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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Morrer como um passarinho?


Muitos dizem que gostariam de morrer como os passarinhos. Dar um beijo na esposa, nos filhos, deitar para dormir e acordar no Paraíso. Sem sofrimento nem dor, sair dessa vida de maneira suave e não chocar ninguém com algum tipo de sofrimento. Todas as partes envolvidas ficam satisfeitas e o contrato é cumprido plenamente.

Pena que nem todos os passarinhos morrem dormindo. Muitos são presas de gatos, cobras e outros bichos, pedradas de meninos caçadores com seus estilingues, que atiram a torto e a direito por pura maldade. Outros caem em arapucas, redes ou alçapões e acabam adoecendo e morrendo de tristeza por terem perdido sua alegria de gozar suas breves existências em liberdade.

De um certo modo realmente vivemos e morremos como passarinhos. Temos nossa liberdade de escolha, e voamos para as direções mais diversas. Boas árvores, belas florestas, lindas paisagens, sendo supridos dia a dia por Deus, sem terem que semear ou colher. Até o dia que um imprevisto nos alcança.

Uma dor aqui, uma tontura ali, um caroço acolá. Vamos ao médico ou nos auto-medicamos. Em alguns casos até nos calamos e passamos a conviver com a dor. Encontramos zonas de conforto onde, dependendo do que comer, como dormir ou se movimentar, a inimiga dor faz um pacto de trégua e passa a não nos importunar a todo momento. Passamos a achar então que tudo está sob controle.

O problema é que vamos sendo minados. Nosso corpo começa a entrar em lenta decomposição. Invisível e silenciosa, vestida à paisana, a morte começa a cobrar nossa vida e os anos de descuidos e excessos. Até o dia que ela tira sua fantasia e mostra todo o seu horror. Gelada, ela começa a nos tocar. Ela está acostumada com o processo. Desde a expulsão do primeiro casal do Jardim do Éden ela entrou em campo. A partir de Abel e Caim ela começou a arrancar as penas dos passarinhos sem misericórdia.

Não há morte decente ou digna. A morte sempre será um horror, mesmo que seja como na utópica morte dos passarinhos. Um tumor, um câncer, um AVC, um infarto. Longos meses de sofrimento, caso eles não tenham sido fulminantes. Um atropelamento, um acidente de avião, uma bala perdida. Não importa a máscara que ela usar. Um dia ela vai chegar.

Não tenho medo da morte. Tenho nojo. Asquerosa e cínica, brincando de pega-pega com os seres viventes, sempre à espreita, aguardando uma oportunidade.

Glorifico a Deus pois o dia de nossa redenção se aproxima. O dia que não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas terão passado.

Reações:

4 comentários:

  1. João,

    No mesmo sentido do seu texto, mas focando exclusivamente no porvir, tendo esta nossa existência apenas como um "sopro" e ainda repetindo palavras de Paulo: "morrer é Cristo e viver é lucro".

    Portanto, os que foram alcançados pela salvação em Cristo devem ter como lucro o reencontro com Ele na eternidade, ainda que o nosso instinto de sobrevivência vinculado à nossa humanidade queira sempre nos manter vivos.

    Grande abraço, amigão!

    Em Cristo,

    Ricardo.

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  2. Este é meu lema meu querido irmão... rrsrs

    Viver é Cristo, morrer é lucro. Penso até em já comprar a lápide com estes dizeres, mas todo cristão crê na mesma coisa, deve até vender lápide assim em lojinha evangélica... rsrs

    Um abraço!

    JC

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  3. Caramba, "Pastor"

    Você é d+

    Taí um pastor que eu beijaria a mão rss

    Mas... Sem comentários, só lendo e relendo.

    Valeu!

    Abs...

    R.

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  4. Deixa de ser puxa saco.... rrsrsrs

    Beijo Regina!

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Anônimo, eu não sei quem é você, mas o Senhor te conhece muito bem. Sendo assim, pense duas vezes antes de utilizar este espaço LIVRE (poderia bloquear comentários de anônimos mas não o faço por convicção pessoal e direção espiritual) antes de ofender quem quer que seja. Estou aberto para discutimos idéias sem agredir NINGUÉM ok? - Na dúvida, leia mil vezes Romanos 14, até ficar encharcado com a Verdade sobre este assunto...