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sábado, 23 de abril de 2011

Um para trás, dois para frente, de novo...



Por qual razão frequentemente sinto que as coisas começam a ficar sem sentido? Comer ou não comer não altera o apetite, rir ou chorar não abala o estado emocional, correr ou deitar não alivia o corpo, orar ou não orar não me aproxima mais de Deus.

Sem eu perceber, a luzinha de alerta começou a piscar. Falha no sistema, sensação de já ter vivido aquilo antes.

Um passo atrás não é sinônimo de dúvida ou falta de fé. Pelo contrário. A meu ver, este passo atrás muitas vezes é necessário para pegar impulso e seguir em frente. Não tenho resposta para tudo. Me canso e me sinto frágil muitas vezes. Sou obrigado a recomeçar com frequência, e a sensação de impotência no começo pode gerar imobilismo e frustração, mas depois vejo que estas emoções conflitantes são o campo fértil para novas perspectivas.

Tive que recomeçar várias vezes, de várias formas. Por vontade própria ou por força das circunstâncias. Perdi quase tudo que havia conquistado e me senti um fracasso. Fiquei impotente, sem norte, sem direção ou coragem de continuar. Mas a vida tem seus caminhos misteriosos e, com toda sua sutileza, me empurrou para frente. Mesmo com medo e dor, continuei caminhando. Desejando a morte e quase jogando a toalha, vi que não tinha opções. Avancei.

Esta nova força advinda da fraqueza pode soar contraditória, mas não é. Como diz Paulo em sua carta aos Coríntios “Pois, quando sou fraco é que sou forte” (2Co 12:10). Não levo este pensamento de Paulo ao campo espiritual apenas. Assumir a fraqueza abre um leque de novas e impensadas opções. Muitas vezes estamos perto demais de nossos problemas, inseridos demais em nossas situações cotidianas e ficamos sem uma visão da situação como um todo. Se afastar um pouco do tabuleiro do jogo gera uma visão melhor da situação, possibilita reavaliamos a estratégia e entrar novamente na batalha.

Não vejo nenhum problema em assumir ser fraco. Assumir a fraqueza gera um alívio muito grande. Tirar o peso das costas e poder dizer “e agora, o que eu faço?” é libertador.

Sou fraco, me canso e preciso fazer isso de tempos em tempos. Assim como agora...

Reações:

3 comentários:

  1. João,
    quando comecei a ler seu texti, logo nas primeiras linhas me veio o versículo que você usou "Pois, quando sou fraco é que sou forte” (2Co 12:10). Quando o lí em seu próprio texto fiquei tocado em como o Senhor se importa com sua vida e de como ele te fortalece, Sua alegria é sua força!

    Abraço!

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  2. Senti firmeza agora!

    paradoxal? não!

    aniquilamento do ego, é o que o Evangelho faz em mim.

    Não tenha medo da sensação de nulidade, ela nos causa estranheza mas é sinal de que não sabemos nada contudo estamos inseridos nAquele que tudo sabe.

    fica em Paz irmão, estar no Caminho não significa saber tudo.


    abraços

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  3. JC,

    Imagina uma estrada, na qual você está caminhando. De repente, você chega a uma bifurcação: um caminho é o certo e o outro é o errado, para você chegar ao destino planejado. Você escolhe um dos dois e vai em frente. Mais adiante, você percebe que tomou o caminho errado. Pára e pensa: "E agora? Continuo por aqui mesmo, ou ando pra trás? Bom, o caminho certo era o outro e a única forma de chegar a ele é andando pra trás neste caminho em que estou!". E você anda pra trás, a fim de tomar o caminho certo.

    Agora, me diga uma coisa: em relação ao seu destino final, você está andando pra trás, ou pra frente?

    Abração e Paz!

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Anônimo, eu não sei quem é você, mas o Senhor te conhece muito bem. Sendo assim, pense duas vezes antes de utilizar este espaço LIVRE (poderia bloquear comentários de anônimos mas não o faço por convicção pessoal e direção espiritual) antes de ofender quem quer que seja. Estou aberto para discutimos idéias sem agredir NINGUÉM ok? - Na dúvida, leia mil vezes Romanos 14, até ficar encharcado com a Verdade sobre este assunto...