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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Ai dos pastores de Israel que só cuidam de si mesmos!



"Veio a mim esta palavra do Senhor: "Filho do homem, profetize contra os pastores de Israel; profetize e diga-lhes: Assim diz o Soberano, o Senhor: Ai dos pastores de Israel que só cuidam de si mesmos! Acaso os pastores não deveriam cuidar do rebanho? Vocês comem a coalhada, vestem-se de lã e abatem os melhores animais, mas não tomam conta do rebanho. Vocês não fortaleceram a fraca nem curaram a doente nem enfaixaram a ferida. Vocês não trouxeram de volta as desviadas nem procuraram as perdidas. Vocês têm dominado sobre elas com dureza e brutalidade. Por isso elas estão dispersas, porque não há pastor algum e, quando foram dispersas, elas se tornaram comida de todos os animais selvagens. As minhas ovelhas vaguearam por todos os montes e por todas as altas colinas. Foram dispersas por toda a terra, e ninguém se preocupou com elas nem as procurou."
- Ezequiel 34:1-6

Uma garota que conheci muitos anos atrás servia a Deus numa denominação muito conhecida por sua doutrina severa, onde as mulheres são obrigadas a usar véu e sentam de um lado da igreja enquanto os homens sentam do outro lado. Por influência da família ela servia a Deus lá, feliz com Deus e infeliz com seus dilemas pessoais.

Ela não conseguia acompanhar tudo o que lhe era imposto, mas ao abrir seu coração para seus líderes era induzida a se resignar e obedecer. O peso da doutrina a esmagava. Sua mente estava confusa, mas não ousava questionar a fé da família. Seus instintos naturais acabaram fazendo com que ela tivesse relação sexual com seu namorado e engravidou.

Como a barriga começou a crescer, seu caso se tornou público. Ela foi chamada ao púlpito e exposta publicamente ao ridículo. Foi duramente criticada perante toda a ‘congregação’ e excluída da igreja. Ninguém a apoiou, ninguém a tratou com misericórdia. Banida da igreja, grávida de seu namorado e sem saber o que fazer da vida, um dia ela me contou seu caso.

Falei do amor que Deus tem por todos nós, pecadores, e da misericórdia do Senhor. Convidei-a a ir à minha igreja e ela reagiu imediatamente, dizendo que somente a igreja da família dela era a verdadeira igreja, e que se não pudesse ser aceita sob a condição que ela se encontrava, não voltaria a congregar em nenhuma outra denominação, pois se tratavam de seitas.

Insisti, chorei, mas nada a fez aceitar o amor e a misericórdia de Deus. Ela tinha sido ‘catequizada’ de tal forma que nada fora da mesma igreja que a havia excluído prestava. Fiquei com ódio das pessoas que fizeram isso com ela. Ódio do sistema legalista imposto sobre ela e sobre a vida de milhares de irmãos e irmãs simples e que não tem coragem de questionar os dogmas, usos e costumes humanos.

Vários anos se passaram. Até onde sei, ela está ‘desviada’ e possivelmente vai morrer assim, pelo fato de seus líderes terem feito esta lavagem cerebral em sua vida.

Deixando de lado a questão do legalismo, existe outro tipo de doutrina tão ou mais diabólica do que esta: A doutrina das igrejas neopentecostais, que condicionam a ‘benção’ aos dízimos e às ofertas. Pessoas muito próximas a mim, que viviam de campanha em campanha, venderam bens, deram ofertas astronômicas, tudo conforme o ‘catecismo’ de suas igrejas, e não viram a prosperidade chegar, não viram a cura acontecer e se desviaram da fé.

Ao confrontá-las em amor e tentar trazê-las para a verdadeira fé, ouvi de suas bocas o discurso podre dos pastores que as colocaram dentro de um sofisma maldito, aquele que diz que "se você crê, o milagre vai acontecer, se o milagre não aconteceu você não creu o suficiente e se você não crê o suficiente o que você está fazendo na igreja?”

Isso chega ser pior que o legalismo! Não consegui abrir os olhos destas pessoas amadas. Não consegui fazer com que entendessem que devemos servir a Deus por quem Ele é, e não pelo o que ele pode fazer por nós. Meu discurso simplesmente não fez sentido, por mais que transbordasse o amor de Deus em minhas palavras. Falo isso com convicção, pois a forte mão de Deus estava sobre mim enquanto argumentava.

Continuo na fé, pois meu verdadeiro PASTOR não me tosqueou, não me abandonou, não me vendeu. Ele deu a vida por mim. Conheço sua voz, sempre a ouço e o sigo. Não penso duas vezes em me afastar ao perceber que os líderes de onde congrego estão se afastando das boas novas do Evangelho. Sou levado pelo Espírito, que sopra onde quer.

Quanto aos lobos em pele de cordeiro que vociferam dos púlpitos, restam os versículos abaixo:

"Por isso, pastores, ouçam a palavra do Senhor: Juro pela minha vida, palavra do Soberano, o Senhor: Visto que o meu rebanho ficou sem pastor, foi saqueado e se tornou comida de todos os animais selvagens, e uma vez que os meus pastores não se preocuparam com o meu rebanho, mas cuidaram de si mesmos em vez de cuidarem do rebanho, ouçam a palavra do Senhor, ó pastores: Assim diz o Soberano, o Senhor: Estou contra os pastores e os considerarei responsáveis pelo meu rebanho. Eu lhes tirarei a função de apascentá-lo para que os pastores não mais se alimentem a si mesmos. Livrarei o meu rebanho da boca deles, e as ovelhas não lhes servirão mais de comida. "Porque assim diz o Soberano, o Senhor: Eu mesmo buscarei as minhas ovelhas e delas cuidarei.” Ezequiel 34:7-11

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1 comentários:

  1. É.. da raiva mesmo.. mas até por eles.. temos que ter o amor.. a esperança e a fé.. de que se convertam.

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Anônimo, eu não sei quem é você, mas o Senhor te conhece muito bem. Sendo assim, pense duas vezes antes de utilizar este espaço LIVRE (poderia bloquear comentários de anônimos mas não o faço por convicção pessoal e direção espiritual) antes de ofender quem quer que seja. Estou aberto para discutimos idéias sem agredir NINGUÉM ok? - Na dúvida, leia mil vezes Romanos 14, até ficar encharcado com a Verdade sobre este assunto...