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quarta-feira, 23 de março de 2011

Homens-Urubús


Posto novamente este texto de 2010 por ser cada vez mais atual este tipo de postura na blogosfera...


quarta-feira, 31 de março de 2010 Postado por João Carlos às 3/31/2010 11:13:00 AM

Tanta gente hoje já me perguntou se eu fiquei feliz com a vitória do Dourado que eu estou começando a ficar pê da vida com a imbecilidade de 154 milhões de brasileiros que perderam seu tempo assistindo/votando no lixo do Big Brother para fazer um cabra ganhar uma bolada de 1,5 milhões de reais.

Se pararmos para ver, o Big Brother – assim como as novelas, Pânico na TV, Ratinho, Super Pop, outros lixos/programas de auditório (E ALGUNS BLOGS!!!!!!!!!) – são como cigarro: Mesmo que você não fume acaba se intoxicando como fumante passivo, pois sempre alguém vem falar com você do que rolou no programa do dia anterior.

Como uma nação pode ser tão imbecilizada assim? Como o mundo tem necessidade de consumir junk food, lixo mesmo, daqueles que para poder assistir você é obrigado a colocar seu bom senso e valores de lado, caso ainda o tenham?

Enfatizo, repito: Eu creio que perder tempo com este tipo de programação é uma negação de seus próprios valores, caso tenham algum. É se nivelar por baixo, é despir-se de dignidade. Comer este tipo de lixo mostra o tipo de estômago que cada um tem.

Assim como os urubus que devoram carniça, os romanos que iam ao Coliseu assistir os cristãos sendo devorados por bestas, da mesma forma a sociedade hoje é ávida por carne humana, más notícias, lixo...

Que tipo de sadismo é esse? Não é apenas ‘assistir um programa’, sem contaminação. É exposição do interior, que digere qualquer coisa por também estar podre. Ao menos os urubus cumprem um papel importantíssimo na natureza, pois – sem querer dar uma explicação super científica - possuem um estômago com capacidade de digerir aquilo tudo, devolvendo através de seus dejetos a podridão ‘reciclada’.

Mas com a humanidade não é assim. Aquilo entra, fermenta, azeda, estraga, apodrece e transforma o caráter.

Não vejo por onde um consumidor compulsivo por este tipo de programação não ter seus valores corrompidos pois, se estão assistindo de livre e espontânea vontade, estão compactuando com aquilo, demonstrando assim que são urubus carniceiros.

Só por Deus mesmo! (E desculpem o desabafo.. rsrs)

Em tempo: Me perdoem os urubus...

Reações:

15 comentários:

  1. Pastor, que rigor afff

    Bom, como eu não sou inflexível em nada, não consigo ver assim com esses olhos tão rigorosos. Mas veja bem, não confunda o meu olhar com complacência/condescendência. Mas nem tanto ao céu nem tanto ao mar. Deixei de ser a ferro e fogo faz um tempinho. Afinal, as porradas da vida me deram esse privilégio.

    Enfim, vai ver eu não entendi o recado... Mas... Raciocine aqui com euzinha... Algo que se consome no cotidiano e que tem esse poder de mudar o caráter, convenhamos: ou é muito nocivo ou então a pessoa em questão é muito susceptível; ou as duas coisas rss

    Para mim, o problema está exatamente na expressão que vc usou: consumir. E aqui eu me refiro, especificamente, ao que assistimos e lemos na midia, seja na TV, no cinema, na internet, nos livros, nas revistas... Mas não é apenas consumir, ainda que seja porcaria, que vai corromper o cara.

    Veja bem, tô falando de gente grande, adulta. Quem "se garante", quem tem seus valores bem alicerçados não se melindra com o que lhe é apresentado, muito menos se influencia. São outros fatores que irão determinar o grau de contaminação. Tem gente que simplesmente devora, vive visceralmente certas situações, e isso é que é nocivo. Para mim, assistir a uma cultura inútil até que "faz parte", a grande questão é o excesso e como digeri-lo.

    Qualquer compulsão, seja qual for, é patológica e precisa ser tratada. Precisamos estar sempre alertas para distinguirmos o limite da paranóia e mantermos a nossa mente saudável. Seja no que for.

    Eu, particularmente, assisto sim BBB, nunca votei mas não critico quem o faz, sei que quem curte isso é a garotada, tenho PPV em casa, não pela minha iniciativa, mas não sou hipócrita pra dizer que não assisto e dou boas risadas com o que vejo de vez em quando.

    Sim, mas você ficou feliz com a vitória do Dourado? he he

    Beijos reverentes (Como diz a sacerdotisa DRI)

    R.

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  2. Venerada bispa (vão chamar a gente de herege logo logo...),

    Ao falar de BBB (que não assisto) e falar destes programas (foram os que vieram à mente quando escrevi o texto) quis dizer que tem gente que NÃO VIVE sem isso, como se fosse o esteio para se manter integrada na sociedade, para ter o que falar com a pessoa que está na sua frente na fila da lotação.

    Isso para mim é o que não vira...

    K&H...

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  3. Paz ,
    MEU AMIGO,QUEM VIVE DISSO,PORQUE NÃO VIVE SEM...
    ESTÁ SEM RAZÃO,E SEM CHÃO,QUEM SE OCUPA COM A VERDADE,E SE ALIMENTA BEM NÃO PASSA MAL,DIGO ESPIRITUALMENTE,HÁ COISAS NA VIDA QUE SÃO ABSOLUTAMENTE DISPENSÁVEIS.

    cONCORDO COM VC,AO MEU VER SE NÃO TEM O QUE FALAR,FAZER O FAVOR DE CALAR!

    rsrsrs,gosto é gosto,,,concordo com Regina sobre não ser influenciado quando se está um passo além,mas, nem todos estão,um pouco de cautela não faz mal a ninguém...

    Fica na Paz!!

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  4. K&H?! (sigla novíssima na parada :P)

    rss

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  5. JC, convenhamos, o BBB nem de verdade é.



    Segundo Sabrina Sato, tudo é ensaiado, existe um roteiro a se seguir diariamente.

    Mídia, mídia, JC assistiu o filme "O quarto poder" como John Travolta e Dustin Hoffman ? Nada mehor para se ver como a TV faz do povo massa de manobra.

    Não nos enganemos, se não há nada de proveitoso, por que empenhar seu precioso tempo em frente a caixa de fazer loucos !

    Certo estava Raul Seixas :" Se Eu fosse burro não sofria tanto "



    Forte Abraço !

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  6. Vanderlei meu querido,

    O que dizer de "O Show de Truman"? Este que você citou, "O Quarto Poder" ainda não assisti, mas vou procurar para ver este fim de semana, com certeza.

    Adorei a citação de Raul, é exatamente isso!

    Abração,

    JC

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  7. Pô bispa, não me decepciona, tá "in-íngrigi": Kisses and Hugs!

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  8. Oi Ritinha, adoro quando você vem perder seu tempo aqui no meu blog!

    É bem o que você falou. Me fez lembrar o Ricardo Gondim numa mensagem, quando citou "até um tolo de boca fechada passa por sábio"...

    Beijo!

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  9. Ah meu filho, nem atinei pra isso. Se bem que eu não domino assim kinem tu. Português agentessabemos e ingreiz só arranhêmu.

    Mas em relação a se decepcionar, é o que sempre acontece na vida rsss

    A gente se entristece com a expectativa que nós mesmos colocamos em relação a determinada imagem que fazemos de alguém.

    Ou seja, quando se quebra um conceito há uma frustração em mim, mas o conceito foi formado por mim em relação ao outro que não tem nada a ver com isso, ué. Valores meus que imprimi em alguém. Sou euzinha que espero daquela pessoa. Exigências minhas, do meu ego, muitas vezes até projeções, transferências, caprichos da minha meninice mais bem guardada rss

    Afff tô muito psicalista hoje rss

    K&H <-- he he

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  10. Avião, pensei que fosse a Dri comentando pelo seu email!!!

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  11. Pastor,

    Vc num acha que isso tem a ver com muitos dos igrejistas em relação a seus líderes?

    Na boa...

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  12. Com certeza! Tem também aqueles pastores e pastoras de igrejas tipo Universal e Renascer que falam iguaizinhos aos "Edires, Estevans & Sonias"... Foi neste sentido que você quis dizer?

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  13. Rpz...

    Também, né?

    Mas aqui eu me refiro, especificamente, àquelas pessoas que esperam perfeccionismo de líderes religiosos e estão sempre atentas a qualquer vacilo para detonar. Aplaudem e pisam, é uma relaçao de amor e ódio.

    Percebo um extremo doentio, onde ora se detona o cara, ora se entroniza. É uma oscilação em cobrança eterna. Repetitiva, cansativa. Que vem à tona "dicunforça" e veladamente. Tá ligado?

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  14. BBB me lembra "Bora, Bora, Bora", ou seja, suicídio!!! rsssssssss

    Mas concordo com a bispa psicanalista do teclado analfa (BPTA - que também poderia ser abreviatura de 'bispita') e com a Rita, que revelou que gosto é gosto (olha o dom de revelação aí!).

    Quanto às pessoas que assistem tais coisas pra se manterem integradas à sociedade, tendo o que falar nas rodas de amigos, digo o que diz a palavra: "A boca fala do que o coração está cheio!". Quer dizer, esse mundo de gente (não só no Brasil, mas pelo mundo à fora, desenvolvido ou não) quer uma vida sem responsabilidades, quer viver sem ter que fazer diferença alguma e, quando morrem, não foi 'fulano' que morreu, mas um número em uma estatística. Ninguém pode dizer que tal pessoa morreu, mas deixou um legado importante para a vida dos outros.

    E assim caminha a humanidade: "Que o mundo se exploda! Eu quero é ter minha vida confortável e sem problemas!".

    Não é mais um fruto da soberba (egoísmo, orgulho, culto ao "eu")?

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Anônimo, eu não sei quem é você, mas o Senhor te conhece muito bem. Sendo assim, pense duas vezes antes de utilizar este espaço LIVRE (poderia bloquear comentários de anônimos mas não o faço por convicção pessoal e direção espiritual) antes de ofender quem quer que seja. Estou aberto para discutimos idéias sem agredir NINGUÉM ok? - Na dúvida, leia mil vezes Romanos 14, até ficar encharcado com a Verdade sobre este assunto...