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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Você se considera um 'super crente'?

Aqui em minhas entranhas há algo que está me deixando com vontade de vomitar. Mais uma vez... Não foi nada que comi, mas sim algo que ouvi a duas semanas atrás em uma igreja evangélica aqui do Rio de Janeiro..

Um pastor que desde que o conheci tive muito respeito e admiração começou a ministrar a Palavra como de costume. Durante a mensagem porém, percebi que aquela mensagem não seria uma benção como os demais que tinha ouvido.

Ele começou fazer referências ao livro Super Crentes, do meu amado irmão em Cristo, pastor Paulo Romeiro. Conheço o pastor Paulo Romeiro desde 1995, quando ele ainda era presidente do ICP – Instituto Cristão de Pesquisas. Ele ‘cansou’ de ver minha cara quase todos os dias no ICP, onde eu ia buscar material para evangelizar as seitas e deformidades na igreja Cristã. Foi ele quem indicou a Igreja Betesda para mim, por ser amigo do Ricardo Gondim. Homem de Deus. Caso você não conheça entre no site do seu ministério: http://www.agirbrasil.org.br/

Voltando ao culto de dois domingos atrás, este pastor dizia de púlpito que ‘nós’ éramos super crentes e ainda ironizava: “Sei que vocês vão falar que existe um livro aí que fala sobre os super crentes. Saibam que eu fiz questão de ler o livro só para ler todos os autores que ele critica!” “Somos super crentes sim! Amém?” Boa parte do rebanho dizia amém, sem entender o que estava acontecendo ali.

Estava claro que a mensagem dele visava rebater o livro. E ele se enrolou todo ao fazer isso, pelo menos para quem tem um pouco de discernimento espiritual. Não precisava nem ter lido o livro, bastava ver as abobrinhas que ele estava falando. Entre outras coisas ditas naquela manhã, o que mais me indignou e fez disparar meu ‘detector de heresias’ foi quando ele disse que a morte física de Jesus Cristo não tinha sido suficiente para a expiação de nossos pecados, e que Jesus Cristo também tinha sofrido a morte espiritual no inferno. Seria possível o Espírito de Cristo ter morrido? A Trindade haveria se dissolvido por três dias? Deus teria recusado o Espírito de Jesus, quando ele disse suas últimas palavras em Lucas 23:46 “Pai, nas tuas mãos entrego meu Espírito” ???

Quis chorar. Quis vomitar. Perdi totalmente a comunhão e fiquei na ponta da cadeira, a ponto de querer ir embora do culto, mas mantive-me firme e continuei ouvindo até o fim.

Normalmente a presença de Deus era quase tangível durante as ministrações deste irmão, as palavras vinham cheias de unção, me deixando muitas vezes em crise pessoal, de tão duras e certeiras que elas eram em relação à minha vida e meus caminhos. Desta vez, via claramente a dificuldade que ele tinha em dar andamento a sua ministração. Palavras áridas, visando impor um ponto de vista diabólico, saindo da boca deste amado pastor.

Em respeito às outras mensagens entregues por ele não quis afrontar. Minha vontade foi de me levantar durante o culto e debater, mas me segurei. Ao final do culto quis conversar com ele, mas eu estava de sangue quente e poderia agir por impulso.

Ontem nem consegui ir à igreja, preferi assistir a Fórmula 1. Fiquei pensando em como agir. Por amor ao meu irmão, vou ter uma conversa com ele e checar se a confissão de fé da igreja confessa o que ele falou como regra de fé e prática. Se for isso, estou fora e vou divulgar os nomes. Se ele se empolgou e pisou na jaca, não terei cometido nenhum pecado contra a Igreja. Esclareceremos os fatos...

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Exija! Determine! Declare! E, se não funcionar, vá para o concorrente!



Deus é bom. Muito bom. Jesus é nosso chapa, brother mesmo. Me ensinaram isso nos últimos anos. Gente finíssima! Disseram que tudo o que pedirmos em Nome de Jesus o Pai dele faria. Então vamos lá Jesus! Quero que em minha conta corrente apareça um saldo positivo acima dos seis dígitos. Agora! Tô pedindo em seu nome! O Senhor prometeu, e por isso o Senhor tem que cumprir!

Deixe eu tirar um extrato agora, só um minuto, to olhando na internet...

Oops, um minuto Jesus, esqueci de falar: É na minha conta corrente no Itaú. Deve ser por isso que ainda não entrou né? Como eu sou burro!

Mais uma vez: Deus, em nome de Jesus, faz aparecer agora um saldo positivo em minha conta corrente no Itaú, acima de seis dígitos!

Outra checagem no Itaú... Ei Deus!!!!! Como assim? O Senhor falou e tem que ser feito! A Tua palavra diz e o Senhor está preso a ela!

Ah tá, não pedi com fé suficiente, estou dando mole. Deixe eu usar toda a autoridade que o Senhor me deu: EU DETERMINO que apareça um saldo AGORA em minha conta corrente do Itaú, um lindo saldo positivo, acima dos seis dígitos!!! Um, dois, três! Sua última chance, pois eu creio, e a minha fé é maior do que um grão de mostarda!

Saldo, saldo... nada! Continuo com 25 centavos na conta!

O quê? O Senhor está dizendo que eu não recebi ainda pelo fato de estar em pecado? Pensei que a gente já tinha resolvido esta parada! O Senhor tinha dito que levou todos os meus pecados na Cruz! Quer dizer então que sua palavra não é verdadeira?

Tem algo errado ai, Deus! Vamos lá, preste atenção em tudo o que o Senhor escreveu na Bíblia. O seu tá na reta! Sabe o que o ditado diz né? 'Escreveu, não leu...'

Mais uma vez Senhor, porquê senão vou sair da tua Igreja! Toma cuidado com a concorrência, ein? Tem um cara ai que falou que seu eu me prostrar e o adorar, ele irá me colocar em posição de glória neste mundo!

Ah, tá. Aceito suas desculpas. É que eu não dei o número da agência e da conta. Como o Senhor ia adivinhar né? Anota ai. O quê? Te mandar por email? É mesmo, o Senhor está certo. Vai que de repente teu concorrente anota e deposita em seu lugar. Isso mesmo, tem que se precaver. Não dá pra perder cliente assim!

Dá um enviar e receber ai no seu email Senhor. Recebeu? Beleza. Eu determino o saldo agora! Sou filho do Rei, nasci para ser cabeça e não calda, tudo posso naquele que me fortalece!!! Usei as palavras certas agora?

Caramba Deus!!!!!!!!!!!! Vamos rápido! Tô perdendo a paciência com o Senhor!

Pense bem: Já te falei que recebi algumas propostas por ai. Vou falar com teu concorrente! Isso mesmo. Ele tem me visitado ultimamente, e em nossas reuniões eu havia dito a ele que ainda era fiel a ti. Ele disse que eu estava perdendo tempo e me prometeu retorno rápido e garantido. Com ele serei cliente VIP. Bem que ele disse que este cristianismo ai não estava com nada. Vou fechar com o rabudo, ele é o cara!

Falei com ele Deus. Isso é que é prestação de serviço! Dois minutos depois apareceu o saldo. O Senhor é mesmo um fraco ou então nunca me amou. Foi isso que teu concorrente falou e ele estava certo!

Por isso um abraço! E olha que a proposta que eu recebi não exige quase nada. Vou viver tranqüilo aqui na terra, ter tudo o que sempre quis: Dinheiro, fama, poder, autoridade, alegrias que nunca nenhum homem jamais teve.

Um abraço Deus, estou jogando no outro time. Lá tem gente muito boa! Também eram cristãos e caíram fora. Kenneth Hagin, Benny Hinn, Edir, R.R., Oral Roberts, Morris Cerullo, Charles Emerson, Mary Baker Eddy, T.L. Osborn, Jerry Savelle, Glória Copperland, John Avanzini, Bob Tilton, Jorge Tadeu, família Hernandes… São tantos!!! E eles até utilizam a Bíblia, que impressionante!

Sabe o que acabei de descobrir com eles? Que nem preciso mais sair da igreja. Aliás, é até melhor ficar aqui dentro, pois este evangelhozinho pregado ai, falando que neste mundo teremos aflição é para fracos. Acreditar que ‘sua vontade’ é que tem de ser feita não tá com nada. Vamos pregar este novo evangelho e fazer com que os cristãos determinem seus destinos!

Isso é que é sabedoria! Estar dentro do campo de Deus, espalhando estas novas sementes! Crescem como fermento! Basta um tiquinho deste fermento e a coisa cresce que é uma beleza. Meu novo senhor estava certo!

Que caminho largo é este! Posso respirar, sem cobranças e doutrinas. Nada a me arrepender! Nunca fui tão feliz! Estava cansado daqueles irmãozinhos pobres, doentes, caídos, todo mundo se acotovelando naquele caminhozinho estreito! Aqui é outra história. Tanta gente boa trilhando por aqui, que alegria! Estava cansado de levar aquela vidinha meia-boca...

Ummm... O que está acontecendo ali na frente? Parece um abismo! Estão todos caindo! Deixe eu correr, antes que seja tarde! E agora o que eu faço? Cadê o meu novo patrão? Ele deve saber o que devo fazer para não cair naquele abismo. Mas espere! Ele também está lá dentro! Rindo de nossas caras! Como pode ser tão cínico assim? Ele está queimando e rindo de nossas caras!!!

Minha alma! Deus!!!!!! O que eu faço? Opa, como assim? Deus ou o diabo, dono deste novo ‘evangelho’? Será que me enganei?

Agora é tarde gente, perdi. Vários perderam. Acreditaram na teologia da prosperidade... Como diria Paulo Romeiro: Não tenho nada contra a prosperidade, sim contra esta 'teologia'. Doutrina de demônios...

Bem que o Ricardo Gondim falou que a mentira, quanto mais parecida com a verdade, mais perigosa se torna!

Game over...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Vaidade das vaidades...


Estou lendo o livro de Eclesiastes. Li este livro diversas vezes, mas desta vez estou ficando deprimido. Quando você para pra pensar entende que realmente dispensamos boa parte de nossas vidas correndo atrás do vento, edificando casas, plantando vinhas, trabalhando duro para levar uma vida melhor mas, no final das contas, tudo isso é vão.

Vamos vivendo nossas vidinhas, nos alegrando um pouquinho aqui, tendo decepções e tristezas ali, juntando um dinheirinho acolá, perdendo um pouco ou tudo por algum imprevisto ou erro de cálculo, vendo o tempo passar, a barriga crescer, o cabelo cair, envelhecendo dia a dia, esperando as coisas acontecerem.

Vamos amando e sendo amados e, com o tempo, deixarão de nos amar. Faremos alguns bons amigos, perderemos muitos colegas, alguns até nos odiarão. Correremos feito loucos para acumular coisas inúteis e as conquistaremos. Encheremos nossas estantes com CD's, DVD's e revistas que não utilizaremos mais. Com o tempo elas se perdererão e começaremos com uma nova mania de novo.

Vamos nos alegrar muito com nosso time ganhando um campeonato e, no ano seguinte, veremos basicamente os mesmos jogadores levarem nosso amado time para a segunda-divisão. Vamos chorar, xingar e ser gozados pelas torcidas adversárias, enquanto os jogadores, técnicos e empresários do futebol continuarão ganhando rios de dinheiro... Fala sério!

Buscaremos a sabedoria, leremos muito e estudaremos muito (o que é bom), mas o destino do tolo é o mesmo do sábio, assim como o destino do homem é o mesmo do animal, que veio do pó e ao pó vai retornar.

Qual o sentido de tudo isso? Realmente Salomão tinha razão quando afirmou que o que vale a pena nesta vida é vivê-la plenamente, porquanto para o homem nada há melhor debaixo do sol do que comer, beber e alegrar-se; porque isso o acompanhará no seu trabalho nos dias da sua vida que Deus lhe dá debaixo do sol.

O sol vai nascer e vai se por, gerações passarão e outras virão, as águas correrão dos rios para o mar, e este nunca se encherá, trabalharemos e nos cansaremos, e nada do que fizermos será novo debaixo do sol.

É tudo muito vago, a existência muitas vezes não faz sentido. Vamos juntar um monte de coisas pra quem? Um dia nossos dentes vão cair, precisaremos de ajuda para andar, se vestir e comer. O fio de prata vai se romper, deixaremos o pouco que juntamos para outros usarem, e voltaremos sem nada para a sepultura. Do jeito que viemos ao mundo iremos voltar.

Vaidade das vaidades, diz o pregador. Tudo é vaidade...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Até que penso nos outros... mas não tenho feito nada!



Já venci muitas batalhas através do jejum e da oração. Lembro-me de quando meu pai ficou internado em coma por dois meses e no momento de maior gravidade jejuei por três dias. Pelo quadro apresentado pelos médicos naquela situação, era para ele estar morto há muito tempo, mas Deus interferiu poderosamente na vida de meu pai, e até os médicos ficaram boquiabertos com a reversão do quadro.

Hoje vejo que o céu está blindado para mim. Estou devorando minha Bíblia pela terceira vez. Vários capítulos todos os dias. Por outro lado reconheço que tenho orado muito pouco. Também não tenho tido ânimo para jejuar. Creio que por vaidade, pois devido aos esportes que pratico temo ficar sem me alimentar. Ler a palavra e não praticá-la me torna mil vezes mais culpado. Sei o que fazer, preciso agir, e não consigo dar um mísero passo adiante.

Por que estou sendo tão egoísta? Não consigo entender o que está acontecendo comigo. Por que tenho pensado apenas em mim? Por mais que veja as situações se agravando a cada dia, estou agindo como tolo. Sei quais armas utilizar. E me sinto preso aos meus caprichos. Tem muita gente ao meu redor precisando que eu me levante e me posicione, mas estou agindo como Jonas, me rebelando contra a direção de Deus.

Tenho que me posicionar no mundo espiritual, orar e trabalhar em cima dos meus propósitos, mas não ‘meus propósitos’ no sentido de pensar no que me é mais conveniente. Não os propósitos de minha carne, que quer mais, como um buraco negro sugando tudo que está ao redor. Digo MEUS PROPÓSITOS, propósitos eternos, propósitos de minha alma, que está definhando.

Ajude-me Deus, a ser alguém melhor, pois caso não faça o que é necessário não servirei para mais nada, a não ser jogado fora e ser pisado pelos homens…

Pai, minha natureza é caída e preciso mais de ti.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Meus 16 anos de VIDA

Ainda não tinha contado como foi minha conversão. Vou tentar abreviar...

Durante minha vida antes de Cristo me envolvi em quase todo tipo de excesso. Bebidas, cigarros, drogas, mulheres, confusões, brigas... Tantas coisas aconteceram que hoje olho para trás e vejo que apenas sobrevivi pelo fato de Deus ter tido muita misericórdia de mim.

Paralelo aos meus descaminhos, dentro de mim sempre houve algo que queimava em meu peito e me fazia tentar procurar algo mais do que estava à minha vista. Sentia sede pelo sobrenatural, sabia que devia existir uma força maior, uma energia, algo que fizesse com que a vida fizesse sentido.

Nesta minha busca, freqüentei o catolicismo por vários anos, devido à fé de minha família. Quando cheguei à adolescência, comecei a achar que pensava. Comecei a questionar os fatos, os por quês das coisas. Influenciado por uma namorada, comecei a freqüentar o espiritismo. Fui em duas das vertentes, o considerado ‘alto espiritismo’ e o ‘baixo espiritismo’. Isso merece um capítulo à parte, devido a quantidade de acontecimentos que vivi neste período.

Devido a inúmeras decepções e sustos nesta área, me afastei e cai ainda mais na gandaia. Mais bebidas, mais drogas, mais mulheres, mais um monte de coisas. Mas a sede pelo sobrenatural estava lá. Lia livros de magia negra, flertava com satanismo, brincava com fogo, literalmente. Por mais estranho que possa parecer, tudo isso foi feito com muita sinceridade. Estava na busca, mas não discernia o que era certo do que era errado.

Nesta época um de meus melhores amigos era também meu companheiro de loucuras, baladas e também na busca pelo sobrenatural. Só que ele era muito ‘zicado’. Para você ter uma idéia, bastava nós sairmos e de alguma maneira a polícia vinha dar geral na gente. Era impressionante como com ele parecia que se fechava um circuito e tudo o que não prestava acontecia. Uma vez na casa dele ficamos tirando cartas de tarô e começamos a ver que coisas estranhas começaram a acontecer. Arrepios, fortes sensações, temor, opressão, medo. Decidimos acabar com a brincadeira e o baralho foi enterrado no fundo da casa dele. No dia seguinte pela manhã as cartas estavam desenterradas, ao lado da cabeceira de sua cama...

Um determinado sábado decidimos ir à Galeria do Rock pela manhã. Os pais dele tinham ido viajar. Marcamos com outros dois amigos e fomos para a casa dele depois. Lá começamos a ouvir música, beber e fumar. Depois de um tempo, este meu amigo bolou um baseado e eu dei um pega. Fumava de vez enquando. Até cocaína já tinha cheirado. O máximo que tinha acontecido até ali foi ter ficado numa rebordosa desgraçada. Só que aquele dia foi diferente: A parada BATEU.

Bateu forte e comecei a ter visões.Ao redor de meu corpo parece que acendeu uma luz roxa, como neon. O meu amigo olhou para mim e disse: ‘Agora sim Johnny, agora sim bateu!’. Ele via isso em mim, mas os outros dois não viam.

Nós quatro sentamos no chão e fechamos um círculo. Tocava ‘The Doors’ ao fundo. Eu e meu amigo começamos a ter as mesmas visões. Estávamos numa ilha, subíamos em árvores, retirávamos frutos e comíamos. Dávamos risada, corríamos. Tudo isso em visão. Nós falávamos tudo o que estávamos vendo, mas os outros dois não viam as mesmas coisas. Eles estavam desconfiando que estávamos brincando. Mas era tudo real.

Nisso começou a acontecer algo muito estranho. Uma luz muito forte apareceu do chão, iluminando tudo ao nosso redor. Eram spots muito potentes, e nossos corpos eram iluminados de baixo para cima, formando colunas de sombras e luzes. Nós estávamos ali, e de repente brotou no meio de nós quatro uma bolhinha branca no chão, que começou a crescer e se tornou um cogumelo branco. Ele ia crescendo cada vez mais, até se transformar no Jim Morrison, vocalista do The Doors, a banda que estavamos ouvindo (loucura total né? mas aguenta firme que ainda não acabou...).

Para quem não sabe, Jim Morrison tinha morrido no começos dos anos 70 e tinha um envolvimento muito grande com xamanismo, um tipo de espiritismo dos índios americanos. Foi então que Jim Morrison começou a conversar conosco. Ele falou mais ou menos assim:

‘Esta é a última vez que volto para o plano material. Ainda não tinha me libertado e precisava que quatro rapazes, loucos como eu era, estivessem no mesmo espírito para que eu pudesse passar deste plano para o outro. Isso que estou fazendo aqui é um presente que dou a vocês. Não contem isso para ninguém, pois não acreditarão”.

Nisso ele desapareceu. Como nós conhecíamos a história da vida do Jim, eu e meu amigo chorávamos. Nos levantamos e nos abraçamos, felizes por termos participado de um momento tão ‘sublime’. Como ex-espíritas, mais ainda flertando com tudo quanto era tipo de atividade ligada ao ocultismo, realmente acreditamos em tudo o que aquele ‘espírito’ tinha falado conosco.

Me afastei do meu amigo por um instante, ainda chorando e olhei para ele. Quando vi seu rosto notei que ele estava branco. Olhos fechados e braços estendidos. Me assustei. Parecia que ele estava morto. Sobre o corpo dele, como imagens sobrepostas, havia um outro corpo, sem densidade, não tangível e muito maior. Este olhava para mim e tentava me abraçar. Seus olhos faiscavam terror. Vi neste corpo todo o mal que até então não tinha visto em toda minha vida. Gritei, me afastei, comecei a falar que ia embora dali.

Os outros dois rapazes tentavam me acalmar. A visão espiritual tinha passado, mas meu amigo depois daquilo começou a me olhar com os olhos daquele ser que tinha visto sobrepondo o corpo dele. Quase quebrei as coisas da casa dele. Foi então que os outros dois rapazes decidiram me colocar num carro e me levar para casa. O meu amigo veio junto, mas parecia que éramos dois galos de briga, se medindo para atacar.

Ao chegar no portão de minha casa os três rapazes esperaram que eu abrisse o portão. Deram partida no carro e se foram. Só que eu não entrei em casa. Dentro de mim algo começou a falar mais alto. Havia uma luta no mundo espiritual por minha alma, mas eu ainda não discernia exatamente o que estava acontecendo. Fechei o portão e desci a rua. Fui até uma encruzilhada, tirei um par de tênis que estava calçando e joguei ali, no chão. Um Nike caríssimo. Eu fazia isso e respondia a uma voz que falava comigo. Eu dizia a ela: 'Foi você que me deu? Então toma de volta! Não quero nada seu!’ Em minha cabeça veio diversas coisas que pareciam que tinha sido dadas à mim pelo demônio. Mas ainda não sabia que ele era o dito-cujo.

Voltei para casa e fui direto no quarto de minha irmã. Ela acordou e olhou para mim. Eu estava um farrapo humano. Fedendo maconha, bêbado, mijado, sujo e chorando. Ela se assustou, não sabia o que fazer. Eu chorava muito. Soluçando, eu falei para ela:

“Leila, to cansado desta vida, quero conhecer seu Jesus!”

Ela tinha acabado de se converter, influenciada por minha outra irmã e tinha falado alguma coisa sobre Jesus. Ela me abraçou chorando, me levou pro quarto e eu dormi.

Tive uma noite boa de sono. Pela manhã ela tinha ligado para minha outra irmã e as duas vieram ao meu quarto. Minha irmã mais velha, a que tinha se convertido antes da Leila, expôs o plano de salvação para mim. Eu entendi mais ou menos, mas era aquilo que eu queria. Estava sendo guiado pelo Espírito Santo à tomar aquela descisão. Minhas irmãs oraram por mim e após isso elas falaram: ‘Cá, você tem um monte de coisa aqui que você vai ter que jogar fora’.

Comecei então a fazer a catação. Guias de orixás, roupas que usava em rituais, quadros, CDs, fitas de vídeo. Até meu colchão. Dentro dele eu tinha colocado um monte de ‘palha da costa’, instruído pelo pai de santo do terreiro que eu freqüentava, devido à um ataque que sofrera no mundo espiritual numa determinada noite. (esta estória merece um post à parte).

Fomos ao fundo do quintal e metemos fogo em tudo. Senti muita paz.

Uma semana depois, numa sexta feira, fui à uma ‘sessão de descarrego’ na Universal. Quando coloquei os pés na calçada e vi escrito ‘Jesus Cristo é o Senhor’, comecei a chorar feito criança. Foi ali, na calçada, que o que minha irmã tinha falado no final de semana anterior se tornou real em minha vida. Como já falei anteriormente em outro post, a Universal foi meu pronto socorro espiritual. Poucos meses depois estava seguindo outros caminhos, sempre baseado na Palavra.

Isso foi em Agosto de 1993. Hoje faz 16 anos que me converti.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Diabo? Eu é que não presto!


Alguma vez em sua vida você já assumiu um compromisso com você mesmo e não conseguiu cumprir? Estipulou prazos para abandonar alguma prática errada, jogou fora coisas que te faziam mal e depois revirou as latas do lixo arrependido pelo ato tomado de maneira consciente, mas que ia contra sua natureza caída? Já prometeu que começaria uma dieta na segunda-feira, apenas não estipulando de qual mês e ano, disse que começaria a desenvolver alguma atividade física e a preguiça te manteve preso em casa, fez votos com Deus de que abandonaria práticas pecaminosas como o adultério, a prostituição, a fornicação, a maledicência, ira ou alguma outra coisa, sempre aos prantos, e ao sair do ambiente emocionalmente religioso viu que ‘a porca’ voltou a rolar e se chafurdar na lama?

Pois é. Eu já fiz isso dezenas, talvez centenas de vezes.

Por que será que trato meu corpo, que teoricamente deveria ser o Templo do Espírito Santo, com todo tipo de coisas que certamente me trará sofrimento, dor e morte? Vícios, falhas morais, promessas não cumpridas. E o pior é que o diabo fica super feliz em me ver fazendo compromissos que ele destacará seus piores demônios para que eu não consiga cumprir.

Espere. Deixe-me ser honesto: Uma vez o Caio Fábio falou: ‘Deixa o diabo tentar a gente, coitado! Este é o papel dele’. E é bem isso. Minha natureza, minha carne é que é voltada para o pecado. Eu é que não valho nada! Nem precisa mandar demônios. É só soltar o freio que a jamanta desce a toda velocidade em direção ao precipício.

Me olho no espelho e vejo que pareço muito com um morador de rua que costumava ver perambulando pelas ruas de São Paulo, com o cabelo todo sujo, roupas imundas, um cheiro insuportável e CHEIO de coisas que ele encontrava pela rua amarradas ao seu corpo, como sacos plásticos, garrafas, pedaços de papel ou qualquer outra coisa que ele encontrasse pelo chão. Por que me apego a coisas que não tem valor nenhum, e que apenas me atrapalham em minha carreira cristã?

Estou em luta neste momento. Tenho inúmeras áreas de minha vida que preciso mudar. Não estou recebendo nenhuma cobrança de Deus, sinto que Ele tem sido paciente comigo. Eu é que estou cansado de repetir os mesmos erros que cometi durante toda a minha vida. Quero ser melhor. Mas não quero ficar limitado a uma simples regra imposta a mim mesmo. Na quero nem vou fazer votos de tolo para depois não cumprir. Vou crescer, avançar.

Quero me sentir mais leve, lançar todo meu fardo aos pés da Cruz, lavar meu corpo e minha alma, colocar roupas alvas e estar preparado para ir onde Deus quer que eu vá, sem ter nada que tenha que esconder. Não vou cair em legalismo, apenas tenho que amadurecer, abandonar as práticas infantis e que somente me trouxeram dor, vergonha e sofrimento, pois agora sou homem. Não quero continuar trilhando pelos mesmos caminhos que trilhei até aqui. Por que é tão difícil ser melhor? Por que será que meu caráter é tão fraco?

terça-feira, 18 de agosto de 2009

O culto na oficina de pranchas


Ontem a noite eu e a Cil estávamos indo para a academia. Devia ser umas 19:30hs. Na rua onde moramos tem umas 4 oficinas de pranchas de surf. Em uma delas tem um irmão em Cristo chamado Frank. Sempre víamos adesivos falando de Jesus na oficina dele, além de material de divulgação de eventos cristãos, shows e luais em seu quiosque no Posto 10 do Recreio dos Bandeirantes.

Ao passar na frente de sua oficina vimos que haviam várias pessoas sentadas em cadeiras de plástico no meio das pranchas. Aquilo chamou a atenção da Cil. Ela parou e disse: 'Olha, deve ser um culto! Vamos entrar?' Eu fiquei embaraçado. A academia não abre aos domingos e não gosto de ficar dois dias sem malhar. Falei isso a ela e ela insistiu. Disse que queria ir. Respondi meio contrariado: ‘Tá bom, acendeu a luzinha, é melhor obedecer’.

Quando andamos até a porta todos pararam olharam para nós, curiosos. Perguntamos se poderíamos participar da reunião e eles falaram que sim. Arrumaram mais dois banquinhos, daqueles sem encosto, e sentamos. Ao meu lado tinha várias pranchas de surf e o banco não era nada confortável. Não conseguia ficar numa posição que não me incomodasse, inclusive estou fazendo sessões de RPG como tratamento alternativo e aquele banco era uma tortura.

Atrás de mim dois mendigos que via constantemente na Gilka Machado. Ao lado deles um rapaz de cabelos rastafári, à minha frente crianças, jovens, uma vizinha do meu prédio (que pessoalmente não vou muito com a cara, pelo fato dela sempre me olhar com ar de superioridade). Confesso que inicialmente estava muito contrariado em estar lá, mas não gosto de ir contra a direção de Deus, mesmo que ela não tenha sido dada a mim.

Um pastor de chinelo, bermuda e camiseta compartilhou um texto da Bíblia conosco, falou 5 minutos e passou a palavra para o Frank, que falou também por uns 5 minutinhos. Um irmãozinho, daqueles que vivem ‘no monte’, deu um testemunho de livramento e devolveu a palavra ao Frank. Eu estava ali, ouvindo e tendo que lidar com a posição incômoda. O Frank colocou dois louvores no laptop e os irmãos cantaram juntos. Eu só mexia os lábios, até porque só conhecia os refrãos daqueles louvores. Depois disso achei que tinha acabado. Eram 20:30hs e pensei: ‘que bom, foi uma benção, amém, glória a Deus, agora vamos pra academia'.

Só que não tinha acabado. O Frank passou a palavra para um senhor de cabelos grisalhos, ex-sargento do exército. O missionário França. Este eu conhecera outro dia, na loja do Frank, em um dia que eu e a Cil passamos lá. Ele serviu vários anos na fronteira do Brasil com o Paraguai, lá pros lados do Mato Grosso. Neste dia, ao nos apresentarmos, ele já foi segurando nossas mãos e orando a Deus: 'Senhor, glórias te dou por conhecer mais dois de seus filhos. Abençoe cada um deles, em Nome de Jesus, amém!' Isso foi antes mesmo de começarmos a conversar! Gostei muito dele.

Quando ele abriu a palavra e começou a pregar, Deus o usou com muita autoridade e poder, discorrendo pela palavra com muita unção. Ao final do culto improvisado, de 20 pessoas que estavam apinhocadas na loja, umas 8 pessoas aceitaram à Cristo como Senhor e Salvador. Há muitas semanas não via ninguém aceitando a Cristo na igreja, e lá, ao lado de pranchas, mendigos e roupas de surf, estas vidas foram resgatadas.

O pastor Frank e o missionário França, após a oração pelos novos convertidos, chamaram a frente aqueles que precisavam de uma oração específica. Fui à frente e o missionário França orou por mim. Ele profetizava que haveria cura e que em breve eu daria o testemunho. Eu chorava e orava em línguas. Após a oração confirmei ao França que realmente tinha ido à fente pois minha mãe estava em coma. Ele sorriu e confirmou que eu certamente daria testemunho desta cura.

Ao meu lado um rapaz manifestou endemoniado enquanto o Frank orava por ele. Erguemos as mãos em direção ao rapaz enquanto Frank orava e expulsava o demônio. Depois de liberto o rapaz confessou Jesus como Senhor e Salvador. Foi feita uma oração final e nos levantamos para ir embora. Na porta conversamos um pouco mais com o Frank e descobrimos que ele congrega na mesma igreja que nós, a ICAC, mas em horário diferente. Ele como cristão faz a diferença: Todo domingo ele coloca uma 10 pessoas em seu furgão e leva todos os que querem ir à igreja e os deixa em casa após o culto. Reserva nas segundas-feiras a noite um tempo para que sua loja seja transformada em local de culto.

Saímos de lá por volta das 22:00hs. Ali pude ver que eu era um idiota, egoísta e que estava muito mal acostumado com o conforto de minha igreja. Que de vez em quando nos esquecemos das palavras de Jesus, quando ele afirma que quando dois ou mais estivessem reunidos no nome dEle, Ele estaria conosco. Que existem pessoas realmente comprometidas com o Evangelho, enquanto tantos líderes famosos estão envolvidos em escândalos e em seus próprios interesses.

Cristianismo puro e simples. Foi isso o que vi ontem. Como diria o Gondim: Soli Deo Glória!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Blogueiros são Profetas


Ontem a noite estava pensando sobre esta ferramenta que dispomos e a utilizamos quase que diariamente: Nossos blogs. Assim como a língua, que serve para ser instrumento de benção ou de maldição, podemos postar textos que vão desde as futilidades do dia a dia até as mais duras palavras contra o sistema pervertido que vivemos nos dias de hoje.

Através dele temos o poder de disseminar nossos pontos de vista e valores para o mundo inteiro. Isso é bom e é ruim, pois a Palavra diz que a quem muito foi dado muito será cobrado.

Infelizmente estou atravessando um momento muito difícil em minha vida, pois hoje faz 62 dias que minha mãe está em coma em São Paulo e eu moro a um ano no Rio de Janeiro. Abro uma pagina, começo a escrever e quando vejo estou derramando meu coração, pois dentro de mim sinto muita dor. Preciso desesperadamente de uma resposta de Deus e ela não vem.

Quando releio o que escrevo vejo que não estou muito distante dos escritos do profeta Jeremias. Não estou dizendo que tenho a unção e a qualidade literária dele, mas no sentido que quase tudo que eu escrevo desemboca em lamento e dor. Em outras palavras: Me transformei num reclamão.

Por outro lado, tenho lido posts de caras que conheci depois que abri meu blog, como Thiago Medanha e seu ‘Tomei a Pílula Vermelha’, ou Danilo Fernandes e seu ‘Genizah’. Quando faço isso vejo que meus posts ainda estão a anos-luz de distância em qualidade e conteúdo. Seus textos, pontos de vista e críticas ao sistema são como os escritos de Isaías e toda sua ironia quando estava perante os 400 profetas de Baal, falando para eles gritarem mais alto para acordar o deus deles e fazê-lo responder com fogo e queimar o sacrifício.

Outros como Josiel Botelho e suas charges (a qual tomei a liberdade de utilizar uma como imagem deste post) alertam a todos de maneira bem humorada para os fatos diários de nosso mundinho religioso. Muito bom!

Ao apontar falhas no sistema considerado ‘evangélico’ (o qual não gosto mais de ser rotulado), denunciar heresias e hipocrisias das lideranças religiosas, expor nossas dores, dúvidas e frustrações e se colocar totalmente de frente para o que der e vier, vejo que blogar é muito mais um brinquedinho do século 21. É um ministério, e somos chamados para ser luz que ilumina as trevas que habitam neste mundo tenebroso e servir de sal para conservar a matéria orgânica que ainda não apodreceu.

Somos profetas e devemos nos lembrar que por esta razão alguns vão crer em nós, mas muito não crerão e irão nos odiar. Que não percamos nosso objetivo inicial em ser benção, que permitamos que Deus use nossos dedos para colocar na rede conteúdo de qualidade e que estejamos dispostos a suportar as objeções e críticas do sistema instalado.

Termino com as palavras de 1 Pedro 4, versos 10 a 19:

Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.
Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá; para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e poder para todo o sempre. Amém.
Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse;
Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis.
Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus; quanto a eles, é ele, sim, blasfemado, mas quanto a vós, é glorificado.
Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o que se entremete em negócios alheios;
Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte.
Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?
E, se o justo apenas se salva, onde aparecerá o ímpio e o pecador?
Portanto também os que padecem segundo a vontade de Deus encomendem-lhe as suas almas, como ao fiel Criador, fazendo o bem.


Que combatamos o bom combate, acabemos nossas carreiras e guardemos nossa fé.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Ainda está frio. Deixe-me entrar por favor!


Eu quero escrever sobre coisas boas, mas meu coração está cheio de dor. Abro uma tela, tento escrever algo legal e paro. Meu olhar fica distante, perco a inspiração, inspiro, respiro e me entrego. Não consigo desobedecer meu coração e apago tudo.

Sinto que estou entrando em depressão. Tudo o que tem de bom ao meu redor não tem sido suficiente para me alegrar. Minha mulher maravilhosa, meu trabalho, meu Deus, estas praias paradisíacas... Tudo está tão próximo de mim, mas longe de me completar. Isso é por culpa minha, fruto do momento que estou vivendo, pois 'amo muito tudo isso' que falei, mas está faltando algo, um salzinho, uma pimenta...

Olho para dentro de mim e vejo que as coisas boas que ainda estão lá estão oprimidas pela dor. Está sendo arrancando um pedaço de mim, e este processo está sendo feito lentamente. É como se fosse uma tatuagem ao contrário, pois estão apagando um desenho que gosto muito traço a traço, e a dor aumenta a cada instante.

Achei que atravessaria este momento mais facilmente sendo cristão, mas minha língua está seca, sinto dores pelo corpo, meus pensamentos estão constantemente divagando, perdi o tesão pela vida.

Deus, me desculpe pelo desabafo, mas preciso de sua ajuda, estou cansado e com medo. Até quando isso se prolongará? É de Sua vontade um milagre ou tudo se acabará como mais um dado estatístico?

Quero glorificar Teu Nome, mas quero também que todos saibam que os maiores gigantes da fé também choram, se deprimem, sentem solidão e abandono...

Estou aqui Pai, preciso de Ti, um toque, uma palavra, um olhar... EU estou à porta, pedindo que o Senhor abra. Estou com frio, os dedos dela estão cada vez mais gelados... deixa eu entrar, em Nome de Jesus!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Que frio! Mas fique calma, vai passar...


Você está sentindo este vento? Está muito frio. O que será isso? Estou arrepiado. Está bem perto, mas não consigo ver. Da maneira que ele nos toca parece que vem de diversos lados. Calma, não tenha medo. Estamos juntos. Segure minha mão. Feche os olhos e me abrace. Fique calma. Não chore. Deus está aqui com a gente. Pode ter certeza. A gente vai atravessar esta.

Ta doendo muito, eu sei. Todos se foram. Mas eu estou aqui e te entendo. Vamos almoçar juntos. A gente come uma comida bem gostosa. Ninguém se importa, mas eu estou aqui. E este frio que não passa...

Siga em frente com as decisões que você tomou. Você está certa. Ninguém te deu apoio e você foi obrigada a agir sozinha. Não ligue para o que eles dizem. Todos querem apenas passar por bonzinhos. Querem cortar as fitas nas inaugurações e saírem nas fotos. Mas eu sei que quem construiu tudo isso aqui foi você. Você se machucou muito durante a obra. Deu seu sangue, ficou sem dormir. Eu sou testemunha disso.

Ouvi você chorar. Senti sua dor. Calma. O frio vai passar. Os meus pés também estão gelados. Creio que seja ela, querendo nos tocar com seus dedos longos e finos. Engraçado, por que ela não nos olha nos olhos? Está tentando nos intimidar mas algo a impede. Que bom, sinto outro vento, este mais quente. É Deus, e as nuvens negras se dissipam. Tenha paciência e seja forte. Nós somos fortes. Não temos medo do pior. Na verdade não existe o pior para nós.

Que bom que almoçamos. Falei pra você que seria melhor depois? O frio passou. Vamos ver se algo se quebrou, contar o prejuízo e reconstruir. Vai ser muito melhor. Estamos mais fortes.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A alma fica por aqui ó...


Por que será que as pessoas complicam tanto o Evangelho? Complicar na verdade não expressa o que quero dizer. Por que será que algumas pessoas, no intuito de ‘ilustrar’ a Palavra de Deus, utilizam de artifícios, exemplos esdrúxulos, coisas que agridem o bom senso daqueles que estão ali para aprender mais da Palavra?

Fico tentando imaginar o que uma pessoa que foi levada pela primeira vez na igreja e tem um pouco de senso crítico deve pensar quando ouve umas coisas que são ditas de púlpito...

Todos se lembram daquela pessoa que disse uma vez que Deus era uma ‘coisa quentinha’. Isso pode ser a maneira como a pessoa quis explicar a sensação de conforto que ela tem por estar na presença de Deus, mas soa muito estranho. Me fez lembrar quando Paulo Maluf, falando sobre os estupradores que após seu ato imundo ainda mata a vítimas, soltou a célebre frase: ‘Quer estuprar estupra mas não mata’...

Há alguns anos atrás ouvi uma pessoa afirmando que no Céu todo mundo vai ter 33 anos, pois esta foi a idade que Jesus tinha quando foi crucificado e é a idade da plenitude humana. Este até foi bem cauteloso ao falar isso, deixando bem claro que aquele era o ponto de vista dele.

Outro dia li um livro de um escritor católico explicando o que era orar sem cessar. Você tinha que inspirar pensando 'Senhor Jesus Cristo' e expirar pensando 'tenha compaixão de mim'. Como você respira constantemente, você estaria 'rezando' isso noite e dia, 24 horas por dia...

Recentemente um pregador estava no púlpito dando detalhes de como era a armadura de Deus que se encontra em Efésios 6. Ao falar sobre o versículo 14, que fala para estarmos cingidos com a Verdade, ele começou a explicar que o cinto era a primeira peça a ser colocada, pois com ele se prende a couraça da justiça e desta maneira se protege o local do corpo onde fica localizada a alma. O sinal vermelho acendeu. Ele ficou falando que antes se considerava que a alma ficava localizada na altura do coração, mas que agora se sabia que ela ficava na região do estômago, e por esta razão o cinto ficava ali. A medida que ele dava as 'coordenadas geograficas’ da alma, gesticulando e apontando as partes do corpo, eu ia ficando cada vez mais constrangido, imaginando o que outras pessoas estavam achando daquela cena.

Isso sem mencionar algumas (muitas) abobrinhas que qualquer um pode ver ao ligar a TV. Pregadores distribuindo rosas ou alianças ungidas, fitinhas coloridas, água do Rio Jordão, azeite ungido, lencinhos azuis para ficarem sendo agitados durante o culto (doeu de ver semana passada), ou então convidando os telespectadores para passarem na corrente dos 318 pastores, entrar na gruta não sei do quê. Estas coisas na verdade já entram na área do paganismo. Nosso Deus não é um ‘deus’ que precisa se camuflar dos costumes deste mundo para não chocar os homens com a verdade cristalina do Evangelho. Sincretismo religioso não combina com a Verdade.

Sinceramente Deus não precisa disso. Sua Palavra é eficaz, viva e pulsante. Não precisa colocar nenhum enfeite que destoe da beleza natural do que está escrito. Nem muito menos falar qualquer coisa que venha à mente. Os profetas no Antigo Testamento usavam de adereços para ilustrar como seria o juízo de Deus para Israel e para as nações e Jesus se utilizava de parábolas para se fazer claro para as pessoas que o ouvia, mas em nenhum dos casos o bom senso das pessoas era colocado em cheque.

O Pr. Ricardo Gondim uma vez falou sobre isso, dizendo que bom senso não era uma virtude dos mais sábios ou entendidos. Bom senso é natural e está disponível a qualquer um.

Vamos glorificar o Nome do Senhor e não envergonhar o Evangelho gente...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Super-Mãe


Minha mãe ontem fez 45 dias de UTI. Entubada, inconsciente e desenganada pelos médicos. Estávamos numa briga feroz com a ouvidoria do Hospital, lutando para que fizessem uma traqueostomia. 45 dias com um tubo na boca, isso estava acabando com ela. Não que isso por si só iria resolver o problema do AVC. Nossa intenção era apenas diminuir o desconforto dela e tirar totalmente a sedação. No nosso entendimento, só assim para avaliar se realmente ela teria alguma possibilidade de recuperação.

Semana passada apertei o nó. Por email e telefone, eles não estavam mais me agüentando, de tanto que eu cobrava a cirurgia. Finalmente marcaram para sexta feira. (Esta era a terceira vez que tinham marcado a cirurgia. As outras duas foram canceladas sem sabermos a razão)

Sábado minha sobrinha foi até o Hospital para ver minha mãe e, ao chegar lá, foi informada pelo médico responsável pelo setor de neuro-cirurgia que ele não iria autorizar a cirurgia numa paciente que ele ‘garantia’ que não sairia viva do hospital. Minha sobrinha saiu do hospital chorando, arrasada.

O problema foi que este médico pisou num ninho de cobra. Entrei matando, parti pro tudo ou nada. Envolvi a ouvidoria da Secretaria de Saúde do Estado de SP, pedi para falar com a diretoria do Hospital, azucrinei todos. Mandei email, liguei, briguei. Dei porrada pra tudo quanto era lado. Paciência você tem quando vê que as coisas estão sendo feitas. Estava todo mundo parado, esperando ela morrer.

Veja abaixo o último email que mandei para a Ouvidoria, com cópia para a Secretaria de Saúde, ontem pela manhã:

Prezados Senhores, bom dia.

Conforme emails abaixo, estamos pedindo desde o dia 13 de julho que a diretoria do Hospital (....) intervenha junto à equipe médica responsável pelo acompanhamento de minha mãe, Severina (...), que sofreu um AVC dia 13 de Junho e se encontra internada em vosso Hospital desde o dia 17 que seja feita a traqueostomia e a retirada do tubo de ventilação.

Por duas vezes a família foi informada que fariam a traqueostomia, mas outras cirurgias consideradas mais importantes foram feitas, palavras ditas a nós para justificar a não realização da cirurgia, fazendo com que minha mãe continuasse respirando por meio artificial.

Por morar e trabalhar no Rio de Janeiro, poucas vezes pude ir a São Paulo, e me utilizo do email e telefone para falar com os senhores. Através dos emails que enviei semana passada voltei a pedir aos senhores pela cirurgia, e creio que devido a isso, a médica de plantão na quinta feira informou à minha irmã que novamente marcaram a traqueostomia de minha mãe para sexta feira última, 24 de Julho.

Meu pai esteve no hospital em visita na sexta e o médico de plantão informou que estava tudo certo para a cirurgia, logo após o horário de visita.

Sábado, 25 de Julho, minha sobrinha foi visitar minha mãe e viu que a mesma não tinha sido operada.

Ao perguntar a razão de minha mãe não ter feito a cirurgia ao Dr. (...), médico responsável pelo departamento disse friamente:

ELA NÃO FEZ E NEM IRÁ FAZER. NÃO AUTORIZO ESTA CIRURGIA PARA PACIENTE QUE NÃO TEM CHANCES DE SE RECUPERAR. TODOS OS ORGÃOS DELA ESTÃO FALHANDO E ELA NÃO SAIRÁ DAQUI VIVA.


Não é isso o que todo o resto da equipe afirma no dia-a-dia. Ouvimos durante toda a semana passada que todos os órgãos vitais de minha mãe estavam funcionando e que era o momento oportuno para a execução da cirurgia. Na última vez que o Dr. (...) foi confrontado por nossa família, mencionando a opinião dos outros médicos (que estão sob autoridade dele), notamos que nas visitas seguintes TODOS OS MÉDICOS afinaram o discurso e passaram a repetir literalmente as palavras deste doutor.

Infelizmente estou sendo obrigado a entrar em um terreno perigoso ao falar sobre isso, mas TODAS AS FAMILIAS de pacientes internados no andar onde este médico é responsável evitam pegar informações sobre seus amados com ele, devido à frieza que este trata da dor alheia. Se quiserem tirar a dúvida façam uma pesquisa.

Começo a temer muito mais pelas chances de sobrevivência de minha mãe. Estão negando a ela uma possibilidade de ficar totalmente sem sedação e, desta maneira, verificar se realmente ela tem chance de se recuperar ou não.

Eu, como ser humano, filho e cristão peço – em Nome de Jesus – que seja feita uma avaliação exata do que está acontecendo. Não temos medo da morte nem da dor, simplesmente queremos esgotar as possibilidades antes de jogar a toalha.

Sabemos que toda ciência e sabedoria é dom de Deus, mas acima de tudo prevalece a vontade do Doador da Vida.

Precisamos de um retorno urgente. Algo consistente.


Responderam o seguinte:

Informamos que registramos e encaminhamos sua manifestação para a Diretoria responsável. Assim que obtivermos resposta entraremos em contato.

O problema (para eles) era que eu já estava no veneno. Respondi:

Prezado (...),

Preciso de uma resposta consistente. Esta vem sendo a resposta padrão às minhas solicitações. Trata-se da vida de minha mãe e uma ação imediata é necessária.

Passe-me algum telefone para eu falar com diretoria responsável urgentemente.

Grato por suas imediatas providências.


Após o email liguei novamente. Botei pressão. Era 8 ou 80, não tinha mais volta.

Na parte da tarde minha irmã foi à visita. Quando ela entrou foi informada que minha mãe tinha acabado de fazer a operação. Ela me disse que nossa mãe estava com uma carinha muito boa, sem aquele tubo na boca.

O médico de plantão (não aquele) disse pra minha irmã que a operação tinha ocorrido normalmente, mas o problema era que o cérebro de minha mãe estava danificado para sempre. Ela disse que entendia bem o que ele estava dizendo, mas que estávamos crendo que Deus poderia reconstruir tudo o que tinha sido destruído. Ele deu de ombros e entrou.

Mesmo que Deus não opere o milagre, já estamos confortados. Tiraram aquela droga da boca dela. Ela está parecendo gente de novo. Acima de tudo, ela se tornou um exemplo de força e amor à vida. Hoje já faz 46 dias que ela luta.

Super-Mãe, me tornei seu fã, mais ainda...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Vomitei, pronto, tô melhor...


Tem dia que é foda, e hoje está foda. Não estou a fim de escrever, mas preciso colocar para fora o que está me consumindo. Uma angústia, uma sensação de que tem algo faltando, a impressão de que há algo de errado dentro de mim, mas não consigo entender o que. Tô no veneno...

Terça-feira passada escrevi um texto que preferi tirar do meu blog. Era uma piada besta que contaram pra mim muitos anos atrás. Ela narra uma situação aparentemente verídica, e no momento de clímax se descobre que é um sonho. Contei o caso para minha menina quando cheguei em casa e ela estava acreditando. Ao final ela ficou aliviada. Demos risada, ela me bateu, mas depois me senti um fdp. Não quero perder minha credibilidade, caso goze de alguma. Não é o tipo de postagem que quero colocar em meu blog. Aqui eu quero expor meus sentimentos e dúvidas, minhas crenças e valores, fatos verídicos de minha vida. Ao colocar esta historinha me senti mal. Não que houvesse algo demais ou de menos nela, simplesmente pelo fato de desejar que quem venha me dar a honra de acessar meu blog leia o que tenho escrito e que saiba que aquilo é verdadeiro, por mais que pareça ser fruto de minha imaginação. Tenho testemunhas dos fatos que escrevo.

Vivi muitas coisas loucas em minha vida no passado. Minha vida pós-conversão foi e tem sido intensa. Coisas que não me falaram que eu iria viver por ter começado a andar ao lado de Jesus Cristo tornaram-se rotina em minha vida. Este é o mal de quem compra um aparelho complexo e não lê o manual de instruções. Não quero dizer que não estou feliz, pelo contrário, Jesus é a razão de meu viver. Ao ler a Bíblia vi e vejo quão natural são os confrontos no mundo espiritual, os momentos de deserto, as vitórias e os silêncios.

Isso é coisa para ser escrita. Postar textos de outros em meu blog só se for de gente que tem o que dizer. De Ricardo Gondim e Bono Vox ao Ap. Paulo e Rei Davi. Daí pra frente. Meu blog não é uma extensão da mídia eletrônica, escrita e televisiva. Não quero ficar famoso nem quero gozar com o pau dos outros. Não quero que o acesso ao meu blog seja automático como tomar Coca-Cola, por não parar para pensar se existe algo melhor para acompanhar o hot-dog.

Outro dia pedi para um cara ‘famoso’ aí me dar umas dicas sobre meu blog. Pedi na humildade. Perguntei se ele podia dar uma olhada para ver se ele achava que eu levava algum jeito para escrever. Nem respondeu meu email. Um abraço...

Não faço questão de que meu blog tenha milhões de acessos, nem muito menos quero divulgar/publicar este número nele. Instalei o contador de visitas mas vou tirar. Não quero cair no pecado de meu irmão Davi, que decidiu contar seu exército e com isso o orgulho entrou em seu coração. Pelo seu pecado mais de 70 mil pessoas morreram inocentemente. O orgulho precede a queda, e quero ser instrumento de bênção e não de maldição aos que me cercam. Se um texto meu puder ajudar alguém no momento de deserto e dor minha missão terá sido cumprida.

Sou e tenho autoridade espiritual, não sou um zero à esquerda. Sei bem quem sou e não serei nem mais nem menos do que isso. Querer ser mais me transformaria num idiota arrogante, querer ser menos me transformaria em algo mal, pois você ser menos do que você é te faz pior. Isso não tem nada a ver com humildade. Quem falou algo parecido com isso acho que foi Santo Agostinho. Ele está certo. Aprendi que o primeiro princípio da santidade é o de você ter a visão exata de quem você é.

Cara, ao falar sobre isso estou sentindo vontade de vomitar. Acho que pegou no breu. Estava engasgado desde o começo da semana mas não sabia com o quê. Agora estou conseguindo desabafar. Glória a Deus por isso.

É Deus, o Senhor é terrivelmente punk. Te amo por isso. Te amo por tudo. Te amo pelo prazer e pela dor.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Minha mãe leu a Bíblia


Minha mãe estudou somente o suficiente para aprender a ler e escrever. Sofreu muitos traumas e privações em sua infância. Sempre viveu com pouco, e após se casar, quando meu pai passou a ter uma situação financeira um pouco melhor, ela teve alguns anos de conforto. Com o passar dos anos eles perderam tudo e passaram a viver uma vida muito regrada. Foram muito mais invernos do que verões em sua história.

Nos dias das mães dávamos presentes básicos que filhos pobres costumam dar, aquela coisa de ‘lembrancinhas’ para não passar em branco. Uma vez que ela ganhou um presente legal foi quando a Leila deu uma Bíblia católica gigantesca, cheia de ilustrações, uma cruz de plástico colada na capa. Vinha numa caixa, acho eu, e a Leila parcelou a dita-cuja em várias vezes para poder pagar. A bichinha impressionava, mas não me lembro de ter visto minha mãe folheando-a alguma vez.

Devido a algumas circunstâncias que agora sabemos que culminou com o AVC que ela sofreu no mês passado, minha mãe começou a ter problemas de visão e audição. Aos poucos um olhinho dela começou a ficar opaco, e ela reclamava muito que não conseguia enxergar direito.

Nesta época, em mais um dia das mães, eu estava com pouco dinheiro para variar e tinha que comprar um presente para ela. Procurei várias coisas e acabei indo a loja de artigos evangélicos. Vi uma Bíblia Almeida Revista e Atualizada com letra gigante e decidi comprar. Quando dei o presente à minha mãe vi em seus olhos a cara de quem tinha ganhado uma caixinha de lenços ou um kit de balde e vassoura novo. E minha família é expert em demonstrar na tua cara quando não gosta de alguma coisa. Tudo bem, pensei. Fiz o que pude.

Em meu evangelismo disfarçado, soltava uma coisinha aqui e outra ali, e sem que ela percebesse, expliquei o plano de salvação para ela. Ela entendeu e concordou com aquilo. Não chegou a ir a alguma igreja evangélica, foi tudo em casa.

Passados alguns meses, minha irmã comentou comigo: ‘Cá, a mãe começou a ler a Bíblia!’ Fiquei muito feliz e comecei a interceder para que a cada linha que minha mãe lesse ela passasse a conhecer mais e mais a Deus e a ter uma relação pessoal com Ele.

Era tão bonitinho quando ligava pra ela ou ia em sua casa e ela comentava trechos da Bíblia comigo! Coisas do tipo: ‘foi assim mesmo que aconteceu?’ ou ‘nossa, este livro de Apocalipse é difícil de entender né?’ se tornaram freqüentes em nossas conversas. Ela estava interessadíssima.

Um dia ela falou para mim toda orgulhosa: ‘filho, acabei de ler a Bíblia.’ Fiquei super orgulhoso de minha mãezinha. Uma pessoa super simples, que não me lembro ter visto lendo nenhum outro livro, leu a Bíblia de capa a capa. Mesmo com toda dificuldade do mundo para ler com a perda gradativa da visão, ela se esforçou e foi até o fim.

Hoje ela está lá naquele hospital. Os médicos afinaram o discurso e todos dizem que ela não volta do coma. Estou indo para São Paulo nesta sexta-feira e vou lá para falar com ela um pouco mais. Sei que ela não vai poder responder (quem sabe????), mas tenho certeza de que ela vai me ouvir. Vou pedir perdão por tudo que fiz de errado a ela e deixar o Espírito Santo trabalhar.

Tenho certeza de que seu último suspiro aqui será dado caso Jesus não volte antes, mas que o próximo será na eternidade ao lado do Pai.

Afinal de contas, ‘assim será a palavra que sair da minha boca: ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.’ Is 55:11

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Os trens assombrados da linha Osasco x Jurubatuba, parte 2



Deus tem falado muito comigo e me cobrado! Segue a primeira resposta sobre algo que aconteceu comigo...


Me converti na Universal. Conheci Jesus e a Palavra, fui batizado na água e no Espírito, tudo muito rápido. Foi um pronto socorro espiritual, um desfibrilador, uma quimioterapia digamos assim... Inicialmente me fez um bem muito grande por ter me tirado da morte, mas não tinha como continuar por lá depois de um tempo. Neste comecinho já era fortemente direcionado pelo Espírito Santo.

Procurei a Renascer em Cristo. Outro clima, mais jovem, a presença de Deus muito forte também. A ‘Bispa’ Sonia pregava a minha vida. Dava a impressão que ela estava acompanhando cada passo que eu dava. Domingão e pá! O Espírito Santo revelava detalhes de meu dia-a-dia durante a ministração da Palavra. Mas o Espírito não me deixava confortável. Parecia me empurrar para frente.

Sentia que Deus queria cavar mais fundo, pois eu havia dado toda liberdade ao Espírito para me dirigir. Parecia carro velho, onde parava eu pregava.

Fui fazer uma visita à Assembléia de Deus, creio que o ministério do Belém, perto de casa. Deus falou muito comigo, mas foi apenas uma visita. Os usos e costumes foram a razão de minha não permanência por lá. Minha ‘ex’ teria que mudar o ‘look’ e achávamos que não era por ai. Ainda não era casado, apenas namorávamos e ela morava no Jaguaré, razão pela qual passava algumas vezes na semana pela estação de trem de lá.

Nesta estação trabalhava um irmão ‘fogo puro’ chamado Gessi. Quando começamos a conversar ele me disse que era da Congregação Cristã no Brasil e eu disse que era da Renascer em Cristo. Nossa amizade foi se tornando cada vez mais profunda. Este irmão era daqueles que só de olhar em seus olhos começa a profetizar. Deus falava muito comigo através dele, dava até aflição. Ele, no meio da conversa e do nada me olhava, parava e dizia: ‘É varão...’ ficava em silencio por uma fração de segundo e eu sabia que vinha bomba. Ele nem falava ‘assim diz o Senhor’. Falava em primeira pessoa: ‘Eu vou fazer tal coisa em tua vida amanhã’. A parada acontecia do jeito que ele falava, fora fatos e dúvidas que se passavam em meu íntimo e que Deus revelava a ele.

Em nossas conversas, um belo dia estávamos falando sobre nossas igrejas ele fez um convite para eu ir visitar a Congregação onde ele congregava (me perdoe pela aparente redundância). Aceitei o convite e fui com a minha ex no sábado. Ele nos recebeu na estação de trem de Carapicuíba (sim, é longe pra caramba, como diria o Jota Quest) e nos levou à casa dele. Apresentou-nos seus amigos, familiares, irmãos e fomos ao primeiro culto. Deus falou demais. Demais. Demaaaaaaaaiiiiiiiisssss. Foi maravilhoso, me batizei nas águas (já era batizado, mas Deus me quebrou as pernas lá), a ex também. Voltamos do culto e fomos para a festa de noivado da filha dele. Muito guaraná e salgadinho, bolo e docinhos. Conheci mais irmãos, me senti em casa. Orávamos, louvávamos. Rolou umas profecias dizendo que não era para eu me casar com a Rosi, rolou uns papos fortes sobre doutrina (ela estava de calça de moleton), um monte de coisa. A mesma irmã que falou da maneira de se vestir foi tomada por Deus e usada para ministrar sobre a vida dela. Ela foi batizada no Espírito Santo aquela noite. No fim da festa rolou até um ‘pega-pra-capá santo’: Os irmãos ‘cheios do espírito (com ‘e’ minúsculo mesmo), começaram a quebrar disco de musica secular, televisão, garrafa de bebida... Até eu entrei na ‘unção’ do ‘vâmo quebrá tuuuddoooo’ e joguei uns discos do Raul Seixas pela janela, aff...

No dia seguinte, depois de mais algumas visitas a outras ‘Congregações’ nas redondezas (foi uma ‘imersão’ o que fizeram conosco), nosso irmão nos levou até a estação de trem e nos perguntou se gostaríamos de nos tornar membros da Congregação. Decidimos que sim, pois havia sido diferente de tudo o que tinha acontecido até então, mesmo pagando o preço de termos que mudar drasticamente nosso estilo de vida, devido aos usos e costumes desta denominação.

Agora que o bicho pega: Tomamos o trem em Carapicuíba e vínhamos conversando sobre tudo o que tinha acontecido naquele fim de semana. É importante frisar que estávamos conversando baixo. O trem não tinha muita gente. Um rapaz que estava sentado no outro extremo do vagão se levantou, veio até nós e pediu licença para conversar. Ele aparentava ser um cara normal, não demonstrava ser algum bandido. Concordamos e ele sentou-se ao nosso lado. Apresentou-se (na verdade não lembro o nome) e perguntou: ‘vocês são crentes?’ Estávamos à paisana, nem Bíblia estava à mostra. Dissemos como o pessoal da Congregação dizia: ‘pela graça e misericórdia de Deus, SIM’. Ele perguntou: ‘de que igreja?’. Respondi, cheio de orgulho: ‘somos da Congregação Cristã no Brasil’. O rapaz arregalou o olho e disse: ‘Aahhhhh.... com vocês eu não posso não!’

Pausa na cena, ‘a lá Matrix’. Inspire, respire...

Eu olhei pra ele e já o chamei pelo nome: ‘diabo, você de novo...’ e já fui querendo expulsá-lo, pra variar. Ele disse para mim: ‘calma, não vou fazer mal nenhum a vocês. Na verdade eu MORRI EM 1967 e estou aqui apenas para conversar um pouco’. Era ele mesmo, o rabudo. Continuamos ‘conversando’ (entenda: ele falava e eu ficava ordenando que ele se fosse, em nome de Jesus) até que ele se levantou e desceu em uma estação.

Assim que ele desceu, me virei para a Rosi e disse: Você viu só como ele ficou quando dissemos que éramos da Congregação? Ele disse que conosco ele não tinha poder nenhum! Agora sim, estamos na igreja certa!

Levei-a em casa e nos sentamos na calçada por um momento para conversar a respeito de tudo o que iríamos fazer dali para a frente. Meu amor por Deus era (e é) tão grande que estava disposto a tomar a direção que Deus desse para minha vida, para meu ministério. Nisso, o vizinho começou a reclamar que estávamos sentados na frente do portão dele. Nos levantamos. Afinal de contas, éramos servos do Altíssimo e não deveríamos ficar sentados no chão. Meu coração estava cheio de orgulho pela ‘descoberta’ da igreja certa.

No dia seguinte pela manhã, estava indo para o banco (trabalhava na Nossa Caixa). Abri minha Bíblia ao acaso e comecei a ler. Não gosto de brincar com a Bíblia, como se fosse uma caixinha de promessas, mas não há como negar que de vez em quando Deus fala SIM desta maneira conosco. Ela se abriu em Gálatas, e comecei a tomar um tapão atrás do outro:

Gl 1:6-12 - Estou admirado de que tão depressa estejais desertando daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho, o qual não é outro; senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema. Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. Pois busco eu agora o favor dos homens, ou o favor de Deus? ou procuro agradar aos homens? se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo. Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens; porque não o recebi de homem algum, nem me foi ensinado; mas o recebi por revelação de Jesus Cristo...

A cada linha que eu lia ficava mais e mais tenso. Será que ‘era Deus’? Será que era coincidência? Será que o diabo tava tentando me enganar? Continuei lendo. Caía em trechos falando assim:

Gl 2:3-7 – Mas nem mesmo Tito, que estava comigo, embora sendo grego, foi constrangido a circuncidar-se; e isto por causa dos falsos irmãos intrusos, os quais furtivamente entraram a espiar a nossa liberdade, que temos em Cristo Jesus, para nos escravizar; aos quais nem ainda por uma hora cedemos em sujeição, para que a verdade do evangelho permanecesse entre vós. Ora, daqueles que pareciam ser alguma coisa (quais outrora tenham sido, nada me importa; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que pareciam ser alguma coisa, nada me acrescentaram; antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão me fora confiado, como a Pedro o da circuncisão...

Lia e chorava... Cada linha escrita pulava em minha cara. Viva e pulsante... Não era possível! Tinha acabado de sair de um final de semana maravilhoso perante Deus e havia decidido mudar totalmente minha trajetória. Tinha aceitado servir ao Senhor, mesmo sob uma doutrina pesada, cheia de regras, por amor ao Senhor! Peguei meu filho Isaac – minha LIBERDADE – e coloquei no altar em sacrifício. A presença do Espírito Santo era muito forte. Li mais e mais em Gálatas e entendi que não era aquilo o que Deus queria de mim... Abri em outro trecho da Bíblia. Meu queixo caiu mais ainda:

Cl 2:4 – Digo isto, para que ninguém vos engane com palavras persuasivas...
Cl 2:8 – Tendo cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo...
Cl 2:16 – Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados...
Cl 2:18 – Ninguém atue como árbitro contra vós, afetando humildade ou culto aos anjos, firmando-se em coisas que tenha visto, inchado vãmente pelo seu entendimento carnal...


Estava desesperado e ao mesmo tempo aliviado... O Espírito continuava derramando seu bálsamo:

Cl:2-20-23 – Se morrestes com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos sujeitais ainda a ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: não toques, não proves, não manuseies (as quais coisas todas hão de perecer pelo uso), segundo os preceitos e doutrinas dos homens? As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum no combate contra a satisfação da carne.

Era Deus e era comigo. Sei que toda Palavra é Deus, mas ali era direto para aquele assunto. Bati o martelo: Não ficaria na Congregação.

Encontrei-me no final do dia com meu irmão Gessi e ele perguntou se poderia me levar para ser apresentado em ‘minha comuna’, que significava a igreja próxima à minha casa. Eu respondi: 'NÃO, pois não teria como servir a Deus sob a doutrina da Congregação.' Ele caiu pra trás. ‘Depois de tudo o que Deus falou com você lá em casa neste final de semana você NÃO QUER ser apresentado na minha igreja?’ Respondi: ‘Não meu irmão, e você não sabe da metade do que Deus falou comigo DEPOIS deste final de semana!’ E expus as passagens da Bíblia a ele. Como ele é de Deus, por mais que tivesse ficado contrariado, entendeu. Relutou um pouco mas entendeu. Eu disse a ele exatamente as coisas que escrevi entre uma passagem e outra. Meu ministério era um, o dele era outro.

Por outro lado, depois disso tudo, fiquei sem chão. Apresentava a Deus minha angústia por não ter ainda encontrado A IGREJA onde serviria a Deus. Visitava uma aqui, outra ali... Chorava muito a respeito disso. Sabia que tinha que estar sob a autoridade pastoral. E o Espírito sempre me lembrava de uma passagem das Escrituras: ‘O filho do homem não tem onde reclinar a cabeça’...

Nesta época freqüentava assiduamente o Instituto Cristão de Pesquisas, que na época era presidido pelo grande Pr. Paulo Romeiro, que até hoje tem minha grande admiração e respeito. Benção pura, como diria o Pr. Jabes Alencar...

Ia lá direto pois, como tinha sido muito usado pelo inimigo antes de minha conversão, vivia no campo de batalha espiritual, evangelizando pra tudo quanto era tipo de seita, e o ICP era o local onde conseguia muito material para evangelismo e estudo.

Um dia apresentei esta minha necessidade de encontrar uma igreja sadia, que não fosse nem ‘farra do boi’ nem legalista demais. Equilibrada e santa. O Pr. Paulo Romeiro então, após perguntar onde eu morava, indicou a Assembléia de Deus Betesda, de seu amigo pessoal, PR. Ricardo Gondim.

Daí pra frente foi só alegria...

Para finalizar, gostaria de comentar uma coisa: A Congregação é uma benção para quem sente que lá deve servir a Deus. O Corpo de Cristo tem vários membros, todos com sua importância. A astuta intenção diabo, ao usar aquele homem no trem e dizer através dele que não podia lutar contra mim pelo fato de agora (naquela época) eu ser um crente da Congregação Cristã no Brasil, era apenas de me engessar, me imobilizar e fazer com que eu não desse todos os frutos que Deus queria que eu desse. Lá eu teria que lidar com usos e costumes, e assim esfriaria da fé ao cuidar do ‘não fazer isso, não comer aquilo, não vestir isso, não olhar para aquilo’. O orgulho que entrou em meu coração após aquela investida do diabo já deveria ter sido o suficiente para eu notar que tinha algo errado. Satanás é um exímio estrategista, capaz de sacrificar umas peças para ganhar o jogo no final. Não podemos menosprezar suas estratégias sórdidas.

Agora véio, a parada é sinistra!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Os trens assombrados da linha Osasco x Jurubatuba, parte 1




Em minha busca por Deus, bati em várias portas. Cisquei o budismo, consultei cartomantes, búzios, cartas de tarot, brinquei com o satanismo, fiz mesa ouija, fui católico, kardecista, umbandista... cheguei a ser filho de santo, misericórdia. Quando tive meu encontro pessoal com Jesus Cristo em 1993 larguei tudo isso. Saí com várias cicatrizes, mas, como diria Paulão: ‘onde abundou o pecado, super-abundou a Graça’. Minha conversão merece um capítulo a parte. Qualquer dia conto como foi.

O que estava me lembrando agora na verdade foi que em cada caminho que eu entrei eu o fiz com muita sinceridade e, baseado nisso, sempre arrastei muita gente comigo. Quero falar de uma pessoa em especial, mas prefiro não mencionar o nome dela. ‘Chamá-lo-ei’ de ‘Tief’ (alguns vão matar a charada).

Sempre o encontrava na casa de seus primos. Falávamos de música, de mulheres, jogávamos truco a tarde inteira, saíamos de vez em quando, íamos jogar bola no Parque do Ibirapuera, tomar nossas cachaças... Às vezes as conversas ficavam sérias. Falávamos sobre assuntos espirituais também. Quando comecei a freqüentar a macumba uma das coisas que mais me impressionou foi que de fato o pessoal realmente conseguia ver o passado e prognosticar algumas coisas do futuro. Mas só viam a podreira, que fique bem claro. Quem fala que isso não funciona não sabe do que está falando. Lógico que há alguns charlatões no meio, mas a porcaria funciona de verdade. O problema é o preço que você paga. Aí que o bicho pega, literalmente.

Falei com o Tief a respeito do local que estava freqüentando e ele ficou super interessado em conhecer. Levei-o lá e a filha de santo que ‘tirava as cartas’ descascou a vida dele. Ele ficou impressionadíssimo e começou a freqüentar mesmo sem minha companhia. Ele também tinha a mesma sede por Deus que eu e estava tateando no escuro à procura da Luz. Se envolveu até o pescoço no batuque. A mãe dele pegou ódio mortal de mim naquela época.... não tiro a razão dela.

Uma vez fomos passar uns dias em uma colônia de férias no litoral paulista. Numa noite estávamos andando na praia quando vimos uma sessão espírita acontecendo. Aproximamos-nos para ver melhor e tinha um rapaz literalmente ‘virado num demônio’. Não lembro o nome da entidade que ele disse que estava incorporado. Nem importa. Ele estava com uma garrafa de pinga na mão e nos ofereceu. Tomamos metade da garrafa com ele enquanto ele dava a ‘consulta’ para nós e fomos embora. O impressionante é que não ficamos nem um pouco alcoolizados. Misericórdia.

Passados um tempo, dois tempos e metade de um tempo (como diria Daniel, rerê...) eu já tinha tido meu encontro pessoal com Jesus Cristo e estava voltando de trem do Jaguaré para Santo Amaro. Passando os olhos pelo vagão encontrei o Tief sentando em um banco. Como eu o tinha levado para o ‘saravá’ eu me sentia culpado pelo estrago que havia feito. Sentei-me ao seu lado e começamos a conversar. Falei que tinha me convertido e, para minha surpresa, ele também tinha tido seu encontro pessoal com Jesus. Ficamos muito felizes um pelo outro e vínhamos conversando a respeito da obra de Deus em nossas vidas.

Em um determinado momento um rapaz que estava sentado em um banco próximo se levantou e colocou o dedo em minha cara dizendo: ‘Vocês pensam que vão sair do meu caminho assim de graça?’ Identificamos na hora que se tratava de um demônio utilizando a vida daquele rapaz. Eu nem lembro exatamente o que eu respondi. Só lembro que ele do nada me deu um tapa na cara, ao mesmo tempo em que fazia um monte de ameaças contra nós dois, pelo fato de termos abandonado a macumba.

Levantei-me e tentei mantê-lo afastado de mim. O Tief também se levantou. Ele me deu outro tapa. Desta vez eu me esquivei. Ele blasfemava contra Deus e tentava me acertar. Eu falava de Deus e me esquivava. Chegou num ponto que eu perdi a paciência. Peguei-o pelo colarinho e o derrubei no chão. Joguei-me sobre ele e, quando ia dar um murro em sua cara, olhei em seus olhos e brequei o golpe. Levantei-me e gritei: 'Você é louco cara? você é louco? Desce deste trem agora!’ Ele não respondeu nada. Apenas levantou-se e desceu. Olhei ao redor e vi que todo mundo que estava no vagão estava colado em seus bancos olhando a cena toda, apavorados.

Ele se foi.

Aquele trajeto Jaguaré/Santo Amaro era freqüente para mim. Depois do ocorrido, sempre que ia pegar aquele trem eu olhava para ver se aquele rapaz estava dentro do vagão que eu ia pegar. Podia ser que, se ele me encontrasse novamente, tentasse se vingar.

Um dia eu o encontrei. Quando o vi, estranhamente não senti medo nenhum. Eu o olhei de cima a baixo. Ele se vestia com roupas bem velhas e carregava uma bolsa dessas de carregar roupas de bebê. Tive muita pena dele. Ele me viu e não me reconheceu. Chegando à Estação Largo 13, eu me levantei para descer e ele também. Passei bem perto dele e perguntei: 'você lembra de mim?' Ele respondeu que não. Fiquei com ódio do diabo. Então falei: ‘Jesus te ama’. Ele me olhou, deu de ombros e desceu.

Impressionante como o diabo é sujo. Usou a vida daquele rapaz, que estava lá como um fantoche no dia que estava falando das maravilhas de Jesus com meu amigo Tief. Tentou nos amedrontar, nos ameaçou para que desistíssemos de continuar no Caminho. O tiro saiu pela culatra. Após minha conversão, varias outras vezes encontrei o inimigo pelo caminho, mas nada seria capaz de me fazer desistir de Jesus Cristo.

Atualmente meu brother Tief é pastor de uma Igreja das quais já freqüentei. Glória a Deus por isso. Eu sigo neste ministério itinerante, como agente secreto de Deus (sei que tem gente que não concorda com isso), catando um aqui, outro ali, levando a Verdade da maneira que o Espírito Santo me dirige a fazer. Como diria Raul Seixas: Pastor João, e a Igreja invisível...

Ainda tenho muito a falar sobre isso...

terça-feira, 14 de julho de 2009

Porcos na sala


Estávamos visitando o Silvio e a saudosa Vilma, meus ex-cunhados, no interior do Paraná. A cidade se chamava Vila Alta. Nem sei se era mesmo uma cidade. Acho que era um distrito de Xambrê, próximo de Icaraíma , ou vice versa, sei lá. Agora sim vocês se localizaram melhor, certo? Resumindo, longe pra cacete. Era um local muito gostoso, cidade pequena, ‘de primeira’ como costumam dizer. Se engatasse a ‘segunda’ já estava fora da cidade...

Sempre que íamos ao interior do Paraná o pessoal tinha que fazer uma correria para arrumar colchões emprestados para dormirmos. A mulherada tinha ido à casa de uma vizinha ‘negociar’ os colchões enquanto eu e o Silvio ficamos em casa tomando cerveja e colocando a fofoca em dia.

No início da noite fomos até a vizinha para pegar o colchão. Chegando lá, nos apresentaram a dona da casa e sua filhinha, que devia ter no máximo uns sete anos de idade. Sentamos à mesa, ela nos ofereceu algo para beber (café, suco, não me lembro) e ficamos batendo papo.

Eu não estava muito à vontade. Ninguém acredita, mas sou muito tímido. Sorte que o pessoal do Paraná é super simpático e te recebe muito bem. Enquanto conversávamos, comecei a notar que a dona da casa falava toda hora sobre o pavor que ela tinha da filha dela ficar doente. Toda hora falava algo como ‘porque se minha filhinha ficar doente eu não sei o que faço’, ou ‘ah, se ela ficar gripada eu isso’, ‘se ela pegar um sei lá o quê eu fico aquilo’...

Naquela época eu tinha acabado de ler um livro chamado Porcos na Sala, que fala sobre possessão demoníaca. Este livro falava sobre alguns processos de identificação de casos de possessão e libertação meio fora do padrão, digamos assim. Muitos criticaram este livro. Eu sou da turma do ‘provai de tudo e retém o que é bom’. A medida que aquela mulher falava eu comecei a discernir em meu espírito que aquele medo era muito além do que preocupação. Olhei nos olhos da mulher e vi que tinha algo de errado naqueles olhos. ‘Olhos insanos’, como diria o Nenhum de Nós em ‘Camila Camila’.

Ela também me olhou nos olhos e daí pra frente foi mais forte do que eu. Tudo foi em uma fração de segundo: olhando fixamente nos olhos dela, no meio da conversa (e aparentemente do nada) eu ordenei: Demônio maldito, você tem trazido pânico nesta mulher, ameaçando trazer doença sobre a vida da filha dela. Saia agora, em nome de Jesus!

Ninguém acreditou no que aconteceu: Ela deu um grito, teve algo parecido com uma ânsia de vômito, cuspiu algo nojento, como um fio de saliva muito longo, mas de uma cor estranha. Jorrou longe. Ela começou a chorar convulsivamente. Abraçamos ela e ela aos poucos se acalmou. Clamei pelo Sangue de Jesus em sua vida e na vida de sua família, apresentei Jesus como Senhor e Salvador, ela orou junto a nós todos.

Ali ela foi liberta. Isso já faz mais de 10 anos. Pouco tempo atrás tive notícias dela, dizendo que hoje ela estava firme na presença de Jesus e que a filhinha dela estava muito bem.

Nosso inimigo é muito sujo. Que o Espírito de Deus nos dê discernimento para estarmos atentos às astutas ciladas do diabo.

Loucura loucura loucura....

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Sonhei, parte 1


Há alguns anos atrás, sonhei que estava levando minha ex-esposa no ponto de ônibus pela manhã (sonho de pobre é uma merda). No meu sonho, assim que ela pegou o ônibus, veio logo atrás outro ônibus indo para Itapecerica da Serra. Por alguma razão, eu dei sinal. Subi no ônibus e fui até o final da linha. Ao chegar lá comecei a andar pela cidade, mas não era Itapecerica, e sim São Vicente, litoral paulista. Fui andando em direção à Ilha Porchat. Gostava muito de São Vicente naquela época..

Andando pelas pedras vi um homem de joelhos. Parei ao seu lado e vi que ele estava chorando. Coloquei minhas mãos sobre sua cabeça e comecei a ministrar sobre a vida dele. Quando fiz isso eu acordei com o despertador. Sonho louco, pra variar.

Levantamos, tomamos café e fui levá-la ao ponto. Ela pegou o ônibus e adivinha: logo atrás vinha um Itapecerica da Serra. Por impulso dei sinal e subi. Estava encanado com o sonho, queria ver o que ia acontecer.

Cheguei ao ponto final e comecei a andar. Andei, andei e nada acontecia. Fiquei por lá meia hora batendo perna. Decidi voltar para casa.

Peguei um ônibus de volta e desci no Vila Remo. Ao passar em frente a uma padaria tive a impressão de ter ouvido alguém fazendo ‘psiu’, mas não deveria ser pra mim. Continuei andando e ouvi novamente o ‘psiu’, desta vez mais perto. Parei e olhei para trás. Era um homem de uns 40, 45 anos, roupas simples. Ele chegou perto de mim e disse: ‘Você não me ouviu te chamando não?’ Aquilo me irritou. Respondi ‘quem me conhece me chama pelo nome, não olho pra ‘psiu’. O que você quer?’

Ele me disse: ‘Não te conheço mas te vi passando pela porta. Quando você passou uma voz falou ao meu ouvido “chame ele e peça para ele orar por você”. Por isso te chamei.’

Me arrepiei todo. Perguntei: ‘Você é cristão?’ Ele respondeu ‘não, mas ore por mim’.

Me lembrei do sonho, do homem de joelhos e não pensei duas vezes. Coloquei a mão sobre a cabeça dele e comecei a orar. Dizia ‘Deus, em nome de Jesus, toma a vida deste homem em suas mãos...’ Nisso ele começou a tremer e caiu de joelhos. Ele, chorando, me perguntou: ‘moço, que poder é este que você tem?’ Respondi: ‘Eu não tenho poder nenhum, mas Deus, em nome de Jesus, tem todo o poder sobre os Céus e a Terra.’ Um monte de gente passava por nós, mas não estava nem aí. Obedecer é melhor do que sacrificar, como diz a Palavra...

Enquanto eu orava ele chorava e tremia. As pessoas que passavam não entendiam nada. Clamei pela vida dele, pela sua salvação, pela família. Quando acabei de orar ele me disse, com os olhos cheios de lágrimas: ‘Moço, eu estava na padaria tomando pinga com um amigo meu (eram 8 horas da manhã!) e de lá nós iríamos para os cinemas da Av. São João. Iríamos passar o dia assistindo filmes pornográficos. Agora não vou mais. Vem aqui, quero que você ore pelo meu amigo, ele precisa disso que você me fez.’

Entramos na padaria. O outro homem, visivelmente perturbado, ao me ver se encostou no balcão e gritou: ‘Eu não quero nada com você não, vai embora!!!’ O amigo dele replicou: ‘Fulano (não lembro dos nomes deles, para variar), ele orou por mim, quero que ele ore por você!’, mas ele fugia de mim. Fui até a direção dele e peguei em sua mão, mas senti que o que tinha que acontecer já tinha acontecido. Sem fazer julgamentos, mas era para orar só pelo primeiro rapaz. Disse apenas ‘Fica com Deus’ e me voltei para o outro.

Ele me pediu, olhos cheios de lágrimas: ‘Meu amigo, quero que você vá até minha casa e ore por todos que estão lá. Eles estão precisando de Deus’. Falei: ‘Então vamos agora!’ Ele replicou: ‘Não, é melhor que você vá no sábado.’ Ele então me passou o endereço e me mostrou ao longe onde era mais ou menos.

Fui para casa e, à medida que se aproximava o sábado, confesso que fui ficando cada vez menos à vontade para ir à casa dele. É aquela história do ‘panela suja se lava quente’.

Chegou o sábado. Peguei o papel com o endereço, minha Bíblia e fui procurar o endereço. Perguntei pra um onde era a rua, não sabia. Perguntei para outro. Não sabia. Andei uns 10 minutos e confesso que fui ficando aliviado por não encontrar o endereço que ele me passou. Existem situações que tem que ser resolvidas na hora. Voltei para casa com um peso enorme na consciencia.

Na época me condenei muito por não ter insistido em ir no mesmo dia nem de não ter ficado mais tempo procurando a casa dele. Hoje eu entendo que a parada era com ele. O sonho, o ônibus, o andar pelas pedras, o encontro, a oração...

Acredito que não devo ter sido o primeiro a ministrar sobre a vida dele, nem muito menos o último.

Não acho que pisei na bola...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O mar estava lindo



Quarta-feira passada fui à praia a noite. Apesar de estar a apenas dois quarteirões da praia, faziam três semanas que eu via o mar apenas pela janela do ônibus no trajeto casa-trabalho-casa / casa-igreja-casa ou pela sacada da academia.

Estava ficando agoniado. Aquela belezura toda estava lá e sentia que Deus queria ter um particular comigo, como vínhamos tendo desde que mudei para o Recreio dos Bandeirantes. Aquela praia vem sendo meu monte de oração, um dos lugares onde tenho tido mais comunhão com Deus.

Após acabar minha série na academia voltei para casa, tomei banho, peguei uma garrafa de vinho e fui com a Cilene até lá, meio que no piloto automático.

Sentamos nos banquinhos que fazem divisão entre a calçada e as pedras da praia, próximo ao moinho de vento do Posto 12. A Lua estava linda. A água refletia a luz da Lua como nunca tinha visto antes. Parecia até que a água estava suja de óleo, pois o reflexo da luz fazia com que as ondas ficassem prateadas. Só vendo.

Abrimos o vinho e entre um gole e outro comecei a falar com Deus de uma maneira muito direta. Meu coração doía muito, estava quebradinho. Senti-me como o rei Davi nos Salmos. Escancarei minha alma, me derramei na presença dEle.

Expus minha dor, pedi que Ele agisse. Com ousadia falei a Deus que acima de tudo o que mais queria era que seu filho Jesus voltasse logo, pois queria muito que todo o cansaço e dor acabassem. Apresentei outra opção: A cura de minha mãe. Quase trinta dias em coma, toda entubada. Eu como filho não achava que ela merecia passar por tudo aquilo. Pedi para que Ele fizesse com que minha mãe acordasse bem, tirasse o tubo e se levantasse. Eu chorava muito, mas estava confortável na presença de Deus. Senti que Ele queria que eu fizesse o que eu estava fazendo.

Pedi também a Ele que, caso nenhuma das alternativas acima fossem as melhores, que Ele desse à minha mãe um descanso para todo aquele sofrimento.

Senti que Deus estava sentindo minha dor.

O mar estava lindo. Voltei em paz para casa.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Deus É AMOR!


Costumo ouvir muitas pessoas dizerem que as coisas que acontecem estão escritas. Muitos dizem perante uma tragédia que Deus quis que aquilo fosse daquela maneira. Morre uma pessoa e falam ‘a meu filho, não fique triste, Deus quis assim’...

Sinceramente este não é o Deus que eu creio. Não é o Deus da Bíblia. O Deus que eu creio não criou a morte nem a dor. Ele criou o mundo perfeito e nós humanos é que bagunçamos tudo. Temos controle de nossos atos mas não temos controle das consequências. Colocamos engrenagens em movimento que levam as coisas para direções que não esperamos.

Alguns podem dizer então: ‘Como se explica que uma criança nasça sem cérebro e viva apenas 23 segundos após o parto? Ela teve tempo de pecar?’ ou ‘Por qual razão um Airbus A310 com 153 pessoas cai no Oceano Índico e apenas uma criança de 14 anos sobrevive, um A320 cai no Rio Hudson e todos sobrevivem graças à perícia do piloto e um A330 cai no Atlântico e todos os 228 passageiros e tripulantes morrem?’ Será isso alguma praga lançada por algum concorrente da Airbus? Será que o diabo deixou de vestir Prada e agora está vestindo a prata de uma fuselagem? Aquela criança de 14 anos não era mais santa do que as outras 152 pessoas que morreram. No avião do Rio Hudson não havia 151 eleitos de Deus, com uma missão que somente eles poderiam cumprir na Terra. Muito menos o A330 caiu pelo fato de ter um argentino entre os passageiros (foi mal... desculpe).

Deus está cochilando enquanto isso acontece? Tem gente que diz que Deus criou o mundo e deu corda, agora assiste ele andar sozinho, até que tudo acabe. Não é isso. Com certeza não. Alguns dizem que Ele pode tudo mas não ama a humanidade o suficiente para intervir. Outros dizem que até que Ele ama, mas é impotente para agir. Tudo isso é besteira. Ele pode tudo, mas não chantageia seus filhos, vinculando bom comportamento ou vilania humana ao seu ato de intervir ou não.

Nosso Deus é eterno, onipotente, onipresente, onisciente e – acima de tudo, ele é AMOR.

Por ser Eterno, ele não está preso à nossa medida de tempo ‘kronos’. Ele vive no tempo ‘kairos’, o tempo pleno, de onde Ele vive a eternidade. Não há ontem, hoje nem amanhã para Deus.

Nosso Pai é onipotente. Tudo se criou através de sua Palavra. Ele disse 'haja' e ouve. Não há nada que Ele não possa fazer.

Ele é onipresente e acompanha todos os fatos. Da formiga andando em uma pedra no interior da floresta amazônica às últimas noticias da CNN. Acompanha e não se mete. Onisciência é quase que um atributo natural pelo fato de ser eterno e estar presente em todos os lugares ao mesmo tempo.

Mas o mais impressionante na Pessoa de Deus é o AMOR. Deus é amor. Amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera. Este amor fez com que Deus criasse o homem para se relacionar com Ele, mas não criou apenas os bonzinhos, deixando os malzinhos na forma por não terem correspondido às Suas expectativas. Colocou no mundo o bebê acéfalo que viveu 23 segundos da mesma maneira que colocou Hitler. Todos com as mesmas chances. Todos amados desde a formação. O ponto é que Deus, em sua onisciência, já sabia que um não sobreviveria e o outro seria responsável pelo massacre de 6 milhões de judeus.

Eu vejo em tudo isso o tamanho da grandeza de Deus. Grandeza de caráter, grandeza de amor. Eu não serviria a um Deus que me chantageasse com o bem. Eu não respeitaria um Deus que coloca somente os bons em campo. Isso seria coerção. Servir a Deus seria a única escolha sábia a ser feita, afinal de contas, seria o melhor investimento.

Sirvo a Deus pois Ele me dá a opção de não servi-lo. É esta a razão de sermos espetáculo para os anjos e demônios. Sirvo a Deus, independentemente do que ele faça ou deixe de fazer por mim. Deus se fragilizou e se expôs ao limite quando nos criou. Tornamos-nos a maior aposta de Deus. Somos a prova que Deus precisava para mostrar ao diabo que é possível sim amar a Deus, independente de circunstâncias. Até a não destruição do diabo é um fato que prova o tamanho do caráter de Deus. Se Ele tivesse esmagado a serpente já no Jardim do Éden, hoje seríamos meros fantoches, amedrontados com a fúria de um Deus que não sabe conviver com ninguém que pense ou aja fora de seus padrões.

Crianças sem cérebro continuarão a nascer, monstros continuarão a dizimar povos e nações, aviões continuarão a cair. Mas haverá o dia em que Deus limpará de nossos olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas serão passadas (Ap 21-4) Chegará o dia em que a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados (1Co 15-52). A morte e o inferno serão lançados no lago de fogo (AP 20-14) Chegará o dia que se cumprirá a Palavra que está escrita: ‘TRAGADA FOI A MORTE NA VITÓRIA. ONDE ESTÁ, Ó MORTE, O TEU AGUILHÃO? ONDE ESTÁ INFERNO, A TUA VITÓRIA? (1Co15:54-55)

Maranata! Ora vem Senhor Jesus!!!!!!!!!