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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Deixa a VIDA me levar...


Não sou dono de nada, por isso tenho tudo a meu dispor. Este conceito tem me acompanhado nos últimos anos. Na verdade, desde que me converti aquela passagem de Mateus 8:20 me acompanha: “Respondeu-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.”

Cria que isso vinha em resposta à minha procura naquela época por uma igreja sadia. Tinha me convertido na IURD, fui para a Renascer, batizei na Congregação entre outras que visitava mas nada. Recém convertido, mas batizado no Espírito e armado de uma Bíblia, não conseguia ter paz dentro destas igrejas. Ora pelo neopentecostalismo e pela corrida desenfreada atrás de bênçãos, ora pelo excesso de rigor doutrinário que por mais desnecessário que achava este ser, até que tentei mas não consegui me encaixar.

Com o tempo porém, encontrei uma igreja saudável e equilibrada em São Paulo, a Betesda, e lá permaneci por vários anos, até minha vinda ao Rio de Janeiro, por uma guinada total em minha vida. O que me trouxe ao Rio de Janeiro foi fruto de um divórcio, perda de um apartamento recém comprado no Morumbi e o fechamento do escritório que trabalhava em São Paulo. Aí minhas dúvidas e questionamentos voltaram.

Tudo o que tinha ‘conquistado’ ruiu. Cheguei à Cidade Maravilhosa empregado, mas com uma mão na frente e outra atrás. Não tinha uma cama para dormir, não tinha geladeira para guardar uma caixa de leite, minhas roupas dobradas no chão. Várias vezes passei fome e necessidade. Houve um dia que comi apenas um rest de granola que tinha comprado. Outro dia minha única refeição foram restos de amendoim que encontrei na areia da praia. Estranhamente adorava tudo isso, pois me sentia muito próximo de Deus. Vários ‘corvos’ foram enviados até mim, e nada faltou.

Tirando a praia, não tinha como me divertir sem dinheiro. Um dia encontrei um par de raquetes quebradas e abandonadas e uma bolinha de tênis na praia da Macumba. Eram umas sete, oito da noite e a praia estava vazia. Passei a ter um brinquedinho para me divertir um pouco. Senti a presença de Deus muito forte, satisfeito em ver que seu filhinho estava feliz com o presente.

Por outro lado notava que tudo o que lutava arduamente para conquistar não me trazia o mesmo gozo. O esforço feito desgastava minha alma, e sentia um estranho vazio após a compra feita. É estranho isso, mas é assim entre eu e Deus. Sei que Ele me ama e tem cuidado de mim. Sinto a cobrança da sociedade em ter, conquistar e demonstrar minhas aquisições. Por outro lado tenho um lado totalmente infantil e dependente de Deus, que faz com que tudo se relativize.

Como está escrito em João 3:8: “O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito”. Eu, um João qualquer, um dia entreguei o controle de minha vida ao Senhor de coração e passei a ser guiado por Deus de maneira assombrosa. Tem hora que dá medo, igual ao que Pedro sentiu quando andava por sobre as águas e temeu o vento forte. Tem hora que coloco no automático e deixo a Vida (com Vê maiúsculo) me levar, apenas curtindo a ‘natureza’.

Quero ser um bom mordomo e administrar o que Deus tem me proporcionado. Não quero que meu coração esteja preso a tesouros nesta terra. Deus sabe como cuidar do caboclo aqui melhor do que ele próprio. E isso basta.

Reações:

2 comentários:

  1. Putz cara, eu prefiro esta dependência total sabe? Quando me meto a "ser deus" faço caca....

    God Bless You!

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Anônimo, eu não sei quem é você, mas o Senhor te conhece muito bem. Sendo assim, pense duas vezes antes de utilizar este espaço LIVRE (poderia bloquear comentários de anônimos mas não o faço por convicção pessoal e direção espiritual) antes de ofender quem quer que seja. Estou aberto para discutimos idéias sem agredir NINGUÉM ok? - Na dúvida, leia mil vezes Romanos 14, até ficar encharcado com a Verdade sobre este assunto...