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terça-feira, 4 de outubro de 2011

O cristianismo nos países comunistas e islâmicos


Em um ambiente extremamente politizado por pessoas que mal conseguem discernir a mão direita da esquerda, tenho que aproveitar as oportunidades que caem em meu colo para mandar pro gol.

Na aula de Teorias Psicológicas nos pediram para falar sobre algum grupo excluído ou perseguido. Na hora lembrei da Igreja Perseguida nos países comunistas (aqueles rascunhos de marxistas vão odiar!!!) e mulçumanos e decidi compartilhar com eles (nossa apresentação será na próxima quinta, 06/10).... e com vocês!!!


“O que é estranho no estrangeiro é o fato de ele não ser eu”Alain, filósofo, citando “Diário Íntimo” de Amiel

Poucas pessoas sabem exatamente o que acontece aos cristãos nos países muçulmanos e comunistas. Não sabemos ao certo a razão disso não ser divulgado na mídia pois, estranhamente, os países ocidentais são predominantemente cristãos e não conseguimos imaginar que nós, que recebemos todos os povos, culturas e religiões diferentes em nossa terra soframos tantas perseguições nestes países.

Para ilustrar o que estamos expondo, vamos citar a Coréia do Norte e o Irã, as duas nações mais opressoras dos direitos dos cristãos ao redor do mundo, baseados no ranking anual da Missões Portas Abertas:

1º: CORÉIA DO NORTE: O país líder no funesto ranking dos que mais perseguem os cristãos é a comunista Coréia do Norte. Desde a instalação do regime comunista, a perseguição tem assumido várias formas. Em um primeiro momento, os cristãos que lutavam por liberdade política foram reprimidos. Depois, o governo tentou obter o apoio cristão ao regime, mas como não teve êxito em sua tentativa, acabou por iniciar um esforço sistemático para exterminar o cristianismo do país. Edifícios onde funcionavam igrejas foram confiscados e líderes cristãos receberam voz de prisão. Ao serem derrotados na Guerra da Coréia, soldados norte-coreanos em retirada freqüentemente massacravam cristãos com a finalidade de impedir sua libertação. Muito mais pode ser visto sobre este assunto ao final deste breve resumo da situação local.

Isso vem de encontro ao que Caterina Koltai disse em entrevista à Revista Insight. Ela cita os escritos de Freud, “Reflexão Para Tempos de Guerra”, onde ele afirma que nem as civilizações desenvolvidas são capazes de resolverhttp://www.blogger.com/img/blank.gif disputas e conflitos sem guerrear. Conversando com Einstein às vésperas da II Grande Guerra, Freud afirma que a ambivalência do homem sempre o levará a novas guerras, pois, através destas, o homem tem como expulsar o ódio para o exterior da comunidade contra o inimigo, enfatizando o monopólio da violência exercido pelo Estado.

Esta violência legal exercida pelo Estado se exprime de modo privilegiado na guerra mas, neste caso, uma guerra civil contra estrangeiros cristãos e cidadãos que se convertem ao cristianismo. Só vínculos afetivos e processos civilizadores podem fazer frente ao verdadeiro massacre que estes sofrem dentro de seu próprio país.

2º: IRÃ:
– O Irã é uma teocracia islâmica. Embora os direitos de cristãos, judeus e zoroastras sejam assegurados pela Constituição, na prática, todos são vítimas de retaliação e perseguição. As restrições e a perseguição ao cristianismo têm se multiplicado rapidamente nos últimos anos. O governo do Irã está consciente do desdobramento da Igreja nas últimas décadas. Ele tem procurado impedir e tornar impossível o crescimento dos cristãos.

É permitido que igrejas ligadas às minorias étnicas ensinem a Bíblia ao seu próprio povo e em sua língua. No entanto, essas igrejas são proibidas de pregar em persa, a língua oficial do país. Muitas igrejas recebem visitantes durante seus cultos, alguns deles, entretanto, são da polícia secreta e monitoram as reuniões. Cristãos ativos sofrem pressão. São interrogados, detidos e, às vezes, presos e agredidos. Casos mais críticos envolvem até a execução.

Para se ter idéia da gravidade da situação, está em andamento em um tribunal iraniano o julgamento pastor Yousef Nadarkhani, iraniano, acusado de apostasia por ter se convertido do islamismo para o cristianismo, correndo o sério risco de ser executado a qualquer momento.

Entretanto, o que mais nos chamou a atenção no caso do Irã, além da perseguição e violência utilizada para conter a prática de culto cristão é este detalhe sutil ligado à proibição da pregação da mensagem cristã na língua oficial do Irã, o persa. Isso vem de encontro ao que lemos no texto “A Estranheza do Sujeito”, um debate entre Paul Ricceur e Jean Daniel sobre o que gera a rejeição, ódio e repulsa aos que nos são estranhos, onde eles citam o aprendizado de novas línguas, que infelizmente é para poucos, como uma maneira de socialização entre os povos de culturas diferentes.

Ao proibir a pregação na língua oficial iraniana, o governo faz com quê esta fique restrita às minorias étnicas do país, aumentando assim o ódio do restante da população contra aqueles que crêem nesta mensagem considerada perniciosa, vinda dos países ocidentais, notoriamente odiados pelo governo iraniano.

Assim, dentro do próprio Irã passam a existir guetos cristãos vivendo em liberdade apenas na Constituição, mas sem o direito de se comunicar na própria língua do país para que a mensagem e cultura crida por eles não contaminem o restante da população. O cristão iraniano passa então a se sentir um estrangeiro dentro de sua própria pátria, ameaçado e perseguido.

Para concluir, podemos parafrasear mais uma vez Caterine Koltai, quando ela diz que a xenofobia é de caráter natural e espontâneo no ser humano. Já que não se pode culpar nem Deus nem as instituições pelo mal que sofremos, o estrangeiro passa a ser o culpado, como um bode expiatório. Extirpando um único ser ou grupo, acha-se que é possível recuperar uma identidade individual, que é extremamente frágil. Ao abrandar a censura do assassinato neste contexto, resume-se tudo em uma frase: “Prefiro perder com meu adversário do que ganhar com ele”.

A base cristã do material foi retirado do site da Missão Portas Abertas; o restante de material do Curso de Serviço Social...

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Anônimo, eu não sei quem é você, mas o Senhor te conhece muito bem. Sendo assim, pense duas vezes antes de utilizar este espaço LIVRE (poderia bloquear comentários de anônimos mas não o faço por convicção pessoal e direção espiritual) antes de ofender quem quer que seja. Estou aberto para discutimos idéias sem agredir NINGUÉM ok? - Na dúvida, leia mil vezes Romanos 14, até ficar encharcado com a Verdade sobre este assunto...