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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Escrito por alguém que acha que perdeu o trem...

Eu gostei muito do texto, por mais simples que sejam os conceitos, as pessoas de um modo geral estão sendo dominadas por conceitos e interesses absolutamente desumanos....

Quando digo isso, não digo que sou melhor, pois tenho plena consciência que por mais que eu tenha aprendido sobre cristianismo, por todos os valores adquiridos, pelo meu caráter muito bem formado, ainda assim é quase impossível não ser contaminado pela busca a nós imposta, não existe espaço para aqueles que não buscam por conhecimento, que não estão bem colocados profissionalmente, que não estão atualizados tecnologicamente falando, que não fazem parte das redes sociais. Estamos sendo consumidos, vivemos em busca constante por ser mais e ter mais para comprar mais, como conseqüência vivemos menos, doamos menos, amamos menos...

Sinto que perdi o último trem, não consigo mais acreditar que as coisas vão melhorar, deixei de ser “Poliana”, não acredito em amor genuíno sem interesses por parte das pessoas.

Não sei se congregar novamente me faria resgatar o otimismo, não sei se existe um recomeço, sinto saudade de quando nada conhecia e buscava desesperadamente conhecer os conceitos divinos, tudo era tão perfeito, conheci o amor incondicional de Deus dando seu Filho em resgate por uma geração perversa, conheci a força do perdão, da doação, conheci valores riquíssimos que me fizeram acreditar na transformação das pessoas e do mundo, mas eu mesma não fui capaz de colocar em prática as verdades transformadoras que conheci.

Vejo minha família vivendo no caos, álcool, drogas, doenças e não tenho mais aquela força, otimismo, fé que me eram tão peculiar para resgatá-los.


Perdi o trem.....

sexta-feira, 4 de março de 2011

Meme (!?) Literário


Well,

Fui intimado a participar deste Meme (que raio é isso?) Literário pelo arcanjo Wendel. Na verdade já tinha visto este treco no blog da Bispa Rê mas, como ultimamente ando meio lesado, não tinha entendido que isso é uma corrente que não pode ser quebrada sem que graves conseqüências caiam sobre minha cabeça careca. Então vamos lá!

1 – Existe um livro que você leria várias vezes sem se cansar? Qual?

Poxa, esta pergunta é sacanagem... Eu leio tanto que chega uma hora que, depois de um determinado tempo após ter findado a leitura de um livro, alguém me pergunta como é ou o que achei do livro “A” ou o “B” e simplesmente não consigo mais definir. Começa a fazer parte de mim, parece que este livro se dilui dentro do meu universo. Acredito até que muito do que escrevo na verdade é uma miscelânea de tudo o que já li, atrelado às minhas experiências pessoais.

Para se ter uma idéia, nos últimos 20 dias devorei a autobiografia do Lobão, “50 Anos a Mil”, umas 600 páginas, “Velhos Marinheiros” do Jorge Amado e agora estou lendo um livro que comprei por R$ 4,90, apenas para trocar uma nota de 50 reais, o “Presente do Mar” de Anne Morrow Lindbergh, Editora Sextante. Paralela à leitura "extra-oficial", estou na minha quarta leitura da Bíblia de capa a capa, a segunda vez em inglês.

Falei, falei mas ainda não respondi a pergunta. Acredito que fica difícil falar apenas um livro, pois vários eu costumo reler sem me cansar. Serei injusto com todos os outros “amigos livros”, mas o que me vem a mente agora é O Segredo Judaico de Resolução de Problemas do Rabino Milton Bonder, Editora Imago. Este livro foi indicado por um cliente da loja que eu gerenciava, um judeu, professor de Marketing na ESPM, meio boiola (vivia dando em cima de mim). Este livro basicamente disseca a mente do povo judaico, mostrando como eles aprenderam a sobreviver neste mundo hostil, veladamente (nem tão velado assim) anti-semita, desenvolvendo uma rapidez de raciocínio capaz de livrá-los das mais diversas formas de opressão. É deste livro um caso que certa vez postei aqui no meu blog, um texto muito louco, onde misturei diversas situações “nada a ver” para passar uma idéia. Depois dá uma clicada para ver o “causo”.


2 – Se você pudesse escolher um livro apenas para ler o resto da vida qual seria?

Pode parecer lugar comum, coisa de crente, mas a Bíblia seria este livro. Como vários antes de mim já escreveram, a Bíblia é o único livro que você pode ler e reler zilhões de vezes e sempre algo novo se revelará a você. Lógico que tem trechos chatézimos como aquelas longas descrições de como deveria ser cada parte do templo ou as genealogias sem fim mas, não sei explicar a razão de maneira lógica, sei que devo ler tudo com o mesmo espírito. Quem sabe uma hora não virá a revelação, o “insight” para decifrar tudo o que estes textos aparentemente áridos e indigestos tem a dizer?

3 – Indique três dos seus livros preferidos.

Três livros é muito pouco mas vou tentar engabelar vocês:

1) Tudo o que foi escrito por Fiódor Dostoievsky. Tudo! Adoro andar pelas ruas de São Petersburgo do século 19 através de seus romances. Adoro me sentir dentro da mente de seus personagens, lutar suas lutas, delirar em suas febres, sofrer suas angústias. Nunca vi ninguém colocar em palavras de maneira tão sublime, tão real, o que se passa na alma do homem. Destes livros, o último que li, ano passado, foi Crime e Castigo. Simplesmente sensacional!

2) Todos os livros que li de J.R.R. Tolkien: O Silmarillion, que trata da “gênese” da Terra Média, O Hobbit, que fala basicamente sobre como nosso querido Bilbo Bolseiro achou/afanou o Um Anel de Smeagol e a trilogia O Senhor dos Anéis (A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei). É de tirar o fôlego. Após a leitura, até fiquei um pouco frustrado com a versão cinematográfica. Se fossem fazer o filme sem adaptar e cortar alguns fatos importantíssimos dos livros, acredito que deveria ser lançado ao menos mais 6 horas de gravações para ser mais fiel ao que está escrito.

3) Agora fica difícil! Consegui colocar uma porrada de livros por autores mas agora tenho que falar de apenas um para não ficar feio. Creio que um dos livros que mais me impactou nos últimos tempos foi “A Metamorfose” de Franz Kafka, pois li este livro numa época muito próxima à morte de minha mãe, que ficou 5 longos e sofridos meses em coma. Traçar um paralelo entre o personagem Gregor Samsa que – do nada – dormiu gente e acordou transformado em uma asquerosa barata com o derrame de minha mãe foi inevitável. Também escrevi a respeito por aqui...

Gostaria de falar sobre mais alguns bons livros que li, como “Walk On – A Jornada Espiritual do U2” de Steve Stockman, “Mais que um Carpinteiro” de Josh McDowell, “O Jesus que Eu Nunca Conheci” de Philip Yancey, “A Cruz de Cristo” e “Crer é Também Pensar” de John Stott, “Evangelho Puro e Simples” de C.S. Lewis, “É Proibido. O Que a Bíblia Permite e a Igreja Proíbe” e "Artesãos De Uma Nova História" de meu pastorzinho preferido, Ricardo Gondim, "Sal Fora do Saleiro" e "Confissões de um Pastor" do grande Caio Fábio, "A Cabana" de Willian P. Young... A lista é longa!

Para não quebrar a corrente e sofrer as maldições malígnas, seguem 5 amigos blogueiros que gostaria que participassem desta bagaça:

> Ricardo Mamedes do blog A Verdade Liberta, O Erro Condena

> Vanderley Borkoski do blog Príncipe da Paz

> Marcos do blog Liberdade ao Pensar

> Cesar Cardoso do blog Patavina's

> Tiago Scala do blog Outside the Church

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Continuo procurando...


Ontem deixei um comentário no blog Outside the Church de meu amigo e irmão Tiago Scala. Ao reler o comentário me deu vontade de escrever algo mais a respeito. Ainda mais agora, que coincidentemente vi no blog do Hermes Fernandes que ele colocou o vídeo de I Still Haven’t Found What I’m Looking For do U2, onde Bono fala que (apenas traduzindo) continua não encontrando o que ele procura.

Continuar não encontrando o que procura, mesmo sendo cristão, para muitos é uma auto-acusação de que nossa vida com Cristo não está completa, que não vivemos uma vida plena, que estamos deixando algo importante de lado, sei lá. Como não penso assim, fica até difícil explicar o que possa passar na mente daqueles que, travestidos de uma piedade e religiosidade vã, poderiam pensar.

Parafraseando um pouco a letra da música, o vazio dentro do peito do cristão para mim é apenas um sinal de que o Espírito Santo age intensamente em nossos corações, convencendo-nos de que cada passo adiante expõe nossa pequenez, expõe nossa dependência da Graça, nossa necessidade de cada vez mais humilhar-nos sob a poderosa mão de Deus.

Vivemos momentos de indecisão e dúvidas com freqüência, mas só os mais honestos assumem isso. O resto finge que está vivendo de glória em glória para não manchar seu testemunho, pois vivem de aparência.

Ter dúvidas, parar, refletir, orar, chorar, sofrer, se desesperar... Tudo isso faz parte. Afinal de contas, cremos apenas na verdade, não aceitamos pílulas douradas de placebo para amenizar nossas dores. Conhecemos a verdade e não nos contentamos com pouco.

Como disse Paulo em Filipenses 3:12-14, "Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus"

terça-feira, 13 de abril de 2010

Dois dedim di prosa!


Recebi hoje por email. Ainda estou pensando muito sobre isso tudo e quis compartilhar...


Reflexão e ação!

- Tardi, Dotô.

- Boa tarde. Sente-se.

- Careci não. Ficu di pé, memo.

- Sente-se para eu poder examinar.

- O Dotô é quem manda.

- Mas fale-me. O que está acontecendo?

- Ai, Dotô! Mi dá umas dor di veiz in quandu.

- Que dor?

- Aqui, óia. Nu estromagu. Beeem lá nu fundinhu.

- Forte?

- As veiz. Trasveiz é anssim ó, di mansinhu.

- E o que você faz?

- Tem veiz que eu cantu. Trasveiz eu vô pra cunzinha fazê um bolu.

- Tem outra dor?

- Tenhu, sim, Dotô. Aqui, ó. Pertu dus óio.

- E essa é forte?

- Também é forte não. Quandu ela dá eu cunversu cas vizinhas i passa.

- Outra?

- Tenho sim senhô. Aqui. Anssim, nu meio das custela, pareci nu coração. Dá uns apertu aqui, ó.

- E você faz o que?

- Tem veiz qui eu choru. Trasveiz eu ficu anssim, muitu da queta pra vê si passa.

- E passa?

- As veiz. Trasveiz eu vô pra pracinha.. Lá eu sentu num bancu vê as criança brincá prá esperá passá..

- Você mora com alguém?

- Moru não, Dotô. Sô sunzinha nessi mundão di Deus.

- Não tem família?

- Aqui tenhu não. Minha famia é todinha du interiô du sertão, pertinhu de Urandi, lá quasi im Minas. I vim sunzinha pra Sum Paulu tentá a vida.

- E você faz o que?

- Óia, Dotô. Eu já fiz um cadinhu di tudu nessa vida. Já trabaiei numa firma di limpeza, já cuidei di criança. Já trabaiei numa casa di genti rica.

Agora eu trabaio cuma mocinha qui mais viaja qui fica im casa. Ela avua num avião di dia i di noiti. Aí eu ficu sunzinha..

- Você mora com ela?

- Moru sim, Dotô. Ela dexa eu drumi num quartinhu lá nus fundu da casa.

- Sabe cozinhar?

- Oxa si não! Cunzinhu muitu du bem! Coisa mais simpres anssim i coisa mais di genti chiqui.

- Gosta de crianças?

- Ô, seu Dotô. É as criaturinha mais anjinha qui Deus botô nu mundu!

- Qual o seu nome mesmo?

- Óia, Dotô. Eu num gostu muitu, mas a modi agrada a santa, minha mainha botô Crara.

- Dona Clara. Eu sei o que a senhora tem.

- Comu anssim, si o Dotô nem incostô im mim?

- O que a senhora tem Dona Clara, chama-se solidão e é a causadora de toda essa tristeza.

- I issu mata, Dotô?

- Ás vezes, sim. Mas, no seu caso bastam amigos, alguns remédios e um pouco de carinho. Dona Clara. Vai parecer estranho e nem eu mesmo entendo porque estou fazendo isso, mas minha esposa está grávida e nosso segundo filho é para o mês que vem. Já temos uma menina. E até hoje é minha esposa que cuida de tudo. Porém, com o bebê pequeno precisamos de alguém que cuide da casa. Que tal ficar conosco?

- Oxa si não! Óia, Dotô. Nunca fizeram issu pur mim não. Vixe! Vai sê coisa muitu da boa ficá cum oceis. I careci di morá lá, Dotô?

- Sim. Temos um quarto vago, no apartamento. Podemos tentar por uns meses.O que acha?

- Dotô. É anssim como tê famia, né?

- Quase.

- Dotô. Eu num vô mais sê sunzinha. Vixe! Deus lhi pague, Dotô, a modi qui carinhu anssim, nem mainha mi dava.

- Vamos testar. Combinado?

- Cumbinadu. Dotô. Careci di eu fazê uma pregunta.. Eu num vô mais senti essas dor?

- Vamos combinar uma coisa? O dia que sentir essa dor você me procura.

- Prá modi du senhô mi inxaminá?

- Não. Prá modi nóis trocá dois dedim di prosa...

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* Mais de 400 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão.

* A maioria dos pacientes deprimidos que não é tratada irá tentar suicídio pelo menos uma vez, e 17% deles conseguem se matar. Com o tratamento correto, 70% a 90% dos pacientes recuperam-se da depressão.

* Aproximadamente 2/3 das pessoas com depressão não fazem tratamento e dos pacientes que procuram o clínico geral apenas 50% são diagnosticados corretamente.

* Segundo o último relatório da Organização Mundial de Saúde a depressão é mais comum no sexo feminino, afetando de 15% a 20% das mulheres e de 5% a 10% dos homens.