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segunda-feira, 17 de maio de 2010

O sistema de castas evangélico


Ao ler o livro de Amós, pude ver a preocupação do profeta com as desigualdades sociais entre o povo de Israel. Isso me deu um insight: Lembrei-me do perverso sistema de castas indiano, e pelo pouco que já tinha lido a respeito pude ver que o meio evangélico atual tem vivido algo muito parecido.

Conheço superficialmente o sistema de castas, mas para expor de maneira mais precisa, fiz uma breve pesquisa na internet e copiei parte do texto postado no blog Departamento de Evangelismo e Visões de Entre Rios (DEMER), que foi baseado em texto retirado do site da Revista Povos. Veja abaixo:

“O perverso sistema de castas é proveniente do hinduísmo. Se trata de uma organização estrutural introduzida na Índia por volta de 2000 a.C., por causa de uma acirrada disputa entre os arianos e os dravidianos. O sistema tem influenciado muitos indianos, comprometendo, até o hoje, o relacionamento social entre as pessoas.

Vejamos como funciona esse sistema:

Em sua forma clássica, as castas se dividem em quatro partes, simbolizadas pelos membros do corpo de Purusha: boca (cabeça), ombros, coxas e pés.

Boca (cabeça): BRÂMANES
Na verdade, foram os brâmanes (brahmins) que criaram este sistema, com o objetivo de manter certa hierarquia e domínio sobre as classes mais baixas.
Brahma é um deus. Deus do supremo. E, segundo a tradição, Brahma teve quatro filhos, dos quais geraram as seguintes castas: Brahmins, Kshatryas, Vaishyas e Sudras. Pertencem a essa casta os sacerdotes, religiosos que comandam e dirigem a religião. É a maior e a mais elevada casta.

Os esquecidos, ou PÁRIAS
Com o decorrer dos tempos, foram surgindo outras castas, como, por exemplo, os párias, ou seja, os excluídos da sociedade. São todos os recusados de suas castas originais por causa de algum tipo de rebelião (desobediência), ou por decisão própria. Há, também, a casta dos dálits. Os membros desse grupo não têm acesso à educação, não têm direito à água limpa, não trabalham. São “eternos” inquilinos em sua própria terra e severamente discriminados.

A explicação para todo esse sistema é a seguinte: se alguém nasceu em uma casta, seja superior ou inferior, foi devido à sua conduta na vida anterior. Por isso, o carma também é um princípio dentro do hinduísmo. Apesar de o sistema de castas ter sido “banido” da sociedade indiana pela Constituição de 1950, ainda está intrinsecamente ligado à mentalidade e ao espírito indiano. Quando uma criança nasce, sua casta já está determinada, porque, desde que a Índia existe, toda a população está sujeita a esse sistema de divisão de classes. Ou seja, a possibilidade de uma pessoa mudar de vida é remota, porque, segundo acreditam, ela já é amaldiçoada ou abençoada, desde o nascimento.

Antigamente, as castas não se misturavam de maneira nenhuma, mas, hoje, a relação de uma para com a outra já é menos radical. Todavia, há, ainda, disparidade ideológica e racial entre elas. Em alguns Estados da Índia, a divisão das castas é respeitada e levada a sério. Já em outras localidades, nem tanto. Tal fato ocorre devido à baixa escolaridade e pouca educação, pois, quanto menos educação, mais arredios os indianos se tornam à liberdade cultural e social.

Como não poderia deixar de ser, o sistema de castas na Índia é totalmente torturante, pois escraviza o ser humano a um ciclo inexorável de injustiça e impunidade social.”

Meu foco principal será nos extremos do sistema de castas: Os Brâmanes e os Párias, pois os demais (Xátrias e Vaixás) estão no meio do pelotão, e são coniventes com as extorsões feitas.

No texto que coloquei acima não consta, mas uma das maneiras que os párias dispõem para poderem ter uma melhor sorte é dando o quase nada que possuem aos membros das castas superiores, os Brâmanes. De suas poucas posses ao seu trabalho escravo, eles se esforçam em serem aceitos por um deus impiedoso e manipulável através destas ofertas, igual ocorre no meio evangélico. Morrem assim na esperança de reencarnarem numa situação um pouco mais favorável, talvez como uma barata, sapo ou – tendo um pouco de sorte e se esforçando muito – talvez um rato, daqueles que já vimos várias vezes em fotos, freqüentando os templos hindus e sendo tratados com mais respeito do que os seres humanos. Como vaca é um longo percurso, não adianta nem sonhar...


A direção tomada pelos atuais tele-evangelistas neopentecostais me fez ligá-los aos Brâmanes, pois estes lobos em pele de cordeiro vociferam perante as câmeras de TV que são os intermediários das bênçãos entre os ‘párias’ e um deus obscuro e corrupto. Criaram um sistema os quais eles se tornam intocáveis, consideram-se a boca de Deus e sua palavra é inquestionável. Guiam suas ovelhas de maneira a levá-las ao abatedouro, tirando delas toda lã, leite, carne e o que mais for possível, prometendo bênçãos aos que os abençoarem e maldição aos que os abençoarem.

Assim como ao Brâmanes, estes pastores comandam, dirigem e manipulam a religião, extorquindo o povo e os deixando na ilusão de que agindo assim, eles alcançarão o paraíso aqui na terra. Manipulam e torcem a Palavra de Deus, e muitos os buscam na sede de ascenderem na sociedade, seja através de uma benção material, seja através de uma cura, um cargo ministerial ou qualquer migalha que possa cair da mesa deles.

Desta forma, os líderes cada vez mais enriquecem, e seu rebanho cadê vez mais empobrece. O sistema funciona perfeitamente, mas não podemos nos calar.

Nossos dízimos e ofertas fazem parte de nossa adoração a Deus. Não devem ser usados visando troca. Pode-se argumentar que em Malaquias 3:10 Deus nos estimula a trazer os dízimos e ofertas à Casa de Deus, para que façamos prova de Deus e assim ele derramará bênçãos sem medida em nossas vidas. Mas não podemos esquecer também que o povo de Deus em sua perigrinação no deserto colocou Deus à prova e foram dizimados (sem trocadilho) no deserto (Hebreus 3:7-17).

Vamos denunciar isso constantemente. Se ao menos uma vida puder ser transformada através destas linhas toscas terei cumprido minha missão.

A Deus seja toda honra, glória e poder, para todo o sempre.

Reações:

4 comentários:

  1. Abuso espiritual!

    crente de "segunda classe" usados como massa de manobra e se permite a isso, pois não conseguem quebrar o paradigma baseado na crença de há mesmo gente com mais acesso ao céu, os vigários, homens de deus e etc
    Por outro lado existe a acomodação de quem vê Deus como velhinho de barba branca que de vez em quando manda um raio para terra, ou seja, a crença em um Deus distânte, pouco interessado, alimenta esta inercia espiritual.

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  2. sistema de castas evangélico? com imagens induistas? somente alguem que é mais burro que uma porta e merece ser sacrificado vai ler isso e usar como base.

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  3. Anômino, com todo respeito: Você simplesmente não entendeu N-A-D-A...

    Deus te abençoe!

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Anônimo, eu não sei quem é você, mas o Senhor te conhece muito bem. Sendo assim, pense duas vezes antes de utilizar este espaço LIVRE (poderia bloquear comentários de anônimos mas não o faço por convicção pessoal e direção espiritual) antes de ofender quem quer que seja. Estou aberto para discutimos idéias sem agredir NINGUÉM ok? - Na dúvida, leia mil vezes Romanos 14, até ficar encharcado com a Verdade sobre este assunto...