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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Você está triste...



"Jerusalém, Jerusalém, você, que mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram. Eis que a casa de vocês ficará deserta. Pois eu lhes digo que vocês não me verão desde agora, até que digam: ‘Bendito é o que vem em nome do Senhor’” - Mateus 23:37-39


Você está triste. Ouvi isso hoje e nem tinha notado que minha tristeza, para quem me conhece, estava latente. Você também está triste, confesse. Não é pelo dinheiro curto, não é pelos problemas enfrentados no cotidiano (que você já tira de letra, assim como eu...), não é por algo tangível: É algo dentro de meu e do seu peito, algo que queima lentamente, te joga pra cima e você sente o frio na espinha e o vazio, o vácuo, te faz ficar com um olhar vidrado, olhando para tudo e não vendo nada.

De onde vem esta tristeza, enquanto praticamente todos estão fazendo festa, combinando viagens maravilhosas, namorando, casando e se dando em casamento, planejando o fim de semana, as férias, comprando e vendendo, acumulando enquanto deixa os outros sem aquilo que excedeu em sua despensa, gerando lixo e mandando pra frente sem saber onde ele vai ter seu longo final feliz?

A lista de questões são íntimas e infindáveis. Não tem a ver com a final do campeonato nem com a desclassificação prematura, não tem ligação com a dor nas costas ou com a eterna batalha do longo mês versus o curto salário, não é ligada à promoção ou não que você esperava, nem com a busca do seu Santo Graal pessoal.

É algo que não vem da horizontal, por mais que fique mais fácil discernir por alguns sinais vistos na CNN ou GloboNews, no jornal virtual que você lê em sua internet, no mendigo que você finge não existir e que te pede ajuda, nos escândalos no meio político e religioso, nos estupros, nas fomes, terremotos, atentados e pestes ao redor do mundo.

Cada item desses tem um papel detonador na vida de pessoas como eu e você, que estão tristes. Estamos sentindo a tristeza que vem de cima, a tristeza que vem do coração de Deus, a tristeza de quem acha que não tem muito mais o que fazer pela vida daqueles que estão mergulhados em seus mundinhos, em sua pequenezas, em sua busca desenfreada pelo pão nosso de cada dia, ao invés de deixar o campo arado e pronto para recebê-lo diariamente como benção de Deus...

Estamos sentindo que nada está se encaixando, inclusive nós. Nós não estamos mais nos encaixando nesta moldura pequena que se tornou nossa sociedade, por mais que ela aparente ser multi-mega-hiper facetada, descolada, repleta de infinitas possibilidades. Estamos nos sentindo caretas, mesmo que na moda, comprar ou vender algo não traz alívio, pois discernimos o preço que vem sendo pago nestes milhares de anos da história da humanidade.

Muito sangue foi, é e tem sido derramado. Se você "tem dois", saiba que alguém está sem nada, o mundo não está se sustentando mais, a água potável será motivo de guerra em breve (na verdade já o é em alguns locais) o mundo vai entrar em colapso e não nos vemos mais nem aqui nem lá, somos forçados a nos sentir alienígenas para não nos tornarmos alienados mas, infelizmente, não estamos sabendo agir.

Parece que a luz está se apagando, o sal está perdendo o sabor, estamos nos apequenando diante de tudo e de todos, por mais que estejamos ou sejamos evidentes no contexto social. A omissão é pessoal, nós e somente nós sabemos que estamos “pecando por omissão”. Parece que estamos sendo cúmplices de uma trama diabólica, apenas por não falarmos ou fazermos o que deve ser feito.

Creio que esta seja a razão da tristeza. Correr atrás do pão de cada dia é inútil e cansa, lutar por um novo negócio implica em saber que alguém perdeu enquanto você “ganhou”. Estou triste, não estou conseguindo juntar os pintinhos debaixo de minhas asas, até pelo fato de sentir que perdi as minhas, assim como Miguel no final do filme Constantine.

Ao menos esta tristeza vem da Fonte Eterna, vem do coração de Deus. Se estamos assim, o pulso ainda pulsa, o Espírito ainda nos convence do pecado, da justiça e do juízo. Devemos voltar ao nosso papel profético, mas entendo que de maneira diferente, mais eficaz, cirúrgica, sem desperdiçar bala.

Senhor, mostre a cada um o que fazer, em Nome de Jesus...

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Eu com você ou eu CONTRA você?


"Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?" - Amós 3:3

Esta interpretação não é minha, surgiu em um Cabra Macho Sim, Senhor, no site da Vem e Vê TV, quando Caio Fábio e o Mega-Bráulio discutiam sobre relacionamentos conjugais.

A postura de um cônjuge em relação ao outro era o foco. Em um determinado momento, eles disseram que alguns casais pareciam que não se relacionavam “um com o outro”, mas – sim – “UM CONTRA O OUTRO”.

E assim realmente tem sido visto em grande parte das relações, não só as entre marido e mulher, mas também na área profissional, comercial, al al al...

Na área que trabalho (logística) não tenho como coordenar tudo ao mesmo tempo, dependendo de terceiros, exportadores, importadores, parceiros, armazéns, caminhões, terminais de carga, armadores, despachantes, pessoas envolvidas na parte documental e financeira. Todos precisam estar afinados ou – na pior das hipóteses – ao menos esforçados para que um processo flua sem grandes entraves. Todavia, o que se vê é um monte de gente querendo que a coisa dê errada para poder te prejudicar.

São muitos interesses escusos. Parece que querem que você erre para poder colocar outra empresa em seu lugar, para te queimar, para ver você se ferrar. Minha área não perdoa erros. Recentemente, inverti dois dígitos em um documento e fiquei uma semana inteira negociando de joelhos para eu não pagar uma multa de 600 reais para corrigir e reemitir o documento. Quem deveria me atender e negociar a isenção da multa simplesmente se omitiu e disse não ser possível. Um outro funcionário, com muito menos bala na agulha, colocou o dele na reta e conseguiu a isenção.

Este é o ponto. Um executivo de contas que ganha dinheiro sobre nós não se esforçou para isentar. Um funcionário da documentação falou com aquela pessoa que o fulano anterior deveria falar e conseguiu. O primeiro só queria contar as verdinhas, literalmente (trabalhamos em dólares). O segundo prezou a relação de anos e colocou isso em prática.

Nos namoros, a mesma coisa. Nos casamentos, a mesma coisa. Nas famílias, a mesma coisa. Não andamos juntos, parece que queremos (não eu, falo como espécie humana) que o outro erre para ter assunto. Típico de pessoas medíocres. Como diz o ditado, “pessoas inteligentes conversam sobre idéias; pessoas normais conversam sobre coisas e pessoas medíocres conversam sobre pessoas”.

Qual o prato do dia? Cabeça de alguém? Não? Ah não, então não quero... Boas notícias não são notícias, más notícias é que são notícias que se vendem sozinhas e que rendem. Neste nível rasteiro, qual interesse alguém tem em falar que fulano está bem, mais bonito, se formou, casou e é feliz? O que dá Ibope mesmo é que fulano traiu cicrana, o filho de beltrano foi preso, caiu o avião e morreu todo mundo. O povão adora a bagaceira...

Acompanho muito de perto estes dramas. Dentro de minha família, na vida de conhecidos, pessoas se digladiando, lançando os pedaços nos liquidificadores e tomando o suco da infâmia. Vizinhos brigando e todo mundo com o copinho colado na parede para ouvir os detalhes mórbidos ao invés de dobrar o joelho e orar pela paz. Famílias desestruturadas, sociedades doentes, agonizantes...

O pior de tudo é que sabemos que isso seria assim. Na verdade, a tendência é que piore, pois lemos:

“E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará”. – Mateus 24:12

Aos que ainda se importam em conciliar, amar, perdoar, curar, fica o próximo versículo:

“Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo”. – Mateus 24:13

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Tolerância


Vou andar por um terreno pantanoso, mas estou incomodado com este assunto e preciso escrever...

Há aproximadamente quatro anos atrás, ouvi dizer que aqui no Brasil era possível conseguir uma cópia do Alcorão gratuitamente, bastando apenas entrar no site da Câmara de Comércio Árabe Brasileira e fazer o pedido. Acessei o site e encontrei o link para solicitar minha cópia. Preenchi o cadastro e em menos de 20 dias estava recebendo em casa minha versão do Livro Sagrado muçulmano. Não pesquisei, mas não acredito que a Câmara de Comércio “Brasileira Árabe” teria um link no site árabe distribuindo Bíblias ou outro tipo de literatura religiosa nestes países...

Tentei ler na época e confesso que não consegui. Agora, quatro anos depois, vendo toda a turbulência que está acontecendo nos países muçulmanos após o “lançamento” do ridículo filme Innocence of Muslims (Inocência de Muçulmanos, em tradução livre), decidi voltar a ler o Alcorão para entender mais o que estava rolando. Eu, cristão (apenas para poder dar um “rótulo”), estou lendo o Alcorão com todo o respeito. Em meu braço esquerdo tenho tatuado o símbolo do Coexist, com a Cruz dos cristãos, a Lua Crescente dos muçulmanos e a Estrela de Davi dos judeus. Sou um sonhador...

Paralelo à leitura, andei fuçando o site da CCAB e notei que o link para solicitar uma cópia do livro não está mais disponível (ao menos não consegui encontrar). Olhei também alguns sites referentes à fé muçulmana e, resumindo, eles podem agir livremente nos países de maioria cristã, distribuindo seu livro, comparando e menosprezando o Evangelho e o Torá (veja este link). Já os cristãos e judeus...

Como diz o ditado: “Pau que dá em Chico também dá em Francisco”. Discordo totalmente de qualquer tipo de preconceito, principalmente os gerados por diferenças religiosas. Aliás, cada vez mais tolero menos a religião instituída. Esta tem sido a fonte de guerras desde os primórdios da humanidade. Dos cristãos e suas cruzadas no mundo árabe às jihads, mais precisamente – de acordo com o fragmento do texto encontrado no Wikipédia – “"Jihad Menor", descrita como um esforço que os muçulmanos fazem para levar a teoria do Islã a outras pessoas”.

A religião cristã, e não me refiro à relação pessoal com Jesus Cristo, mas – sim – ao esforço humano em fazer algo para se aproximar de Deus, está tão errada quanto o islamismo no quesito tolerância, respeito, co-existência. O ser humano tem esta tendência em querer empurrar goela abaixo suas crenças. Esta “catequese” em nada tem a ver com o “IDE e pregai” de Jesus.

Pode soar como inocência, pode parecer que perdi a noção do perigo, mas quero deixar registrada minha indignação crescente em relação a todo tipo de discriminação e preconceito. Eu tenho que saber conviver com meu próximo, seja ele ateu, espírita, muçulmano, cristão, judeu ou porra nenhuma, da mesma forma que tenho que saber conviver com o homo ou o heterossexual, com o branco, amarelo ou negro, com o corintiano ou com o palmeirense (aliás, deprimente o que aconteceu domingo passado no jogo entre São Paulo e Coritiba (time), em Curitiba (cidade), quando uma menina coritibana (torcedora do Coritiba) de treze anos, fã de Lucas do São Paulo, quase foi agredida pela torcida do time paranaense apenas pelo fato de ter pedido a camiseta deste jogador. Leia e veja o vídeo aqui).

Queria poder andar com a camisa de meu time sem medo de apanhar de uma torcida adversária. Queria ouvir dizer que as religiões acabaram e todos agora buscam a Deus sem se organizarem em guerrilhas fanáticas, não importando o lado que venha o fanatismo. Queria ver uma livraria vender lado a lado os livros sagrados de todas as doutrinas (sebo não vale, já é assim aqui) em um país “teocrático”, digamos assim. Ver as maiorias tolerarem as minorias, não ver o forte procurando empurrar goela abaixo do fraco seus pontos de vista. Queria que as diferenças fossem atraentes, assim como os pólos de um imã. Queria demais, mas este mundo jaz no maligno...

Poderia me estender mais, mas estou sem saco. Poderia escrever melhor, pesquisar mais, mas estou sem saco. É apenas um desabafo. Como costuma dizer o Caio Fábio, “bye bye planeta Terra”...



quarta-feira, 9 de maio de 2012

Coração gelado...


"Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros". - João 13:34-35

“Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará”. – Mateus 24:12

“Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”. – 1 João 4:8

Jesus sempre pediu coisas aparente simples, mas de uma profundidade tão grande que, muitas vezes, não conseguimos nem triscar. E amar é uma delas.

Dizemo-nos discípulos, filhos do Pai, salvos pela Graça, não necessariamente nesta seqüência. O problema é que – se somos filhos – temos irmãos. Como isso vem de longe, também temos primos, parentes distantes, amigos, conhecidos, desconhecidos, inimigos... Todos são criados por Deus, com pleno potencial de relacionamento pessoal com Ele, mas nem todos são fáceis de serem amados por nós.

Este meu raciocínio é ligeiramente bobo e egoísta, mas infelizmente verdadeiro, ao menos para mim. Não é fácil amar a todos da mesma forma. Eu não consigo amar um notório estuprador da mesma forma que amo minha mulher. Não imagino colocar ambos sentados um ao lado do outro na poltrona da minha sala enquanto desço ao mercado para comprar alguma coisa que falta na geladeira. Não dá, ponto.

Talvez alguém argumente: “Você não precisa tratar ambos da mesma forma, até Jesus tinha 12 discípulos, mas na hora do “pega-pra-capá” Ele sempre chamava os mesmos três, mais íntimos dEle”. Sim, concordo plenamente. Aliás, é assim que eu penso também. O que quero dizer é que não consigo amar a todos como Deus ama. Tratar da mesma forma então, nem pensar.

Por mais que admire as Madres Terezas, confesso que meu olhar para os considerados “escórias e parias” da sociedade os transforma em homens invisíveis. Confesso que passo ao lado como se não existissem. Se puder fazer de uma maneira discreta, atravesso a rua e vou pela outra calçada dezenas de metros antes de cruzar com eles.

Entretanto, quando leio uma notícia de que algum indigente foi encontrado morto na calçada por alguém ter ateado fogo nele, fico extremamente revoltado com a crueldade humana. Só tem um problema: Cada um mata seu próximo à sua maneira; eu ao ignorá-lo, o outro ao eliminá-lo. No fim das contas, porém, ambos fizeram a mesmíssima coisa.

Volto então para dentro de mim e procuro achar algo de bom, algo que me dê esperança, alguma fagulha da chama Eterna que possa me trazer algum alento, só que vejo que cada dia que passa esta brasinha vai se apagando. Temo pelo que está acontecendo. Me assusto ao confirmar na prática que, como está escrito, assim está se cumprindo.

O amor dentro de mim diminui a cada dia. Ao redor de mim, não me interessa fazer como fazia logo ao me converter. Onde parava, pregava. Não tinham alminhas perdidas que não merecessem alcançar a salvação, não tinha pecador tão vil que me fizesse passar batido, tudo era possível, pois o primeiro amor ardia dentro de mim.

Qual esperança há então, se olho no espelho e aparentemente começo a vislumbrar o velho homem que não se importava com nada que não fosse diretamente ligado ao próprio interesse? Aparentemente foram-se os tempos de inocência. Tenho a impressão que estou me tornando mais frio, menos compassivo, mais interessado em meus próprios problemas, menos tolerante com os que ao meu lado sofrem.

Sinceramente, sinto vontade de quebrar minha cara. Me envergonho desta situação, mas o que é mais paradoxal é que ela (a situação de esfriamento do amor) não é algo que fica explícito para todos, nem mesmo para mim! Quem me olha, acha que eu sou bacaninha e tal, parará-pa-pá... A treta é aqui dentro, este coração aqui, movido à Atenolol 50 mg, que me faz achar que dentro de mim existe um Smeagol e um Gollum em constante batalha entre o bem e o mal.

Como diz o ditado: “Por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento”. Quero gritar como fez Paulo, gritar contra a luta que se trava dentro de mim, minha natureza pecaminosa e o Espírito de Deus habitando aqui no meio deste terreno baldio que é meu coração...

“Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio e, se faço o que não desejo, admito que a lei é boa. Neste caso, não sou mais eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim. Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo, pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo.

Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim. Assim, encontro esta lei que atua em mim: Quando quero fazer o bem, o mal está junto a mim, pois, no íntimo do meu ser tenho prazer na lei de Deus; mas vejo outra lei atuando nos membros do meu corpo, guerreando contra a lei da minha mente, tornando-me prisioneiro da lei do pecado que atua em meus membros.
Miserável homem eu que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte?”
Romanos 7:15-24

Dependo totalmente da Graça de Deus em minha vida, pois, sem esta, estou totalmente perdido. Entretanto, podemos concluir esta batalha assim como Paulo o fez:

“Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor! De modo que, com a mente, eu próprio sou escravo da lei de Deus; mas, com a carne, da lei do pecado”. - Romanos 7:25

Nossa, viajei grandão, comecei falando de amar o próximo, amor se esfriando e Deus ser o próprio Amor. Agora, nem sei como terminar este texto... Pensando bem, sei sim, e este é o conselho do Senhor para todos os que se encontram como eu:

“Conheço as suas obras, o seu trabalho árduo e a sua perseverança. Sei que você não pode tolerar homens maus, que pôs à prova os que dizem ser apóstolos mas não são, e descobriu que eles eram impostores. Você tem perseverado e suportado sofrimentos por causa do meu nome, e não tem desfalecido.

Contra você, porém, tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor.

Lembre-se de onde caiu! Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio. Se não se arrepender, virei a você e tirarei o seu candelabro do seu lugar”
. - Apocalipse 2:2-5

Ainda não é tarde, e esta é minha oração...

PS: Este texto estava incompleto se não fosse o comentário da bispa Rê... imperdível!






quarta-feira, 14 de março de 2012

MINHA é a vingança, diz o Senhor

Andando pela orla da praia do Recreio segunda feira à noite, inesperadamente vieram à minha mente duas pessoas consideradas ameaças contra a sociedade ocidental: Osama Bin Laden e Saddam Russein. Só que não lembrei deles como inimigos dos estadunidenses, mas, sim, as (supostas, no caso de Osama) fotos de ambos presos e mortos.

Aquilo me deixou inquieto pois, pra variar, sabia que tinha que falar sobre o assunto, mas não sabia como começar.

Estes dois homens eram considerados “inimigos públicos número um” pela sociedade ocidental. Saddam, um genocida, Osama, um terrorista, ceifaram milhares de vidas, cada um em seu contexto.

Não quero me ater aos detalhes históricos, mas, sim, a uma visão geral da cena. Os estadunidenses, em sua necessidade vital de guerras, vingança, caça aos “public enemies” e controle do mundo para movimentar sua indústria bélica, empreenderam a tal da “guerra ao terror”, ao custo de bilhões de dólares e milhares de vidas humanas, tanto civis como militares, de ambos os lados.

Entretanto, os pontos culminantes sempre foram quando capturaram as lideranças terroristas ou os chefes de Estado envolvidos na “grande conspiração contra o mundo ocidental e seus valores”.


Quando prenderam o Saddam, fato que praticamente todos nós desejávamos que acontecesse, olhei aquele homem que parecia ter saído do filme “A Guerra do Fogo”, barbudo, cheio de piolhos, bestializado, escondido em um buraco qualquer, longe de ser aquele ditador. Confesso que não consegui olhar para ele e ver o “satã” Russein... só via um homem derrotado e cercado por seus inimigos. Enfim, a “justiça” foi feita e Saddam foi enforcado, para delírio da galera.


Da mesma forma, Osama Bin Laden, considerado um herói e mártir para os seus, mas odiado pela sociedade ocidental, também foi morto em seu esconderijo, mesmo com a possibilidade te o terem preso para ser julgado em um tribunal internacional.

Outros fatos recentes abalaram o mundo árabe. Em dezembro de 2010 um jovem tunisiano, desempregado, ateou fogo ao próprio corpo como manifestação contra as condições de vida no país. Ele não sabia, mas o ato desesperado, que terminou com a própria morte, seria o pontapé inicial do que viria a ser chamado mais tarde de Primavera Árabe.

Inspirados pelo sucesso dos protestos na Tunísia, que culminaram com a queda do então presidente Zine el-Abdine Ben Ali, vimos outros ditadores à décadas no poder caírem ou renunciarem, como Hosni Mubarak do Egito e Ali Abdullah Saleh, do Iêmen.


Entretanto, na Líbia, vimos o coronel Muamar Kadafi, ditador que estava havia mais tempo no poder na região (42 anos, desde 1969) sendo capturado vivo em um buraco de esgoto e sendo morto por seus inimigos na cidade de Sirte, sua terra natal, de maneira covarde e brutal.

Agora me digam: Eles não poderiam ter sido levados presos e julgados por seus crimes? Por qual razão sentimos prazer em ver a “boa e velha” lei do Talião sendo colocada em prática nos dias de hoje?

O ser “humano” gosta mesmo é da bagaceira, sente prazer em ver a “justiça” sendo feita na base do “olho por olho, dente por dente”. “Good news are not news, BAD NEWS are news”, como aprendi no curso de inglês.

O que concluo de tudo isso é que existem situações em nossas vidas que nos oprimem, existem pessoas que geram tudo isso, “enviados de satã”, protótipos de anticristos, enviados para “matar, roubar e destruir”. O "único problema" é que nossa luta não é contra a carne e o sangue e, sim, contra os principados e potestades geradoras deste estado de coisas.

Que Deus nos livre de gozar diante de cenas transmitidas para o mundo inteiro destes ditadores (ou quem quer que seja) sendo mortos “justamente”, porque...

“...bem conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu darei a recompensa, diz o Senhor. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo”. Hebreus 10:30-31

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

"Porventura sou eu Senhor"?


“E, chegada a tarde, assentou-se à mesa com os doze. E, comendo eles, disse: Em verdade vos digo que um de vós me há de trair. E eles, entristecendo-se muito, começaram cada um a dizer-lhe: Porventura sou eu, Senhor? E ele, respondendo, disse: O que põe comigo a mão no prato, esse me há de trair”. – Mateus 26:20-23

Como é duro lidar com a fraqueza de caráter e valores daqueles que convivem conosco. Pode ser desde o fulano que você mal conhece e que te ferra num determinado momento em que os dois se cruzam no caminho, como o motorista que não para no ponto que você vai descer, o vendedor que te atende mal, a pessoa que te irrita do e por nada, mas que você – teoricamente – nunca mais vai cruzar com ela, o que faz com quê aquilo te afete apenas momentaneamente, até aquela pessoa que faz parte de seu convívio diário, que caminha com você todos os dias, como um colega de trabalho, um parente, um familiar.

Estes são os que têm o poder de realmente nos ferir, pois partimos do pressuposto de que quanto maior o laço que nos une, mais escrúpulo, respeito e amor devemos ter com eles. E não que não tenhamos com os demais, pois nossos valores estão entranhados em nosso ser. O fato é que – sendo sincero – é muito mais fácil você mandar à merda a pessoa “que pisa no seu pé” do que a um ente querido.

Como dói lidar com as coisas que chegam aos nossos ouvidos. Como ficamos arrasados com as picuinhas que nos cercam. Como é difícil aceitar que as pessoas te tratam da melhor maneira possível pela frente (isso quando tratam), mas não pensam duas vezes para servir sua cabeça em uma bandeja de prata num banquete.

É horrível descobrir que pessoas que você ama te tratam bem pela frente mas metem o pau na sua ausência. O pior: Esquecem (ou não se importam, o que é pior) que aquilo possivelmente vai chegar aos seus ouvidos.

Isso me lembra de uma frase que aprendi no curso de inglês que – traduzida – diz mais ou menos assim:

Pessoas inteligentes falam sobre idéias
Pessoas comuns falam sobre coisas
Pessoas medíocres falam sobre pessoas...


Não consigo aceitar o fato de que “pessoas que põem comigo a mão no prato”, assim como Judas fez com Jesus, não pensam duas vezes na hora de te vender por algumas moedas. Por outro lado, também está escrito que:

“Mas, quando vos entregarem, não vos dê cuidado como, ou o que haveis de falar, porque naquela mesma hora vos será ministrado o que haveis de dizer. Porque não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós. E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai o filho; e os filhos se levantarão contra os pais, e os matarão. E odiados de todos sereis por causa do meu Nome; mas aquele que perseverar até ao fim será salvo”. – Mateus 10:19-22

É assustador ver que estamos vivendo estes momentos. Lemos e entendemos, sabemos que estas coisas acontecem não somente em novelas, mas, quando é conosco, temos que recontextualizar os fatos, trazer à nossa existência mais uma passagem bíblica que infelizmente começa a se concretizar.

Acima da experiência negativa da traição, da maledicência, da fofoca e outros vícios morais, está o fato de que quem está fazendo isso são pessoas que você ama – ou seja – estas pessoas estão terrivelmente doentes, precisando se libertar das garras do inimigo, o grande acusador que os vem usando sem que se dêem conta disso mas, pensando bem, o apóstolo Paulo disse:

“Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus”
Gálatas 5:19-21

Pensando bem então, isso é obra da carne e o diabo não tem culpa... coitado dele! Isso é natureza humana não tratada, não convertida, não nascida de novo...

Pior, muito pior, pois não adianta orar para que um demônio se manifeste e seja expulso. Uma mudança de atitude nesta área envolve a vontade da própria pessoa. Sei que não adianta peitar, por mais que se tenha como “acabar com a pessoa na argumentação” (e sou “bom” nisso, seria um advogado fdp se me enveredasse nesta profissão). Se fossemos tirar satisfação das pessoas que nos ferram por trás (sem duplo sentido), bem o faríamos pensando na carne, mas colocaríamos engrenagens em movimento que prejudicariam outras, em várias esferas.

Será que temos que agir como nosso Senhor? É uma pergunta idiota, sabemos a resposta, mas é difícil querer aceitar isso! É difícil, dói demais agir como está escrito em Isaias 53:7, que diz que “Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca”...

Senhor, é difícil agir assim, tá doendo e eu preciso de sua Graça...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Orem pelo Rio de Janeiro


“Ora, naquele mesmo tempo estavam presentes alguns que lhe falavam dos galileus cujo sangue Pilatos misturara com os sacrifícios deles. Respondeu-lhes Jesus: Pensais vós que esses foram maiores pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas? Não, eu vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis. Ou pensais que aqueles dezoito, sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, foram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém? Não, eu vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis. E passou a narrar esta parábola: Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha; e indo procurar fruto nela, e não o achou. Disse então ao viticultor: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho; corta-a; para que ocupa ela ainda a terra inutilmente? Respondeu-lhe ele: Senhor, deixa-a este ano ainda, até que eu cave em derredor, e lhe deite estrume; e se no futuro der fruto, bem; mas, se não, cortá-la-ás.” - Lucas 13:1-9

Este é um daqueles textos bíblicos que lemos mas que, aparentemente, não tem nada a dizer diretamente a nós, até o momento em que há uma conjunção entre os fatos cotidianos e o insight do Espírito Santo, traçando uma ponte entre os fatos.

Quando li este texto esta manhã confesso que me assustei com o que entendi. Vivendo neste contexto complexo que é a cidade do Rio de Janeiro, não tive como não fazer uma ponte imediata entre a Palavra e tudo o que tenho visto por estes lados.

De cara, quero que me entendam: Não pensem que estou fazendo uma leitura preconceituosa em relação a esta cidade, muito menos espero estar passando uma idéia religiosa de alguém que crê num deus (dê minúsculo) de causa e efeito, mas sim de um Deus que não age somente por Justiça, mas que – acima de tudo – age com Graça, Misericórdia e AMOR.

Isso me faz lembrar de um interessante diálogo entre o Senhor e Abraão:

“Disse-lhe, pois, o Senhor: "As acusações contra Sodoma e Gomorra são tantas e o seu pecado é tão grave que descerei para ver se o que eles têm feito corresponde ao que tenho ouvido. Se não, eu saberei" Os homens partiram dali e foram para Sodoma, mas Abraão permaneceu diante do Senhor. Abraão aproximou-se dele e disse: "Exterminarás o justo com o ímpio? E se houver cinqüenta justos na cidade? Ainda a destruirás e não pouparás o lugar por amor aos cinqüenta justos que nele estão? Longe de ti fazer tal coisa: matar o justo com o ímpio, tratando o justo e o ímpio da mesma maneira. Longe de ti! Não agirá com justiça o Juiz de toda a terra?" Respondeu o Senhor: "Se eu encontrar cinqüenta justos em Sodoma, pouparei a cidade toda por amor a eles". Mas Abraão tornou a falar: "Sei que já fui muito ousado ao ponto de falar ao Senhor, eu que não passo de pó e cinza. Ainda assim pergunto: E se faltarem cinco para completar os cinqüenta justos? Destruirás a cidade por causa dos cinco?" Disse ele: "Se encontrar ali quarenta e cinco, não a destruirei". "E se encontrares apenas quarenta?", insistiu Abraão. Ele respondeu: "Por amor aos quarenta não a destruirei". Então continuou ele: "Não te ires, Senhor, mas permite-me falar. E se apenas trinta forem encontrados ali?" Ele respondeu: "Se encontrar trinta, não a destruirei". Prosseguiu Abraão: "Agora que já fui tão ousado falando ao Senhor, pergunto: E se apenas vinte forem encontrados ali?" Ele respondeu: "Por amor aos vinte não a destruirei". Então Abraão disse ainda: "Não te ires, Senhor, mas permite-me falar só mais uma vez. E se apenas dez forem encontrados?" Ele respondeu: "Por amor aos dez não a destruirei". Tendo acabado de falar com Abraão, o Senhor partiu, e Abraão voltou para casa”. – Gênesis 18:20-33

Para mim, traçar um paralelo entre as palavras de Jesus, o diálogo entre Deus e Abraão quanto as acusações contra Sodoma e Gomorra e o que tenho visto aqui no Rio de Janeiro é algo (infelizmente) natural, ao mesmo tempo em que me constrange, me deixa pisando em ovos, com “medo de apanhar” do pessoal, mas – antes e acima de tudo – com uma coisa queimando dentro de meu peito, me impulsionando a escrever.

Outro dia sonhei com o prédio em que eu moro. No sonho, estava na sala do “nosso apartamento alugado” e notava que as paredes começavam a se esfacelar aos poucos, como se fossem feitas de areia. Conseguia olhar entre uma parede e outra através das frestas que se abriam, via o que acontecia no apartamento ao lado, sentia que devia sair correndo dali antes que desabasse tudo, mas estranhamente temia ir para a rua por não me sentir seguro perante as pessoas que – naquele sonho – eram hostis a mim.

Puta viagem, talvez você diga...

Também acho, respondo eu. Entretanto, confesso que depois daquele sonho passei a sentir um desejo imenso de sair de lá. Todavia, não me via saindo de lá e indo para outro lugar no Rio, ao mesmo tempo em que não queria sair da cidade. Acho que me senti como inicialmente deve ter se sentido Ló ao receber a instrução de sair de casa levando todos os seus amados antes do Senhor colocar abaixo tudo aquilo.

Isso foi (e está) crescendo dia a dia dentro de nós (a Cilene compartilha das mesmas “sensações”) e temos orado para que Deus nos mostre a melhor opção, pois estamos falando de mudança literal, e não de uma coisa qualquer.

Voltando ao início de tudo (o texto de Lucas), não tive como não ler o texto e não me lembrar do prédio que caiu “do nada” no Centro do Rio de Janeiro. Quem estava no prédio não eram maiores pecadores do que os que estavam do lado de fora. Entretanto, o prefeito Eduardo Paes disse algo que veio ao encontro do que eu – temendo e tremendo – tenho visto aqui no Rio de Janeiro, quando quatro (isso foi o que conseguiram flagrar, certamente muitos mais) funcionários da concessionária do Porto estavam roubando dos entulhos os pertences das vítimas:

"Eu acho que são uns delinqüentes. Ali está a miséria humana retratada. É inacreditável que alguém numa situação como essa vá roubar --aquilo é roubo-- de um entulho vindo de uma tragédia como aquela. Eu vejo com muita tristeza, com uma certa raiva. Os nomes já foram passados para a polícia e eles serão demitidos da concessionária lá do Porto"


Aqui no Rio de Janeiro impera a Lei de Gerson: O IMPORTANTE É LEVAR VANTAGEM EM TUDO. Se tá bom para mim, FODA-SE O RESTO. Isso está impregnado no ar. Isso você vê todos os dias em todas as áreas possíveis, do lixo jogado na praia ao motorista que costura, fecha, xinga, estaciona sobre a calçada ou de qualquer jeito e acha que está certo. A sensualidade exacerbada impregna o nariz de quem não compartilha dos mesmos “valores”. Você não pode reclamar do bar em frente à sua casa por ele estar tocando funk nas alturas durante toda a madrugada. Literalmente, eles te ameaçam e você se torna refém dentro de sua casa.

Hoje mesmo, dentro do Terminal Alvorada, tinha um pedestre dando porrada no vidro de um ônibus parado, enquanto discutia com o motorista em altos brados/palavrões. Ninguém fez nada. Assim como ninguém faz nada quando bueiros explodem e ceifam vidas. Assim como a Gilka Machado é um campo de entulho e podridão pelo fato dos moradores jogarem seus dejetos embalados em sacolas plásticas de supermercado no meio da rua. Mendigos, cachorros e urubus disputam o prêmio e – cada vez mais – me sinto menos “gente” por estar inserido neste contexto e não poder falar nada sem correr risco de vida.

Não pensem que estou exagerando. Aqui, a inversão de valores é gritante. A mãe, na porta do boteco, chama seu filho de filho da puta (ela certamente sabe de quem está falando) por ele estar chorando, enquanto ela toma todas às altas horas da madrugada. O marido, outro cachaceiro, olha aquilo tudo com a maior naturalidade. A mesma mãe, já com os filhos despachados, começa a gritar, falar putaria, discutir e – quando um vizinho reclama da gritaria por estar com a esposa doente em casa – é ameaçado e xingado por todos os cachaceiros... “desce aqui seu filho da puta!” ou “a rua é pública porra!”. Ao final da discussão, ela chama outro homem para ir beber com ela em outro bar, na frente do marido, dizendo “vamos lá fulano, meu marido não quer ir e eu quero sair. Hoje eu vou pagar para macho sair comigo, vamos! Vamos! Ele não manda em mim!”...

Outro dia, no mesmo bar, um homem mordeu o olho de uma mulher (sim, mordeu o olho que enxerga, na cara...) numa briga, arrancando sangue, enquanto os dois rolavam no meio do pó da rua. No bar, todos olhavam, alguns riam da situação, ninguem fez nada, tirando eu, que tive a infeliz idéia de ligar para o 190. Em resposta, o dono do bar intimou minha mulher na entrada do prédio, dizendo que "alguém tinha ligado para a polícia e ele iria descobrir quem tinha ligado e denunciar nosso prédio por este não RGI", o que - em São Paulo - chama-se de Habite-se...

Poderia citar zilhões de pequenos dramas testemunhados por mim, mas não creio ser necessário. Há três anos vejo esta figueira não dar frutos, frutos de arrependimento, frutos de um espírito coletivo que indique a possibilidade de alguma mudança. Esta é a cidade que vai receber Copa do Mundo e Olimpíadas. Esta é a cidade que está sendo totalmente repaginada, mas que não tem um alicerce moral que indique que a mudança da fachada virá acompanhada de uma metanóia, de uma mudança de pensamentos e de valores.

Estou no Rio a 3 anos. Coincidência demais para mim, pois a três anos procuro frutos nesta figueira. Por mais um ano, (não literalmente, mas espiritualmente... no contexto de “para o Senhor um dia é como mil anos e mil anos são como um dia...”) o Senhor permitirá que a terra seja adubada com estrume. Caso ela continue não gerando frutos, esta figueira será cortada.

Orem pelo Rio de Janeiro. Orem por nós, que aqui estamos. Está doendo escrever isso, mas é o que tenho recebido do Senhor...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Ninguém vai comprar ou vender...


"E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas,

Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.

Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis"
. Apocalipse 13:16.18

A aproximadamente uns 12, 15 anos atrás estava eu em fase de transição profissional. Tinha saído de um emprego concursado, trabalhando com meu pai mas sem ter salário fixo, passando muitas dificuldades com minha ex mulher mas, graças a Deus, muito firme nos caminhos de Jesus.

Em resposta a um anúncio de emprego, fui até a sede de uma antiga adminstradora de consórcios, localizada na Rua Pedroso, travessa da Brigadeiro Luis Antônio. A vaga era para vendedor de consórcios. Já tinha trabalhado com isso e, apesar de ser desgastante, resolvi aceitar.

Nos três primeiros dias participamos de um treinamento de vendas. O homem responsável em "ministrar" o curso era muito bem articulado, dominava muito o assunto. Quando nos encontrávamos no auditório principal às 9 da manhã, cada um estava numa "velocidade" diferente. Alguns com sono, outros conversando muito, outros interessados, mas este homem falava conosco de uma maneira que, com menos de meia hora, todos estavam totalmente seduzidos por suas palavras.

Ele próprio falava "ainda não posso começar, nem todos estão comigo"... Alguns minutos depois ele soltava "pronto, agora todo mundo está comigo!". Ele conseguia arrabatar nossa atenção de uma maneira que poucas vezes tinha visto. Não dava vontade de parar para almoçar, não dava vontade de voltar para casa. Simplesmente queríamos ficar lá direto ouvindo ele falando.

Ele constantemente falava para nós de maneira aparentemente inocente "vou ensinar para vocês um pouco de minha magia", mas eu não encarava aquilo como sendo "ao pé da letra". Ele era extremamente cativante! Voltava pra casa com ele na cabeça. Só falava dele com minha ex mulher, dormia e sonhava com ele praticamente a noite inteira. Era impressionante o poder que ele vinha exercendo sobre todos nós.

No terceiro e último dia de curso, antes de estarmos prontos para irmos para as ruas, ele começou sua palestra dizendo algo assim:

"Hoje é o último dia de curso. Depois de hoje eu sei que alguns de vocês não continuarão conosco, mas faz parte do processo".

Em minha cabeça nem cogitava a possibilidade de não agarrar com unhas e dentes aquela oportunidade, pois mais do que nunca me considerava um vendedor totalmente preparado para encarar as possibilidades que se abriam no horizonte.

Mal sabia eu que não seria bem assim.

Quando ele começou sua última aula, ele começou a abrir a real. De cara ele disse:

"Não há mais espaço para vendedores amadores. Nenhum de vocês compram ou vendem algo sem que quem está vendendo use esta técnica. Quando encontro vocês pela manhã, cad um está num rítmo diferente. Com algunas frases afirmativas, faço com que vocês passem a concordar comigo nas coisas que estou dizendo com coisas simples. Em um determinado momento, falo exatamente o que quero que vocês façam, e todos concordam sem nenhuma possibilidade de não fazê-lo."

À medida que ele falava ia escrevendo no quadro branco a fórmula do que ele estava explicando.

Era algo assim:

1) "Bom dia a todos! Sei que vocês estão cansados de pegar tanto trânsito..."

2) "Foi difícil chegar aqui hoje não é mesmo?"

3) "Também, este calor que faz hoje deixa a gente meio mole..."

4) "O importante é esta oportunidade de ouro que todos estão recebendo, certo?"

5) "Estão animados para começar a ganhar muito dinheiro?"

(Para todas estas perguntas ou afirmações, a resposta era SIM)


Em seguida, ele soltava a mensagem que ele queria que ficasse gravada em nossa mente:

6) "Vocês serão os melhores vendedores do mundo!"


E ele ia explicando exatamente o que estava fazendo. "Abríamos as portas" para ele à cada resposta positiva, a cada coisa que concordávamos. Com 5 respostas positivas ele plantava a mensagem que queria que absorvessemos na 6a. frase.

No segundo "round", ele diminuía uma mensagem que obviamente todos aceitariam e incluiria duas mensagens que ele queria que ficassem gravadas em nossa mente. No terceiro round, três afirmativas e três mensagens "impostas", e ia assim, até que após apenas uma mensagem "óbvia", tipo "todos vocês precisam de dinheiro", ele despejava cinco mensagens como "vocês serão os maiores vendedores do mundo, ninguém deixará de comprar de vocês, vocês dominarão o mercado, baterão todas as metas de venda..."

No quadro, ele desenhava o gráfico:

5 + 1 = 6
4 + 2 = 6
3 + 3 = 6
2 + 4 = 6
1 + 5 = 6
6 = 6
6
6
6
.
.
.


Meu espírito gelou. Como que saindo de um transe, vi onde estava me metendo. Ele olhou na cara de cada um de nós, sorriu e disse:

"Esta é a estratégia que uso com vocês para mantê-los todos acordados e interessados. Só uso para mantê-los motivados, mas se eu pedisse para esta garota aqui da frente para ela tirar a roupa e transar comigo ela o faria sem pensar duas vezes. (a garota sorriu...) Esta é minha pequena magia. Como eu disse, não há mais espaço para amadores. Ninguém vai comprar ou vender sem usar esta técnica.


Ela é usada com vocês a todo tempo. Através de propagandas na TV, revistas, jornais, folders. A todo momento vocês estão consumindo produtos e serviços que nem interessam a vocês. Apenas estão sendo hipnotizados por esta técnica. Como eu disse, alguns não ficarão conosco, mas faz parte do processo..."


Durante os três dias, conheci alguns cristãos no curso. Nós nos olhamos, levantamos, pegamos nossas coisas e saímos no meio do curso. Fez-se um silêncio constrangedor. Enquanto saíamos, eu disse:

"Se eu tiver que morrer de fome caso não use esta técnica diabólica eu morrerei, pois até aqui Jesus Cristo me sustentou em tudo o que precisei!"

Ao saírmos, ouvi o palestrante dizer: "Pronto, agora vamos dar andamento ao curso"...

Não ouvi mais nada. Como falei antes, parecia que tinha me livrado das garras geladas do diabo. foi por um triz...

Nem me lembro o que aconteceu depois. Só sei que nunca faltou um prato de comida, uma roupa, um teto para morar...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Como ou não como? Compro ou não compro? E agora?


Estive pensando ultimamente na lista de proibições esdrúxulas que algumas denominações sustentam para manter seu rebanho (no mal sentido) sob controle. Desde cabelo sim ou não até cores de roupas. Por isso, aliei algumas das que já tinha ouvido com uma pequena pesquisa na internet para expor o tamanho do jugo que se obriga a colocar sobre os ombros, caso queiram viver “sob a lei” (dos homens, claro...)

Afinal de contas, vamos distorcer versículos bíblicos para que ninguém viva sob a aparência do mal, certo?

• Não coma mais maionese Hellman’s! Dizem que é a junção das palavras em inglês hell (inferno) + man (homem), ou seja, “homem do inferno” (forçou a amizade...)

• Pare de tomar Coca-Cola! Dizem que lendo o rótulo ao contrário está escrito “alo diabo” (essa eu não conferi...)

• Carne de rã não pode, pois foi uma das pragas do Egito (praga é praga, certo? Vai que pega ni-mim????)...

• Pipoca, galinha, frango, mel, carne, frutas e legumes, azeite de dendê, flores, velas – entre outras coisas – também estão proibidos por serem utilizados em trabalhos de umbanda (tem mais coisas, é só olhar pelas encruzilhadas...)

• Roupa preta não pode, roupa vermelha também não pode, mas roupa branca também não pode! É a cor da roupa dos umbandistas! (e agora?)

• Não use nenhuma roupa da M’ Officer! Dizem que os donos são macumbeiros e sempre rola um saravá antes de abrir a loja, o que já fez que muitos funcionários cristãos pedissem demissão (esta é verdade, mas estou neste momento usando uma pólo cinza da marca, e agora???)

• Na sua infância você era fã do Fofão, na época do Balão Mágico lembra? Você era um adorador do capeta e não sabia! Dizem que dentro dos bonecos do Fofão existia um punhal, estrategicamente colocado por seu fabricante, que havia feito pacto com o capiroto para vender mais (hummmm, que bonitiiiiiiiinhooo...)

• Não deixe sua filha ter uma Barbie, dizem que ela é uma boneca lésbica (sempre desconfiei...)

• Dizem também que Mickey Mouse é gay (esta eu não duvido, ele tem uma pegada estranha...)

• Hello Kitty então nem se fala, é um cumprimento ao rabudo, dizendo “alô diabo” (tadinha da gatinha...)

• O Homem Aranha também é do capeta, pois quando ele lança a teia dele faz aquela mão de chifrinho, mostrando a que veio (o cara é metaleiro, só isso...)

• Dizem que a marca Fido Dido significa, num dialeto francês antigo, algo equivalente a “filho do diabo” (pensei que o diabo fosse só pai da mentira...)

• Não compre uma Honda Titan 150, pois o símbolo supostamente pode ser um punhal virtual, a cruz do capeta (aff) ou o símbolo do pacto do engenheiro com o vremeião (o cara é da gangue dos hells angels...)

• A Procter & Gamble, que fabrica desde batata Pringles até sabão em pó Ace, também é uma empresa do capeta (agora eu quero ver!!!)

• Dizem que os produtos vendidos no Carrefour são consagrados ao diabo (consagrado eu não sei, mas são caros...)

• O dono da Fiat consagrou o Marea (de onde tiraram isso?)

• O palhaço ridículo do Mc Donald’s (Ronald) “foi visto” fazendo gestos obscenos, fora também terem visto que ele tem um demônio no peito (olha que escrotão!!!)

• Um blogueiro ai encanou que o sonho, aquele bolinho que vende em padaria é pornográfico. Olha isso: “Olhe do lado direito superior dos sonhos, o que te lembra a "fenda" e a 'bolinha' logo acima?” (este pervertido não pode nem andar solto por aí, consegue ver cada coisa... aff)


A lista é interminável, cômica em alguns momentos, deprimente em outros. Se temem tanto a aparência do mal, peçam a Deus para serem arrebatados logo e acabar com este sofrimento. Pois nem morrer pode, fazem muitos trabalhos de feitiçaria nos cemitérios. Eu ein!!!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra...


“E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente. Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração. E disse o Senhor: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito”. – Genesis 6:5-7

Baseando-me nas conversas que tenho ouvido em todos os cantos, aparentemente hoje os brasileiros acordaram se sentindo menos criados à imagem e semelhança de Deus. Eu pessoalmente estou com uma sensação horrível, sentindo o peso que se encontra sobre a cidade do Rio de Janeiro e, talvez, sobre o Brasil inteiro. Sendo mais franco, creio que todos estão se sentindo assim, menos humanos do que normalmente.

Se for verdade todos os fatos que cercam o sumiço de Eliza Samudio, estamos vivendo hoje um dos piores momentos da história da humanidade. Não é exagero, é sério. Não interessa ser um fato isolado, não estou comparando isso aos genocídios cometidos pelos nazistas, nem às guerras, as grandes destruições em massa impetradas por loucos regimes. Refiro-me à intensidade da perversão.

Está difícil verbalizar o que estou sentindo e estou relutando em escrever os detalhes que formam passados pela imprensa que, na verdade, é de conhecimento de todos. Estrangular um ser humano, desossar o corpo, jogar os pedaços de carne humana para quatro rottweilers comer e aparentemente sumir com os ossos numa concretagem. Não consigo imaginar tudo isso sem associar aos piores filmes de terror de que já ouvi falar

A vítima na verdade não tinha nada de santa. Aparentemente ela era mais uma maria-chuteira e atriz de filmes pronográficos. Em entrevista à revista Veja desta semana, Bruno (pode-se dizer), ex-goleiro do Flamengo, revelou detalhes de como começou a se relacionar com Eliza Samudio, desaparecida desde o início do mês de junho. O ex-goleiro rubro-negro disse que teve a primeira relação sexual com a estudante em uma festa que "era uma orgia só", na casa de Paulo Victor, também goleiro do Flamengo. Daí veio a gravidez, prática muitas vezes utilizada para segurar um homem rico e famoso pelo “meio das pernas”, a tentativa do goleiro de fazer com que a garota abortasse, as ameaças de morte, a queixa dela na Delegacia da Mulher, o nascimento da criança, a aproximação para possivelmente exigir que ele assumisse a criança ou talvez algo mais e, a partir desse momento, um vácuo que possivelmente quase ninguém confessará os detalhes.

Por outro lado, as evidências apontam somente para uma direção. Podridão, ausência de valores morais e espirituais, absoluta falta de valores familiares (mais dois pequenos detalhes desta família totalmente desestruturada: 1) o pai da vítima, que estava com a guarda provisória da filha do “casal”, é acusado de ter violentado uma menor de idade. Na época, a menina - 2) filha dele com a ex-cunhada (sim, traiu a esposa com a irmã dela) -, tinha apenas 10 anos. Condenado em primeira instância a oito anos de prisão, Luís Carlos Samudio recorreu da sentença e aguarda novo julgamento em liberdade).

Está tudo muito podre. Está tudo muito fora do eixo. O pior é que tem gente que eu conheço aqui na cidade maravilhosa que está defendendo o goleiro. Na cidade onde ele tem seu sítio, a grande maioria da população está do lado dele, por questões financeiras. Cada vez mais as estruturas da sociedade pós-moderna se despedaçam. Cada vez menos se respeita o ser humano, sua dignidade, sua imagem e semelhança de Deus. Cada vez menos se considera o Criador, que um dia julgará todos, vivos e mortos.

“Continue o injusto a praticar injustiça; continue o imundo na imundícia; continue o justo a praticar justiça; e continue o santo a santificar-se". – Apocalipse 22:11

Dizer mais o quê?

Maranata!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

O homem brincando de Deus: Para filósofos, criação de bactéria sintética é momento histórico

Bactérias controladas por genoma sintético transplantado

da New Scientist

A criação de uma bactéria sintética pelo americano Craig Venter e sua equipe é considerada um divisor de águas na biologia, segundo especialistas.

"Este é um momento histórico na biologia e na biotecnologia", afirmou o filósofo Mark Bedau, do Reed College (Portland, EUA), em entrevista à revista "Science".

"O trabalho de Venter o coloca numa posição próxima a Deus: a criação de vida que nunca poderia ter existido naturalmente", disse Julian Savulescu, professor de ética da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

A equipe de Venter inseriu um genoma artificial dentro de uma bactéria sem genoma e conseguiu fazer com que essa bactéria passasse a obedecer os comandos do novo genoma.

O experimento custou cerca de US$ 40 milhões, necessitou do trabalho de 20 cientistas e levou mais de 10 anos para ser concluído.

Segundo Venter, a possibilidade de inserir genomas artificiais em bactérias é o início de uma nova era. Venter cita a possibilidade de bactérias sob medida produzirem biocombustíveis, absorverem gás carbônico da atmosfera e até manufaturarem vacinas.

A equipe agora pretende usar organismos sintéticos para descobrir qual o número mínimo de genes necessários para sustentar vida. Isso permitiria criar novos organismos, simplesmente adicionando genes a esse genoma mínimo.

Críticos, incluindo grupos religiosos, condenaram o trabalho. Eles temem que organismos artificiais possam escapar dos laboratórios e causar danos imprevisíveis ao meio ambiente.

Venter já era figura polêmica nos anos 1990 quando entrou com pedidos de patente para 300 genes sequenciados.

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Creio não ser necessário dizer que o momento que estamos vivendo há muito fora predito nas Escrituras Sagradas. O homem agora requer os atributos que somente pertencem ao Deus Todo Poderoso.

"Quanto à tua terribilidade, enganou-te a arrogância do teu coração, tu que habitas nas cavernas das rochas, que ocupas as alturas dos outeiros; ainda que eleves o teu ninho como a águia, de lá te derrubarei, diz o Senhor". - Jeremias 49:16

"E NAQUELE tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro.

E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça, como as estrelas sempre e eternamente.

E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará. Então eu, Daniel, olhei, e eis que estavam em pé outros dois, um deste lado, à beira do rio, e o outro do outro lado, à beira do rio.

E ele disse ao homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio: Quando será o fim destas maravilhas? E ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, o qual levantou ao céu a sua mão direita e a sua mão esquerda, e jurou por aquele que vive eternamente que isso seria para um tempo, tempos e metade do tempo, e quando tiverem acabado de espalhar o poder do povo santo, todas estas coisas serão cumpridas.

Eu, pois, ouvi, mas não entendi; por isso eu disse: Senhor meu, qual será o fim destas coisas? E ele disse: Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim.

Muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados; mas os ímpios procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão. E desde o tempo em que o sacrifício contínuo for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias.

Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias. Tu, porém, vai até ao fim; porque descansarás, e te levantarás na tua herança, no fim dos dias".
- Daniel 12

quarta-feira, 14 de abril de 2010

É um engolindo o outro!


12:23hs de quarta-feira, 14 de Abril de 2010. A famigerada ‘hora-morta’, onde você tem um monte de coisas para resolver que impedem você de sentir fome versus o mundo todo que sai para almoçar, fazendo linha de impedimento, te deixando de cara pro gol mas sem condições legais de meter a bola pra dentro.

Por qual razão eu sou assim? Por que quero ter tudo sob meu controle? Por que o mercado de trabalho exige tantos resultados, a ponto de você se tornar mais um caçador, abatendo presas (presas = concorrentes), ao preço de que se você assim não o fizer você será a presa. Parece aquela frase inicial no filme Cartas na Mesa onde o personagem interpretado por Matt Damon diz que “se em 30 minutos de jogo você não descobrir quem é o pato da mesa, VOCÊ É O PATO”.

Inúmeras cartas postas à mesa. Nenhuma serve para eu fechar meu jogo. A carta que eu preciso está na mão do meu pseudo-adversário. O mesmo adversário que encontrei semana passada na Intermodal (feira de negócios na área de Comércio Exterior). Cumprimentamo-nos, trocamos cartões. Gente como eu, também precisa ganhar o pão de cada dia.

Por que temos que ser concorrentes? Será esta a linha de raciocínio correta a ser seguida? Digo tanto a de aceitar tranquilamente a idéia capitalista de que é assim mesmo, um engolindo o outro, só os mais fortes sobrevivem ao mercado versus a talvez utópica idéia de que há espaço para todos no mercado e que deveríamos dar as mãos e sair por aí.

Sei lá o que pensar, francamente.

Só sei que isso cansa. Manter o mínimo de lucidez e controle emocional perante milhares de diferentes pontos de tensão do dia a dia me faz pensar se realmente temos condições de administrar tudo ao mesmo tempo e sairmos ilesos ao final de nossa jornada. A não ser que eu vivesse do ministério, talvez...

Se eu tivesse no campo missionário creio que minha igreja ou alguma agência missionária estaria me bancando. Mas quem bancaria as duas fontes da minha renda? Membros das igrejas, cristãos comprometidos com a obra...

Mas de onde viriam seus recursos? Desta imensa roda-viva que se alimenta da desgraça, miséria e concorrência algumas vezes desleal e que em troca nos premia no fim do mês com nosso suado salário? Está fazendo sentido o que quero dizer?

De uma maneira ou de outra este dinheiro será ganho através da desgraça e miséria de outro! Sei que "Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores" (1Ti6:10) mas - mesmo que não o amemos - não vivemos sem ele, e as formas de ganhá-lo são "justas" aos olhos do mundo, mas alguém ficou chorando desempregado ou por que perdeu seu melhor cliente...

Anyway, isso cansa gente. Viver correndo atrás do vil metal cansa. O preço que pagamos para que ele entre em nosso bolso é muito alto, pelo menos na área da prestação de serviços, a qual trabalho.

Vivo como um pato num lago deslizando pelas águas numa aparente paz e tranqüilidade MAS, sob as águas, minhas patinhas estão se agitando com toda força para me impulsionar para frente.

Faço uma pergunta simplista por preguiça de pensar mais a respeito (talvez o faça depois): Há espaço para todos? Um dia isso vai mudar ou a tendência é piorar? E não estou falando do que será “um novo Céu e uma nova Terra” que aguardamos com esperança. Digo aqui, daqui uma semana, um mês, um ano, no próximo governo...

terça-feira, 2 de março de 2010

Não quero ser o 'Zé do Apocalipse"', mas as profecias estão se cumprindo...



Vocês já devem ter ouvido várias vezes que se você quer entender o que realmente está acontecendo no mundo deve assistir o noticiário da TV segurando em uma mão o controle remoto e na outra a Bíblia aberta, checando tudo o que está acontecendo e se localizando no "tempo e no espaço" Bíblico.

Ao ler ontem esta matéria do UOL, inveitavelmente algumas passagens bíblicas me vieram à mente.


TERREMOTO DO CHILE DEIXOU OS DIAS NA TERRA MAIS CURTOS, DIZ CIENTISTA DA NASA
02/03/2010 - 13h13
Da Redação

O terremoto de magnitude 8.8 (1) que afetou o Chile no último sábado pode ter deixado os dias na Terra mais curtos (2). A suspeita é do cientista Richard Gross, do JPL (Laboratório de Propulsão a Jato) da Nasa, a agência espacial americana. Isso teria ocorrido por uma mudança na rotação do planeta.

Gross utilizou um modelo complexo para fazer o cálculo, que detectou uma redução de 1,26 microssegundos (um segundo por um milhão) no dia. O tremor deslocou o eixo do planeta de aproximadamente 8 centímetros.

O mesmo modelo foi utilizado para calcular o impacto do terremoto de 9.1 registrado em Sumatra em 2004. Na ocasião, a redução no dia foi de 6,8 microssegundos e a alteração no eixo da Terra foi de 7 centímetros.

O cientista explica que, embora o tremor do Chile tenha sido menor que o de 2004, ele afetou mais a Terra por causa da localização do fenômeno (no primeiro caso era mais próximo da linha do Equador) e da profundidade da falha que causou o segundo terremoto, que envolvia um ângulo de inclinação mais acentuado.

Gross avisa, no entanto, que as previsões podem se modificar conforme sejam descobertos novos dados sobre o terremoto no Chile.


AGORA veja o que diz Jesus em Mateus 24 (leia o texto completo):

(1) Versículos 3 a 13: "E estando ele sentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Declara-nos quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo. Respondeu-lhes Jesus: Acautelai-vos, que ninguém vos engane. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; a muitos enganarão. E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; olhai não vos perturbeis; porque forçoso é que assim aconteça; mas ainda não é o fim.

Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino; e haverá FOMES E TERREMOTOS em vários lugares. Mas todas essas coisas são o princípio das dores. Então sereis entregues à tortura, e vos matarão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos hão de se escandalizar, e trair-se uns aos outros, e mutuamente se odiarão. Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos; e, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo".


(2) Versículo 22: "E SE AQUELES DIAS NÃO FOREM ABREVIADOS, ninguém se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias".

Bom, eu fiquei com esta forte impressão em meu espírito. Coincidência ou não, o fato cientista da Nasa estar certo ou não em seus cálculos, o importante é estarmos alertas e vigiando, pois o Senhor vem...

Fonte: Uol