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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Ele é meu mas eu não sou dele...


“Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu”Eclesiastes 3.1

O prazer de um blogueiro como eu é sentar à frente do computador e despejar tudo o que passa em seu coração através do teclado, mas eu estava atravessado uma ressaca desgraçada que vinha se prolongando a níveis preocupantes e não estava nem um pouco a fim de escrever...

Insights de textos até surgiam em minha mente (alguns muito bons) mas não vinha tendo paciência em sentar e digitar. Talvez fosse pelo fato de estar no meio de uma crise de lombociatalgia, o que limita minhas resistências físicas em ficar sentado mais do quê 20 minutos à frente de um computador. Desde que esta bendita crise começou, já tomei 6 injeções e algumas dezenas de antiinflamatórios e analgésicos para minimizar minha dor, o que me deixa virtualmente chapado.

Por outro lado, estava realmente precisando de um break neste bendito vício de escrever. Por algumas vezes me vi na ânsia de sentar e escrever, como se estivesse preocupado no que meus possíveis leitores pensariam de mim caso não postasse algo...

...mas que pensamento idiota este! Antes de mais nada, escrevo para mim e não para os outros. Escrevo, pois sinto prazer em escrever e – se não estivesse sentindo este prazer – não haveria razão em fazê-lo. Escrevo para colocar da forma mais ordenada possível os pensamentos, sentimentos e percepções daquilo que se passa dentro de mim e ao meu redor.

Por estas razões, me abstive de escrever. Na verdade, nem acessar meu blog estava fazendo. Foi um processo interessante, uma desintoxicação, uma “desidolatrização”, uma prova a mim mesmo que eu não era escravo daquilo que eu criara.

Este é um exercício interessante de ser feito periodicamente, como se fosse um jejum para pequenas coisas que consumimos freqüentemente e que passam a consumir nosso direito de não querer consumi-las. Na verdade, tudo que se torna obrigação deixa de ser prazeroso e se torna um pequeno carrasco de nossa liberdade.

Agora estou melhor... Agora, mesmo com a dor nas costas, estou sentindo prazer em escrever. Aquele meu pequeno ex-senhor, meu próprio blog, não está controlando meu direito de não querer vê-lo por algum tempo. Por isso volto a ele, caminhando juntos por eu querer continuar com este que – pessoalmente – considerei quase que um ministério mas que, como todo ministério, estava deixando de se tornar algo feito por amor e estava passando a ser feito por obrigação quase que religiosa.

E religiosidade, na boa, não casa comigo...

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres


"Também lhes digo que se dois de vocês concordarem na terra em qualquer assunto sobre o qual pedirem, isso lhes será feito por meu Pai que está nos céus. Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles". – Mateus 18.19-20

Mudam o picadeiro e os palhacinhos mas, infelizmente, o espetáculo é basicamente o mesmo...

Isso me deixa muito triste. Por mais que tente não falar deste assunto, me assusta a imensa dificuldade que muitos queridos irmãos em Cristo enfrentam ao se deparar com a liberdade oferecida pelo Senhor àqueles que O conhecem e O seguem. Por esta razão, insisto no mesmo.

Em meus 18 anos de Evangelho (pouco para alguns, muito para outros, apenas o início de uma caminhada Eterna para mim), demorei MUITO para aceitar o fato de que a verdadeira comunhão com meus irmãos não se dava efetivamente no templo, modelo não ensinado por Jesus, mas sim, copiado do sistema judaico.

Por qual razão é difícil aceitar que o simples compartilhar do pão e do vinho junto aos seus amados pode gerar mais cura, salvação e libertação do que estar perante o sacerdote, dentro de um templo onde ninguém se conhece realmente (raras exceções, claro...) e fingindo um amor e intimidade que – na prática – não existe?

Na verdade, não sou contra o templo nem ao sistema, desde que se consiga – dentro deste – estabelecer verdadeira comunhão entre os irmãos. O problema é que, por um lado, o sistema religioso aparenta incentivar a comunhão mas, na prática, incentiva que os irmãos foquem única e exclusivamente nos interesses da denominação e nos seus próprios, bem mais do que nos interesses do Reino de Deus aqui na Terra.

“Jurar é pecado” mas, apenas para me utilizar da força desta expressão, digo que JURO que tentei...

Tentei ser membro de várias denominações, tentei me enquadrar nas atividades das mesmas, tentei apenas acreditar que pelo simples fato de estar dentro da igreja e ter carteirinha de membro me faria melhor, tentei por duas vezes estudar Teologia, tentei ter boa relação com o pastor e freqüentar assiduamente os cultos, estudos, retiros, campanhas, vigílias & afins.

O problema é que isso não trouxe VIDA nem muito menos RELACIONAMENTO PESSOAL COM CRISTO!

Como escrevi anteriormente, sendo que isso foi o que me motivou a falar sobre este assunto novamente, tendo sido motivado pelo comentário de um querido “anônimo” (irmão anônimo, como isso funciona??????) no texto escrito em Maio deste ano, comunhão verdadeira, COMUNHÃO dentro da igreja (denominação, instituição humana, CNPJ, etc) simplesmente não existe!

Repito: Lógico que dentro deste estabelecimento podemos encontrar dois ou mais verdadeiramente interessados na implantação do Reino de Deus aqui na Terra. O grande problema é que os freqüentadores deste esquemão religioso estão interessados em – perdoe-me pela redundância – seus próprios interesses, na resolução de seus dilemas, conflitos e problemas pessoais.

Por outro lado, qual pastor realmente quer que suas ovelhas cresçam e se submetam ao verdadeiro PASTOR, aquele do Salmo 23? Faço a pergunta, aparentemente dizendo que não existem estes, mas sabendo que existem muitos! O problema é que estes não são bem vistos nem muito menos quistos por suas comunidades!!!

Para estes, como explicar que um “homem de Deus” incentive “suas ovelhas” a aprenderem a andar na Terra como Jesus incentivou ao dizer:

“Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas.”Mateus 10.16

Segundo este raciocínio estreito (não o de Cristo mas dos líderes) perderiam o controle sobre o rebanho, perderiam suas posições alcançadas dentro das igrejas e – conseqüentemente – seus cargos...

Poderia me estender mais nesta breve reflexão. O problema é que este assunto está longe de terminar e tenho que fazer alguma coisa para eu e minha mulher jantar.
Termino com este texto (que deveria ser mais claro que a neve!!!!!!!!!!)

“Dizia, pois, Jesus aos judeus que nele creram: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Responderam-lhe: Somos descendentes de Abraão, e nunca fomos escravos de ninguém; como dizes tu: Sereis livres? Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. Ora, o escravo não fica para sempre na casa; o filho fica para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres". – João 8.31-36

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Cada um com seu anel...


“Partiram, pois, os onze discípulos para a Galiléia, para o monte onde Jesus lhes designara. Quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram. E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto IDE, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.”Mateus 28.16-20

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra.”Atos 1-8

Fiquei pensando qual versículo usaria como base para escrever este texto que há alguns dias veio à minha mente, mas ainda não tinha encontrado tempo e disposição para escrever. Hoje encontrei ambos...

Primeiramente veio o texto de Atos, acima. Em seguida, porém, veio o de Mateus, que se enquadra melhor na minha linha de raciocínio. Por dia das dúvidas, seguem os dois que – de certa forma – se completam.

O que gostaria de escrever é algo que vinha me entristecendo nas últimas semanas, mas que, com o passar do tempo, pude ver que era uma direção específica do Espírito Santo e não apenas força das circunstâncias pessoais de cada membro da “Liga da Justiça” ou, melhor dizendo, da “Sociedade do Anel”.

Para quem não teve o imenso prazer de ler a trilogia de “O Senhor dos Anéis” ou, ao menos, ter assistido aos filmes, segue um breve resumo do início de tudo:

Logo no início da saga temos Frodo Bolseiro, um pacato robbit, sobrinho de Bilbo Bolseiro e morador do Condado. Frodo foi comissionado pelo mago Gandalf, o Cinzento, a levar consigo o “Um Anel” (que por anos esteve em posse de seu tio) até as fornalhas da Montanha da Perdição para que este fosse destruído, por lá ter sido forjado.

Juntamente com Frodo, saiu em seu apoio Samwise Gamgee (Sam), seu jardineiro e melhor amigo. Durante a jornada, outros se uniram à missão, Meriadoc Brandebuque (Merry) e Peregrin Tûk (Pippin), Aragorn (um humano), Legolas (um elfo), Gimli (um anão), entre outros (caso queira saber mais sobre todos os personagens clique aqui).

Em meio a inúmeras aventuras e perigos pelo caminho pela Terra Média, por força das circunstâncias, eles se separam. Praticamente todos tinham em seus corações a mesma missão (Com exceção de Boromir, veja no link acima), mas tiveram que seguir cada um por seu caminho, encontrando-se futuramente para conclusão de várias etapas da missão.

É um resumo tosco (vai ler os livros ou ver os filmes!!!!!), mas o que quero dizer é que por um grande objetivo, vários se uniram para levá-lo a cabo. Com a caminhada e os obstáculos porém, cada um acabou tomando uma direção sem, contudo, perderem o foco desta “Uma Missão”.

Assim aconteceu comigo e com vários amigos blogueiros, todos cristãos, todos com praticamente a mesma visão do Reino de Deus, mas unidos pelo amor que só o Espírito de Deus coloca no coração de nós, tendo como objetivo maior testemunharmos as grandezas de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, longe do tacão da religião institucionalizada e denominada “evangélica”.

Creio firmemente que todos os que lêem o que estou escrevendo e são parte da “Sociedade do Anel” sabem do que estou falando. Dentro do peito de cada um bate um saudosismo, um vazio que incomoda, mas que - ao mesmo tempo - é consolado pelo fato de sabermos que todos estão basicamente bem, pois não se uniram por questão de fraquezas pessoais, por se utilizarem um ao outro como muletas espirituais: Nos unimos por amarmos nosso querido Jesus.

Sinto saudade de quando tinha mais tempo para fuçar no blog de cada um deles, quando eles tinham tempo para fazer o mesmo em meu blog, quando alinhavávamos estratégias para ganharmos pessoas para o Reino de Deus através do Amor, transbordante em nossas palavras escritas. Por outro lado sei que, assim como na Trilogia de O Senhor dos Anéis, temos uma missão muito maior.

Este conforto, este aconchego de estarmos juntos - mesmo que virtualmente – e “perdido” na da jornada através da Terra Média, será em breve recompensado. Estamos unidos na mesma missão, "cada um com seu anel"... rsrs

Amo todos vocês!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Que porcaria de "crente" é você?

Repostagem "revista e atualizada" - 11 de fevereiro de 2010

Em minha vida e na vida de inúmeros irmãos em Cristo tenho visto certo paradoxo ligado aos nossos estilos de vida, aos nossos usos e costumes particulares em relação ao que vemos e ouvimos como sendo o padrão para ser considerado um verdadeiro cristão.

Vemos testemunhos ‘maravilhosos’ de pessoas que dormiram verdadeiros 'bandidos safados sem vergonhas' e acordaram santos prontos a serem canonizados. Irmãos que não assistem televisão, não torcem por nenhum time, não bebem, não fumam, não olham pro lado, não se iram, dão a outra face para tudo, numa santidade irritante, humanamente impossível de ser alcançada por um reles comedor de feijão.

Estas 'quartas pessoas da Trindade’ dentro de nossas igrejas nos fazem sentir que há algo errado em nossa caminhada com Cristo. Qual a razão de não alcançarmos este ‘nirvana’ cristão? Será que somos os piores dos pecadores e estamos na igreja fazendo parte do joio que cresce no meio do trigo? Você já teve este tipo de questionamento em seu coração?

Quantas vezes você se prostrou com rosto em terra pedindo a Deus que, em Nome de Jesus, você não sentisse mais vontade de assistir novela e se pegou de plantão em frente à telinha para ver o próximo capítulo? Para mim este é fácil, não assisto mesmo porque não gosto, mas imagine como é frustrante você professar sua fé e não conseguir alcançar os elevados patamares dos ‘santos’ que sentam ao seu lado na igreja!

Que fique bem claro: Não me refiro aqui a pecados morais como adultério, prostituição, roubo, homicídio ou outra coisa notoriamente errada, os considerados 'pecados morais'. Digo as pequenas coisas que você não consegue se privar apenas para se encaixar na moldura do que é considerado um 'ser evangélico' (e-ca), ou 'gospel way of life'.

Quem não vive isso em pelo menos uma área de sua vida? Quem não está vivendo isso exatamente agora, desde que se converteu, e não consegue ver nenhuma perspectiva de mudança em sua vida? Qual a razão deste abismo entre o que almejamos ser e o que somos realmente?

Falta de fé?
Carnalidade?
Fraqueza moral?
Falta de jejum e oração?

Não! Protesto! Não é isso!

Quantas vezes já orei, jejuei, fiz votos com toda a sinceridade de meu coração e simplesmente não consegui cumprir? Será que sou o único? Já meti a cara no pó, chorei e clamei a Deus para que ele ‘fizesse a obra’ mas, em resposta, apenas o silêncio divino. Será que Deus não está nem aí para mim ou Ele na verdade tem outra visão da situação?

É difícil admitir, mas também libertador. Pare para pensar comigo: Você crê em Jesus como seu Senhor e Salvador. Anda com Ele, reconhece Sua voz, sabe que é salvo, é batizado MAS (maldito masssssss) sente todas estas dúvidas em relação ao que você é versus o que você gostaria de ser. Não há algo aí que não encaixa? Será que o que você está pedindo para Deus realmente vai ser útil a Ele ou você o pede apenas para ser aceito por homens?

Será que se você parar hoje de beber não vai te transformar num religioso arrogante? Será que se você conseguir parar de fumar hoje não vai fazer com que você se torne um intolerante em relação aos ‘fracos’ e sem vontade própria? Será que se você conseguir viver de acordo com o ‘catecismo’ de sua igreja não vai fazer de você um legalista?

Abaixe suas armas. Jogue as pedras no chão. Pare e pense. Reconheça que Deus é soberano, viu e ouviu suas orações, reconheceu a sinceridade de suas intenções mas simplesmente não fez NADA pois, se o fizesse, você não seria mais útil em Sua soberana vontade!

É difícil de aceitar isso mas é muito bom. Queremos ser ‘perfeitos’. Não queremos ser mal vistos e mal entendidos. Precisamos ser aceitos pela irmandade. Não queremos viver nos escondendo dos irmãos na hora de tomar uma cervejinha. Morreremos de vergonha se o pastor nos encontrar na praia dentro daquele biquinizinho (falo isso pelas irmãs). Mas é isso o que Deus quer?

Como diz nosso brother Paulo em sua carta aos irmãos da Galácia, por que começamos tão bem no Espírito mas, depois de um certo tempo de caminhada, começamos a nos aperfeiçoar nas obras da carne? Pare mais uma vez para pensar! Lembre-se de quando você se converteu e mergulhe naquele primeiro amor maravilhoso, que simplesmente te aceitava como você era! É difícil crer que Deus te aceita como você é?

CLARO que mudanças haverão. Mas não no nosso tempo! A passagem das águas que brotam do trono de Deus em nossas vidas nos purificarão a cada dia, mas não de uma vez! Deus respeita nossas limitações. Ele não derruba a casa e constrói outra irreconhecível em seu lugar de uma hora para outra. Deus não seria digno de ser amado se assim agisse. Não havería opção de não amá-lo! Não teríamos que dia a dia nos negar, tomar nossas cruzes para seguí-lo. Seríamos coagidos. Um monte de gente no Céu, muito a contra-gosto, mas fazendo a única coisa que faria sentido para não sermos eliminados por Ele. MAS... GLÓRIA A DEUS que não é assim, e por isso eu sou loucamente apaixonado por Ele!

Ele faz um constante processo de reforma, que é incômodo, longo e irritante (mas necessário). Vemos algumas mudanças aqui, outras ali, mas todas lentas ao nosso entendimento limitado.

Lembra de quando Deus deu a terra prometida ao povo judeu mas disse que não iria eliminar todos os habitantes da terra de uma vez? Como está escrito em Êxodo 23:27-30: “Enviarei o meu terror adiante de ti, pondo em confusão todo povo em cujas terras entrares, e farei que todos os teus inimigos te voltem as costas. Também enviarei na tua frente vespas, que expulsarão de diante de ti os heveus, os cananeus e os heteus. NÃO OS EXPULSAREI NUM SÓ ANO, PARA QUE A TERRA NÃO SE TORNE EM DESERTO E AS FERAS DOS CAMPOS NÃO SE MULTIPLIQUEM CONTRA TI. POUCO A POUCO OS LANÇAREI DE DIANTE TE DE TI, ATÉ TE MULTIPLIQUES E POSSUAS A TERRA POR HERANÇA”.

Um processo progressivo, lento, até que nossa natureza humana suporte toda a grandeza da natureza divina em nós. Será que estou errado? Creio que não.

Termino com Paulo:

“E, para que me não exaltasse demais pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de que eu não me exalte demais; acerca do qual três vezes roguei ao Senhor que o afastasse de mim; e ele me disse: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Por isso, de boa vontade antes me gloriarei nas minhas fraquezas, a fim de que repouse sobre mim o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco, então é que sou forte”. – 2Co 12:7-10

Todo mundo especula sobre o que era o espinho na carne de Paulo, mas uma coisa eu tenho certeza: CADA UM TEM O SEU. E há um agravante. Esta porcaria de ‘defeito de fábrica’ é um MENSAGEIRO DE SATANÁS. Qual a razão disso? SE o espinho fosse algo ‘de Deus’, seria fácil aceitar. Mas ele é algo totalmente contra o que consideramos justo, certo ou aceitável. Ele nos machuca por isso! E por que Deus não o tira, deixando-nos ser torturados dia e noite com a dor, a vergonha, a consciência?

"Simples meu filho...", responderá o Senhor:

“...a minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”.


Post Scriptum: Ao reler este texto hoje, 21 de Junho de 2011, vejo que TUDO o que está escrito nos Evangelhos possuem uma "essência" tão intensa (me faltam palavras...) que somente apontam para uma direção, como podemos ter um vislumbre no Sermão do Monte, por exemplo:

"Vocês ouviram o que foi dito: 'Não adulterarás' Mas eu lhes digo: Qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração." - Mateus 5:27-28

E que raio de essência é esta???????????

Quem olha para alguém que o atrai e não sente alguma "coisinha" diferente? E olha que estou sendo politicamente correto, pois iria dizer alguém do sexo oposto, o quê - infelizmente - não se enquadra na atual realidade "pós MP 122"...

O que quero dizer é que Jesus nos pede coisas aparentemente impossíveis, mas não para nós não conseguirmos cumprir e sermos então lançados no inferno, mas sim que - obviamente - não consigamos cumprir e nos voltemos à ELE e peçamos perdão por nossos pecados.

É ISSO O QUE ELE QUER
!!!! Esta é a essência das aparentemente impossíveis leis e cobranças que estamos a anos-luz de cumprirmos!

Se não fosse isso, por qual razão Jesus diria em resposta aos que o questionaram sobre...

"Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?" Respondeu Jesus: " 'Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento' Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: 'Ame o seu próximo como a si mesmo' Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas." - Mateus 22.36-40

Que o Espírito Santo de Deus lhes abra o entendimento quanto a isso tudo e - como diria o "Bilú" e Tiago 1.4, vocês busquem o "conhecimento"!!!!!!!!!!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Está acontecendo algo...



“Então, ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e o poder, e o reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo; porque já foi lançado fora o acusador de nossos irmãos, o qual diante do nosso Deus os acusava dia e noite. E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte. Pelo que alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Mas ai da terra e do mar! porque o Diabo desceu a vós com grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta.”Apocalipse 12.10-12

Tenho certeza absoluta que não sou só eu que está sentindo que neste momento específico da história da humanidade está havendo um alvoroço no mundo espiritual. A coisa está tomando um rumo tão "extra-ordinário" que por vezes me sinto personagem do filme Constantine.

Pequenos detalhes, que se forem analisados individualmente podem ser considerados como mera coincidência, estão acontecendo em grande escala não só ao meu redor, mas também na vida de diversas pessoas que eu conheço. Aquela sensação de “1 + 1 = 3” está demais. De fenômenos físicos a pequenas sutilezas espirituais, um monte de situações está tomando vulto.

Como costumo dizer, parece até que dá para sentir o cheirinho de enxofre no ar. Se você ficar atento, não só o cheiro irá impregnar suas narinas, mas também passará a ver e ouvir certas coisas estranhas acontecendo.

Estou falando sobre isso de maneira aparentemente superficial, mas quem tem o Espírito sabe o que quero dizer. Existe uma opressão no ar. Parece que às vezes você quase chega a ouvir risadinhas pelos cantos, correria de alguém tentando se esconder, a respiração nauseabunda de um ou outro bem próximo a você.

Já vivi algo parecido antes, logo que me converti. Só que agora está algo praticamente tangível, mensurável.

Sábado a noite por exemplo, estava em casa assistindo o Caio Fábio no Vem e Vê TV e estavam debatendo sobre este tipo de fenômeno paranormal. Na verdade foi aí que eu consegui juntar as pecinhas do quebra-cabeças que estavam faltando.

Quando acabou o programa (acho que era o Papo de Graça), chamei minha mulher e ambos nos ajoelhamos na sala. Começamos a orar e, neste momento, parece que uma venda caiu de meus olhos. O Espírito de Deus deu direções muito especificas sobre quais assuntos deveriam ser mencionados em nossa oração. Realmente estava acontecendo coisas estranhas.

Por falar em estranheza, o que tem diferenciado este momento de outros que já notei este tipo de coisa acontecer está sendo o fato de antes o inimigo de nossas almas ser um pouco mais discreto, só que agora não. Parece que o que o imundo e seus asseclas estão fazendo ou prestes a fazer é tão urgente que já não fazem questão de não serem notados.

Para ilustrar, imagine alguém entrando ou saindo de seu prédio com uma sacola nas mãos. Parece algo normal, algum morador que você não conhece ou algum entregador levando algo para um apartamento específico. No caso, a sensação que tenho é a de quê alguém está de mudança, carregando um monte de coisas ao mesmo tempo juntamente com vários ajudantes, sem fazerem questão de respeitar a lei do silêncio.

Esbarram em você e nem se dão conta do que fizeram, pois o que eles estão fazendo é algo tão importante e urgente que parece não importar se esbarrou ou não, se você os viu ou não, de tão entretidos que estão em suas atividades. Parece que eles tem um prazo a cumprir e estão atrasados.

Acho que isso define bem o que estou notando.Quanto a isso tudo, creio que o mais importante que estou fazendo e todos devam fazer baseia-se nas seguintes passagens bíblicas:

“E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e nele não há trevas nenhuma. Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos nas trevas, mentimos, e não praticamos a verdade; mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado.”
1 João 1.5-7

E também:

“Sujeitai-vos, pois, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós.”Tiago 4.7

Take care...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Tem gente que conta até dez. Eu prefiro escrever...


Se eu não escrever eu vou explodir...

Estava cheio de assuntos pulsando em minha mente e em meu coração para colocar por escrito, mas parece que quando estamos colocando as coisas nos eixos e nos alinhando com o Senhor o inferno se levanta através do primeiro idiota que ele cruza no caminho, tentando tirar sua paz.

Não sou santo e não espero perfeição das pessoas. Por outro lado odeio quando sinto que estão tentando infernizar minha vida. Gente pequena, simplista, tosca e que resolve se levantar e se posicionar contra você sem ao menos tomar o mínimo de cuidado ao cruzar seu caminho, te tratando como um – se fosse na linguagem religiosa – neófito. Não tem a mínima noção do risco que correm ao agir como agem.

Ficam te cutucando para tirar o seu pior. Ficam como aquelas constantes gotinhas pingando insistentemente em sua testa dentro de um quarto escuro, tentando levar você aos extremos de seu domínio próprio, apenas para ver se você fala o que parece que as pessoas querem que você fale. Vontade não falta, mas não bateria em ninguém de óculos, com algum tipo de necessidade especial ou mulheres, “somente em macho, pra ver o sangue correr”...

Não se assustem, trata-se de um desabafo de um cristão que não é hipócrita. Não sei fingir que não sinto o que estou sentindo. Dei a outra face mas por dentro estou me remoendo. A Palavra diz em Efésios 4.26-27:

“Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira; nem deis lugar ao Diabo.”

(São 16:20h. Desta forma, ainda tenho algumas horas para desabafar...)

Se eu abro a boca e argumento no nível que sinto que devo argumentar, simplesmente passo por cima da pessoa de uma forma que ela dificilmente terá condições de andar sem ajuda de muletas ou cadeira de rodas, isso se voltar a andar. Não é fácil controlar mas me controlei. Agora, a ressaca vem brava, doendo todos os ossos e deixando a boca com o gosto amargo da reduzida de marcha que fui obrigado a dar.

Sim, tenho que amar os que me perseguem. Estes, normalmente, são pessoas de meu convívio diário e que não encontram meu nome no seu rol de puxa sacos. Caramba, eu não puxo saco nem de patrão, imagina de... Ah, se eu continuar eu me complico ainda mais.

E não é por falta de vontade. Veio até a ponta da língua mas eu engoli. Ao falar sobre isso me lembro de duas outras passagens:

“Se alguém cuida ser religioso e não refreia a sua língua, mas engana o seu coração, a sua religião é vã.” - Tiago 1.26

“Meus irmãos, não sejais muitos de vós mestres, sabendo que receberemos um juízo mais severo. Pois todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, esse é homem perfeito, e capaz de refrear também todo o corpo. Ora, se pomos freios na boca dos cavalos, para que nos obedeçam, então conseguimos dirigir todo o seu corpo. Vede também os navios que, embora tão grandes e levados por impetuosos ventos, com um pequenino leme se voltam para onde quer o impulso do timoneiro. Assim também a língua é um pequeno membro, e se gaba de grandes coisas. Vede quão grande bosque um tão pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; sim, a língua, qual mundo de iniqüidade, colocada entre os nossos membros, contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, sendo por sua vez inflamada pelo inferno. Pois toda espécie tanto de feras, como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se doma, e tem sido domada http://www.blogger.com/img/blank.gifpelo gênero humano; mas a língua, nenhum homem a pode domar. É um mal irrefreável; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca procede bênção e maldição. Não convém, meus irmãos, que se faça assim.”Tiago 3.1-10

Não me considero religioso no sentido que costumamos dar à palavra mas, por outro lado, consegui controlar o que me veio à boca na situação que acabei de passar.

Isso me faz lembrar de um filme que adoro chamado Alguém Para Dividir os Sonhos (em inglês, "The Saint of Fort Washington"). Em um determinado momento do filme, um dos moradores de rua estava em um cruzamento limpando o para-brisas de um carro parado no farol quando o motorista (um riquinho qualquer, acompanhado de uma perua que deveria ser sua esposa) abre o vidro do carro e grita para ele:

“Seu vagabundo, por quê você não arruma um trabalho?”

O quê ele não sabia era que a mulher daquele pobre homem estava grávida e tinha acabado de cair de uma escada, perdendo o filho. Este casal estava prestes a retornar para sua cidade natal e seus sonhos foram por água abaixo. A cabeça dele estava, literalmente, fervendo...

Este homem olhou para o motorista do carro e disse...

“VOCÊ DISSE QUE EU SOU UM VA-GA-BUN-DO?”

...e simplesmente começou a destruir o carro do idiota do motorista, gritando para ele que não era vagabundo p%!*&@ nenhuma. Se não fossem os outros colegas deste pobre rapaz ele teria sido preso pela polícia, que tinha visto o ocorrido e corriam em sua direção.

O que quero dizer com isso? Quero dizer que tem momentos que você ouve certas palavras que atingem o nervo mais sensível de sua alma. Aquele rapaz não era um vagabundo. Ele era mais um desgraçado pela sociedade que o consumia dia após dia e estava fazendo seu melhor para não se entregar àqueles que o utilizavam como lenha para a fornalha do sistema.

A palavra “vagabundo” simplesmente não cabia para ele. Morar na rua não era uma das opções que este homem tinha. Era a única opção honesta que ele tinha. Seu espírito não era o de um mendigo, ele “estava mendigo”, algo circunstancial. Ele tinha uma boa esposa, ele tinha sonhos e ele lutava bravamente com o quê ele tinha em mãos para poder conquistar uma situação um pouco melhor em sua vida, na tentativa de resgatar a dignidade.

Numa seqüência de eventos fora de seu controle, sua vida deu uma guinada e ele se encontrava naquela situação. Não desistiu e estava atravessando um momento pior do que o pior que ele já costumava lidar. Para coroar a desgraça vem este miserável deste riquinho, totalmente alheio à dureza da vida, e fala a merda que falou para aquele homem. A bomba explodiu e quem é que atira a primeira pedra numa situação dessa?

Parece que eu mudei de assunto mas não mudei. Coloque este tipo de situação no contexto inicial para que fique claro o que tento falar. Uma pessoa cruza seu caminho, totalmente mergulhada em seu mundinho ridículo, fora da realidade e fala – entre todas as outras coisas que ela poderia falar – que você é isso ou aquilo, ou que tal coisa deveria ser assim ou assado e você não estava se enquadrando.

O problema é que se enquadrar significa que você deva ser uma pessoa fútil, uma pessoa que faz o jogo que os outros fúteis fazem para ficar levar uma vidazinha medíocre mas aparentemente de sucesso. E isso eu nunca fiz, não faço e nunca farei.

Dependo do Senhor, não dos homens. Não trato ninguém mal mas também não trago maçã todos os dias para a professora visando que ela me dê uma notinha melhor na avaliação. Se é é, se não é não é. Sem muita idéia, pois estas são utilizadas para princípios muito mais elevados.

Perdoem-me pelo desabafo, se é que alguém vai ler este texto...

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Reconstrução...


Engraçado...

Sei que muitos podem achar que eu basicamente gosto de escrever sempre sobre os mesmos assuntos. Isso me faz lembrar de um” causo” que o Ricardo Gondim contou certa vez em um culto. Existia um pastor muito antigo em uma congregação e que, por alguns meses, somente pregava sobre o assunto AMOR. Intrigados com isso, os líderes da igreja se reuniram com o pastor e perguntaram a ele a razão dele estar pregando sobre o amor a tantos meses. Acreditavam que ele estava sem assunto e que, talvez, seria melhor ele se aposentar. A resposta que ele deu foi que ele insistiria em pregar sobre o amor até que ele visse que todos os membros daquela igreja estivessem vivendo aquela verdade. Ai sim, ele poderia pregar sobre outros assuntos...

Isso posto, digo que por estes dias eu vinha me sentido alheio a tantas coisas! Parecia que a vida tinha se resumido a uma grande bobagem, tipo quando seu time não tem mais condições de disputar o título e também não corre o risco de ser rebaixado. Faltando poucas partidas para o fim do campeonato, ele apenas cumpre tabela, jogando por jogar, para não ser desclassificado por não entrar em campo mas também sem nenhuma motivação em dar seu melhor.

Comer ou não comer, estudar ou não estudar, trabalhar ou não trabalhar, congregar ou não congregar, ir para casa, ficar na rua ou me jogar no mar. Nada estava me dando prazer e eu sabia que o problema não estava nestas atividades e sim em mim mesmo. Onde será que eu tinha perdido o fio da meada? O que eu estava fazendo ou deixando de fazer que fizesse com que tudo estivesse tão sem sal e sem sabor?

O problema estava dentro de mim, algo lá dentro parecia que estava desconectado. Acho que estava tentando cuidar para que tudo estivesse perfeitinho e com esta postura, parecia que eu havia me desfragmentado. Pedaços de mim estavam jogados em todos os cantos. Pior ainda, parecia que eu tinha sido consumido por um fogo e minhas cinzas tinham sido espalhadas pelo vento, tornando impossível me reencontrar.

Quem teria a habilidade e a paciência de recolher cada caquinho, cada grãozinho, cada partícula do pó que eu havia me tornado? Onde estava eu? Havia enfim sido consumido e absorvido como combustível para que todo este sistema perverso continuasse em movimento? Este maldito sistema movido pelo consumo de vidas e almas humanas teria enfim me anulado, jogando meu nome no esquecimento?

Como me reintegrar novamente? Onde estava o fôlego de vida que me sustentava?

Sentia-me como parte dos ossos secos que se encontravam no vale:

“A mão do Senhor estava sobre mim, e por seu Espírito ele me levou a um vale cheio de ossos. Ele me levou de um lado para outro, e pude ver que era enorme o número de ossos no vale, e que os ossos estavam muito secos. Ele me perguntou: "Filho do homem, estes ossos poderão tornar a viver?" Eu respondi: "Ó Soberano Senhor, só tu o sabes..."
(Ez 37.1-4)

Jogados ali, meus restos faziam parte do nada, o triste fim de algo que não havia sido plenamente vivido. Vivia por viver, uma vida morna, agonizante, cansativa e enfadonha. Não passava de um punhado de matéria orgânica inanimada, como todos os que estavam ao meu redor.

O incômodo silencioso de alguém que não se dava mais conta da própria existência parece que moveu os olhos Daquele que tudo vê em minha direção e, em seu imensurável Amor, criou do nada um conjunto de circunstâncias, agindo da mesma forma que agiu o profeta Ezequiel, movido pelo Espírito Santo de Deus.

Mesmo "espalhado", dentro de mim passei a sentir que algo queria que eu me reorganizasse. Parecia que eu estava ouvindo ao longe alguém dando ordem a meu respeito:

“Então ele me disse: "Profetize a estes ossos e diga-lhes: Ossos secos, ouçam a palavra do Senhor! Assim diz o Soberano, o Senhor, a estes ossos: Farei um espírito entrar em vocês, e vocês terão vida. Porei tendões em vocês e farei aparecer carne sobre vocês e os cobrirei com pele; porei um espírito em vocês, e vocês terão vida. Então vocês saberão que eu sou o Senhor". E eu profetizei conforme a ordem recebida. Enquanto profetizava, houve um barulho, um som de chocalho, e os ossos se juntaram, osso com osso. Olhei, e os ossos foram cobertos de tendões e de carne, e depois de pele; mas não havia espírito neles”. (Ez. 37.4-8)

O que tinha sido decomposto e absorvido pela terra, pelos sofrimentos e pela roda viva que nos consome diuturnamente passou a se reagrupar. Tive novamente a sensação de haver esperança para mim. Via-me de fora da cena, lembrei-me de quem eu era, mas sentia que faltava algo. Não bastava tudo estar em seu lugar sem que houvesse dentro de mim o fôlego, o elam que tinha nos primeiros dias.

Novamente, ouvi alguém falando a este respeito:

“A seguir ele me disse: "Profetize ao espírito; profetize, filho do homem, e diga-lhe: Assim diz o Soberano, o Senhor: Venha desde os quatro ventos, ó espírito, e sopre dentro desses mortos, para que vivam". Profetizei conforme a ordem recebida, e o espírito entrou neles; eles receberam vida e se puseram em pé...”
(Ez 37.9-10a)

Era comigo... O Vento sobrou o fôlego em minhas narinas e passei a não apenas me sentir recomposto fisicamente, mas também voltando a me dar conta de que eu era muito mais do quê pedaços de tecido humano reagrupados. Eu não era um acidente cósmico, fruto de uma hipotética evolução das espécies. Eu era um templo no qual havia um espírito e Um Espírito!

Mais do que isso. Olhei ao meu redor e pude ver que vários outros se encontravam na mesma situação e também clamaram silenciosamente para que aquele caos entrasse em ordem. “...Era um exército enorme!” (Ez 37.10b)

Então eu entendi. Todos nós, os filhos de Deus, estávamos passando pelo mesmo momento. Todos nós estávamos caminhando sem direção, mesmo dentro do sistema, sistema esse que nos tirou a alma, destruiu nossas vidas e espalhou os restos no mais profundo vale.

Num outro nível pude entender que, na verdade, aquela voz que eu ouvia era o Espírito Santo de Deus que agia em todos os campos de minha vida para efetuar aquela obra maravilhosa demais para meu entendimento. Passei a discernir que meus clamores silenciosos eram apresentados ao Senhor como uma oração feita de dentro de mim pelo Espírito Santo. Por todos os lados, Ele estava cuidando de mim, reconstruindo minha vida e a vida de todos aqueles que se encontravam na mesma situação.

Pude entender, através de Seu Espírito Santo, que realmente todos nós estávamos como a nação de Israel nos dias do profeta Ezequiel:

“Então ele me disse: "Filho do homem, estes ossos são toda a nação de Israel. Eles dizem: 'Nossos ossos se secaram e nossa esperança desvaneceu-se; fomos exterminados'. Por isso profetize e diga-lhes: Assim diz o Soberano, o Senhor: Ó meu povo, vou abrir os seus túmulos e fazê-los sair; trarei vocês de volta à terra de Israel. E quando eu abrir os seus túmulos e os fizer sair, vocês, meu povo, saberão que eu sou o Senhor. Porei o meu Espírito em vocês e vocês viverão, e eu os estabelecerei em sua própria terra. Então vocês saberão que eu, o Senhor, falei, e fiz. Palavra do Senhor." (Ez 37.11-14)

Gente boa de Deus. Acabei de viver isso em minha vida. Lembrei-me de como todo este caos se instalou em minha vida e agradeço a Deus pelo seu Amor incondicional, amor este que me deu Seu Espírito e está reconstruindo tudo o que foi destruído em minha vida e na vida de meus amados.

Não sei como terminar este texto, desculpem...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Hoje eu o conheço...


Eu o conhecia de ouvir falar, através das missas, da primeira comunhão forçada por meus pais (como todos os bons pais “católicos-apostólicos-romanos-fervorosamente-católicos-mas-não-praticantes”) para cumprimento dos deveres religiosos, através das rezas decoradas nos catecismos, o que me faziam crer que este tal de “deus/jesus” deveria ser muito chato e exigente, perigoso por costumar ficar escondido atrás das moitas localizadas nos caminhos dos pobres seres humanos pecadores, somente para poder dizer “ahá!!!! Pecou de novo! Vai para o inferno se não confessar para o padre e rezar 25789 aff-marys + 42532 pai-nossos!!!"

Não conseguia sequer imaginar que este deus/jesus era alguém que um dia eu iria ter algum tipo de relação sadia. Pelo contrário, tinha medo dele, verdadeiro pavor. Sonhava com coisas absurdas no mundo espiritual, um deus castrador, manipulador dos resultados, inimigo dos pecadores e amigo dos que eram amigos dos padres, das freiras e das beatas.

Imaginava que ele não gostava de nós. Por este foco, imaginava que ele achava que nós éramos tão úteis como pulgas, baratas e percevejos. Nesta minha relação, me sentia totalmente inconveniente, tipo um parasita no meio dos bonzinhos que conseguiam fazer tudo de acordo com o que ele decretava através dos 10 mandamentos, também decorados na marra para satisfazer as necessidades de nossos pais de não terem filhos “pagãos” (sei que assim era considerado os que não eram batizados quando nascessem, mas também era meio pagão os que não fizessem primeira comunhão e crisma, algo que até hoje não sei o que significa).

No decorrer de minha vida desandei, passei a me comportar em rebeldia com os padrões impostos pela religião. Até por isso, passei a considerar este deus bisbilhoteiro como um inimigo perigosíssimo pelo fato dele viver querendo me ferrar, enquanto eu estava cagando e andando para ele. Ao mesmo tempo acontecia algo insólito: Ele me atraía e eu me deixava ser atraído por ele! Como isso poderia se dar? Ser amigo desse deus sádico era algo contraditório! Não sabia explicar. Não era querer ser amigo, nem também ter medo de ir para o inferno.

Aliás, passei a flertar com o inimigo numa boa, por achá-lo mais democrático (literalmente demo-crático, entendeu a anedota?), mais gente boa e gostar de tirar foto para sair em quadrinhos e filmes de terror que eu tanto gostava. Por esta razão, até nos arraiais satânicos procurei preencher meus vazios existenciais, crendo que o vermelhão não era tão mal assim, deveria ter alguma coisa de bom por ser tão “fun to be with”.

À medida que o tempo foi passando porém, um dia descobri que estava totalmente enroscado nas redes do inimigo e precisava me libertar. Pedi arrego e fui para a igreja. “Convertido”, comprei (ou ganhei) meu primeiro “LPA” (livro preto anacrônico, maneira “carinhosa” que uns revoltadinhos com o Senhor chamam a Bíblia) e comecei a ler.

Lia, lia, lia e ia gostando de quase tudo pois, na boa, alguns trechos eram demasiadamente enfadonhos, como as longas genealogias e as descrições de como cada canto do templo deveria ser construído. Nesta, coloquei o capeta para escanteio literalmente e comecei a me relacionar com aquele Deus que antes eu temia (e quê, daqui em diante, será escrito com letra maiúscula).

Várias igrejas, várias doutrinas, vários pacotinhos de regras a seguir, várias proibições e eu lá, já tendo uma relação com o Jesus que até pouco tempo antes eu não conhecia pessoalmente, mas resistindo bravamente aos pacotes de usos e costumes impostos.

O problema foi que este Jesus até então desconhecido não era o mesmo jesus que me fora apresentado na religião e isso me deixava em crise. O que fazer perante este Homem/Deus chamado Cristo? Condicionado ao pensamento de quê este Jesus que eu me apaixonava cada dia mais tinha sido inicialmente apresentado a mim na religião, passei a viver com este incômodo paradoxo de procurá-lo nos templos mas não ter mais do quê breves vislumbres de sua glória nestes lugares.

Como isso podia acontecer? Tentando me enquadrar, me sentia o pior dos homens, mas não no sentido em que Paulo se disse “...dos pecadores, dos quais eu me considero o pior” (1 Tm 1:15) mas no sentido de não me sentir parte de tudo aquilo que eu via meus irmãos fazerem e viverem. Por dentro, não me enquadrava mas queria fazer parte de tudo aquilo, e o fiz sinceramente diversas vezes mas, na grande maioria do tempo, me considerava um hipócrita usando máscaras religiosas para ser aceito pelo grupo.

Tinha medo de ser rejeitado. Tinha medo de descobrirem que ainda ouvia música secular, tomava vinho e gostava de sair a noite para me divertir com os amigos. Quanto a isso era ainda pior: Não conseguia me divertir com os conhecidos das igrejas que freqüentei. Meus amigos eram de fora e com eles a coisa funcionava. Destes amigos, alguns eram cristãos que também usavam máscaras em suas igrejas mas chegavam em minha casa e juntos gozávamos de momentos de comunhão impagáveis.

“E agora João? Continua, insiste, persiste, engole, se enquadra! Se Jesus é o Caminho (e a Universal é o pedágio, rerê) e Ele mora aqui (na igreja), isso que você vive fora é fruto de algum surto psicótico. Na verdade você é um grande hipócrita mesmo por ter vida dupla!”

Era torturado por este tipo de pensamento!

Por outro lado, como negar que eu sentia a presença de Deus nas situações mais absurdas possíveis (avaliando pelo parâmetro religioso)? Como dizer que tudo o que eu vivia e vivo era uma heresia sem tamanho?

Jesus falou:

Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem”, e também “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem” (João 10.14, 27)

Como dizer que não o conheço? Como negar minha relação pessoal com Ele só pelo fato desta relação não se enquadrar no “gospel way of life”? Pelo meu estilo de vida, canso de ver irmãos tentando me evangelizar (evangelizar para estes significa me levar para a igreja deles). Tenho eu o direito de falar para eles algo que eles deverão descobrir pessoalmente, buscando esta relação fora dos arraiais da religião?

São algumas perguntas que não espero que vocês respondam para mim e sim para vocês próprios.

Hoje eu me vejo como Ele me vê. Descobri que nada do que faço me fará ser mais amado por Deus. Pelo contrário! Este amor é de graça, a tal da GRAÇA em seu sentido mais pleno, o favor imerecido de Deus que me amou primeiro.

Hoje “somos assim” um com o outro. Tomo decisões com a mente de Cristo, vivo a vida Dele em mim e isso, sinceramente, passa a anos-luz da religião estabelecida...

terça-feira, 7 de junho de 2011

Técnicas de garimpo gospel em contraste com o Pai Nosso...



Pai Nosso, versão "Mateus 6:7-13" revisto e comentado...

“E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos” – Deveriam invejar os gentios com suas vãs repetições, pois esta igreja não ora: DECRETA. A religiosidade dos gentios é um tapa na cara da igreja, que parte esfriou, parte se intelectualizou, outra se imbecilizou...

“Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes” – Sabem que Ele sabe o que nos é necessário. O grande problema é que não se satisfazem com isso. Necessário não é mais do que a obrigação de Deus! Querem o que não precisam. Como diz Tiago 4:3, “Pedem e não recebem porque pedem mal, para o gastarem em seus deleites”. Querem luxo, conforto, glória, honra e poder. Querem dominar a mídia comprando redes de TV, querem comprar jatinhos para enviarem a lã tosqueada de suas ovelhas para o exterior. Garimpam o céu, dão gravata em Jesus, torcem o braço de Deus e jogam em sua cara a sua Palavra, ameaçando, determinando, exigindo...

“Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome” – Muito conveniente. No início falam as palavras mágicas, a senha de acesso ao cofre, visando impressionar o Deus onisciente com suas bonitas palavras e, tentando enganar o ‘trouxa’, tomar posse da benção...

“Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” - Querem ser reis neste reino, não querem ser reinados por Ele. “Tua vontade” é sinal de fraqueza. Para eles, ninguém que ora assim consegue alguma coisa de Deus! Tem que sair na voadora e no rabo de arraia, pois eles tem direitos...

“O pão nosso de cada dia nos dá hoje” - Pão é para os pobres, querem participar de banquetes, fazer orgias com os líderes deste século e entupirem-se de tudo o que este mundo pode lhes oferecer... Ah, pena que não era a igreja de hoje que foi tentada no deserto pelo Diabo, teriam aceitado tudo o que o inimigo ofereceu...

“E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores” – Esquece isso. Faça um voto com o ‘deus’ destas igrejas e não cumpra para ver! Será levado aos verdugos, e só sairá de lá quando tiver pago até o último centavo, com juros e correção...

“E não nos deixes entrar em tentação; mas livra-nos do mal” – Aqui é o fim da linha. Já caíram em tentação. Servem à deusa fortuna e à deusa riqueza. Foram seduzidos pelo deus deste século, e suas almas estão a caminho do abismo. Não querem ser libertos deste mal, pois eles SÃO deste mundo e ESTÃO neste mundo...

Que Deus, em nome de Jesus, possa abrir os olhos e os ouvidos de todos os que estão entrando neste caminho por desconhecimento da Palavra e pela falta de sabedoria. Parafraseando Tiago 1, “peçam-na a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada. Peça-a, porém, com fé, não duvidando; pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada e agitada pelo vento”.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Escrito por alguém que acha que perdeu o trem...

Eu gostei muito do texto, por mais simples que sejam os conceitos, as pessoas de um modo geral estão sendo dominadas por conceitos e interesses absolutamente desumanos....

Quando digo isso, não digo que sou melhor, pois tenho plena consciência que por mais que eu tenha aprendido sobre cristianismo, por todos os valores adquiridos, pelo meu caráter muito bem formado, ainda assim é quase impossível não ser contaminado pela busca a nós imposta, não existe espaço para aqueles que não buscam por conhecimento, que não estão bem colocados profissionalmente, que não estão atualizados tecnologicamente falando, que não fazem parte das redes sociais. Estamos sendo consumidos, vivemos em busca constante por ser mais e ter mais para comprar mais, como conseqüência vivemos menos, doamos menos, amamos menos...

Sinto que perdi o último trem, não consigo mais acreditar que as coisas vão melhorar, deixei de ser “Poliana”, não acredito em amor genuíno sem interesses por parte das pessoas.

Não sei se congregar novamente me faria resgatar o otimismo, não sei se existe um recomeço, sinto saudade de quando nada conhecia e buscava desesperadamente conhecer os conceitos divinos, tudo era tão perfeito, conheci o amor incondicional de Deus dando seu Filho em resgate por uma geração perversa, conheci a força do perdão, da doação, conheci valores riquíssimos que me fizeram acreditar na transformação das pessoas e do mundo, mas eu mesma não fui capaz de colocar em prática as verdades transformadoras que conheci.

Vejo minha família vivendo no caos, álcool, drogas, doenças e não tenho mais aquela força, otimismo, fé que me eram tão peculiar para resgatá-los.


Perdi o trem.....

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Sonhei de novo...


"Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra. Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não dormitará. Eis que não dormitará nem dormirá aquele que guarda a Israel. O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua mão direita. De dia o sol não te ferirá, nem a lua de noite. O Senhor te guardará de todo o mal; ele guardará a tua vida. O Senhor guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre." - Salmo 121
Sonhei de novo...

Desta vez foi um sonho muito louco, como todo bom sonho.

Estava eu fazendo compras em um lugar, pegando todos os produtos que estava precisando. Não lembro quais eram, só lembro que – ao passar no caixa – em vez de ensacolar os produtos eu os coloquei em 4 caixas grandes.

Na hora de transportar as caixas, eu tinha que descer as caixas uma a uma por escada que estava apoiada como se fosse em uma parede (estas - tanto a escada quanto a "parede" surgiram do nada). Logo que tomei a primeira caixa em um braço e me preparei para descer os degraus, notei que a escada estava presa por dois ganchos metálicos e não mais na parede. Estes ganchos eram presos em uma espécie de cabo de metal e estavam começando a escapar.

Em um movimento típico de sonho, quando nos tornamos quase super-heróis, eu agi como se tivesse um “braço a mais” (no mínimo um a mais, mas deveria estar com vários), segurando a caixa, apoiando a escada (que a esta altura estava abaixo do cabo de metal e permanecia em pé pela misericórdia de Deus...), pegando os ganchos que estavam se desfazendo e os entortando novamente para ficarem novamente na forma de anzóis.

Consegui deixá-los na forma desejada, enrolei as pontas dos mesmos no cabo (isso enquanto a escada balançava muito!!!!) que não mais apoiava diretamente a escada e comecei a descer com a primeira caixa.

No sonho, eu via a cena pelo meu ponto de vista (o de quem estava na escada tentando prendê-la em seu apoio) e via também de fora (como um espectador), o que me deixava tão agoniado quanto. Sei que consegui armar a tralha toda e iniciei a descida...

Nisso eu acordei e tive que levantar rapidamente pelo fato do despertador não ter tocado e com isso a Cilene estava atrasada para o trabalho.

Levantei com aquela sensação de “pqp! Queria saber o final do sonho!

Pelo que entendi e pelo que escrevi no meu texto anterior, fiquei com a nítida impressão que estava de pé pelo fato do Senhor estar me dando tantos braços quanto necessários para me sustentar, ao mesmo tempo que estava recebendo a provisão diretamente dos Céus, mas tendo que controlar todas minhas angústias e temores.

Digo isso pois já caí de escada, dessas de abrir em duas. O cabo que limita a abertura das duas “pernas” da escada se rompeu e literalmente fiquei sem chão, aquela sensação de queda livre que temos no Turbo Drop do Playcenter, indo parar no chão, mais assustado do que machucado.

A sensação da possível queda livre com as compras me gelou a espinha. Ao mesmo tempo, com os meus braços eu consegui apoiar a primeira caixa, segurar a escada (que apareceu do nada) que não estava mais apoiada em nada, arrumar o gancho e o prender neste cabo (que também apareceu do nada), assim como meus braços e mãos. Parecia que Deus estava falando comigo sobre a forma Dele me sustentar sobrenaturalmente...

Ainda estou assustado. Olhar para baixo (o quê denota “olhar para as circunstâncias”) assusta mesmo. O que me manteve intacto no sonho foi não olhar para as minhas limitações na situação e sim acreditar de uma forma inexplicável que não cairia nem deixaria minhas caixas para trás. Parecia que as coisas aconteciam pelo fato de'u pensar que elas tinham que acontecer!

Algum psicólogo ou profeta me ajude a desvendar o mistério...

domingo, 29 de maio de 2011

Dias Pensativos



Encontro-me agora neste momento em meu quarto, quero escrever um pouco sobre esta semana que passou, uma semana estranha , dias em que ia trabalhar e contava as horas para que logo acabasse meu período de trabalho.

Desde os primeiros dias algo acontecia para tentarem tirar a minha paz, um ambiente pesado, e nestes momentos conversava com Deus, me equilibrava no caminho e na luz e a paz voltava.


Trabalho em um Hospital-maternidade, vejo muita alegria, emoção, sonhos, por vezes infinitas pessoas recebendo seus bebês que esperaram por 09, 08, 07 meses e de repente lá estão seus filhotes. Choros, olhares observadores, tremores, extasiados de alegria encontram-se seus pais, outros não conseguem falar, mirar uma câmera para clicar uma foto.

Não sei explicar esses dias, momentos de reflexão, de por algumas horas preferir estar só e conversar com Deus, ouví-lo, o mais engraçado é que (JC meu marido) viveu algumas coisas parecidas. Na verdade, eu contei tudo isso para chegar no dia de hoje domingo (o nosso almoço).

JC preparou uma costela de cordeiro no forno para almoçarmos, iniciamos o almoço ambos sentindo a presença de Deus, existia no ar algo de espiritual sem querer espiritualizar (nem gosto disso), de repente imaginei Jesus ceiando com seu discípulos, conversando, ensinando. A minha boa viagem continuou e cheguei até a Festa de Babete, do nosso jeito, com nossos poucos ingredientes, pudemos estar bem, felizes e o mais importante ou tão importante quanto, ter a presença de Deus conosco.


E, não esquecendo o João Carlos havia deixado uma mensagem no pente, para ouvirmos durante o almoço... precisa explicar?

Finalizamos a semana com um domingo maravilhoso.

Ajuda...


Este está sendo talvez o post mais difícil que já escrevi...

Quem já me conhece sabe que eu sou muito louco, pessoal ou virtualmente falando.

Nunca aconselhei ninguém a seguir meu blog. Já falei diversas vezes que aqui é PERIGO - CORRENTEZA...

12:44. Acabei de deixar pronta no forno uma costela de cordeiro assada. A Cilene está dormindo por ter acordado muito cedo e "arregado". Fui na varanda fumar um Marlboro (vicio maldito que ainda não consegui me libertar por pura falta de vergonha na cara e não odianta orar por ser FALTA DE VERGONHA NA CARA MESMO). Já tomei vinho e estou esperando ela acordar para almoçarmos.

Na varanda, vi uma senhora de mudança entrando apoiada no braço de alguém que possivelmente deva ser a filha desta senhora...

Imediatamente me lembrei de minha mãe. Ela sempre foi muito dependente financeiramente de meu pai e - com o tempo - dos filhos. Por várias vezes ela me ligou, depois de eu ter casado, pedindo ajuda financeira para honrar com compromissos básicos como compra gás, pagamento de contas de luz, água ou alguma outra conta atrasada.

Sempre que pude ajudei. Outras vezes - confesso - até podia mas não ajudei...

Numa dessas, já morando no Rio, minha mãe me ligou e pediu ajuda para pagar algo que não me lembro exatamente o que era.

CONFESSO que até podia ajudar mas, baseado no fato de meu antigo casamento ter acabado pelo fato de minha ex ter argumentado (entre outras coisas) que eu preferia ajudar minha família (pai e mãe, entendam) do quê pagar em dia nossas contas, eu tinha deixado contas pessoais atrasarem e ela não aguentava mais... como consequência, ela não aguentou a pressão e teve um AVC logo em seguida e que a levou à morte, 5 meses depois, algo que carrego comigo até hoje...

Ontem de manhã (sábado, 28/05), eu saí de manhã para fazer uma prova de anatomia na faculdade quando fui parado no meio da rua por um mendigo. Ele se apresentou e disse que me conhecia de me ver constantemente na área. Ao redor dele, vários outros mendigos estavam se abrigando da chuva e do frio. Um deles me pediu um cigarro.

Ao falar isso eu achei estranho mas não demonstrei a ele. Apenas ouvi...

Ele se explicou, dizendo que sempre me via passando por ali e me viu com camisetas do Jethro Tull, The Smiths e Tin Lizzy, bandas de rock, e ele também curtia rock.

Estava na rua por ter vindo pro Rio por e não ter "dado certo". Era paulistano e estava morando na rua por ter "calculado errado" o que poderia acontecer aqui. Como ele mesmo disse:

"Cara, olha onde eu estou morando! Em SP, eu morava no Capão Redondo (um bairro pobre e considerado perigoso em SP) mas era mecânico e tinha meu trabalho! Me ajuda a voltar para São Paulo!"

Eu, imediatamente, me lembrei de minha mãe pedindo ajuda numa época que até poderia ter ajudado e disse que não podia...

Falei para ele que o ajudaria quando fosse possível. Ele quer voltar para São Paulo pois lá ele tem como recomeçar a vida dele decentemente. O nome dele é Ramiro (ou Ramirez, não lembro ao certo) e precisa de uma passagem para a capital Paulistana.

Já passei por uma situação parecida antes, inclusive postei sobre o assuntoAQUI, e na época, um amigo meu, dono de uma loja na Galeria do Rock em São Paulo, (ai que saudade!!!!!!!!!) ajudou financeiramente e eu pude levá-lo até a rodoviária do Tietê, colocando-o num busão de volta à sua casa (não deixe de ler o link acima...).

Sem mais delongas, quero tirá-lo das ruas desta cidade antes que seja tarde. Se tendo endereço fixo já é foda morar aqui na "Cidade Maravilhosa, imagine emtão para um "recém mendigo"!

Qeum quiser ajudar finaneiramente me mande um email. Só quem sabe meu email faça isso...

Estou meio mal ao falar disso mas, ao mesmo tempo, não é uma bênção que só eu devo participar...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O "Pr. João" tá fumando erva estragada...


Ando meio inquieto com o quê vem e o quê não vem acontecendo por estes dias. Isso me obrigou a uma ligeira pausa, entrecortada por uma respiração lenta, pensando no que não estou conseguindo escrever. Tudo ainda está sem forma e vazio. Apenas sinto que algo dentro de mim aguarda ansiosamente o “fiat lux” divino para virar algumas linhas escritas.

Afinal de contas, não tenho como postar o que não estou conseguindo verbalizar apenas com uma página em branco: Ninguém vai ler minha mente e minhas emoções! Algo precisa ser dito sobre este incômodo. Quero alertar a todos sobre os últimos acontecimentos, mas estes ainda não ocorreram, ou – talvez – tenham se desenrolado em esferas ainda não reveladas...

Apenas sinto o peso e o desconforto. Aquela sensação de que, a qualquer momento, o telefone pode tocar e alguém do outro lado virá com uma notícia inesperada, do tipo “fulano, que estava conosco até então, não está mais” ou, pior ainda, ligar o rádio, TV, ou acessar algum site de notícias e ser informado que o arrebatamento ocorreu há alguns minutos atrás, deixando eu e você para trás...

Não sei o que acontece. Só sei que é uma situação incômoda pra caramba. Parece com aquele retrocesso das ondas do mar que precedem um tsunami. Um silêncio ensurdecedor, regado por uma aparente calmaria, exibindo áreas do oculto do oculto que antes estavam inalcançáveis.

Pela curiosidade natural do ser humano, aliada à falta de cautela, nos aproximamos inocentemente "daquele novo" sem avaliarmos os possíveis riscos que corremos. Da mesma forma que diz o dito popular, “ele se faz de morto para comer o coveiro” este momento age, atraindo-nos hipnoticamente para o olho do furacão, como um delicioso pedaço de queijo numa ratoeira gigante.

Sem nos darmos conta, ouvimos um “tlec”. Imediatamente sentimos um frio na espinha, a sensação de ter caído em uma armadilha. Olhamos para trás e vemos que a porta de acesso agora está fechada. Tentamos avançar mas aquele caminho aberto em nossa frente começa a retroceder. Como os exércitos de Faraó, nos vemos submersos naquele mar que antes se apresentava como caminho seco.

Puta viagem, o João deve estar fumando erva estragada, cheirando cola e comendo a lata ou tomando café coado na cueca suja, alguns poderão dizer... Não discordo não! Como disse no começo, estou com a sensação de que devo estar super alerta a tudo o que está acontecendo e não está acontecendo, pois algo ESTÁ acontecendo e não tenho como discernir se isso é bom ou ruim.

Na dúvida, seguro a colher de pedreiro em uma mão, enquanto a outra mão repousa sobre o cabo de minha espada...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Que saudade de gente legal!!!!

uma banda qualquer ao vivo no Piu Piu - Sampa Rock City

Domingo passado eu estava em casa preparando o almoço enquanto ouvia dois CDs de bandas cover aqui do Rio de Janeiro. Uma chamada Woodhouse, de meu amigo Rico (figuraça) e que toca direto no Barraco e outra chamada Rock Revival, só de tiozinhos, tirando a vocalista, bem mais nova que todos os outros músicos e que costumam tocar no Café Etílico.

Músicas como Oye Como Va!, Hotel California, California Dreaming, Light My Fire, Venus, Day Tripper, Lady Marmalade, Unchain My Heart, I Heard it Thru the Grapevine, Mustang Sally, Proud Mary, Have You Ever Seen the Rain, Hold Back to the Water, Brown Sugar, Jumpin’ Jack Flash, Satisfaction, Smoke on the Water, Love Ain’t no Stranger, Breaking All the Rules, Owner of a Lonely Heart, Rock’n’Roll, Born to be Wild, Mercedes Benz, Sunshine of Your Love, tocadas pelo Rock Revival (para se ter uma idéia, o tecladista toca com um Órgão Hammond!!!!!!!) ou as versões eletrico-acústicas de algumas mais moderninhas (leia: anos 80, 90…) tocadas pelo Woodhouse como Save Tonight, Bigmouth Strikes Again, In the End, Wonderwall, Can’t Stop/Better Man, Black, Never There, Plush, Jeremy, Iris, Beautiful Day, Sweet Child O’Mine, The Zephyr Song, Let’s Get Retarded, Would? ou Losing My Religion fizeram com que eu me sentisse nos dois picos de música ao vivo que vale a pena encarar aqui na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

O problema foi que, ao ouvir estas músicas e lembrar das baladas, veio a mente meus amigos em São Paulo, que há tempos (anos!) eu não vejo e que eram meus companheiros nestes momentos de diversão. Lá em Sampa Rock City o buraco é mais embaixo cara: Café Piu Piu no Bexiga, e o Blackmore em Moema, entre outros, são sinônimo do bom e velho Rock and Roll, gente bonita (sim, os roqueiros também amam e são bonitos) e diversão garantida.

Ouvia as músicas em lágrimas. Aqui nestas paragens não tenho amigos que curtam as mesmas coisas que eu, tirando minha amada mulherzinha. Senti saudade de gente que não curte funk (bleargh!), pagode (idem) e forró (no caso de forró, nada contra, eu até gosto). Senti saudade de gente que gosta de tomar vinho e não só cerveja e cachaça. Senti saudade do frio cortando a cara nas madrugadas de minha Cidade (esta sim, maravilhosa! Senti saudade de uma Virada Cultural decente como a de São Paulo, 4,5 milhões de pessoas curtindo aproximadamente 950 atrações, e não a pseudo viradinha que rolou aqui este fim de semana (nem site tem, pelo menos eu não achei...) com suas impressionantes 50 atrações do nível de “Nem te Conto, DJ Pretinha, Farofa Carioca, Velha Guarda da Portela, Simpatia é Quase Amor, Pique Novo, Melanina Carioca, Buchecha, Preta Gil,...Latino, ...Belo”... Só pela misericórdia de Deus.... affff!

De bom, no meu gosto, teve só Charlie Brown Junior, Biquini Cavadão, Arnaldo Antunes... Cara: Aqui, se juntar 1000 pessoas num lugar aberto pra um evento, você que não leve carteira, relógio, dinheiro. Senti saudade dos manos e das minas da minha Cidade, senti saudade de gente legal...

... e foi assim que eu falei pra Cilene, com olhos cheios de lágrimas:

“AMOR, QUE SAUDADE DE GENTE LEGAL!!!!!!!!!!!!!!”


Putz, fiquei malzão. Preciso urgentemente pegar um avião (que seja um busão) e ir pra São Paulo rever meus amados amigos, já que este bando de delinqüentes não ficam muito a vontade de vir pra estas bandas.

Até entendo. Eu também tinha a impressão de que quando viesse pra cá só veria fita sinistra... Agora que estou aqui, só mudou uma coisa disso tudo: Não tenho só a impressão, a parada é sinistra mesmo!!!!

Bem, deixa pra lá. Já estou acostumando, sem entretanto me con-formar com o sistema daqui.

Sou muito paulistano, não disfarço e sinto que não gostam muito de mim por isso. Dane-se!

O problema é que, quando você experimenta um bom Cabernet Sauvignon, Shiraz ou Malbec fica difícil se contentar com um Chapinha ou Cantina da Serra... Você até toma, pois é o que está na mão, mas por pura falta de opção....

Quero ver meus amigos! Estou com saudade de gente legal! Quero sair a noite sem medo de ser assaltado (eu não tinha este medo em SP!!!!), tô com saudade da Galeria do Rock, da Av. Paulista, do Centrão, da Betestaaaaa!!!!!

Ahhhhhh!!!!!

Amigos de Jó, AMIGO de Deus...


"Não é pesado o labor do homem na terra? Seus dias não são como os de um assalariado? Como o escravo que anseia pelas sombras do entardecer, ou como o assalariado que espera ansioso pelo pagamento, assim me deram meses de ilusão, e noites de desgraça me foram destinadas. Quando me deito, fico pensando: Quanto vai demorar para eu me levantar? A noite se arrasta, e eu fico me virando na cama até o amanhecer. Meu corpo está coberto de vermes e cascas de ferida, minha pele está rachada e vertendo pus. Meus dias correm mais depressa que a lançadeira do tecelão, e chegam ao fim sem nenhuma esperança. Lembra-te, ó Deus, de que a minha vida não passa de um sopro; meus olhos jamais tornarão a ver a felicidade. Os que agora me vêem, nunca mais me verão; puseste o teu olhar em mim, e já não existo. Assim como a nuvem se esvai e desaparece, assim quem desce à sepultura não volta. Nunca mais voltará ao seu lar; a sua habitação não mais o conhecerá. Por isso não me calo; na aflição do meu espírito desabafarei, na amargura da minha alma farei as minhas queixas. Sou eu o mar, ou o monstro das profundezas, para que me ponhas sob guarda? Quando penso que a minha cama me consolará e que o meu leito aliviará a minha queixa, mesmo aí me assustas com sonhos e me aterrorizas com visões. É melhor ser estrangulado e morrer do que sofrer assim; sinto desprezo pela minha vida! Não vou viver para sempre; deixa-me, pois os meus dias não têm sentido. Que é o homem, para que lhe dês importância e atenção, para que o examines a cada manhã e o proves a cada instante? Nunca desviarás de mim o teu olhar? Nunca me deixarás a sós, nem por um instante? Se pequei, que mal te causei, ó tu que vigias os homens? Por que me tornaste teu alvo? Acaso tornei-me um fardo para ti? Por que não perdoas as minhas ofensas e não apagas os meus pecados? Pois logo me deitarei no pó; tu me procurarás, mas eu já não existirei". – Jó 7

Muitos esperam que nós cristãos, estejamos sempre firmes, crentes e fortes, mesmo no meio de um turbilhão de problemas e emoções que fazem com quê tenhamos que nos esforçar de maneira sobrenatural para ficarmos com a cabeça fora das águas turbulentas que nos puxam com toda força para o fundo.

Nestes momentos, praticamente nada faz sentido. Não sentimos prazer em nada e não queremos ser consolados. Apenas queremos ficar quietos em nosso canto ou, se formos falar algo, certamente só virá palavras de desabafo, coisas que brotam do mais profundo de nosso ser, palavras encharcadas de dor, algumas vezes palavras aparentemente injustas, cheias de amargor e confusão.

Este é um momento nosso. Todos passam por estes momentos e quem os atravessa não gosta de ser interrompido ou julgado.

Este desabafo de Jó no capítulo 7 é um destes momentos. Sua palavras foram dirigidas diretamente a Deus e não aos seus “bons amigos” que, de útil, apenas estiveram calados por sete dias ao lado dele, sem falar uma palavra.

Quando o pobre do Jó, porém, decidiu desabafar, seus grandes amigos vieram com uma enxurrada de religiosidade do tipo “Deus abençoa os justos e pune os perversos. Se você está sendo punido certamente está em pecado. Portanto, se arrependa, se coloque em seu lugar e peça perdão a Deus que aí Ele vem e arruma sua vida”.

Cara, isso é foda. Jó já tinha que lidar com as perdas familiares, emocionais e financeiras e agora se via obrigado a se defender das acusações de pecado. Para nós que conhecemos o texto bíblico é fácil entender o contexto do sofrimento de Jó. Seus amigos, porém, apenas enxergavam o aparente do aparente e faziam seus próprios julgamentos.

Jó queria apenas ficar sozinho com Deus. As perguntas que ele fazia eram basicamente direcionadas a Deus. Ele sabia da relação que tinha com Ele e questionava a razão de seu sofrimento e de sua existência. Seus amigos não entendiam que ele não estava tentando provar para eles que ele era justo e estava sofrendo injustamente.

Ele apenas queria ouvir de Deus os motivos de seu sofrimento. Vejo aí uma relação profunda e sincera com o Senhor, uma relação de quem anda lado a lado e não uma relação de quem não tem nenhum tipo de intimidade. Jó estava cansado do sofrimento e queria apenas entender a razão daquilo tudo! Numa situação dessas, dificilmente conseguimos ser racionais. Ou melhor, talvez sejamos até racionais demais e passamos a questionar até a razão de nossa existência, como fez nosso herói.

Lógico que tudo o que ele perdeu foi reposto em dobro. Ao mesmo tempo, certas perdas são simplesmente irreparáveis. Perder sete mil ovelhas e ser reembolsado em quatorze mil é, na verdade, um excelente negócio, assim com as demais perdas materiais. Por outro lado, Perder dez filhos e ter mais dez já é algo complicado, pois neste caso se tratam de relacionamentos afetivos. Anyway, na sabedoria adquirida por Jó através desta dura experiência vivida, ele assimilou os golpes sofridos e recomeçou sua vida.

Interessante porém foi que Deus, mesmo depois de ouvir todo o desabafo de Jó, não se indignou com ele e sim com aqueles que falaram insensatamente a respeito da maneira que eles acreditavam que Deus costumava agir:

“Depois que o Senhor disse essas palavras a Jó, disse também a Elifaz, de Temã: "Estou indignado com você e com os seus dois amigos, pois vocês não falaram o que é certo a meu respeito, como fez meu servo Jó. Vão agora até meu servo Jó, levem sete novilhos e sete carneiros, e com eles apresentem holocaustos em favor de vocês mesmos. Meu servo Jó orará por vocês; eu aceitarei a oração dele e não lhes farei o que vocês merecem pela loucura que cometeram. Vocês não falaram o que é certo a meu respeito, como fez meu servo Jó". Então Elifaz, de Temã, Bildade, de Suá, e Zofar, de Naamate, fizeram o que o Senhor lhes ordenara; e o Senhor aceitou a oração de Jó. Depois que Jó orou por seus amigos, o Senhor o tornou novamente próspero e lhe deu em dobro tudo o que tinha antes.” – Jó 42.7-10

Amados, com isso tudo quero dizer que temos toda liberdade do mundo de virar para Deus e expor nossas dores, nossa dúvidas. Ele não vai ficar magoadinho conosco. Pelo contrário, Ele nos chama para uma relação madura, sadia, sem máscaras nem religiosidade. Lógico que nesta relação vamos falar mas também vamos ouvir. Mas isso é o que acontece para aqueles que se dispõem a sair da zona de conforto oferecida pela religião e assume uma relação pessoal com o Senhor.

Pessoalmente prefiro assim. Glorifico também o Senhor por meus bons amigos cristãos. Quando o Senhor não fala comigo diretamente, Ele o faz através dos meus amados irmãos. Não os religiosos, sim os verdadeiros amigos, profetas, bocas de Deus aqui na terra...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Tem culpa eu pô?


“Até no riso terá dor o coração; e o fim da alegria é tristeza.”Provérbios 14.13

Pessoas muito transparentes muitas vezes são vítimas de sua própria sinceridade. Como disse certa vez o Ricardo Gondim em uma mensagem, suas virtudes podem muito bem se transformar na fonte de seus maiores fracassos.

Digo isso por ter pensado em escrever a respeito do quanto tenho me sentido “pela metade” ultimamente, o que tem me deixado frustrado comigo mesmo e com tudo o que me rodeia. Tenho trabalhado pela metade por não estar vendo retorno de todo esforço despendido nestes anos de trabalho no Comércio Exterior. Também tenho estudado pela metade, pois perdi duas semanas de aula no início e não estou acompanhando o ritmo de algumas matérias, já pensando em refazer tudo decentemente no próximo semestre. E assim vai...

Paralelo a isso, também estou decepcionado com a igreja e com muitos cristãos, conhecidos, amigos amados. Sinto que, pelo fato de estar nesta nova, abençoada e - ao mesmo tempo - conturbada fase em minha vida, fui deixado de lado por não poder estar presente em cultos, reuniões, espaços virtuais e outras formas de comunhão. Fico com a sensação de que apenas querem que eu me multiplique em mil, “comparecendo” a todos os tipos de eventos, reais ou virtuais, na mesma freqüência que tinha antes desta nova fase de minha vida (um ou outro ainda se importa, literalmente "um ou outro"... que Deus os abençoe!).

Sobre isso, sempre defendi a tese de que eu não quero que meus amigos estejam sempre ao meu redor, tendo tempo para estar comigo e fazer as mesmas coisas que sempre fazíamos quando não tínhamos outros compromissos. Sempre fiquei feliz ao ver que aquele amigo ou amiga não tinha mais tempo para mim pelo fato de, enfim, ter encontrado um grande amor, ou – como no meu caso – ter voltado a estudar ou qualquer outra coisa que esteja fazendo bem a ele. Porra, se eu amo esta(s) pessoa(s), quero mais é que ela(s) simplesmente "suma(m) da minha vida", desde quê ela(s) esteja(m) feliz(es), entende?

Isso faz sentido pra você? Para mim faz, e muito. Não consigo entender como alguém consegue estar bem 100% do tempo com 100% da humanidade, freqüentando 100% dos eventos sociais, quase que “onipresentisticamente”. Pô, até Jesus, Deus encarnado, “chegou atrasado” quando recebeu a notícia que seu amado amigo Lázaro estava doente de morte!

Fico vendo o quanto as pessoas esperam mais de nós do que somos capazes de dar. Isso me faz lembrar de uma mensagem do pastor Silmar Coelho. Ele conta que, ao final de um culto, uma irmãzinha crente até as unhas veio até ele e disse algo do tipo: “Pastor, estou passando uma situação muito difícil e quero que o senhor ore por este problema sem cessar!” Ele deu risada na cara da irmã e respondeu: “Minha querida, nem por meus problemas eu oro sem cessar!”...

É algo assim que eu sinto que algumas vezes as pessoas esperam que façamos. Não estou 100%. Estou baleado, cansado, desmotivado, vivendo uma espiritualidade meia-boca, me sentindo abandonado por boa parte daqueles que antes estavam mais próximos de mim SÓ PELO FATO de – agora – estar numa nova fase que tem me roubado horas preciosas. Não ando com cabeça para escrever, não tenho entrado em nenhuma rede social para ficar comentando “fotinhas”, deixando scraps, fazendo comentários ou ligando para pessoas que me são caras, SÓ QUE ISSO É PELO FATO deu estar totalmente sem saber administrar meu tempo.

Grandes agressões vindas de pessoas que não são importantes para mim simplesmente são ignoradas, quando não levadas pela lei do “olho por olho, dente por dente”. Por outro lado, as pessoas que eu mais amo, e elas sabem que são amadas por mim, quando passam a me ignorar, simplesmente me derrubam, acabam comigo. Sou capaz de ficar sem dormir por esse tipo de situação. Muitas vezes me pego pensando em coisas como “o quê foi que eu fiz para fulano para ele estar me tratando assim?”, tirando minha paz, meu tesão, me deixando em crise...

Sei lá. Tanto tempo sem escrever e só saiu desabafo. Pode parecer que estou sendo contraditório no que expus acima, mas não estou conseguindo articular o que estou sentindo em palavras. Espero que entendam que este texto ridículo, mal acabado, é um dos últimos suspiros de um blogueiro, caso as coisas não mudem... e não se trata de suicídio não, apenas estou de saco cheio.

terça-feira, 10 de maio de 2011

...e já não haverá mais remédio


"Além disso, todos os líderes dos sacerdotes e o povo se tornaram cada vez mais infiéis, seguindo todas as práticas detestáveis das outras nações e contaminando o templo do Senhor, consagrado por ele em Jerusalém. O Senhor, o Deus dos seus antepassados, advertiu-os várias vezes por meio de seus mensageiros, pois ele tinha compaixão de seu povo e do lugar de sua habitação. Mas eles zombaram dos mensageiros de Deus, desprezaram as palavras dele e expuseram ao ridículo os seus profetas, até que a ira do Senhor se levantou contra o seu povo, e já não houve remédio..." - 2 Crônicas 36.14-16

(O texto original não termina o versículo 16 com reticências, eu que as inclui...)

Este texto tem me perturbado desde que voltei a ler a Palavra, após conseguir um pouco de tempo e intercalando a leitura da Bíblia com os estudos da Faculdade.

Neste livro (e nos demais) pude notar que o povo de Israel sempre optou em parar de ouvir e seguir o Senhor diretamente. Desde Moisés, optaram em colocar o sacerdote entre eles e Deus. Depois, imitando o costume dos povos ao redor, clamaram por um "rei". Tirando Davi e meia dúzia de outros, o resto só foi tranqueira.

Para piorar, passaram a seguir as diretrizes de um homem (o tal do "rei") - normalmente falho e aconselhado por outros homens falhos - que os levavam a cada vez mais afundar nos costumes e crendices das nações que o Senhor havia tirado do caminho de Israel para que o povo de Deus avançasse.

Nesta saga idiota, com o tempo, até a própria nação de Israel se dividiu, tendo um reinado em Judah e outro em Israel.

Porra! Este é o povo escolhido de Deus? Esta é a nação que Ele esperava que levasse seu Nome em frente, através das outras nações que não o conheciam?

Com o passar do tempo, tirando raras excessões, a grande maioria dos reis levaram Israel e Judah à destruição, adotando práticas pagãs na adoração e no estilo de vida.

Estes safados passaram a colher o fruto da ira do Senhor. Poucos foram os reis que mantiveram seu reinado por um grande período. Parece que no início da patifaria Deus até tinha mais paciência em aturar a safadeza deles, possívelmente motivado por sua promessa à Davi e seu amor para com o povo.

Com o passar do tempo porém, Ele perdeu a paciência. Passou a tirar do trono todos aqueles que demonstravam que iriam dar em nada, ou pior, que iriam afundar cada vez mais a nação em idolatria, prostituição e paganismo.

Dois entre os três últimos reis de Israel/Judah tiveram pífios 3 meses de reinado!!!

"Jeoacaz tinha vinte e três anos de idade quando começou a reinar, e reinou TRÊS MESES em Jerusalém" - 2Cr 36.2

e

"Joaquim tinha dezoito anos de idade quando começou a reinar, e reinou TRÊS MESES E DEZ DIAS (atente para o detalhe "dez dias") em Jerusalém" - 2 Cr 36.9

Li e re-li, fiquei incomodado e, no início, não sabia o que escrever a respeito do assunto.

Agora, porém, consigo traçar um paralelo entre o que vemos hoje nos templos e o que aconteceu naquela época.

Deus, desde o Éden, quis ter uma relação pessoal conosco. Negamos (falo como espécie humana) esta relação e passamos a querer ser auto-suficientes. Consequência disso: MORTE.

Passamos por períodos de barbárie, passamos a ter um homem-mediador (Moisés), recebemos a Lei, pedimos juízes, passamos a ter reis e, ao final de tudo, a relação que deveria ser essencialmente com o SENHOR passou a utilizar o álibi de que "quem estava acima de nós nos guiou errado e agora estamos nesta merda!"

Por acaso crêem que Deus vai levar isso em conta?

Por acaso você - que se diz cristão, cheio do Espírito Santo - não têm discernimento para notar que aquele cabra que está de terno e gravata sobre o púlpito está falando MERDA e afundando sua alma no quinto dos infernos?

LÓ-GI-CO que existem excessões! Se não fossem elas (lideranças sinceras e tementes à Deus), hoje eu não estaria aqui.

Em minha vida, se não fossem homens como Ricardo Gondim, Paulo Romeiro, Caio Fábio e outros tantos considerados HEREGES pela maioria da massa de manobra religiosa, eu não teria hoje a maturidade cristã que ELE, O SENHOR, permitiu eu desfrutar.

Pude testemunhar que estes líderes nunca pensaram em seus próprios interesses, não pensaram em encher mega-tempos ou em "dominar seus próprios rebanhos". Pelo contrário! Mostraram a mim O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA, tendo perdido assim todo poder que poderiam ter sobre mim, apenas por saberem de seu papel NO REINO DE DEUS.

Só que isso só aconteceu por eu ter dado à ELE as rédeas de minha vida. Também só aconteceu por eles saberem que o Caminho dos céus não é trilhado na marra: Se faz com amor e através de decisões pessoais em AMAR E QUERER SERVIR AO SENHOR.

ELE tirou o cabresto de meus olhos e permitiu eu entender que...

"...O vento sopra onde quer. Você o escuta, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Espírito."
- João 3.8

Você nasceu no Espírito ou continua sendo guiado por homens que pensam apenas em seu prazer pessoal, suas necessidades, suas ganâncias?

Se assim for, infelizmente você verá com o tempo que seus líderes e sacerdotes se tornarão cada vez mais infiéis e seguirão todas as práticas detestáveis das outras nações e contaminando o templo do Senhor (basta ver a macumba gospel nas IURDS & filiais ou ao amor ao dinheiro que os Silas & afins terão cada vez mais...)

Não bastará se levantar profetas movidos pelo Espírito de Deus para alertar seu povo. Certamente eles zombarão destes e cuspirão na Cruz, expondo o sacrifício de Jesus ao ridículo, desprezando seus verdadeiros profetas.

O problema é que, sem menos o povo esperar, sentirão na própria pele, alma e espírito o final do texto que citei:

"...até que a ira do Senhor se levantou contra o seu povo, e já não houve remédio..."


Creio pessoalmente que, neste momento da igreja, estamos vivendo o período de "ressaca de Deus", quando Ele deixa de punir severamente quem faz besteira enquanto "conta até dez".

Quem está em pé hoje perante púlpitos de "mega-denominações-franquias religiosas" ainda vai ficar de pé. Muitos serão movidos por seus próprios interesses e os seguirão "cordeiristicamente".

Chegará porém o momento que não haverá mais remédio...