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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Mentes possuídas


Feriadão. Pela manhã fui à praia, andei uns 5 km com um grande amigo na areia (meu joelho bichado numa partida de basquete mil anos atrás tá doendo um pouco até agora), falando sobre a vida, o passado, presente e os desdobramentos de nossas atitudes e decisões para o futuro, situações estas que impediam uma vida plena no dia de hoje. Daria um bom capítulo de um livro caso os assuntos não fossem tão pessoais.

Voltamos para onde estava o restante da tropa, dei alguns mergulhos (o mar estava perigoso), sentei-me na cadeira de praia e praticamente desmaiei. Não sabia de onde vinha tanto sono. Cansado e empapuçado da praia deixei todos lá, peguei a bicicleta de outro amigo e fui do Posto 11 (Recreio) ao Posto 8 (Praia da Reserva), vento na cara, um calor agradável, gente bonita por todo lado.

Voltei pra casa, preparei o almoço (praticamente o jantar, pois ficou pronto depois das 4 da tarde. Liguei a TV, coloquei no AXN e estava passando o seriado Criminal Minds (mentes criminosas) que é sobre um grupo de investigadores do FBI chamado Unidade de Análise Comportamental (Behavioral Analysis Unit, BAU) que a cada crime são chamados para decifrar os fatos seguindo uma linha investigatória peculiar: Eles analisam os fatos e provas e traçam o perfil psicológico do criminoso através das evidências, chegando através destas variáveis até o criminoso.

Muito bom, muito bom mesmo. Parece bobeira, mas aprendo muito sobre o ser humano até através deste tipo de programa. No que assisti ontem um cara que estava em tratamento psicológico há vários anos estava num trem rumo a um congresso, juntamente com sua médica (que seria a palestrante), muito conceituada no meio.

Do nada o cara resolve dar ouvidos ao seu “amigo” invisível (entre outras coisas ele era esquizofrênico) e toma a arma de um segurança do trem, o mata e coloca todos em cativeiro. Para negociar o seqüestro o pessoal do BAU é chamado e eles começam a traçar o perfil do seqüestrador/esquizofrênico/homicida.

O cara acreditava que em seu corpo haviam vários microchips implantados e que ele era monitorado 24 horas por dia por um “líder” imaginário, como que em um Big Brother. Todas as imagens dentro do vagão eram vistas pelos investigadores através das câmeras de circuito interno e eles cruzavam as imagens com o que era falado com o seqüestrador por telefone.

Em um determinado momento um dos investigadores falou uma frase que ficou reverberando em minha mente:

“A crença não é uma mente que possui uma idéia e sim uma idéia que possui uma mente”.

Caramba. Forte isso. Fiquei pensando sobre o assunto e em muitos casos realmente é assim que a coisa funciona; até mesmo no meio evangélico.

Conheço tanta gente fanatizada pela fé! Mas não na fé em Jesus Cristo e sim a fé na fé, como já ouvi o pastor Paulo Romeiro dizendo várias vezes. Submetem-se a usos e costumes, fardos impossíveis de carregar. Entregam seus sentidos a uma doutrina sem sentido. Vagueiam no mundo espiritual como zumbis manipulados por homens (ou coisa pior) que não sabem ao certo onde querem chegar e apenas perambulam pelas escuras noites da alma, arrastando tantos quantos estiverem pelo caminho.

Permitem-se escravizar por doutrinas de homens e demônios, não a sã doutrina. Uma complexa tapeçaria que somente escraviza o ser que permite que sua mente seja subjugada, agindo desta forma movidos por uma necessidade de alcançar o sagrado através do auto-sacrifício e penitência. Opressos, impotentes, cegos. Fazem tudo sem questionar. Não se colocam sob a poderosa mão de Deus. Não são guiados pelo Espírito e sim por espíritos imundos e opressores travestidos de líderes espirituais, especialistas em manipular a Palavra da mesma forma que Satanás tentou fazer com Jesus após os 40 dias de jejum.

Aproveitam-se das fraquezas pessoais, da bagagem herdada das religiões pré-conversão e criam um Frankstein ecumênico desprovido de alma, movido apenas pela loucura daqueles que o forjaram nas profundezas obscuras de mentes pervertidas. Possuem a mente desses desavisados (será?) e os manipulam, os subjugam, os consomem e os lançam fora como o bagaço sem o suco, secos e sem nada mais a ser aproveitado, senão apenas para serem utilizados como combustível da fornalha que cozinhará outros seres humanos neste caldeirão do diabo.

Uma mente sadia e bem alimentada pela Palavra entretanto, não está susceptível de ser capturada e possuída por uma idéia qualquer, por mais que tenha a aparência de sabedoria, por mais que utilize pinceladas da Verdade. Como diz o Ricardo Gondim, “a mentira, quanto mais parecida com a Verdade, mais perigosa se torna”.

A mente sã e alicerçada na sã doutrina entretanto aceita apenas um senhorio: O de Jesus Cristo. Não se submete a homens. Aceita a liderança do Bom Pastor e a Ele segue. Congrega onde a Palavra é pregada e não distorcida por interesses espúrios. Luta o bom combate, alia-se com os defensores da Verdade, desconfia e rejeita qualquer vento de doutrina que não passa no crivo das Escrituras.

Tem a sabedoria que vem do alto e usa as armas que de lá vem, porque "as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo” - 2Corintios 10:4-5.

Aqui está a diferença. Levamos conscientemente nosso entendimento à obediência de Cristo, o Senhor.

E como se nota a diferença em estar subjugado à doutrinas dos homens (e demônios) ou em entregar voluntariamente seus pensamentos a Jesus Cristo?

“Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade!!!!”. – 2Corintios 3:17

Tente se mover. Estique os braços. Olhe para fora. Sente paz? Vive a paz? Tem plenitude de vida? Go ahead. Keep walking...

Em tempo. No fim do episódio um pastor, que estava dentro do vagão e anteriormente abriu sua pasta e retirou sua Bíblia e a lia em paz enquanto tudo se desenrolava em sua frente, possuía uma arma e só a retirou e atirou no rapaz quando viu que a situação estava totalmente fora de controle e todos seriam mortos.

Atirou e pediu perdão a Deus. Agiu corretamente, na hora certa.

Emblemático...

Reações:

4 comentários:

  1. Olá, J.C.

    Taí um texto denso que é só pra ler e reler.

    Mas pra não perder o costume vou dizer só uma coisinha, aliás, duas.

    Primeiro: nem é pra dizer é pra fazer uma pequena correção, se é que você me permite.

    Teu texto diz:

    "“A crença não é uma mente que possui uma idéia e sim uma idéia que possui uma mente”.

    Caramba. Forte isso. Fiquei pensando sobre o assunto e em muitos casos realmente é assim que a coisa funciona; até mesmo no meio evangélico".

    A correção é: "Até, não! Inclusive!" (risos)

    Segundo: poxa, que maldade você entregando o final do filme de bandeja. :)

    Deus te abençõe!!!

    R.

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  2. Rerê... a sacanagem foi do princípio ao fim!

    Comecei falando da praia..

    Terminei contando o fim do episódio, não do filme. Mas só contei o fim porquê o pastor que atirou no sequestrador.

    Beijo querida!

    JC

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  3. Se vc curtiu Criminal Minds vai gostar de Mental, a série foi cancelada mas tem uma pancada de episodios, todos muito densos.
    Tenho identificação gigante com o protagonista.

    Sua analise foi genial, para bom entendendor um toquinho do Espirito Santo basta.

    abraços

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  4. Graça e paz !

    Encontrei seu blog e já me tornei seguidor.
    Deus continue sendo glorificado em sua vida...

    http://bjardim.blogspot.com/

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Anônimo, eu não sei quem é você, mas o Senhor te conhece muito bem. Sendo assim, pense duas vezes antes de utilizar este espaço LIVRE (poderia bloquear comentários de anônimos mas não o faço por convicção pessoal e direção espiritual) antes de ofender quem quer que seja. Estou aberto para discutimos idéias sem agredir NINGUÉM ok? - Na dúvida, leia mil vezes Romanos 14, até ficar encharcado com a Verdade sobre este assunto...