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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Cavalinhos de Tróia do cotidiano...


“Filhinhos, esta é a última hora; e, conforme ouvistes que vem o anticristo, já muitos anticristos se têm levantado; por onde conhecemos que é a última hora. Saíram dentre nós, mas não eram dos nossos; porque, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; mas todos eles saíram para que se manifestasse que não são dos nossos".1 João 2:18.19

Não sei bem como começar esta reflexão sem que a mesma soe talvez um pouco repetitiva. Muito menos creio que conseguirei discorrer sobre este assunto sem que eu passe por uma pessoa amargurada, por um juiz, por um apontador de argueiros nos olhos dos outros...

O fato é que eu estou cada dia mais frustrado com um tipo específico de gente. Gente que entra em sua vida sem você saber ao certo como isso se deu e fica lá, conquistando espaço, confiança e nosso afeto gradativamente, até o momento que ela – após estar bem estabelecida dentro de nossos ingênuos corações – começa a mostrar quem ela realmente é.

A dificuldade está em conseguir discernir as reais intenções de gente assim no início. Permitimos que a mesma se “aprochegue” de nós e – quando damos conta – a mesma já está causando um estrago muito difícil de ser reparado.

Alguns não conseguem disfarçar suas reais intenções, diga-se de passagem. Estes são mais fáceis de controlar. Nosso antivírus cata o bichinho no ato e a gente já deleta na hora.

O problema são os Cavalos de Tróia.

Estes entram sem aparentar nada de negativo. Simpáticos, falantes, cativantes, divertidos. Entram pela porta da frente e inocentemente os convidamos para sentar e compartilhar do nosso pão e vinho diário. Passam a fazer parte de nosso convívio íntimo. São apresentados às pessoas próximas a nós e começam a se entranhar cada vez mais em nossas vidas.

Com o tempo porém, passamos a notar certos vícios de caráter, certas manias, certas posturas que traem elas mesmas. Começamos a notar que elas na verdade são grandes manipuladores, procurando tirar o máximo possível daqueles que os cercam, mas de maneira lenta, gradual, como fazem os pequenos parasitas que sabem que não podem sugar a seiva de uma vez só, senão o hospedeiro morre. Sugam algumas gotas de sangue por dia...

Notando isso, passamos a ter uma situação delicada para administrar. Pelo grau de intimidade que permitimos ter sido criado incautamente no início, fica difícil apenas usar nosso antivírus que dormiu no ponto. A ruptura pode vir a ser muito mal interpretada por todos, principalmente por aqueles que não conseguem ver o que você levou tempo para descobrir.

A opção é colocar estas pessoas na quarentena, tendo atenção redobrada nas atitudes da mesma. Nos afastamos um milímetro por dia, passamos a criar sistemas de defesa que – assim como as atitudes iniciais deste corpo estranho – também serão gradativas. Apertaremos o cerco pacientemente, sem deixar explícito que descobrimos suas reais intenções.

Quando menos o indivíduo esperar, ele estará totalmente isolado por suas próprias atitudes. Descobrir-se-á desnudado sob a luz dos holofotes de sua própria astúcia. Expostos à vergonha, estes se afastam de nós, procurando outros hospedeiros que os recebam inocentemente.

Trata-se de um processo penoso, cansativo. Mas serve como castigo para nós mesmos por termos sido tão incautos, tão inocentes.

Reações:

8 comentários:

  1. Pastor,

    Essa radiografia que você tirou da alma humana, é perfeita!

    Mas é isso mesmo, a gente finda por penar, não como castigo exatamente, mas como lição.

    O Livro de Provérbios, que vc sabe que é direcionado ao jovem, alerta muito sobre isso, pra a gente "se ligar".

    São várias as passagens, mas eu queria citar somente uma:

    "O simples dá crédito a toda palavra, mas o prudente atenta para os seus passos". (14.15)

    Simples, no sentido de ingênuo, ce sabe, né?

    E, apelando, eu ainda digo que o burro mesmo, a anta rss

    O Livro de Provérbios foi um dos primeiros que eu "dissequei" justamente porque nos dá dicas extremamente sábias nesse sentido, e por eu ser, por natureza, um tanto ingênua. Hoje até que não mais, afinal a idade e a experiência marcante que tive me arrancaram a ingenuidade de forma abrupta. Foi tipo um método Piajet/Pinochet rss, como diz brincando um irmão meu. Mas eu confesso que sou meio tendenciosa a assumir a personagem de Pollyanna. Pra piorar, sou aberta, me mostro, exponho minha alma, aí é que me torno presa fácil dos manipuladores de plantão.

    Mazenfin...

    Apesar de tudo, euzinha não troco jamais meu jeito espontâneo de ser por um estilo programado e mecânico, ainda que leve algumas cacetadas. É o preço que se paga :)

    bj

    R.

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  2. Cheguei nesse post por pura ilusão de ótica: li, na roll de outro blog, "Cavalinhos de Tróia dos Corinthianos!"
    Abraço, mano!

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  3. Rê,

    As passagens que você citou só vieram enriquecer este "postinho". Seus comentários então, nem se fala!

    Como você certamente deve saber (pois escrevemos o que estamos passando...), estou neste momento com uma pessoa saindo da quarentena e indo para a lixeira...

    O problema é que ela perdeu a noção, está explicitamente tentando manipular todos ao seu redor, devido ao momento que ela está vivendo.

    Só te digo que também sou parecidíssimo com você, mas meu "tolerantômetro" está descalibrado, me obrigando a deletar gente desse tipo sem dó nem piedade!

    Beijos...

    Jotacê

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  4. Pastor,

    Eu queria fazer uma correção, pois não é que o livro citado seja direcionado aos jovens apenas, mas principalmente a eles. Se bem que- bora combinar, né?- tem gente véia, barbada, cheia de cabelo branco e que ainda age como se tivesse 18 anos rsss daí a importância desse precioso livro para todas as idades. :)

    bj

    R.

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  5. Curti este post! VOu colocar um link do seu blog no meu. Show.

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  6. Vou colocar um link do seu blog também no meu. Coisa finíssima!!!!!!!!!!!!

    Abraço forte!

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Anônimo, eu não sei quem é você, mas o Senhor te conhece muito bem. Sendo assim, pense duas vezes antes de utilizar este espaço LIVRE (poderia bloquear comentários de anônimos mas não o faço por convicção pessoal e direção espiritual) antes de ofender quem quer que seja. Estou aberto para discutimos idéias sem agredir NINGUÉM ok? - Na dúvida, leia mil vezes Romanos 14, até ficar encharcado com a Verdade sobre este assunto...