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domingo, 31 de janeiro de 2010

Que vinho você bebe? Amém de qualquer jeito...


Marcos 2:22 "E ninguém deita vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho novo romperá os odres, e perder-se-á o vinho e também os odres; mas deita-se vinho novo em odres novos".

Tenho uma pergunta: qual “vinho” rompe um odre velho? Suco de uva, sem fermentação nem álcool decorrente do processo ou o vinho com teor alcoólico gerado no processo de fermentação? Não vou fazer uma pesquisa científica e tornar o assunto cansativo, mas o açúcar contido no suco de uva, ao fermentar, se expande e o torna alcoólico. Bye bye odre velho. Bye bye também fariseus. É este vinho que Jesus se refere.

Mas e ai? Estou eu querendo com isso incentivar os irmãos a beberem? De maneira nenhuma, mas Paulo deu um conselho muito interessante para Timóteo:

1Timóteo 5:23
"Não bebas mais água só, mas usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades".

Paulo estava querendo gera polêmica com este conselho? Também não. A postura dele é bem clara, como podemos ver em sua carta aos Romanos:

Romanos 14:14-23 "Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nada é de si mesmo imundo a não ser para aquele que assim o considera; para esse é imundo. Pois, se pela tua comida se entristece teu irmão, já não andas segundo o amor. Não faças perecer por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu. Não seja pois censurado o vosso bem; porque o reino de Deus não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na paz, e na alegria no Espírito Santo. Pois quem nisso serve a Cristo agradável é a Deus e aceito aos homens. Assim, pois, sigamos as coisas que servem para a paz e as que contribuem para a edificação mútua. Não destruas por causa da comida a obra de Deus. Na verdade tudo é limpo, mas é um mal para o homem dar motivo de tropeço pelo comer. Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outra coisa em que teu irmão tropece. A fé que tens, guarda-a contigo mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque o que faz não provém da fé; e tudo o que não provém da fé é pecado".

Paulo colocou a comida com o mesmo poder de gerar tropeço e escândalo. Tomar vinho não pode, mas ir a um rodízio e comer até sair picanha pelo nariz pode? E o que falar das festinhas de aniversário em nosso meio, onde os irmãos se entopem de bolo, salgadinhos, refrigerantes e – ao final – ainda pedem para fazer uma ‘marmitinha’ para levar pra casa?

Me lembrei de uma boa: Quem aqui era da época que rolava uma fita cassete com o 'tristemunho' de um irmão que tinha morrido ou tinha sido arrebatado (não lembro ao certo) e que foi levado ao inferno? No relato dele o irmãozinho conta que lá nas quintas das profundas tinha uma fábrica de televisores administrada pelo próprio rabudo, fazendo parte do grande plano do vermelhão para destruir as pessoas?

O que falar dos milhares de irmãos em Cristo que naquela época assistiam televisão escondido (lembro de vários)e, por fazerem algo que tinha dúvida se era lícito ou não, viveram e morreram com culpa e possivelmente hoje estão no inferno?

Hoje, a mesma denominação tem vários programas no sábado de manhã... e ai?

Para mim, o que rola em ‘nosso meio’ é muita hipocrisia. Cada um sabe muito bem o que pode fazer e o que não pode, e não precisa que ninguém venha por o bedelho no que você considera puro ou lícito. Olha o que fizeram com Jesus!!!

Mateus 11:16-19: "Mas, a quem compararei esta geração? É semelhante aos meninos que, sentados nas praças, clamam aos seus companheiros:
Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamos lamentações, e não pranteastes. Porquanto veio João, não comendo nem bebendo, e dizem: Tem demônio. Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um comilão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores. Entretanto a sabedoria é justificada pelas suas obras.


Este discurso de Jesus mata a pau, pois define bem o que se passa. Ficam brincando com você, fazendo você ir de um extremo a outro, e nada do que você faz é suficiente para agradá-los. Utilizam todos os métodos possíveis para te manter sob controle. Coisas que não tem valor nenhum são utilizadas como cabresto. A opinião dos religiosos, o temor de uma exclusão, nada disso trás uma maior comunhão com Deus e te leva para o Céu.

Já me preocupei muito em agradar todo mundo, deixando de fazer tudo o que os legalistas me empurraram goela abaixo, e não ‘ganhei nada’ com isso. Passei então a ser honesto comigo e com a voz de Deus, assumi minha fragilidade e aprofundei muito mais na minha relação com Deus, pelo fato de não estar utilizando uma máscara.

Estou concluindo meu pobre raciocínio, e não tenho a mínima intenção de esgotar o assunto, mas Jesus falou que não é o que entra pela boca que contamina o homem; mas o que sai da boca, isso é o que o contamina, conforme diz o Evangelho de Mateus:

Mateus 15:17-20 "Ainda não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e é lançado fora? Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem".

Além do mais, saiba que sempre vão tentar impor um jugo mais pesado que o que você pode carregar, mas se você conhece a Voz do Mestre, lembre-se do que Ele falou:


Mateus 11:29-30 "Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo e leve".

Gente, hoje é sexta-feira. Vou comprar uma boa garrafa de vinho e comer uma pizza. Alguém me acompanha?

Postado inicialmente por João Carlos em 9/18/2009 10:15:00 AM

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O que eu faço com estes 10 minutos?


Vamos lá. Hora morta (13:20hs), todo mundo almoçando e eu de plantão, esperando o povo chegar para dar andamento aos ‘meus negócios’. Na área que trabalho (transporte marítimo) todo mundo some ao meio dia e fico aqui agoniado, aguardando a cambada para mendigar algumas reduções de frete.

Acho legal, mas a competição é muito grande. Grande e suja. O que é falado não vale nada, e o que é escrito tem que ser muito bem interpretado, pois sempre que podem tiram da reta e colocam o seu... Gostaria de trabalhar com o que realmente gosto, mas ainda não fui abençoado com isso. Será que se eu fizer alguma campanha ou comprar uma Bíblia de 900 reais eu consigo sucesso?

Sonho em ter um restaurante, uma lanchonete, uma pizzaria, um café. Ou então um sebo de discos e livros usados. Ou a mistura dos dois. Preciso de um sócio. Coragem tenho, mas falta ‘achar a ponta do durex’...

Pensei em estabilidade também, tipo concurso público. Meu aproveitamento em concursos é de 50%. Passei em um e no outro que fiz não. Falo isso por segurança, mas no fundo não creio que nasci para esta vida.

Viver da fé? Já tenho feito isso! Minha vida e sustento é um milagre diário, nado com os tubarões e tenho sido sustentado de pé. Deus tem sido muito bom comigo.

Viver da fé me dá uma idéia: Talvez abrir uma franquia da Universal ou da Renascer. Não preciso de muito para isso. Aprender a falar como o Edir Macedo ou o Estevam, vender meus valores morais e éticos, corromper a verdade do Evangelho e me tornar um mercador da fé. Dizem que dá muito dinheiro. A taxa da franquia ainda não sei qual é, nem os royalties que devem ser pagos ao franqueador, mas com certeza não será apenas 10% (risos...).

Acho que não vale a pena. Quero ser patrão, não uma marionete. Papo de geração apostólica né?

Bom. O que queria eu consegui: Passar o tempo sem pensar nada sério. Já são 13:30hs. O pessoal já deve ter escovado os dentes. Deixa eu parar de sonhar e voltar ao trabalho. Depois eu almoço (um luxo para mim... rsrs).

O tempo urge e está contra mim agora!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Olhe para o céu quando quiser vê-la de novo!


Você não está aqui hoje mas conversamos um pouco por telefone. Você chorava muito, mal reconheci sua voz, mas conhecia muito bem sua dor. Ela também me tocou com seus dedos gelados meses atrás. Queria poder segurar tua mão hoje e dar meu ombro para você chorar. Da outra vez pudemos almoçar juntos, tive a oportunidade de te ouvir e dividir o calor de minha alma com a tua.

Sei que você fez o seu melhor, mesmo contra tudo e todos que se levantaram contra você. Você não se cansou, mas ela sim. Tão nova, ceifada sem piedade. Não sabemos se todos os pequenos sonhos que ela teve se realizaram, mas sei que você foi até o Imperador para tentar atender seus desejos de criança.

Aquele vento frio passou. Em seu lugar ficou apenas a ressaca das noites sem dormir, embalando os sonhos de uma criança indefesa. Ela foi amada e cuidada, isso que importa. Não pense que o pior aconteceu. O pior não existe para as princesas, elas são sempre felizes para sempre.

Hoje não haverá boa noite em nosso jornal nacional, apenas um até amanhã, em memória desta pequena imperatriz que hoje voltou à morada eterna.

Controlamos nossos atos, mas estamos preparados para as consequências?


Observando vidas próximas a mim, tenho notado o quanto a lei da semeadura e da colheita é implacável. Algumas coisas que vi, ouvi e vivi estão se encaixando e formando um cenário muito triste.

A maior peça desta tapeçaria foi a morte de minha mãe em Novembro do ano passado.

Pequenos detalhes fizeram toda a diferença. Após sofrer um derrame, ela foi levada a um hospital que sabidamente não atendia neurologia por uma pessoa que apenas visou se livrar logo do incômodo de ter que sair do conforto de sua casa e levar uma velha vomitando em seu carro novo. A transferência foi conseguida com muita luta quadro dias depois, sendo que estes preciosos dias foram determinantes para o agravamento e irreversibilidade do quadro. Após cinco meses em coma, faleceu um domingo de manhã, sendo enterrada no mesmo dia devido ao estado que se encontrava o corpo. Por estar no Rio, nem consegui chegar a tempo do enterro.

Voltando no tempo, entendo que este AVC foi ‘construído’ por uma longa história de sofrimentos e mágoas vividos por minha mãe, que não soube lidar com tudo o que sofreu durante sua vida. Ela era uma bomba relógio prestes a explodir e sabia disso. Evitou os médicos, escondeu de nós seus problemas, guardou tudo dentro de si e não agüentou. Na verdade ninguém agüenta.

Não quero expor minha amada e saudosa mãe. É que isso me fez ver que colhemos o que plantamos. Ou o que plantam em nossas vidas e não temos estrutura para lidar, mas nos falta discernimento e coragem para descartar.

Carregamos pesados fardos e eles destroem nossas vidas espirituais, sociais, emocionais e todos os ‘ais’ possíveis. A Graça nos liberta, nos renova e nos conduz à vida eterna. Mas as conseqüências de nossos atos sempre ecoam, pois o mal é deixado para trás, mas as peças das engrenagens entram em movimento aqui no mundo tangível, material, e estas não param de girar até alcançarem seus funestos propósitos. Como diz um grande amigo meu, “entrar no Céu eu entro, mas vou tomar muito tapão”.

Muitos outros pequenos acontecimentos e observações estão em minha mente neste momento. De casamentos que estão acabando por falta de amor e perdão, pessoas solitárias por não saberem lidar com seus próximos, até nosso planeta não agüentando mais tudo o que o homem tem feito visando seu próprio interesse, não se importando com o que as próximas gerações irão colher.

Precisamos ver se estamos preparados para lidar com as ondas que surgirão com o simples lançar de uma pequena pedra no lago de nossas vidas. A pedra afundará onde ela foi lançada, mas estas ondas irão se propagar até as margens. Temos controle de nossos atos, mas estamos preparados para as conseqüências?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Um para trás, dois para frente...


Ontem dei um passo para trás. Voltei a ser menino, assumi minha fragilidade e chorei no colo do Papai. Não me importei com o que poderiam pensar de mim. Apenas me importei com o que EU estava pensando de mim. Tem horas que canso de mim. Isso normalmente acontece quando começo a entrar em um estado de dormência e torpor.

Acontece assim: As coisas começam a ficar sem sentido. Comer ou não comer não altera o apetite, rir ou chorar não abala o estado emocional, correr ou deitar não alivia o corpo, orar ou não orar não me aproxima mais de Deus.

Sem que eu percebesse, a luzinha de alerta começou a piscar. Falha no sistema. Sensação de já ter vivido aquilo antes. Bendito Déjà Vu. Não pestanejei: Lá estava eu de pé, sendo reabastecido pela Graça novamente. Não me interessava quem estava ao meu lado, era eu e Deus.

Um passo atrás não foi sinônimo de dúvida ou falta de fé. Pelo contrário. A meu ver, este passo atrás muitas vezes é necessário para pegar impulso e seguir em frente. Não tenho resposta para tudo. Me canso e me sinto frágil muitas vezes. Sou obrigado a recomeçar com freqüência, e a sensação de impotência no começo pode gerar imobilismo e frustração, mas depois vejo que estas emoções conflitantes são o campo fértil para novas perspectivas.

Tive que recomeçar várias vezes, de várias formas. Por vontade própria ou por força das circunstâncias. Perdi quase tudo que havia conquistado e me senti um fracasso. Fiquei impotente, sem norte, sem direção ou coragem de continuar. Mas a vida tem seus caminhos misteriosos e, com toda sua sutileza, me empurrou para frente. Mesmo com medo e dor, continuei caminhando. Desejando a morte e quase jogando a toalha, vi que não tinha opções. Avancei.

Esta nova força advinda da fraqueza pode soar contraditória, mas não é. Como diz Paulo em sua carta aos Coríntios “Pois, quando sou fraco é que sou forte” (2Co 12:10). Não levo este pensamento de Paulo ao campo espiritual apenas. Assumir a fraqueza abre um leque de novas e impensadas opções. Muitas vezes estamos perto demais de nossos problemas, inseridos demais em nossas situações cotidianas e ficamos sem uma visão da situação como um todo. Se afastar um pouco do tabuleiro do jogo gera uma visão melhor da situação, possibilita reavaliamos a estratégia e entrar novamente na batalha.

Não vejo nenhum problema em assumir ser fraco. Assumir a fraqueza gera um alívio muito grande. Tirar o peso das costas e poder dizer “e agora, o que eu faço?” é libertador.

Sou fraco, me canso e preciso fazer isso de tempos em tempos.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Déjà Vu


Eu estava parado em frente ao prédio. Cigarro aceso (de vez em quando eu faço isso, não me pergunte por que...), entre um trago e outro apareceu um menino com não mais que quatro anos que se dirigiu a mim dizendo:

“Amarra esta linha numa pedra pra mim!”

Respondi ao menino:

“Já amarro pra você, só um minuto”.

“Amarra agora!”

Não foi um pedido, foi uma ordem. Arrepiei-me todo. Já tinha passado por situações parecidas. Olhei ao lado e vi que seus pais estavam retirando o adesivo de venda de um Audi preto recém comprado.

Olhei nos olhos do menino, endureci e respondi:

“Não. Vou acabar de fumar primeiro e depois eu decido se amarro ou não”.

“Joga este cigarro fora agora e amarra a linha pra mim!”

Ignorei.

“Joga o cigarro fora e amarra a linha pra mim!”

Respondi:

“Não vou mais amarrar a linha para você”, e olhei novamente para os seus pais, a menos de três metros de nós, ouvindo aquela conversa mas aparentando achar aquela situação normal.

Ele disse:

“Joga este cigarro naquele carro para ele pegar fogo!”

Fiz que não ouvi...

“Joga agora!”

“Não!” respondi.

“Então joga o cigarro no carro do meu pai para ele pegar fogo!”

Olhei novamente para seus pais, olhei nos olhos do menino e disse:

“Eu não vou fazer nada do que você está pedindo”.

Seus olhos faiscavam. Ele se irritou. Eu me controlei, mas me mantive firme até ele sair.

Vocês podem perguntar mil coisas, não entender tantas outras, pensar o que quiser de mim, mas sei o que aconteceu ali.

Não era a primeira vez que tinha encontrado o Diabo assim.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Tudo muda muito rápido...


Você está neste momento sentado em frente ao seu computador lendo este post. Antes de sentar, estava lá fora, olhando o tempo, reclamando do calor e pensando se iria na praia a noite para curtir um pouco a tranquilidade ou se iria amanhã de manhã, antes que elas enchesse devido ao feriado. Eu pelo menos estava fazendo isso...

Dê uma parada agora e vá lá fora novamente. O tempo mudou de repente, e você não tem certeza de ter visto corretamente o que viu minutos atrás. O céu fechou, está ventando muito forte, as pessoas estão amedrontadas e a cena lembra muito alguns de seus piores pesadelos. Isso é o que está acontecendo agora...

Você está preparado para mudanças drásticas em sua vida? Você está pronto para acordar amanhã de manhã e descobrir que aquele teto que antes te trazia proteção contra as interpéries do tempo (gostou de 'interpéries'?) está prestes a se transformar em sua sepultura?

Toda a segurança que você se cercou se transformou em seu calcanhar de Aquiles. Aquilo que traria alívio se transformou em fonte de morte e dor. Os grandes sonhos megalomaníacos se tornaram pedra de tropeço.

Onde foi então que você depositou sua confiança? Em sua carreira? Em seu diploma? Em seu dinheiro depositado e aplicado? Na sua capacidade em persuadir as pessoas ao seu redor?

Qual a razão de você continuar a semear sua vida em terreno que não pode garantir seu futuro e sua eternidade?

Olhe ao redor. Os incrédulos estão falando que o mundo está acabando! Você tem uma Bíblia, conhece as promessas e Deus e também os sinais dos tempos. O mundo caminha a passos largos rumo ao seu fim.

Não me pergunte por que estou escrevendo isso. Sinto apenas a direção do Espírito Santo ao fazê-lo. Abramos os olhos. A seara é grande, mas são poucos os cearenses, como diria o Ricardo Gondim. Vidas precisam daquilo que conhecemos muito bem, mas infelizmente temos retido para nosso conforto.

Vamos abrir a boca e aproveitar as oportunidades em falar da volta de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Digo isso com liberdade, pois ontem perdi uma grande chance em falar de tudo isso e acabei intelectualizando o discurso com uma pessoas que veio falar que o mundo estava acabando. Me detive nos dados estatísticos, no que a ciência fala, no que os olhos vêem, e não falei da volta de Nosso Senhor.

Me perdoe Deus. Me dê mais oportunidades para testemunhar seu Nome, e que eu não haja como fiz ontem. Que eu não complique meu discurso como fez Paulo no Aerópago, que em nenhum momento falou de JESUS aos presentes, apenas mencionando o 'deus desconhecido'.

Recebe o mistério aí varão!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Não me enquadro nesta moldura...


Não nasci em berço evangélico. Família católica não praticante, sempre tive muita sede de algo mais no mundo espiritual, mas somente me encontrei nas palavras da Bíblia. Isso tem 16 anos e alguns meses.

Neste período, fiz de tudo o que fui ensinado a fazer. Campanhas, vigílias, jejuns, evangelismo. Adotei usos e costumes que apenas limitaram meu raio de ação. Entrei numa de 'não toque nisso, não prove daquilo, não ande com gente assim ou assado'. O que ganhei com isso? Apenas experiência e discernimento, pois nada do que fiz radicalmente acrescentou algo à minha espiritualidade.

Aprendi muito com todos os meus excessos cristãos. Mas aprendi não da maneira que quiseram me catequisar. Aprendi a dizer não à grande parte das doutrinas que tentaram me impor 'G.A.' (goela abaixo).

Aprendi a dizer não. Aprendi a questionar. Passei por não cristão, desviado, mal exemplo, mundano. No começo isso me machucou mas, com o tempo, vi que nunca iria agradar a todos caso quizesse agradar à Deus.

Rompi com o sistema. Apesar de ser membro de duas igrejas abençoadíssimas, uma aqui no Rio (CBRio, indicação do Danilo do Genizah) e outra em São Paulo (Betesda, Pr. Ricardo Gondim), vi que seria impossível agradar à Deus sem desagradar muitos homens.

Hoje vejo que me tornei muito crítico. Existem algumas coisas no meio evangélico que eu não tolero mais. Creio ser mais fácil citar algumas delas:

Testemunhos de livramento daqueles que os irmãos batem no peito e dizem ser os únicos que foram salvos do mal em meio à grandes catástrofes, como aviões que caem e a pessoa chega atrasado no embarque, ou qualquer outro tipo de situação onde se faz crer que, por serem cristãos, Deus agiu somente na vida destes eleitos.

Irmãos que no ato da conversão, batismo nas águas ou no Espírito simplesmente tem sua natureza totalmente transformada, não falando mais palavrão, não bebendo ou fazendo nada que o sistema religioso impõe G.A. Testemunhos assim fazem com que os irmãozinhos que não alcançaram o 'nirvana' evangélico aqui na terra entrem em depressão e acabem se afastando do Caminho, por não terem alcançado esta 'bença' automática.

Pessoas que louvam a Deus com os lábios, mas que assumem estilo de vida piores do que os considerados não salvos. Conheço espíritas, católicos, budistas que simplesmente colocam 90% dos evangélicos no chinelo, vivendo o amor ao próximo de maneira mais eficaz do que nós, que nos consideramos a última bolacha do pacote.

Testemunhos de cura daqueles que dizem: antes estava com uma dor aqui na barriga e agora estou bem melhor. É muito pouco! EU já vi curas reais, eu já vivi curas reais, e estes 'acordei com dor de cabeça mas agora Jesus me curou' é muito pouco.

Isolamento em relação aos considerados perdidos. Faço questão de estar junto, fazendo a diferença, sendo sal fora do saleiro como escrevi a poucos dias atrás. Como poderemos alcançar os que ainda não conhecem a Verdade sem que estejamos junto a eles? Uma coisa é estar com eles, outra totalmente diferente é viver como eles. Quero estar junto, fazendo a diferença.

Poderia escrever mais e melhor. Fiz apenas menção a alguns pontos que tem me incomodados por estes dias, sem fazer nenhuma revisão. Estou com muitas dores nas costas por ter dado mal jeito montando um móvel que comprei pela internet e estar em frente ao PC se torna uma tortura.

Peço a Deus que possamos viver o que pregamos, pois a quem muito foi dado, muito será cobrado. Viver sem limites humanos, sendo limitados apenas pela Verdade, nada além da Verdade. Guiados pelo Espírito Santo, fazendo com que nossas luzes iluminem a todos os que tivermos contato no dia a dia.

Que assim seja, em Nome de Jesus.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Eu quero água!


Estou de férias em casa. Isso ao menos faz sentido por ser de São Paulo e somente agora, um ano e quatro meses no Rio de Janeiro, dispor de tempo para conhecer a "Cidade Maravilhosa". Maravilhosa pelas belezas naturais, mas caótica e mal administrada pelos governantes.

Desde sexta feira em casa mas sem água. Calor de 36, 39 graus, tomando banho de balde e tentando auxiliar o síndico (a palavra me lembra cínico) e o zelador de meu prédio (que zela apenas por sua relação fanatizada com um Deus estranho, apesar de viver gritando "ô gló-ria!" enquanto varre o prédio) a fazer aparecer água em nossa cisterna.

Estas duas criaturas juntas mais dois reais e vinte centavos valem uma passagem de ônibus aqui. Se derem duas tartarugas para eles tomarem conta uma engravida e a outra foge sem que eles percebam.

É um prédio estranho. A maioria dos moradores são evangélicos. Este zelador do prédio me faz achar que Jesus já voltou e eu fui deixado para trás. Canta louvor o dia inteiro, vive na igreja mas é totalmente incompetente na admistração das tarefas básicas do prédio. Já deixou as bombas queimarem várias vezes por apenas ligar as dita-cujas mas deixá-las ao "Deus dará". O síndico é parente da criatura e não tem culhão para dar um "chega junto" nesta pessoa. Aí o caos está formado.

Eu, como bom paulistano, não tenho paciência para esta falta de ação. Acabei pedindo uma cópia da chave que dá acesso às bombas e descobri que muito do que acontece é por falta de zelo pelo que lhes é confiado.

Como areia movediça, acabei me afundando mais e mais nos podres do prédio. O próximo passo foi descobrir que o buraco - literalmente - é mais embaixo.

Após arrumarmos as bombas e fazermos dezenas de tentativas de puxar água, acabei descobrindo que aqui na região onde moro existem "mais mistérios entre o céu e a terra do que é capaz de imaginar nossa vã filosofia".

No prédio de frente ao nosso existe um síndico que é pastor. Estávamos do lado de fora conversando sobre a falta dágua e ele entrou na conversa. Disse que tinha feito um registro no cano da rua para que quando sua sisterna estivesse esvaziando ele fechava o registro, bloqueando a água da rua dos outros moradores. Assim, ele podia abastecer totalmente sua sisterna, enquanto os outros moradores ficavam sem água.

Chegou à oferecer seus serviços. Disse que se comprássemos os tubos e conexões necessárias, ele faria um registro para o nosso prédio de graça. Eu não estava sozinho. Outros vizinhos meus ouviram ele falar isso.

O pior de tudo é que este filho do diabo disfarçado de crente (assim foi chamado pelo síndico do prédio ao lado do dele) ficava ironizando, dizendo que a água dele não acabava pelo fato da fonte vir do Trono de Deus.

Patife, bandido, safado, joio no meio do trigo, filisteu incircunciso!!! Que merda de testemunho é esse? Trapaceando com todo mundo, prejudicando a vida de dezenas de famílias e dando glória a Deus por suas patifarias!!!

Outros moradores de outras casas e prédios foram tirar satisfação com ele. Reaberto o registro, coincidiu da água da rua ter ficado escassa, devido ao excesso de pessoas na região nesta época de férias. Várias variáveis sendo postas para que o problema não fosse resolvido:

1) Um síndico boca aberta (o meu);
2) Um zelador 'arrebatado' (depois descobri que ele estava cagando e andando pelo fato de sua água não depender da água desta sisterna);
3) Um cíndico sínico, pastor filho do diabo;
4) Vizinhos meus que ouviram a confissão do pastor safado mas que não tiveram o culhão que eu tive de denunciá-lo,
5) A coincidência de ter acabado a água depois de reaberto o resgisto.

Parece um assunto bobo mas não é. Costumasse dizer que futuras guerras serão travadas pela escassez de água potável. Hoje vejo que isso é verdade. Por um micro-problema vejo que isso realmente vai gerar problemas de proporções mundiais.

Como diz o site da Cetesb, "A escassez de água no mundo é agravada em virtude da desigualdade social e da falta de manejo e usos sustentáveis dos recursos naturais. De acordo com os números apresentados pela ONU - Organização das Nações Unidas - fica claro que controlar o uso da água significa deter poder".

Por trabalhar com transporte marítimo sei que muitos países já importam água potável. Exatamente o que tenho visto por estes dias. Gente inescrupulosa, ditas cristãs e cheias de estúcia e maldade, administrando e desperdiçando este bem tão abundante para uns, mas tão escasso e precioso.

Não sei como terminar este texto. Ele é mais um desabafo.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Eis que vejo o Céu aberto...


“Apedrejavam, pois, a Estevão que orando, dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. E pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. Tendo dito isto, adormeceu”. – Atos 7-59-60

Quando houve o pequeno problema que a Igreja Primitiva atravessou quanto à distribuição de recursos financeiros às viúvas, foi definido pelos apóstolos que se elegessem sete homens de boa reputação e cheios do Espírito Santo para que ficassem responsáveis por esta empreitada. Entre os sete escolhidos temos Estevão, o único que é várias vezes mencionado como sendo cheio de fé e do Espírito Santo.

Por onde andava, Estevão fazia grandes sinais e prodígios entre o povo, gerando grande desconforto entre vários opositores. Estes tentavam se opor a Estevão mas não eram capazes de resistir à sabedoria e ao Espírito que se manifestava na vida dele. Sem encontrar outra maneira de parar Estevão, subornaram testemunhas e o levaram ao Sinédrio.

Todos olhavam para ele, mas viram seu rosto como o de um anjo. Ouviram-no, mas não suportaram as palavras cheias de autoridade e unção. Estevão olhava para o Céu, e relatava a todos que via o Senhor Jesus sentado à destra do Pai. Tapando os ouvidos, apedrejaram Estevão que, orando, entregou seu espírito ao Senhor e clamou que os pecados daqueles que estavam tirando sua vida não lhes fossem imputados.


Pausa.




Um pouco mais...


Dizer o quê? Que inveja santa! Viver um estilo de vida onde todos aqueles que estiverem ao nosso lado não vejam a nós, mas sim a Glória do Senhor.

É isso que eu quero para minha vida Senhor.

É isso que eu peço que a Tua Igreja viva aqui nesta Terra Pai.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O pastor e as finanças

Lendo o livro de Atos na Good News Bible, me deparei com o texto onde os judeus de fala grega convertidos ao Cristianismo estavam chateados com a maneira que os irmãos de fala hebraica estavam negligenciando as viúvas dos gregos na distribuição diária de fundos, conforme vemos abaixo:

“Some time later, as the number of disciples kept growing, there was a quarrel between the Greek-speaking Jews and the native Jews. The Greek-speaking Jews claimed that their widows were being neglected in the daily distribution of funds. So, the twelve apostles called the whole group of believers together and said: It is not right for us to neglect the preaching of God’s word in order to handle finances
Acts 6:1-2 – Good News Bible – The Bible Societies / Harper Collins

Me chamou a atenção nesta tradução que os apóstolos falam claramente sobre “funds”, fundos e “handle finances”, manusear, lidar com as finanças. Achei interessante este ponto de vista e fui pegar a versão Almeida RA para escrever aqui no blog a respeito do que o Espírito Santo falou em meu coração. Só que na Almeida o mesmo texto diz:

“Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas daqueles estavam sendo esquecidas na distribuição diária. E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas

Não senti o mesmo impacto. Na versão em inglês, os apóstolos falam claramente que não vão deixar a ministração da Palavra de lado e ficar cuidando das finanças. Já o texto em português, a tradução é muito genérica, politicamente correta. Ela dá a entender que os apóstolos não vão ficar servindo as pessoas, deixando de lado a pregação da Palavra, sem ser específico em relação ao assunto dinheiro. E este é o ponto.

Pastor não foi "feito" para administrar dinheiro. Pastor foi feito para pastorear vidas, anunciar a Palavra. O cuidado do dinheiro faz com que o pastor perca o foco. Ao invés de administrar vidas, ficam fazendo (no mínimo) contas. Isso a meu ver não funciona. Se funcionasse, Pedro não teria autoridade e poder para dizer ao paralítico que mendigava à porta do Templo: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda”Atos 3:6.

Este é o poder de Deus manifesto na vida do homem. Livre das preocupações, com tempo para fazer a vontade de Deus. Lamento ver tanta correria atrás do dinheiro, em detrimento ao verdadeiro ministério confiado por Deus aos homens. Os pastores servem sim às mesas daqueles que estão sob seu cajado. Ministram o Pão da Vida, a Água Viva, que brota do Trono de Deus.

Que a liderança volte a dar a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Vamos ser diferentes em 2010?


Tenho um desejo em meu coração. Mil coisas passam em minha mente em relação ao meu desejo mas vejo que tenho dificuldade em colocar tudo o que se passa aqui dentro para o ‘papel’ virtual.

Quero muito meus irmãos, quero muito que nós possamos fazer a diferença nesta sociedade que vivemos. Diferença de verdade, sem legalismos ou religiosidades desnecessárias. Quero muito que sejamos - citando Caio Fábio - sal fora do saleiro, sal longe da igreja, sal onde exista carne apodrecendo, sal onde possamos dar gosto, sal onde podermos ser úteis. Vamos quebrar paradigmas. Vamos viver como Jesus viveu e sentar com as prostitutas, os traficantes, os bêbados, os perdidos e fazer a diferença na vida deles, sem surra de Bíblia, mas transbordando amor.

Vamos mostrar este amor de Deus em nossas vidas, sem fazer julgamentos, sem por mais empecilhos aos que estão perdidos. Vamos fazer com que eles tenham sede deste negócio diferente que temos em nossas vidas, e eles não sabem exatamente o que é. Vamos ouví-los sem julgá-los, vamos nos tornar irresistíveis, absolutamente necessários na vida deles. Vamos seduzi-los com o Amor que habita em nós.

Que sejamos agradáveis, amáveis, tolerantes e cegos para os defeitos dos outros. Vamos apenas amar nosso próximo. Vamos trazê-los para a Luz entrando nas trevas que eles se encontram. Vamos deixar o conforto do nosso saleiro, onde todos estão hermeticamente protegidos das contaminações deste mundo. Vamos parar de ficar nas arquibancadas da vida criticando os jogadores, o técnico e o juiz e vamos entrar em campo, onde a vida é jogada.

Vamos fazer como Jesus. Vamos nos fazer carne neste mundo caído e viver a vida. Vamos deixar de ser criaturas tão espirituais que chegam a ser insuportáveis para os que estão longe da Verdade. Vamos chorar com eles, comer com eles, beber com eles e deixá-los encantados com a simplicidade de um cristão verdadeiramente livre.

Vamos viver uma religião viva e eficaz. Vamos dar de comer ao que tem fome, de vestir ao que estiver nú, abrigo ao estrangeiro, proteção ao perseguido. Vamos andar um kilômetro a mais ao lado daquele que nos obrigou a andar o primeiro kilômetro. Vamos dar a outra face àqueles que nos agridem no dia a dia. Vamos deixar todos de queixo caído, por sermos imagem e semelhança de Deus.

Vamos ser úteis. Vamos parar de cantar louvores da boca para a fora e louvarmos a Deus com nossas vidas, para que o que sair de nossa boca venha de nosso coração.

Amados, poderia escrever mais e mais, mas creio que já me fiz ser entendido. Quero que saibam que enquanto escrevo sinto a presença do Espírito de Deus muito forte.

Valeu pela força, valeu pelos comentários que me motivaram a escrever mais e mais. Perdoe-me pela liberdade que tenho em Cristo, caso ela choque alguns de vocês.

Sou pecador e totalmente dependente da Graça de Deus. Sem ela, estaria na roça.

Talvez este seja o último post que colocarei este ano. Obrigado por tudo, amo vocês, mesmo sem conhecê-los pessoalmente.

FELIZ 2010!!!!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Perdidamente apaixonado!

Cada vez mais mergulho nas profundezas das águas que brotam do Trono de Deus. Cada vez mais descubro tesouros que aparentemente estavam perdidos desde a eternidade. Não que estivessem perdidos, na verdade sempre estiveram lá, mas meus sentidos estavam endurecidos pela matéria, e apenas gozava do que podia ver, ouvir, sentir e tocar.

Uma realidade humana e pobre estava enraizada no meu ser, mas nestes mergulhos rumo às profundezas das águas pude começar a viver este outro mundo, o mundo do sobrenatural, sem que tivesse que passar por alguma experiência mística. Foi comendo arroz e feijão mesmo, tomando ônibus, vendo e vivendo o dia a dia. Sei apenas que aconteceu.

Guiado pelo Espírito, sem que tirasse os pés da realidade, encontrei-me perdidamente apaixonado por Deus novamente. Sua Palavra voltou a me emocionar como antes, seu Nome passou a me trazer arrepios pelo corpo, sua mão passou a me acariciar outra vez.

Como isso aconteceu? Não sei explicar. Gostaria de decifrar a fórmula e dá-la a todos que amo, a todos deste mundo. Mas apenas aconteceu. Como explicar para alguém que ele ou ela deve amar a Deus acima de todas as coisas? Palavras são fáceis, porém desprovidas das ferramentas necessárias para alcançar este estado de espírito.

Estou me gabando? Tenha certeza que não. Estou apenas tentando demonstrar que estou perdida e irremediavelmente apaixonado por Deus. Aconteceu, não tive culpa. Traí os amores do mundo e me entreguei ao meu amado Senhor. As palavras de Jesus no Evangelho de João 17:11-21 queimam em meu peito:

“Eu não estou mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda-os no teu nome, o qual me deste, para que eles sejam um, assim como nós. Enquanto eu estava com eles, eu os guardava no teu nome que me deste; e os conservei, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura. Mas agora vou para ti; e isto falo no mundo, para que eles tenham a minha alegria completa em si mesmos. Eu lhes dei a tua palavra; e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. Eles não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviarei ao mundo. E por eles eu me santifico, para que também eles sejam santificados na verdade. E rogo não somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim; para que todos sejam um; assim como tu, ó Pai, és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.”

Aconteceu. Não sei explicar. Tudo se relativizou. Somente Deus agora importa. Sem religiosidade nem pieguismo. A ilustração do homem perdidamente apaixonado, tentando explicar para outra pessoa o que ele está sentindo é o que sinto estar fazendo. Fazendo papel de bobo talvez, mas louco para que todos vivam esta plenitude.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Aniversário Jesus!


Véspera de Natal,

Hoje, especificamente hoje, 24 de Dezembro de 2009, vivo uma véspera de Natal a qual - mais do que nunca antes - reconheço que nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo está fazendo mais um aniversário.

Vamos presenteá-lo com nosso louvor e adoração, vamos nos encher do Espírito Santo e deixá-lo transbordar em nossas vidas, contagiando a todos que nos cercam com sua doce presença.

Hoje eu o amo mais do que nunca. Vivi momentos mais frios em minha caminhada cristã, mas consegui retornar ao primeiro amor e viver embriagado com sua vida em minha vida.

Aniversário de Jesus...

Senhor, obrigado por se ter feito carne em nosso meio, sido o Homem perfeito e sem mácula, se ter tornado o Cordeiro de Deus, que tirou o pecado do mundo...

Te amo Senhor, quero que todos saibam disso. Quero que a humanidade entenda e viva este amor...

Esta é minha oração.

Feliz Natal para todos!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A cura

Em 1993 eu trabalhava na Nossa Caixa. Era um dia normal de trabalho, agencia cheia, muita correria. Tocou o telefone, minha tesoureira atendeu e me chamou. Quem trabalha ou já trabalhou em banco sabe que num dia desses é muito difícil te passarem ligações. Era minha irmã. Ela estava chorando muito e me disse: “Cá (Cá sou eu, é assim que me chamam em casa), o pai está no hospital, acabou de sofrer um infarto!” Gelei...

Desliguei o telefone e balbuciei para minha tesoureira o que tinha acontecido. Ela me liberou, fechei meu caixa e fui saindo em direção ao hospital, mas antes de sair orei a Deus e abri a Bíblia. Caiu em: “E passando Jesus, viu um homem cego de nascença. Perguntaram-lhe os seus discípulos: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Respondeu Jesus: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi para que nele se manifestem as obras de Deus. – João 9:1-3 (não brinco com a Palavra, mas quem nunca teve revelação de Deus assim, sem ter pedido?)

Na hora o Espírito Santo me visitou e fiquei em paz. Meu pai não morreria daquele infarto, era o que Deus falava comigo. Aquilo havia acontecido para que o poder de Deus se manifestasse através da vida dele.

Fui ao hospital. Meu pai estava em coma. Os médicos diziam que o infarto tinha sido muito grave e que meu pai não sairia de lá vivo. Orava e buscava a presença de Deus constantemente, e a cada diagnóstico médico eu repreendia em silêncio, já sabendo do que Deus tinha falado comigo.

No decorrer dos dias meu pai não melhorava, mas eu estava em paz. Em paz, mas não sem ter que agir. Notei que lá ele não estava sendo tratado com o empenho que a situação exigia e seu quadro só piorava. O tempo passava e o convênio não cobria mais que 10 dias de UTI, e o prazo estava acabando. Briguei, argumentei que a culpa da não evolução positiva do quadro era pelo tratamento deficiente que ele estava recebendo, mas nada funcionava, até que ‘uma voz’ falou comigo: ‘Tire seu pai daqui’.

Expus a situação ao convênio de meu pai e eles falaram para eu fazer uma reclamação por escrito. Fiz a dita-cuja, mas eles falaram que o plano de meu pai não cobriria uma transferência nem mais dias de UTI. Mais uma vez minha cabeça careca funcionou. Perguntei a eles: ‘Se o atual plano de meu pai não atende a necessidade, quanto está a cobertura de um plano superior’?

Falaram o valor e perguntei se poderia fazer a mudança de plano. Falaram que sim e fiz tudo rapidamente. Contratei uma equipe com ambulância UTI e fizemos a transferência de meu pai. Conversando com o motorista da ambulância, que era ‘dono do negócio’, descobri que ele também era cristão. Fizemos amizade no curto trajeto, e ele disse que me cobraria apenas o valor dos outros membros de sua equipe. O transporte e seus honorários não seriam cobrados. Agradeci imensamente, fiz o pagamento e internei meu pai em outro hospital.

No domingo seguinte a noite estava na igreja. Durante o culto pude sentir muito forte que Deus estava tocando na vida do meu pai. Quando voltei para casa encontrei um bilhete em minha cama. Era de minha irmã e dizia: “Cá me acorda na hora que você chegar, preciso falar com você!”

Fui ao quarto dela e a acordei. Devia ser mais de meia noite. Ela me disse: “Cá, onde você estava 20:30h? (mais ou menos este horário, não me recordo ao certo) Eu respondi: “Estava na igreja, e foi na hora que senti muito forte a mão de Deus na vida do pai”. Ela começou a chorar muito de emoção e me disse: “Esta hora eu tive uma visão. Vi o pai sendo levantado da cama do hospital por uma mão, que o levava até o púlpito da igreja. Lá as mãos dos pastores eram colocadas sobre o peito do pai, e ele era curado!”

Eu só glorificava a Deus com ela. Estava super feliz em ter recebido uma revelação e uma confirmação logo após.

Dito e feito. Meu pai se recuperou rapidamente, mas ainda assim os médicos só anunciavam mais problemas. Falaram que se ele não fizesse 3 pontes de safena imediatamente ele não viveria mais que alguns meses.

Isso foi em 1993, como disse antes...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Não sei o nome do homem que me curou...

“Algum tempo depois, Jesus subiu a Jerusalém para uma festa dos judeus. Há em Jerusalém, perto da porta das Ovelhas, um tanque que, em aramaico é chamado Betesda tendo cinco entradas em volta. Ali costumava ficar grande número de pessoas doentes e inválidas: cegos, mancos e paralíticos. Eles esperavam um movimento nas águas. De vez em quando descia um anjo do Senhor e agitava as águas. O primeiro que entrasse no tanque, depois de agitadas as águas, era curado de qualquer doença que tivesse. Um dos que estavam ali era paralítico fazia trinta e oito anos. Quando o viu deitado e soube que ele vivia naquele estado durante tanto tempo, Jesus lhe perguntou: "Você quer ser curado?" Disse o paralítico: "Senhor, não tenho ninguém que me ajude a entrar no tanque quando a água é agitada. Enquanto estou tentando entrar, outro chega antes de mim". – João 5:1-7

Sem nome, 38 anos paralisado em um leito à beira de um tanque onde se cria que, assim que as águas se movessem pela entrada de um anjo de Deus, o primeiro a se lançar dentro delas seria curado. Este é o personagem desta cura.

A crença deste homem era mística. Seu misticismo o cegava de tal maneira que era incapaz de reconhecer em sua frente o Doador da Vida. Pior ainda: Ele estava tão acostumado com sua situação que havia perdido o desejo de ser curado. Sei que o texto não fala isso explicitamente, mas vemos por suas palavras que ele estava ali por estar, apenas cumprindo tabela.

Por 38 longos e sofridos anos assistiu os outros sendo curados. Sabia que não teria ninguém para ajudá-lo, sabia que por conta própria não conseguiria entrar no tanque e mesmo assim ficava ali, deitado, prostrado por sua deficiência física e espiritual.

Qual a razão que me faz deduzir tudo isso? Entre várias, uma salta aos meus olhos quando leio este texto. Jesus Cristo aparece em sua frente e faz a ele uma pergunta simples e direta: “VOCÊ QUER SER CURADO?

Quantas vezes vemos Jesus perguntando aos ‘candidatos à cura’ um aparentemente desinteressado “o que queres que eu te faça”? Para este paralítico Jesus foi direto ao ponto. Creio firmemente que Ele fez desta maneira por saber da limitação deste homem.

Mesmo com esta pergunta simples, que exige uma resposta mais simples ainda, um “sim” ou um “não”, o paralítico conta ao Senhor ‘desde que chegou do norte’, dando a desculpa que ele sempre se deu durante toda sua espera ao lado do tanque de Betesda: "Senhor, não tenho ninguém que me ajude a entrar no tanque quando a água é agitada. Enquanto estou tentando entrar, outro chega antes de mim".

Se um profeta da prosperidade tivesse no lugar de Jesus talvez teria respondido: “Resposta incorreta, o próximo por favor”. Glória a Deus para o paralítico... Jesus nem se importou com a incredulidade intrínseca na resposta do pobre coitado, já foi mandando ver. Os versos seguintes dizem:

"Então Jesus lhe disse: "Levante-se! Pegue a sua maca e ande". Imediatamente o homem ficou curado, pegou a maca e começou a andar. Isso aconteceu num sábado" - (verso 9)

Eu imagino a cena. Robotizado, desumanizado e enfim curado, ele começou a andar sem ao menos dizer uma palavra de agradecimento ao Mestre, que se esquivou no meio da multidão. Repreendido pelos judeus por estar fazendo o que não era lícito ser feito em dia de sábado, ele contou que tava de bobeira perto do tanque, apareceu um cara do nada e o curou, mandando que ele tomasse seu leito e andasse (versos 10-11).

Quando perguntaram a ele que tinha feito aquilo ele simplesmente não sabia o nome de quem o tinha curado! Quantas vezes o Senhor esteve ao nosso lado sem que o víssemos, atuando em áreas de nossa vida que não fomos capazes de reconhecer seu toque? Esta cura foi maravilhosa, um grande milagre, mas e os milhares de ‘pequenos milagres’ que são feitos em nossas vidas no nosso dia a dia sem darmos conta disso?

O pão de cada dia, o emprego, a saúde, o pão com manteiga pela manhã, a cama quentinha, a água do banho, a luz, o sol, o fim de semana para descansar.. Isso para não falar dos livramentos! O ‘não atropelamento’, o ‘não assalto’, o ‘não estupro’, a ‘não violência’ em geral, que a qualquer momento poderia ter batido em nossas portas sem avisar.

Que o Espírito Santo de Deus nunca permita que nós esqueçamos as infinitas misericórdias do Senhor, que são a causa de nós não sermos consumidos. Nem do Nome de Jesus, claro.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O filho da dona Maria e o churrasco na laje


Vou contar um causo que aconteceu a muitos anos atrás com um brother meu, o filho da dona Maria. Antes porém, deixe eu apresentá-lo.

Ele nasceu num barraco na periferia de uma cidade qualquer. Cresceu quase que anonimamente, aprendeu a trabalhar com o Zezinho, seu pai e se tornou um jovem super bacana, apesar das dificuldades.

Desde pequeno mostrou ter uma inteligência acima do normal. Todos que o conheciam ficavam impressionados com seu QI acima da média mas, por incrível que pareça, ele não era um babaca não. Ele era o que se chama em inglês de “fun to be with”, algo como “legal de se estar com”. Gente de QI alto normalmente tem muita dificuldade em se relacionar, mas ele era um cara que tinha uma facilidade em atrair as pessoas como poucos. Fazia amizade fácil, todo mundo gostava de segui-lo. Do mais simples ao mais culto, ele tratava todos da mesma forma. Só não tinha muita paciência com os hipócritas, que diziam uma coisa mas viviam outra.

Ele costumava andar por aí, ajudando os outros. Um dia encontrou um cara que estava com problemas para enxergar. Arrumou seus óculos sem cobrar nada e ele voltou a ver normalmente. Outro estava com tendinite e ele deu um jeito de estender sua mão de forma que não sentisse mais dor. Trombou com um carinha que tava meio nervoso, quebrando tudo que via pela frente, trocou uma idéia com ele e descobriu que tinha uns elementos que estavam infernizando vida dele. Foi lá, intimou os caras e eles pararam de pentelhar com o rapaz. Caíram fora, literalmente. (Na boa: Se eu for falar tudo o que o filho da dona Maria já fez de bom não vai caber neste post não...)

Além de fazer, ele falava muitas coisas legais, mas os hipócritas estavam com muita inveja de tudo o que ele estava dizendo. Achavam que ele estava se achando ‘o cara’, o ‘filhinho do papai’ e estavam querendo enquadrar ele. Mas isso eu falo depois. Comecei a escrever pensando numa balada muito louca que o filho da dona Maria foi. Quem contou esta fita foi o João. Era um casamento, a laje lotada de gente comendo churrasco e tomando cerveja. Muito animados, não se deram conta que nem tudo estava bem. De repente estoura a bomba: Acabou a cerveja!

O que fazer? Dona Maria tava lá também, e chamou seu filho para avisar que não tinha mais cerveja. Ele estava trocando idéia com seus amigos e não gostou muito de sua mãe vir falar aquilo pra ele. Além do mais, ele não andava com dinheiro do bolso. De qualquer maneira ele pediu que trouxessem uma piscina de plástico que estava vazia no canto, enchessem de água e dessem um gole. Acharam que ele tava de brincadeira mas resolveram encarar. Afinal, tava todo mundo muito bêbado.

Quando provaram ninguém acreditou: A água tinha se transformado em Bohêmia!!! (alguns discutem e dizem que ela era tão boa que deveria ser Heineken, Guiness ou outra marca gringa mas, tudo indica, era Bohêmia mesmo).

Alguém perguntou por qual razão passaram o casamento inteiro tomando Crystal e Bavária e só no fim soltaram a boa. Mas tudo bem, o importante é que tinha cerveja pra todo mundo, e nem precisaram fazer vaquinha pra comprar. O interessante é que ninguém no casamento veio reclamar que faltou refrigerante. Costumavam falar que fazia muito mal à saúde, e o filho da dona Maria sabia disso, era um cara legal.

O caminho de Emaús - o nosso caminho...

“Nesse mesmo dia, iam dois deles para uma aldeia chamada Emaús, que distava de Jerusalém sessenta estádios; e iam comentando entre si tudo aquilo que havia sucedido. Enquanto assim comentavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou, e ia com eles; mas os olhos deles estavam como que fechados, de sorte que não o reconheceram. Então ele lhes perguntou: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós? Eles então pararam tristes. E um deles, chamado Cleopas, respondeu-lhe: És tu o único peregrino em Jerusalém que não soube das coisas que nela têm sucedido nestes dias? Ao que ele lhes perguntou: Quais? Disseram-lhe: As que dizem respeito a Jesus, o nazareno, que foi profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo, e como os principais sacerdotes e as nossas autoridades e entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram. Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de remir Israel; e, além de tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram. Verdade é, também, que algumas mulheres do nosso meio nos encheram de espanto; pois foram de madrugada ao sepulcro e, não achando o corpo dele voltaram, declarando que tinham tido uma visão de anjos que diziam estar ele vivo. Além disso, alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro, e acharam ser assim como as mulheres haviam dito; a ele, porém, não o viram. Então ele lhes disse: Ó néscios, e tardos de coração para crerdes tudo o que os profetas disseram! Porventura não importa que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicou-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras. Quando se aproximaram da aldeia para onde iam, ele fez como quem ia para mais longe. Eles, porém, o constrangeram, dizendo: Fica conosco; porque é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles. Estando com eles à mesa, tomou o pão e o abençoou; e, partindo-o, lho dava. Abriram-se-lhes então os olhos, e o reconheceram; nisto ele desapareceu de diante deles. E disseram um para o outro: Porventura não se nos abrasava o coração, quando pelo caminho nos falava, e quando nos abria as Escrituras?”Lucas 24:13-32

Este trecho do Evangelho de Lucas simplesmente me encanta. Nele vejo como nosso Senhor é paciente e bondoso conosco, mesmo quando estamos atravessando momentos de dúvidas e dores profundas.

Os dois discípulos no caminho de Emaús estavam profundamente frustrados com a morte de Jesus, a quem todos consideravam o libertador de Israel. Sua morte fez com que desmoronasse toda esperança dos discípulos que haviam acompanhado Jesus durante seus três anos de ministério terreno.

Tristes, preocupados, frustrados, enlutados e irados, muitas vezes estamos caminhando o velho caminho de volta, onde certamente todos os nossos que não creram em Jesus irão menosprezar nossa fé e nos ridicularizar. Trilhar o caminho de volta significa que confiamos em um evangelho de falsas promessas para os de fora, e a vergonha em voltar atrás é quase maior que a decepção com nosso Messias.

No caminho de volta, Jesus apareceu aos dois discípulos mas, devido à grande dor e frustração que eles estavam vivendo, não foram capazes de reconhecer o Senhor. Isso acontece freqüentemente com TODOS nós. Nos nossos momentos de dor ficamos cegos, surdos e tardios em compreender. Mesmo assim, lá está o Senhor, ao nosso lado, falando conosco, enquanto tratamos Ele com aspereza e grosseria. Veja como os discípulos responderam ao Senhor quando Ele perguntou sobre o que vinham conversando entre eles: “És tu o único peregrino em Jerusalém que não soube das coisas que nela têm sucedido nestes dias? “ foi a resposta dada à Cristo. E quantas vezes falamos assim com nosso amado Mestre, mesmo que sem palavras mas, principalmente, com atitudes? Ele deveria saber tudo o que estava acontecendo! Ele deveria se fazer presente em nosso meio! Mas lá está Jesus, tratando nossas feridas com paciência e compreensão, sabendo que a dor da perda estava consumindo o coração de seus discípulos e por esta razão não poderiam ser levados à ferro e fogo.

Após terem desabafado, Jesus começa a expor a eles tudo o que sobre Ele estava escrito, de forma que entendessem que o que aconteceu era necessário para que se cumprissem as profecias. Este é um momento que pessoalmente lamento profundamente em não ter estado presente. A AULA de Teologia dos meus sonhos, tendo o próprio Jesus como Mestre, expondo de Moisés aos profetas tudo o que sobre o Messias estava escrito. Pedirei um replay quando estiver no céu.

Após trilharem juntos algum tempo, o Senhor fez com que achassem que Ele passaria direto, mas a esta altura os dois discípulos estavam tão encantados com a sabedoria daquele homem que pediram que Ele ficasse aquela noite com eles. Entraram e sentaram-se à mesa. Jesus tomou o pão e o partiu, assim como fez na última ceia. Neste momento, seus olhos se abriram e reconheceram que era Jesus que estava com eles por todo aquele trajeto.

A fé voltou a pulsar em seus peitos. A alegria e a certeza encheram seus vazios e questionamentos. Seus peitos ardiam enquanto ouviam Jesus expondo as Escrituras. Reconheceram que aquela era a Voz que por três anos ouviram, e que dali para frente ouviriam sempre, através do Espírito Santo. Aquela voz que nós, ovelhas, ouvimos e seguimos. A voz do Bom Pastor, que nos guia por veredas tranqüilas e pastos verdejantes. Discernimos a Voz do Senhor das outras vozes, e caminhamos com fé e segurança.

O Senhor vive! Ele estará conosco por todo o trajeto. Não será necessário terminar a jornada de volta, pois o Senhor nos encontrará no caminho, suportará nossas duvidas e grosserias e nos trará de volta ao Caminho de ida. Não trilharemos o caminho da derrota, não voltaremos atrás, pois Ele está conosco!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Quanto mais você dá, mais você recebe

Eu me considero uma pessoa bem resolvida, não tenho nenhuma grande deficiência ou carência emocional, apesar das inúmeras porradas que já tomei na vida nesta área. Dei tanto de mim e tive tão pouco em troca que aprendi a viver bem resolvido com o que tenho.

Isso me lembra aquela passagem de Mateus 10:11-13 que diz “Em qualquer cidade ou aldeia em que entrardes, procurai saber quem nela é digno, e hospedai-vos aí até que vos retireis. E, ao entrardes na casa, saudai-a; se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; mas, se não for digna, torne para vós a vossa paz”. Não cito esta passagem pelo sentido do juízo que está explícita nos versos seguintes, mas sim pelo fato de quando você dá de você e quem está recebendo não é digno de receber você não perde nada, volta para você como um bumerangue.

Como disse, dei muito de mim, amei muito e muito pouco recebi em troca. Mas é uma equação que não se enquadra na matemática humana. O amor é uma das poucas coisas que quanto mais você dá melhor você fica, mesmo sem receber em troca. É como doar sangue: Você dá de você algo que é essencial à sua vida, traz vida a outro e aquilo que você deu se refaz dentro de seu corpo sem que você perceba. João 15:12-13 diz: “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos”.

E qual a maneira mais simples de darmos nossa vida pelo próximo que não por esta doação? Como diz Levídico 17:11-a: “Porque a vida da carne está no sangue”. Amar é se doar, é doar sua vida pelo próximo, é dar seu sangue pelo seu amigo. Simbolicamente e literalmente. Quanto mais você se dá, mais pleno você se torna. Quando mais você ama, mais completo você fica.

Não tenha medo de amar sem ser amado, não retenha o bem que Deus te deu de graça, temendo que venha a faltar para você. Nunca falta. A fonte jorra da eternidade, nunca acaba.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Sonhei, parte 2: "O Mago"


Eu já disse em outros posts que quando eu era criança eu era muito, muito bundão. Antes de deitar enfiava as beiradas do meu cobertor por baixo do colchão, deixando-o blindado, à prova dos monstros que habitavam embaixo de minha cama. Se me desse vontade de fazer xixi à noite eu preferia fazer na cama e tomar uma surra de minha mãe do que arriscar andar em território inimigo.

A forte impressão da presença maligna era quase tangível. Engraçado como quando somos crianças, nosso medo é tão grande que quase materializamos nossos monstros.

Numa noite qualquer fui deitar como de costume, protegido pela minha blindagem de cobertor. Apesar do calor, adormeci. Sempre tive muitos sonhos idiotas, mas naquela noite tive um pesadelo que me traumatizou.

Estava na rua de casa, soltando pipa. O vento soprava em direção a rua da feira, a melhor direção para soltar pipa perto de minha casa, pois era onde menos tinha fios de eletricidade. Vários pipas no ar, estava muito divertido. Laçávamos, cortávamos as linhas dos outros até que comecei notar que algo estranho estava acontecendo. Subitamente o vento começou a soprar em várias direções, e as pipas se esbarravam umas nas outras. Achei super bacana o vento estar soprando em várias direções, nunca tinha visto nada como aquilo. Só que, de repente, o céu escureceu e começou a trovejar muito.

Entrei em desespero e larguei a linha, tentando correr. Vários garotos correram para a Barraquinha, a lojinha de doces de um senhor que morava perto de minha casa. Quando alcancei a porta, a mesma se fechou em minha cara. Os trovões ficaram mais fortes e começou a chover muito. Eu estava desesperado. Quando decidi correr para minha casa apareceu diante de mim o Mago Merlin (eu viajo muito, já falei), com aquele chapéu pontudo, cheio de estrelas.

Ele se aproximou de mim e disse: “Vou te enterrar aqui”. Tentei correr, mas não consegui. Comecei a me arrastar em direção a porta da minha casa, mas me senti amarrado. Neste momento do pesadelo comecei a ficar naquele estado de ainda estar dormindo, mas começando a acordar. Chorava e soluçava muito, lutando com todas as forças por minha vida.

O bruxo se aproximou de mim e me tocou. Dei um grito e acordei, todo suado, com dores no corpo. A lembrança deste pesadelo me acompanhou por toda minha vida. No início me gerava muito medo, até o dia que cresci e, finalmente, conheci o Senhor.

Pode ser bobo para alguns, mas como tenho lembranças vívidas deste pesadelo, acabei tirando dele algumas lições...

A lojinha de doces era do “Seu Benedito”, um cristão que vivia falando de Deus com os meninos que freqüentava sua lojinha. Eu era um dos que não dava muito valor, queria apenas brincar. Ele ficava enchendo o saco com aquelas coisas da Bíblia. Já tinha muito trabalho em estudar para a primeira comunhão. Tinha que decorar rezas e trechos da missa e achava tudo ligado a Deus um saco.

Soltar pipa era para mim era uma das coisas que mais gostava de fazer. Esquecia de tudo, só pensava em me divertir. Como não ouvia o que o Seu Benedito me falava, não dei a devida importância à mudança súbita da direção do vento. Se eu o ouvisse, possivelmente poderia ter associado ao que está escrito em Mateus 24:29: “Logo depois da tribulação daqueles dias, escurecerá o sol, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados”. Estava vendo claramente que algo fora do normal estava acontecendo, mas por não ter conhecimento da Palavra apenas achei diferente, legal.

Quando escureceu tudo quis correr e me abrigar na Barraquinha, só que era tarde demais. Todos entraram e eu fiquei do lado de fora. O bruxo que apareceu era o meu maior temor. Em meu sonho, ele representava o dia do Juízo. E eu seria enterrado, pois nunca tinha dado ouvidos a Deus. Tentava fugir mas no sonho eu já estava julgado. Por isso não conseguia correr, meus pecados me aprisionavam e eu não consegui alcançar nem o portão da casa dos meus pais.

Graças a Deus que no sonho não cheguei a ser enterrado. Acordei antes, suado e chorando, a tempo de sempre me lembrar deste sonho e saber que devo estar atento a tudo o que não é natural. Pode ser um sinal de Deus que não pode ser ignorado.

Bobeira de criança? Talvez. Para mim porém, foi muito forte.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Esclarecimento público: João não é pastor...

Pela péssima qualidade doutrinária e literária dos meus posts, acho que nem preciso esclarecer que eu não cursei teologia nem muito menos sou pastor. Me chamo João, sou um mero esquentador de banco de igreja, subversivo e altamente periculoso, péssima companhia para os incautos. Alerto sobre isso na foto de abertura do meu blog que tirei perto de casa (morram de inveja). A bandeirinha colocada pelos bombeiros diz: "Perigo, Correnteza", e o título do meu blog é baseado na música 'profética' do Raul Rock Seixas, que define muito bem o que muitos líderes 'evangéulicos' ambicionam ao abrirem suas redes de franquia gospel.

Chega de churumelas e TOCA RAUUUUUUUULLLLLLLL!!!



Pastor João e a Igreja Invisível

Eu não sei se é o céu ou o inferno
Qual dos dois você vai ter que encarar
E foi pra não lhe deixar no horror
Que eu vim para lhe acalmar

Se o pecado anda sempre ao seu lado
E o demônio vive a lhe tentar
Chegou a luz no fim do seu túnel, minha filha
O meu cajado vai lhe purificar

Pois eu transformo água em vinho,
Chão em céu, pau em pedra, cuspe em mel
Pra mim não existe impossível
Pastor João e a igreja invisível

Para os pobres e deseperados
E todas as almas sem lar
Vendo barato a minha nova água benta
Três prestações, qualquer um pode pagar

O sucesso da minha existência
Está ligado ao exercício da fé
Pois se ela remove montanhas
Também tráz grana e um monte de mulher.

Pois eu transformo água em vinho,
Chão em céu, pau em pedra, cuspe em mel
Pra mim não existe impossível
Pastor João e a igreja invisível

Haa! Pastor João e a igreja invisível

=> Em tempo: Não foi eu quem editou o clip. Digo isso por que cínico com "s" doeu...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Andamos na contramão

Ando pelas ruas e vejo multidões de pessoas sem alma, achando que estão no controle de suas vidas mas, infelizmente, não estão. Fazem parte de um sistema perverso, alimentado por vidas humanas, que colocam as engrenagens da sociedade em movimento.

Desejam, trabalham, ganham, gastam, compram, usam e depois jogam fora em troca de algo mais moderno, mais na moda. São o combustível que alimenta as fornalhas das fábricas de desejos, e simplesmente não notam isso. Esta busca desenfreada pelo ter acaba transformando seres humanos em máquinas, peças facilmente substituíveis na cadeia alimentar moderna.

Quanto mais conquistam, mais desejam. São bombardeados pela mídia, são manipulados pela ilusão da posse e, cada vez mais, entendo que a posse é ilusória. Note que quanto mais as pessoas possuem, mais vazias elas se tornam. E o inverso também ocorre: Quanto mais as pessoas que não possuem desejam, mais elas sofrem na ilusão de encontrar o pote de ouro no final do arco-íris.

Nós andamos na contramão do sistema. Esbarramos em pessoas nesta caminhada, cegas pela busca do que não tem valor. Voam como mariposas atraídas pela luz, mal percebendo que quanto mais próximas do objeto de desejo, mais próximas da morte espiritual estarão. Acumulam tesouros onde as traças e a ferrugem corrói e os ladrões minam e roubam.

Fazemos parte da contra cultura. Por esta razão temos a sensação de que as peças não se encaixam. Sabemos que esta busca desenfreada não irá nos satisfazer. Pelo menos alguns sabem disso e não embarcam nesta roubada. Outros irmãos se perdem no caminho, tirando a mão do arado e desejando voltar a trilhar os velhos caminhos.

Estar na estrada inversa nos deixa com a sensação de sermos peixes fora d’água. Na caminhada com Cristo, temos que nos livrar dos fardos inúteis, deixando de carregar um pão a mais, uma blusa a mais, um par de sandálias a mais e confiar inteiramente no Provedor de nossas necessidades. Ou pelo menos deveríamos fazê-lo. Perdoem-me por insistir em bater nesta tecla. É que sem esta confiança infantil em Jesus, nossa caminhada com Ele certamente será infrutífera e vazia.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Acaba logo o jogo juiz, assim tá bom pra todo mundo!

25 minutos do segundo tempo. O jogo está dois a um e aparentemente ninguém vai mais chutar ao gol. O resultado está mais que bom para todos. Um deles não disputa mais o título e muito menos corre risco de cair para a segunda divisão. Além do mais, com este resultado um deles sairá campeão e o outro derrubará as chances do arqui-rival conquistar o título.

Na verdade não sei ao certo por que estou escrevendo sobre isso. Inicialmente era por que faltam 32 minutos para eu meter o pé aqui do escritório e estava lembrando do jogo ridículo de domingo, mas depois comecei a ver que muitas vezes temos esta postura com os colegas de trabalho, com as pessoas que encontramos nas ruas, no transporte público, nossos vizinhos e até na igreja.

Estamos confortáveis em nossos bancos nos ônibus e não pedimos para carregar os volumes daqueles que estão tendo dificuldades em carregá-los, muito menos damos lugar para os passageiros com crianças ou necessidades especiais. Chegamos 15 minutos antes do culto e tomamos ‘posse da bênção’ (digo, dos bancos das pontas do corredor), algumas vezes até dividindo famílias que chegam alguns minutos após nos abundarmos (pelo visto existe a palavra, estou escrevendo no Outlook e não ficou sublinhado de vermelho...), passamos a largo daqueles que nos pedem ajuda nas ruas, fingimos não ver o mendigo, a prostituta e o menor delinqüente, fazemos vistas grossas aos nossos companheiros de trabalho, envolvidos em todo tipo de desvio moral, simplesmente por tentarmos ser politicamente corretos, ouvimos nossos vizinhos se matando, quebrando pratos e gritando e apenas pedimos para eles brigarem mais baixo pois estamos assistindo TV.

Complicado. Se não nos incomoda mais, ignoramos, passamos batido. Se nos incomoda, agimos como Jonas e pegamos um navio para Társis. Tapamos os ouvidos para a necessidade alheia, afinal de contas, o nosso já está ganho, temos nossos nomezinhos escrito no Livro da Vida e azar dos pecadores. Criticamos aqueles que querem fazer alguma coisa próximos de nós. Este ativismo nos coloca em uma saia justa, pois denuncia nossa religião vazia de demonstrações práticas de amor ágape.

Vamos levando assim nossa religião morna, aguardando ansiosamente que dê logo 45 do segundo tempo e pedindo que o juiz não invente nenhum minuto a mais de prorrogação. Afinal de contas, o arrebatamento está logo aí. Devemos apenas temer uma coisa: Se nossos cálculos estiverem errados, muita coisa ainda pode acontecer neste jogo, pois em onze contra onze pode haver ao menos um com dignidade de fazer um golzinho e mudar toda situação arquitetada. Unzinho que não aceite tirar o pé, como fizeram os jogadores do Grêmio contra o Flamengo, visando o triunfo rubro-negro em detrimento ao time do Internacional, que estaria com o título nas mãos caso os gremistas fizessem mais um golzinho.

É... Estou muito decepcionado com tudo isso gente, inclusive comigo. Nem sei se me fiz entender, na verdade não importa muito. Viagem é viagem...

P.S: Viagem baseada em 'fatos reais', veja o vídeo abaixo:


segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Vamos amar muuuuuuiiiittttooooo!

Acabei de receber uma visita 'ungida' em meu blog. A Pastoragente passou por aqui e fui fazer uma visita ao blog dela. Li seu último post, "Os olhos da minha filha" e me emocionei. Abaixo posto meu comentário, que ainda está queimando dentro de mim.

"Seu texto encheu meus olhos de lágrimas... esta história do olhar nos olhos e ver a pessoa que amamos viva e darmos o devido valor a algo tão simples me fez lembrar que a menos de um mês atrás perdi minha mãezinha, e não consegui chegar a tempo de seu enterro... escrevi várias coisas sobre isso, e algumas vezes até fui mal compreendido por colocar pra fora toda a dor e frustração que sofri.

Nunca mais falarei menos do amor que tenho por meus queridos, nunca mais me importarei em ser grudento, melequento, doce e enjoado.

Quero ter a paz em meu coração, fruto de muito ter amado"
.

Agirei como Le Gambá, dos desenhos animados, que abraçava e tentava seduzir uma gatinha apaixonadamente, e esta vivia se esquivando dele. Não sei até quando terei as pessoas próxismas a mim. Na verdade nem sei até quando estarei na área...

Perdi muito tempo justificando coisas. Deveria ter 'pensado menos e comido mais figos', como disse Orontes para Artaban no lindo filme O Quarto Sábio. Quero dar o que de graça recebi: AMOR. Antes que seja tarde...

As profundezas

Perdi o temor das ondas que tentavam me encobrir. Antes nadava contra as correntezas que procuravam me arrastar para as profundezas do oceano. Passei a ver que este temor era desnecessário. Na verdade temia o desconhecido. Sempre gostei de andar em segurança, mas não há como manter tudo sob controle, e o desconhecido não é tão mal assim. Não importa o quão bom nadador ou cauteloso eu era. Sempre que tentei me manter de pé caí, todo desengonçado.

Não quero mais ter o controle. Sou incapaz de decidir o que é o melhor para mim. Quando entendi que não tenho como manter o controle de tudo, me deixei levar. No início por falta de opção. Agora por total confiança. Quando dou por mim, estou nadando entre lindos peixes e corais. A substância que poderia me levar à morte não me sufoca mais. Apenas o temor do desconhecido me prendia. Não sabia que já era capaz de sobreviver sob as águas. Nado e vasculho as profundezas do oceano. Encontro tesouros perdidos, maravilhas ocultas que nem era capaz de imaginar. Descubro que é necessário confiar. O que via na superfície não era real, existe vida nas profundezas, existe luz no meio das trevas.

Deixei de ser covarde. Hoje saio à caça de meus tesouros nestas profundezas. Não carrego nada comigo. Nem mascara para mergulho, nem balão de oxigênio. Nenhum apetrecho de sobrevivência, pois não sei quais situações enfrentarei e não posso carregar tanto peso. Nesta confiança infantil, faço-me um com a nova natureza, que passa a ser excitante. Nada de temor, apenas a sensação de liberdade. Não tento mais enquadrar a realidade no meu foco estreito. As profundezas são imensas, cheia de vida. Meu temor se dissipa e me torno um com a Criação.

Meu Criador me habilita atravessar os mares. Antes achava que o mar se abriria ou andaria por sobre as ondas, mas não é assim que tenho visto. Mergulho, deixo-me levar e conheço cada vez mais o profundo do profundo de Deus. Momentos antes inimagináveis aprendi a gozar. Prazer na dor e na frustração, pela simples confiança de que tudo está sob o controle do Aba. Tenho visto a vida por outro ângulo, descobrindo vida onde para muitos apenas há o caos e a desordem. No mergulho que faço em meu interior, conheço-me cada vez mais.

Assim caminho. Ou nado, ou sou arrastado… Total confiança.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Pai, fala pra mim...

A grande dor que tem me esmagado nos últimos dias é fruto de uma dúvida muito pessoal. Na verdade tenho relutado em escrever sobre ela, de tão íntima que se trata. Meu peito dói, tenho vontade de chorar, clamo aos céus por uma resposta, peço apenas um sinal, mas nada. Até agora, apenas o silêncio ensurdecedor.

Fico acabrunhado, introspectivo, beirando a depressão. Não me critiquem por favor, apenas sou sincero. Desejo que os céus se abram e de lá desça um anjo de Deus com minha resposta, que um irmão receba a palavra revelada e me entregue, que eu durma e tenha o sonho da resposta que tanto quero.

Tudo isso já vi acontecer comigo em relação a outras pessoas. Deus já fez isso através de mim, não para mim. Pessoas amadas por Deus e por mim acabaram recebendo a resposta que hoje peço. Eu próprio já recebi este tipo de resposta, mas para dar a outros. Eu vi os céus abertos para outras pessoas, vi a mão de Deus tocando vidas de amigos muito queridos, acompanhei o momento da passagem em sonhos enquanto eles aconteciam na vida real.

Deus trouxe conforto aos outros através da minha vida. De tabela, irmãos muito amados trouxeram conforto para pessoas próximas a mim. Vi livramentos, palavras proféticas se cumprindo. Tive revelações extraordinárias (nada de novas doutrinas, calma) e tive confirmação da veracidade delas momentos após.

Vi o extraordinário de Deus acontecendo. Fui instrumento de paz e conforto para outros, até mesmo para desconhecidos que encontrei pelas ruas. Palavras reveladas saíram de minha boca. Afofei muitos leitos de enfermos para que tivessem um pouco de conforto. Agora estou aqui, olhos marejados de lágrimas, escrevendo algo que agora vejo que se trata de uma oração ao Pai, um clamor...

Pai, Eu preciso saber! Assim como vi o Senhor falar para outros a respeito deste assunto, trazendo conforto e paz para pessoas queridas, peço em Nome de Jesus que caia uma migalha de sua mesa para mim. Uma palavra Pai. Um sonho, um versículo, um irmão que se levante e fale. Basta uma palavra e ficarei em paz.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Angústia e aflição não são para o cristão (?)


Angustia e aflição são palavras muito mal aceitas no meio evangélico. Questiona-se como pode uma pessoa que tem Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador sentir que algo está faltando, algo não está se encaixando, algo está doendo, algo está fora do eixo?

Quando Jesus entra em nossas vidas não acontece uma transformação total e tornamo-nos ‘filhos do Rei’, ‘cabeça e não calda’, ‘mais que vencedores’ e outros jargões evangélicos? A dor e a angústia são para quem está do lado de fora da igreja! Dúvidas são para aqueles que ainda não se encontraram!

Esta mensagem é destruidora. Eu DUVIDO que exista UM ÚNICO filho de Deus que não tenha seus momentos de crise e dor. Não aceito o peso do julgo dos religiosos que deturpam a Palavra, dizendo que quando você está em Cristo, nova criatura (ou criação, como queiram) é, pois as coisas velhas se passaram e tudo se fez novo (2 Co 5:17), e isso quer dizer para eles que no momento de nossa conversão um botãozinho é acionado do Céu em nossas vidas, tornamo-nos seres quase perfeitos aqui na terra.

Marcos 14:32-34 diz: “Então foram para um lugar chamado Getsêmani, e Jesus disse aos seus discípulos: "Sentem-se aqui enquanto vou orar".Levou consigo Pedro, Tiago e João, e começou a ficar aflito e angustiado.E lhes disse: "A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal. Fiquem aqui e vigiem". Jesus, o filho de Deus encarnado, nos momentos que precederam sua morte entrou em profunda agonia. Mesmo sendo Deus, sofreu, chorou, se agoniou e nos mostrou que seu lado 100% humano era passível de todas as dores e agonias que os pobres mortais sofrem enquanto estão nesta terra.

Ele mesmo disse em João 16: 33 que "Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo". Aflição por acaso é sintoma de vida em paz? Quantos de nós (senão todos) ficam impotentes perante problemas diários, que vão desde uma oração por cura não respondida até ao fato de não termos dinheiro para quitar nossas dívidas?

São zilhões de situações que nos afligem! Não creio e não aceito uma mensagem vinda de qualquer irmão em Cristo que pregue a ausência de sofrimento e dor. E quando sofro e sinto dor não finjo estar vivendo de glória em glória, negando os fatos. Quando dói eu choro, quando me irritam eu fico bravo, quando me traem eu fico decepcionado.

Acho lindo quando Paulo fala sobre seu dilema em querer fazer o bem e ser impulsionado por seu corpo para o mal. Seu clamor é libertador! “Miserável homem que eu sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte”? - Romanos 7-24

Que mal há em abrir o coração e expor os medos e frustrações? Recuso-me a pregar o “evangéleo” destruidor de fé que me foi ensinado desde minha conversão. Por esta razão, menos pessoas aceitam a mensagem da Cruz, pois ela não é mais uma dose de morfina nas dores da alma. Melhor assim. Não serei cobrado do sangue das vidas que passaram pelo meu caminho, vendendo soluções mágicas que quase nunca funcionam e vendo estas vidas voltadas contra a verdadeira Mensagem, que alerta para as dores e sofrimentos que teremos por sermos embaixadores do Reino de Deus nesta terra.

Este é o Cristo que está chorando com você nos seus momentos de dor. Não é filho de um ‘deus’ manipulável e carrasco, esperando que você fale as palavras certas para determinar sua vitória. Por isso não há como sair deste caminho. Ele é verdadeiro e trás vida. Não é uma falácia, não é uma varinha mágica, uma lâmpada maravilhosa de onde sai um gênio que nos concede três desejos.

Quero que aceitem o Cristo profetizado em Isaias 53:3, que diz que “Ele foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de dores e experimentado no sofrimento”, o Cristo de Lucas 9:23 que afirma a todos que "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me”. Não é fácil, mas este é um Caminho que depois que você começa a trilhar, inexplicavelmente você não consegue mais deixar para trás. Como diria o apóstolo Pedro em João 6:68: “Simão Pedro lhe respondeu: "Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna!”

Eu sofro angústias e agonias, fico muitas vezes sem resposta e continuo crendo. Tenho um ‘ombro imenso’ para acolher quem chora e chorar junto. Para mim isso é a verdadeira fé. Para mim isso é ser cristão.

Quem tiver todas as respostas para o sofrimento e dor por favor, vá se converter. Possivelmente você vive uma doutrina de ‘causa e efeito’...