases mais duras encontradas na Bíblia:

"Sairei como antes e me livrarei. Mas não sabia que o Senhor o tinha deixado.

Deus nunca permita que cheguemos a este extremo na relação com Deus. Pecado é pecado, não há limite seguro para transitar em seus domínios. Imagine você dormir seguro de si nos braços de seu inimigo e acordar crendo que mais uma vez conseguirá se libertar de suas garras. Ao tentar usar as velhas estratégias para se livrar do perigo, descobrirá - da pior maneira possível - que enfim chegou ao limite da paciência de Deus.

Não vire as costas para Deus, menosprezando os dons que ele graciosamente distribuiu a cada um. Não use levianamente os talentos recebidos. Não desperdice nada vindo de Deus. Não cuspa na Cruz, ridicularizando o sacrifício feito uma vez por todas por nosso Senhor Jesus Cristo. Uma hora você poderá ter passado do limite e aí será tarde demais.

Não vou concluir este texto com o final da história de Sansão. Meu foco é outro e pode ser resumido com o que está escrito em Hebreus 10.26-31

“Se continuarmos a pecar deliberadamente depois que recebemos o conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados, mas tão-somente uma terrível expectativa de juízo e de fogo intenso que consumirá os inimigos de Deus. Quem rejeitava a Lei de Moisés morria sem misericórdia pelo depoimento de duas ou três testemunhas. Quão mais severo castigo, julgam vocês, merece aquele que pisou aos pés o Filho de Deus, profanou o sangue da aliança pelo qual ele foi santificado, e insultou o Espírito da graça? Pois conhecemos aquele que disse: "A mim pertence a vingança; eu retribuirei" e outra vez: "O Senhor julgará o seu povo" Terrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo".

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Quem matou Leane, Adrian e Lisa?



Despertai, 22/05/1994


Leane Martinez (12 anos), Adrian Yeatts (15 anos) e Lisa Kosack (12 anos) tinham duas coisas em comum. PRIMEIRA: Contraíram leucemia. O tratamento: um programa intensivo de quimioterapia, junto com transfusões de sangue. SEGUNDA: Eram “Testemunhas de Jeová”. Eles (com o apoio dos pais), recusaram o tratamento e morreram.

O CORPO GOVERNANTE


Estes três jovens são capa da revista DESPERTAI! (editada pelas Testemunhas), de 22 de maio de 1994, cujo lema é: JOVENS QUE COLOCARAM DEUS EM PRIMEIRO LUGAR. São vistos como mártires, quando, na verdade, estavam expressando sua lealdade à liderança das Testemunhas de Jeová, composta, até o presente momento (novembro/1994) por 11 homens, conhecidos como CORPO GOVERNANTE, que vivem em sua sede mundial nos EUA. Afirmam ser “o canal de comunicação de Deus”, segundo A SENTINELA (sua principal revista) de 01/09/1991, página 18. Dessa forma, esses líderes exercem um domínio espiritual e psicológico sobre os adeptos do movimento, que aprendem a não questionar nenhuma das suas orientações.

OBEDIÊNCIA IRRESTRITA

A influência que o Corpo Governante exerceu na decisão desses jovens (e de seus pais) pode ser detectada na DESPERTAI! Supracitada, Tanto Adrian como Lisa declararam que se recebessem sangue isso seria encarado como se estivessem sendo violentados ou molestados (p.6 e 12). De fato, Lisa chegou a receber uma transfusão de sangue (mesmo contra sua vontade, mas para seu bem). Isso foi tachado como sendo “um tratamento insensível e cruel” (p.12). Diz a revista: “Ela detestou ver o sangue de outra pessoa entrar nela” (idem). Ela disse que se isso acontecesse de novo ela “resistiria e chutaria o suporte da bolsa de sangue e arrancaria a agulha do seu braço, não importa o quanto doesse, e faria furos na bolsa de sangue” (p.13).

O que muitos talvez não saibam é que o Corpo Governante ensinou-os a responder e a agir daquela forma, colocando as palavras em suas bocas. As Testemunhas recebem mensalmente um boletim informativo chamado NOSSO MINISTÉRIO DO REINO. No de fevereiro de 1991, a transfusão de sangue é chamada de “espiritualmente corrompedora” (p.3). Logo, a preocupação não é com o futuro quadro clínico das Testemunhas em decorrência de uma transfusão, mas com que o Corpo Governante considera ser “espiritualmente corrompedor” (isso é, receber transfusão levará a Testemunha a ser eternamente destruída por sua desobediência).

Segundo outro boletim (setembro/1992), “os pais precisam estar firmemente decididos a recusar o sangue para si mesmos e para seus filhos, prezando sua relação com Jeová mais do que qualquer alegado prolongamento da vida que envolva a transgressão da lei divina. ESTÃO ENVOLVIDOS O FAVOR DE DEUS AGORA, E A VIDA ETERNA NO FUTURO! (p.3). Na página 5, afirma-se que um tratamento isento de sangue seria “melhor e mais seguro”, pois “mantém os filhos no favor do grande Deus da Vida, Jeová Deus”. Ainda em fevereiro de 1991, o Corpo governante alerta as Testemunhas para estarem atentas a certas perguntas capciosas feitas por médicos e juízes, uma vez que “nem sempre são feitas de boa fé” (p.6). Assim, caso o médico ou o juiz perguntasse “o que lhe acontecerá se uma transfusão for forçada por mandado judicial? Será considerado responsável por isso?”, Testemunha deveria responder “se eu fosse forçado, de uma forma ou de outra, a tomar sangue, isso para mim seria O MESMO QUE SER ESTUPRADO. Eu sofreria pelo resto da vida as conseqüências emocionais e espirituais desse ataque indesejado à minha pessoa. Resistiria com todas as minhas forças a tal violação do meu corpo sem consentimento. Faria tudo ao meu alcance para processar os meus agressores, assim como faria em caso de estupro” (p.6). Conclui o parágrafo 36: “deve-se transmitir a forte e vívida impressão de que uma transfusão forçada é, para nós, uma repugnante violação de nosso corpo”.

INCERTEZAS E CONTRADIÇÕES

Contudo, o que a maioria das Testemunhas desconhecem é que não foram as transfusões de sangue a única proibição médico-bíblica imposta pelos seus líderes. Entre 1931-1952, as VACINAS foram proibidas. Segundo a revista THE GOLDEN AGE (atualmente conhecida como DESPERTAI!) de 4/2/1931, p.293, a vacinação “é uma violação do pacto perpétuo que Deus fez com Noé (???????). (...) A lei da vacinação não pode ser uma lei justa”. Entre 1967-1980, proibiram os TRANSPLANTES DE ÓRGÃOS: rim, coração, córnea, etc. A DESPERTAI! De 8/12/1968, p. 22, declarou: “Há aqueles, como as testemunhas cristãs de Jeová, que consideram todos os transplantes entre humanos como CANIBALISMO. E ainda proíbem as transfusões de sangue desde julho de 1945 (embora as Testemunhas existam historicamente desde 1870.

COLIH – A SERVIÇO DO CORPO GOVERNANTE

Morreram realmente estes jovens por colocarem Deus em primeiro lugar? De fato não! Morreram porque a proibição da transfusão de sangue foi imposta pelo Corpo Governante; que, aliás, faz tudo para que o grupo mantenha essa posição; tanto que criou a COLIH (Comissão de Ligação com Hospitais), com o propósito de manter um relacionamento com os médicos e hospitais. Cada COLIH compõe-se de anciãos (dirigentes das congregações das Testemunhas de Jeová). No Brasil há agora (1994), segundo dados recentemente fornecidos pelos seus líderes, 64 COLIHs, com 348 membros que servem a esse propósito. Em NOSSO MINISTÉRIO DO REINO (setembro/1992, p.4) declara-se: “Que provisões tem feito a organização de Jeová para ajudá-los a proteger seus filhos do sangue? Muitas (...). Numa situação crítica, os anciãos talvez achem aconselhável providenciar uma vigília de 24 horas no hospital, de preferência constituída de um ancião acompanhado de um dos pais do paciente, ou de outro membro achegado da família. Com freqüência, as transfusões de sangue são dadas quando os parentes e amigos vão para a casa, à noite”.

Em resultado das investidas das COLIHs em diversos hospitais e clínicas, há agora 1.365 médicos (números fornecidos pela liderança em setembro de 1994) que cooperam com as Testemunhas de Jeová (sem saber, provavelmente, do verdadeiro motivo que leva uma Testemunha a recusar a hemoterapia). E ainda citam que três hospitais implantaram o Programa de Tratamento Médico e Cirúrgico sem Sangue.

SUFOCANDO A LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA

Por mais espantoso que possa parecer, caso uma Testemunha exerça a sua liberdade de consciência aceitando ou mesmo doando sangue, ela será DESSASSOCIADA (excomungada) do grupo, e ninguém mais poderá manter contato com tal pessoa, nem mesmo dirigindo-lhe um simples “oi!”. Essa questão foi tratada na revista A SENTINELA, 01/12/1961, pp.734-736, que declara: “Visto ser tão sério absorver sangue no organismo humano por meio duma transfusão, faria a violação das Sagradas Escrituras neste respeito que o dedicado e batizado, que recebesse uma transfusão de sangue, ficasse sujeito à dissociação da parte da congregação cristã? As Escrituras Sagradas respondem que sim (...) Esta é uma violação das ordens que Deus deu aos cristãos cuja seriedade não deve ser menosprezada por ser considerada levianamente como CASO OPTATIVO DA CONSCIÊNCIA DE CADA UM (...) Se, segundo a lei de Moisés, que apresentou sombras de coisas vindouras, quem recebe uma transfusão de sangue precisa ser cortada do povo de Deus pela excomunhão ou dissociação. (...) Se (...) e persiste em aceitar transfusão de sangue ou DOAR SANGUE para uso nesta espécie de tratamento em outros, ele demonstra que realmente não se arrependeu, mas que se opões deliberadamente aos requisitos de Deus. Visto que é um oponente rebelde e um exemplo infiel para os outros membros da congregação, ele precisa ser desassociado”.

MÉDICOS X DEUS?!


Ora, se receber e doar sangue são vistos como atos de rebeldia e infidelidade contra Deus, o que dizer dos médicos que ministram tais transfusões? Estariam realmente eles se empenhando numa prática “espiritualmente corrompedora"? Estariam eles, sujeitos como estão, ao mandamento iniludível pelo Juramento de Hipócrates de salvar vidas, agindo contra a vontade de Deus?

O QUE PODEMOS FAZER?


Já está na hora da sociedade como um todo dar um basta nesta situação. Não podemos mais permitir que aconteçam casos como o de Sara Cyrenne (12 anos), de Ontário, Canadá. Seus pais recusaram a transfusão de sangue, causando a morte da pequena Sara. Sua mãe declarou na SENTINELA, 15/8/198 (*ilegível), p. 29: “Nós o fizemos porque sabíamos que o que havíamos feito era a coisa certa e que tínhamos Jeová Deus do nosso lado”. Casos semelhantes tem se repetido em vários estados brasileiros... ATÉ QUANDO?

PERGUNTAMOS: Seria justo Deixar o destino das crianças nas mãos do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová? E o que dizer das vidas que foram ceifadas quando da proibição das VACINAS e dos TRANSPLANTES DE ÓRGÃOS? Quem matou Leane, Lisa, Sara e tantos outros ficará sem punião? VOCÊ confiaria sua vida e a de seus filhos nas mãos dos homens que dirigem este grupo religioso? Confiaria? PENSE NISSO!

Por tudo isso e muito mais, nós, cristãos evangélicos, repudiamos este controle indevido e letal que o Corpo Governante exerce sobre as Testemunhas de Jeová. Repudiamos, pois a Bíblia diz: “NÃO MATARÁS” (Êxodo 20:13). E ainda “NISTO CONHECEMOS O AMOR, EM QUE CRISTO DEU A SUA VIDA POR NÓS; DEVEMOS DAR NOSSAS VIDAS PELOS IRMÃOS.” (1 João 3:16). Disse Jesus: “NINGUÉM TEM MAIOR AMOR DO QUE ESTE DE DAR ALGUÉM SUA PRÓPRIA VIDA EM FAVOR DOS SEUS AMIGOS.” (João 15:13).

*Nota: Em minha mudança encontrei muito material adquirido no ICP (Instituto Cristão de Pesquisas) nos meus primeiros anos de convertido. Este texto estava em um folheto que tirei uma cópia, sendo que em algumuns trechos o material estava ilegível.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Quem disse que eu não acredito que Deus existe?


“Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me sento e quando me levanto; de longe percebes os meus pensamentos. Sabes muito bem quando trabalho e quando descanso; todos os meus caminhos são bem conhecidos por ti. Antes mesmo que a palavra me chegue à língua, tu já a conheces inteiramente, Senhor. Tu me cercas, por trás e pela frente, e pões a tua mão sobre mim. Tal conhecimento é maravilhoso demais e está além do meu alcance; é tão elevado que não o posso atingir.

Para onde poderia eu escapar do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença? Se eu subir aos céus, lá estás; se eu fizer a minha cama na sepultura também lá estás. Se eu subir com as asas da alvorada e morar na extremidade do mar, mesmo ali a tua mão direita me guiará e me susterá. Mesmo que eu diga que as trevas me encobrirão, e que a luz se tornará noite ao meu redor, verei que nem as trevas são escuras para ti. A noite brilhará como o dia, pois para ti as trevas são luz”
Salmo 139:1.12

Lembrei-me deste trexo do Salmo 139 por estar conversando com uma amada irmã sobre o quê motiva uma pessoa a tentar "fugir" de Deus. Ao falarmos sobre isso, lembrei de um livro que li muitos anos atrás, chamado “A Invasão Secreta” (Hans Kristian e Dave Hunt, Editora Vida). Este livro relata as experiências de um cristão missionário que trabalhava nos países comunistas décadas atrás (no mesmo estilo “O Contrabandista de Deus” do Irmão André).

Num determinado momento o autor, que também era “contrabandista de Bíblias”, foi preso com um carregamento grande de "LPA's" (livro preto anacrônico, conforme um blogueiro frustrado com a Verdade costuma chamá-lo...) enquanto cruzava a fronteira de um país no leste europeu.

Na prisão, ele está conversando com um dos que o mantinha preso sobre Deus. Gostaria muito de estar com o livro em mãos para reproduzir fielmente o que eles conversaram, mas foi algo assim:

“Se vocês, comunistas, não acreditam que Deus existe, por qual razão gastam verdadeiras fortunas para tentar convencer a população de de que ele não existe?”


Ao que o comunista respondeu:

“Mas quem disse que não acreditamos que Ele existe?


"Então vocês são muito mais burros do que eu imaginava! Por que vocês fazem isso?"


"Nós sabemos que Deus existe; nós apenas não queremos nada com Ele..."


Assim caminha a humanidade...

Pense comigo. Lembra-se de quando você era criança e acreditava que tinha um bicho papão debaixo da cama esperando você descer para puxar seus pés? Eu me lembro perfeitamente disso. Morria de medo, era capaz de fazer xixi na cama só para não correr o risco de ser surpreendido pelo terrível monstro. Só que aconteceu uma coisa: Eu cresci, descobri que não existia monstro algum e perdi o medo de pisar no chão à noite.

Se eu, após ter descoberto que o monstro realmente não existia continuasse com medo dele, ou eu estaria sendo totalmente incoerente com a lógica dos fatos ou estaria tentando fazer com que outros tivesse medo de algo que na verdade não existia, apenas para manter estas pessoas dominadas por mim através deste artifício.

Da mesma forma, se ateus – sob todas as “formas” possíveis e imagináveis – “sabem” que Deus não existe com tamanha convicção, por qual razão dão tanto de seu tempo para combatê-lo?

A meu ver, não é que aqueles que não têm uma relação pessoal com Deus não acreditam que Ele existe. Se fosse assim, por qual razão despender tempo, energia emocional e seja mais lá o quê para lutar contra um inimigo imaginário?

A verdade neste caso é pura e simples: Como disse nosso amigo comunista algumas linhas acima, não é que eles não crêem que Deus não existe. Eles na verdade sabem que Ele existe sim, só não querem se relacionar com Ele. Seus descaminhos são a causa deles evitarem a todo custo uma aproximação com Deus. Temem que, caso se aproximem de Deus, terão que abandonar velhas práticas enraizadas e recomeçar uma nova história ao lado dAquele que tudo vê.

Isso me lembra daquela música do grande Raul Seixas, chamada Paranóia:



Quando esqueço a hora de dormir
E de repente chega o amanhecer
Sinto a culpa que eu não sei de que
Pergunto o que que eu fiz?
Meu coração não diz e eu...
Eu sinto medo!
Eu sinto medo!

Se eu vejo um papel qualquer no chão
Tremo, corro e apanho pra esconder
Com medo de ter sido uma anotação que eu fiz
Que não se possa ler
E eu gosto de escrever, mas...
Mas eu sinto medo!
Eu sinto medo!

Tinha tanto medo de sair da cama à noite pro banheiro
Medo de saber que não estava ali sozinho porque sempre...
Sempre... sempre...
Eu estava com Deus!
Eu estava com Deus!
Eu estava com Deus!
Eu tava sempre com Deus!

Minha mãe me disse há tempo atrás
Onde você for Deus vai atrás
Deus vê sempre tudo que cê faz
Mas eu não via Deus
Achava assombração, mas...
Mas eu tinha medo!
Eu tinha medo!

Vacilava sempre a ficar nú lá no chuveiro, com vergonha
Com vergonha de saber que tinha alguém ali comigo
Vendo fazer tudo que se faz dentro dum banheiro
Vendo fazer tudo que se faz dentro dum banheiro

Para...nóia

Dedico esta canção:

Para Nóia!

Com amor e com medo (com amor e com medo)
Com amor e com medo (com amor e com medo)
Com amor e com medo (com amor e com medo)
Com amor e com medo (com amor e com medo)...
Com amor e com medo...


Muitos tem evitado andar com Ele por terem esta visão de Deus... Que pena!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A luta pela alma de um amigo iludido...


Reproduzo abaixo o email que enviei hoje pela manhã a um grande amigo e irmão em Cristo, envolvido comigo na evangelização de um vizinho de prédio que crê em tudo, menos na verdade. Peço que vocês orem por ele por favor...


Bom dia meu querido!

Senta que lá vem história!!!

Depois que vocês entraram ontem continuei conversando com nosso amigo...

Ele veio com aquele “outro evangelho” que ele criou e pude ver que – não sei como – ele teve contato com os livros apócrifos da Bíblia, aquele que não são considerados canônicos. Foi a única explicação “teológica” para tanta merda que ele fala...

Disse a ele que aqueles “milagres” e “passagens” da vida de “Gizuiz” (é assim que costumamos chamar este outro Jesus) eram baseados em livros que não eram considerados inspirados pelo Espírito Santo, livros que falavam coisas que iam contra a personalidade do Senhor, ou livros que eram baseados em narrativas que não encontravam respaldo de outros escritores da época. Este foi o critério utilizado para que tivéssemos os atuais 66 capítulos na nossa Bíblia.

Falei a ele que antes de me converter eu li um apócrifo: “O Evangelho Segundo Tomé”, o qual – entre outras abobrinhas e heresias – dizia que “Gizuiz” costumava fazer passarinhos de barro e assoprar para que eles ganhassem vida.

O queixo dele caiu! Ele perguntou: “Sério, existe algo escrito falando disso”? Ao que eu respondi “Sim, existe, mas o problema é a fonte. Esta é a razão de não ser considerado fato verídico na vida de Jesus”.

Pela primeira vez ele começou a ceder. Na verdade já notamos que ele não aceita ser contrariado e aí está o “segredo de Tostines” da questão: Você tem que entrar no mundo paralelo que ele vive e criar certo sincretismo, traçando paralelos entre o que ele crê ser “verdade canônica” (passei a falar pra ele “o evangelho segundo Cleber”, rsrs) com as Escrituras Sagradas.

Deus deu graça e consegui tomar as rédeas da conversa. Consegui tomar uma linha de raciocínio que prendeu a atenção dele, principalmente quando dei como exemplo sua própria vida. Disse que se viesse alguém dizendo que ele, antes de o conhecermos pessoalmente, tinha vivido uma vida de promiscuidade a ponto de ter mantido até relações homossexuais, teria que provar com testemunhas oculares do fato, caso contrário, mesmo que esta pessoa publicasse livros falando da vida passada dele, isso não seria prova suficiente de que aquilo realmente teria acontecido. Caso contrário, aquilo seria apenas fofoca para difamar sua pessoa.

Teríamos também que analisar todo o contexto de sua vida para ver se aquele comportamento ia de encontro com o que conhecíamos dele. Ele se calou...

Consegui também fazer com que ele ao menos me ouvisse por três minutos quanto a vida sem pecado de Jesus. Falei que o Jesus da Bíblia viveu uma vida irrepreensível, sendo esta a razão da morte não ter conseguido mantê-lo no túmulo. Muito do que ele crê está ligado a doutrina dos mórmons, que ensina que Cristo e o Diabo são irmãos e também que Ele era casado e polígamo. “Mandei” ele jogar fora aquele maldito Livro de Mórmon que ele ganhou anos atrás e que trouxe tamanha confusão e doutrina de demônios à mente dele.

Disse que aquele argumento que ele usa para dizer que Jesus blasfemou na Cruz usando “mal e porcamente” uma das últimas palavras que Jesus falou (Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?Mateus 27:46) não era por que Ele tinha perdido a fé em Deus Pai. Pelo contrário, além de fazer menção ao Salmo 22:1, diz-se na TRADIÇÃO que no momento que Jesus agonizava na Cruz, carregando os pecados de TODA a humanidade (fato esse que foi meio difícil de fazer ele entender, pois quando usei o exemplo “de você até Hitler” ele entrou em curto circuito.. rsrs,) Deus Pai simplesmente não agüentou olhar para seu Filho puro e sem pecado e Jesus se sentiu só.

Deixei claro que isso se diz na TRADIÇÃO, e ele rebateu dizendo que – por se tratar de tradição - não poderia ser considerado verdade. Era tudo o que precisava ouvir e dei cheque-mate:

“É EXATAMENTE ISSO QUE TEMOS TENTADO TE FALAR! QUEM DISSE QUE O QUE VOCÊ OUVE E ACREDITA COMO SENDO VERDADE TEM ALGUMA BASE SE NÃO ESTIVER SIDO PASSADA PELO CRIVO DA AUTENTICIDADE?”


Bem, rolaram mais alguns pequenos ajustes, mas tenho certeza que depois de ontem algo mais entrou na cabeça e no coração dele.

Vamos continuar orando, pois a vida dele é muito preciosa para Deus e para nós!

Um grande abraço e vê se consegue achar a proteção de terno para eu lavar amanhã para São Paulo!

terça-feira, 2 de março de 2010

Eu e os Testemunhas de Jeová - parte 1


“AMADOS, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo”. – 1 João 4:1-3

Minha vida antes de ter um relacionamento com Jesus foi de muito envolvimento com as trevas, numa busca cega por algo que me completasse no mundo espiritual. Sentia um vazio muito grande e fui do catolicismo ao satanismo (não vou dar detalhes para não perder parte dos leitores) em minha busca pelo sagrado (como se houvesse diferença no conteúdo, mas tão somente na forma apresentada...).

Por esta mesma razão, quando me converti fui impelido pelo Espírito a tentar ganhar vidas que estavam envolvidas com as obras das trevas sem saberem nem darem conta do preço eterno que pagariam pois, como diz o Ricardo Gondim, "a mentira, quanto mais parecida com a verdade, mais perigosa se torna".

Busquei muita literatura apologética e comecei a me municiar. Adorava (ainda hoje eu to dentro...) um debate saudável, mesmo que as pessoas se irritassem com a exposição clara das escrituras que Deus e meus grandes companheiros apologetas me forneciam.

Um deles foi (e é) o grande pastor Paulo Romeiro, à época em que ele presidia o ICP (Instituto Cristão de Pesquisas) e autor - entre outros - dos livros "Super Crentes: O evangelho segundo Kenneth Hagin, Valnice Milhomens e os profetas da prosperidade", "Evangélicos em Crise: Decadência doutrinária na igreja" e "Decepcionados com a Graça: Esperanças e frustrações no Brasil neo-pentecostal", quando a sede do ICP ainda era no Centro de São Paulo, se não me engano na Barão de Itapetininga. Ia quase todos os dias lá encher os pacovás do pessoal, comprando apostilas e mais apostilas sobre as falhas teológicas das principais seitas e heresias conhecidas.

Uma que me chamou muito a atenção pela sutileza (nem tão sutil para nós que conhecemos a Verdade, mas para os incautos) foi aquela do pessoal que passa todo sábado de manhã na porta de sua casa vendendo “Despertai” (ô nomezinho propício este!!) e “Sentinela”: Os Testemunhas de Jeová”, que daqui para frente serão carinhosamente chamados de TJ (tê-jotas).

Eles “adoravam” vir ao meu portão, e eu adorava que eles viessem, pois ficava horas a fio com a Bíblia em mãos provando por “a + b” que eles viviam uma falácia. Discorria sobre Charles Taze Russel, o fundador da seita, sua frustração com o verdadeiro cristianismo, a criação de um ponto de vista distorcido das Escrituras, seu questionamento sobre a divindade de Jesus Cristo, seus falsos ensinos e previsões da vinda de Jesus que não se cumpriram.

Na grande maioria das vezes eu pegava uma dupla que sabia menos da própria doutrina deles do que eu! Eu tinha que falar várias vezes “peraí! Vocês não crêem desta maneira! Vocês crêem assim e assado"! Eles ficavam pê da vida comigo, a ponto de afirmarem que eu era um "desassociado", uma pessoa que foi TJ e expulso, sendo altamente "toxico" (me lembrei do finado peixinho da Jú, homônimo...) e evitado.

O tema “A segunda vinda de Jesus” em particular era muito gostoso de debater. Hoje não lembro exatamente quantas profetadas foram feitas por Russel sobre a segunda vinda de Jesus, tipo de marcar data e hora, reunindo toda a macacada e nada acontecer, gerando desconforto entre seus pobres seguidores. Cansado de marcar inúmeras datas em vão, ‘sabiamente’ o filho de nosferatu em pauta passou a pregar uma falácia, dizendo que na verdade Jesus tinha voltado sim, no ano de 1914, mas ninguém tinha visto, pois isso se dera no mundo espiritual.

Um belo sábado de manhã lá está eu, com os olhos cheios de ‘remela’ (os TJ’s tem este dom de te tirar da cama mas eu não gostava de perder a oportunidade) em um debate fervoroso. Eles perdiam a paciência comigo várias vezes e eu implorava para continuar o debate. Dizia que se eles estivessem com a verdade e eu estivesse enganado eles tinham o dever de salvar minha alma do engano em que eu vivia (eu era maldoso, rerê), citando Ezequiel 33 e o dever do atalaia como argumento.

Quando falei sobre as falsas profecias da segunda vinda, eles falaram que a mesma já havia acontecido no mundo espiritual. Meu versículo chave contra este argumento ridículo era Mateus 24:27 que diz claramente: “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e SE MOSTRA até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem”.

A dupla, que já estava irritada comigo, replicou:

“Você acha que um homem seria capaz de ver com seus próprios olhos a vinda de Jesus?”


Acharam que estavam apavorando com este argumento medíocre, mas...

O Espírito Santo me brecou, a cena congelou e Ele entrou em cena, falando comigo claramente:

“Use 1 João 4:1-3”

Respirei fundo e perguntei a eles:

“Peraí, vocês querem dizer então que o homem com seus próprios olhos não teria como ver Jesus em sua segunda vinda? Me diga então: Em sua PRIMEIRA vinda Ele esteve entre nós somente em Espírito - como vocês me dão a entender - ou em CARNE?”

Foi cinematográfico, surreal...

Eles simplesmente gritaram:

“CHEGAAAAAAA!!!! VAMOS EMBORA! ELE NUNCA VAI NOS OUVIR!”

Viraram as costas para mim e foram embora....

Preciso concluir com algo?

Não, mas mesmo assim o farei:

"Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração". - Hebreus 4:12

**Hoje o pastor Paulo Romeiro está à frente do Ministério AGIR - Agência de Informações Religiosas. Vale o click!