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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O João-Bobo insiste em permanecer de pé


Como costumo brincar com meus amigos, neste fim de semana as forças do mal prevaleceram.
Fim de semana estranho, sinistro, como dizem os cariocas.
Cariocas que até helicóptero da polícia derrubaram.
Fim de semana de 47 horas, o que desajustou meu relógio biológico.
O meu e do meu time, o meu e o do Rubinho...
O Palmeiras não sapecou o Flamengo. Pelo contrário, tive que agüentar o prédio inteiro vindo abaixo.
Rubinho sucumbiu a um monte de incidentes, que somente ele é capaz de sofrer, tudo ao mesmo tempo. Oh cara zicado!
Mais uma vez será - no máximo - vice, coisa inaceitável para os brasileiros.
Que sabem lidar apenas com a vitória, e o esforço de quem chegou quase lá não é valorizado.
Coisa de brasileiro, que querem o tudo e acabam sem nada.
Super-Mãe: A alta da UTI na verdade se mostra uma cilada.
Aquela história de pular da frigideira e cair no fogo.
Minha mãe está isolada, com infecções que os médicos não são capazes de identificar a fonte.
Agoniza e sofre, mas luta como uma guerreira.
Ferida pela guerra, ferida pela vida, se mantém agarrada aos fiapos de esperança.
Assim como eu, que ainda não joguei a toalha.
Teimosamente continuo crendo que onde há vida há esperança.
O Reino de Deus virá aqui, ainda em vida.
Caso a cura não seja a vontade de Deus, ainda sim continuo com esperança,
Esperança de um novo céu e de uma nova terra,
Onde não haverá mais choro, nem pranto, nem dor.
Onde o Sol da Justiça brilhará, e a morte não irá reinar.
Esta esperança me faz ser um João bobo.
Como é bom ser João, como é bom ser bobo.
Tentam me derrubar, mas irritantemente insisto em ficar de pé.
Caio e levanto, luto com todas as minhas forças, que são poucas.
Poucas mas suficientes. Basta o tanto que tenho.
Coloco-me em pé no ringue após sofrer duros golpes.
Meus adversários vão cansar de bater, e eu insistirei até o fim.
Não vejo outra alternativa.
O simples fato de permanecer na luta fará com que um escape apareça.
Enquanto isso, os cães continuam ladrando.
Minha caravana passa. Quebrada, ferida, mas com certeza de onde quer chegar.
Isso me mantém vivo, crendo e avançando.
Se eles querem meu sangue, terão meu sangue só no fim.
Se eles querem meu corpo, só se eu estiver morto, só assim.
Tem que ser assim. Venceremos nossos inimigos pelo cansaço.
Como é bom viver! Saber apreciar o doce e o amargo da vida,
Ver o bem e o mal, de braços e abraços,
Num romance astral...

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Anônimo, eu não sei quem é você, mas o Senhor te conhece muito bem. Sendo assim, pense duas vezes antes de utilizar este espaço LIVRE (poderia bloquear comentários de anônimos mas não o faço por convicção pessoal e direção espiritual) antes de ofender quem quer que seja. Estou aberto para discutimos idéias sem agredir NINGUÉM ok? - Na dúvida, leia mil vezes Romanos 14, até ficar encharcado com a Verdade sobre este assunto...